quinta-feira, 30 de junho de 2016

Reluz!




O amor reluz
Qualquer coisa
entre a bossa e o blues
Uma doçura inconteste
Um jeito profundo
De pôr fé no mundo...
Ah! um mistério de Deus 
Que forma laços bonitos
brinca de alinhar horizontes
E unir infinitos! #

Reza da Vovó



O que tu tens, ...............?
Susto, quebranto, mau-olhado, ares comungado?
Três botam e três tiram!
Não sou eu que boto e nem sou eu que tiro;
São as três pessoas da Santíssima Trindade:
Em nome do pai, do filho e do Espirito Santo! 




P.s: Não sei quem criou, mas sempre foi a reza da minha mãe em mim, compartilhado agora virtualmente, porque feitiçaria do bem, reza e bênção,  é para ser mandado em frente. Vovó dizia ser poderosíssima, sempre me fez um bem danado e se tem uma coisa que não duvido, é reza de mãe e de vó .  Que ela te faça esse mesmo bem danado e a trindade esteja contigo! 

:)


LUZ! (Do amor, da bênção, do fogo e da vida, sempre imperiosa e bonita)
<3




terça-feira, 28 de junho de 2016

Poema para Maria


Tu és feito o vento suave
Que balança a copa da árvore
Mas, não te vai com as folhas secas,
Maria! 

Espera para cantar 
uma canção para Cecília,
Qualquer quinta-feira
Quando ela chegar...

Fica para a próxima novela das seis
Do ano de 2060
Me dá mais tempo
Para te cheirar...

é bom saber que existes
 vida que me deu a vida!
Espera para cantar 
Uma canção quando Cecília chegar...

Ensina a reza da vovó
Aquela bonita, que pergunta: o que tu tens?
E que cobre tua alma com o manto
Da trindade do espírito santo! #



E que Ele te abençoe e proteja, sempre, minha Maria...pois amo-te muitíssimo. 
E se eu não sei fazer uma canção para você viver mais, eu te faço um poema e um milhão de orações. <3
(Um pequeno susto trouxe a lembrança de que a vida é frágil. E o amor...ah! um presente)

domingo, 26 de junho de 2016

Qualquer coisa: amor! ( Filosofia do Boteco da lua - Um plus otimista para os amantes da vida)



Senta aí, meu caro leitor, nesta mesa-de-poesia e prosa. Vamos prosear.Quero te fazer uma pergunta: Você já ouviu a linda canção de Renato Russo que diz: 

"Vamos fazer um filme?"

Então. Confesso, todas as vezes que a vida me desafia, assisto um catatal de filmes de amor! Pode ser dentro de um trabalho, de uma rotina, de um ideal ...enfim, essa é uma característica que demorei um pouco a assimilar como minha. Tive historias hilárias por isso: já fiz bloquinho de amigas para assistir em uma única noite: Love History, Doce Novembro, o Diário de uma Paixão, Um amor para recordar e P.s: Eu te amo. Sim, foram litros de lágrimas, pipoca e coca-cola. 
Um 'chororô monumental', digno de filme de comédia e válido para o fim de uma era em mim, em meados de 2011. 

Um grande amigo, certa vez que disse que tudo que rime com amor ou "Qualquer coisa, amor” é o titulo do filme da minha vida. Ri bastante na época, porém reconheço que é a mais absoluta verdade. Filmes de amor são bonitos: eles têm ‘rockinhos’ emocionantes, gente sonhadora que passa por muitos problemas, alguns amores que brigam e separam, e  vida! bonita e imperiosa, como deve ser. Realmente gosto destes filminhos. Aprecio as coisas que envolvem as pessoas e seus pares, as multiplicidades da paixão, que move montanhas, moinhos e a fé da gente. 
 Por outro lado, adoro comédia. Se for romântica, então! é que elas têm apenas um ou outro draminha, sem nada muito dolorido. Gente que ri de si e de seus tropeços faz com que me sinta  deliciosamente humana.  Porque ah, se  te falasse quantas vezes tropecei até mesmo em meus próprios ideais, rs...isso sim seria uma tragédia.
O lado mais bacana de um filme de romance ou de uma comédia romântica, é que eles terminam bem, as pessoas boas terminam bem e os amores 'se acertam'. Aí, dia desses,  soube da separação de casal querido e pensei: ah, pena que a vida real não é igual esses filmes! Mas, então, tive aquele pequeno insight: na verdade,  é sim

Se ainda não teve um fim,  é porque estamos nós, na prateleira da vida, e Deus nos faz “rodar” em nossos moinhos, para adequar nosso roteiro.
Sabe, como aquela frase clichê “se ainda não deu certo, não é o fim”? então! É isso! Afinal, quer coisa mais clichê, que “amor”?  É a coisa e o sentimento mais usual do planeta! Então...
Como boa sonhadora de roteiros felizes, eu só posso dizer a você: Sim,sim e sim... vai acabar bem. E antes disso, vai ser bom também.  <3


*Vai sim!

Qualquer coisa: amor! ( Filosofia do Boteco da lua - Um plus otimista para os amantes da vida)



Senta aí, meu caro leitor, nesta mesa-de-poesia e prosa. Vamos prosear.Quero te fazer uma pergunta: Você já ouviu a linda canção de Renato Russo que diz: 

"Vamos fazer um filme?"

Então. Confesso, todas as vezes que a vida me desafia, assisto um catatal de filmes de amor! Pode ser dentro de um trabalho, de uma rotina, de um ideal ...enfim, essa é uma característica que demorei um pouco a assimilar como minha. Tive historias hilárias por isso: já fiz bloquinho de amigas para assistir em uma única noite: Love History, Doce Novembro, o Diário de uma Paixão, Um amor para recordar e P.s: Eu te amo. Sim, foram litros de lágrimas, pipoca e coca-cola. Um chororô monumental e válido para o fim de uma era em mim, em meados de 2011. E para a lembrança bonita das boas risadas deste dia mais que comédia.
Um grande amigo, certa vez que disse que tudo que rime com amor ou "Qualquer coisa, amor” é o titulo do filme da minha vida. Ri bastante na época, porém reconheço que é a mais absoluta verdade. Filmes de amor são bonitos: eles têm ‘rockinhos’ emocionantes, gente sonhadora que passa por muitos problemas, alguns amores que brigam e separam, e  vida! bonita e imperiosa, como deve ser. Realmente gosto destes filminhos. Aprecio as coisas que envolvem as pessoas e seus pares, as multiplicidades da paixão, que move montanhas, moinhos e a fé da gente. 
 Por outro lado, adoro comédia. Se for romântica, então! é que elas têm apenas um ou outro draminha, sem nada muito dolorido. Gente que ri de si e de seus tropeços faz com que me sinta  deliciosamente humana.  Porque ah, se  te falasse quantas vezes tropecei até mesmo em meus próprios ideais, rs...isso sim seria uma tragédia.
O lado mais bacana de um filme de romance ou de uma comédia romântica, é que eles terminam bem, as pessoas boas terminam bem e os amores 'se acertam'. Aí, dia desses,  soube da separação de casal querido e pensei: ah, pena que a vida real não é igual esses filmes! Mas, então, tive aquele pequeno insight: na verdade,  é sim! Se ainda não teve um fim,  é porque estamos nós, na prateleira da vida, e Deus nos faz “rodar” em nossos moinhos, para adequar nosso roteiro.
Sabe, como aquela frase clichê “se ainda não deu certo, não é o fim”? então! É isso! Afinal, quer coisa mais clichê, que “amor”?  É a coisa e o sentimento mais usual do planeta! Então...
Como boa sonhadora de roteiros felizes, eu só posso dizer a você: Sim,sim e sim... vai acabar bem.

E antes disso, vai ser bom também.  <3

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Ventos de Rajada



Os ventos de rajada sopraram
Levaram as telhas das casas
Varreram as folhas secas da estrada
Tombaram antigas  raízes
e sob a terra:  fendas, cicatrizes...

... fez-se o breu sob a cidadela antiga
do meu coração.

A defesa civil não explicou
Um estranho silêncio reinou
Pela noite  enevoada
a poeira fechava o manto
e sob os pés, não deixou nada!

Nenhuma pedra, nenhuma flor
Levou com a escuridão todos os medos!
...mas amanheceu suave, esquecido temporal
Luz ! céu pincelado de azul e  lilás...
 pois, após o caos, nasce a paz!  #


Porque  "ventos de rajada" deixaram a minha cidade na escuridão,ontem.
 "E toda vez que falta luz...o invisível nos salta aos olhos".


LUZ! 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Destino


Destino!
Dizem ser um malvado vilão*
A mim não causa medo:
Trago-o aqui, na palma da mão...

Sim, eu digo o caminho
Em quais  moinhos 
 o que  pretendo  e para onde remar
não sigo a sina, vou contra o mar!

Navego uma Nau sentimental demais
Encho a alma e banho o corpo
De reza, benção e comunhão 
Trago perfumes na respiração...

Não sou muito coerente:
Sou de versos e avessos eloquentes
Sei pouco sobre anestesiar a vida:
 sigo dispersa, feliz e comovida!


"Ora, direis: Ouvir estrelas?
Certo perdeste o senso! eu vos direi no entanto
Enquanto houver espaço, corpo,tempo
e algum modo de dizer não:
eu canto..." 
(Belchior, na reinterpretação do poema de Billac)




quarta-feira, 22 de junho de 2016

N. 18 - Ali!



 Se não fosse pra ser coisa de cinema
levantar os pés no primeiro beijo
e escrever uns mil poemas!
 E se não fosse pra  tirar o sossego
Inspirar sonhos e insônias
E até alguns tropeços...

Que graça teria ser paixão?
 Essa coisa tola e bonita!
Prende a garganta
falta a respiração
Deixa a alma leve...
Estranhamente colorida!

Se não fosse pra revolucionar
escrever nos muros da cidade
encontrar estrelas no brilho de um olhar!
E não fosse tão terno e tão esquisito
Tão disfuncional e incerto
Não seria tão mágico, tão trágico:

Nem tão perfeito! #


Dos meus lindos rascunhos de 2011, essa coisinha fofa. 
Casei com a canção do Skank para deixar seu coração levinho, como o poema. E o adaptei. Sim,ouço canções e sinto os sentimentos emanados.  Se não fosse para ser assim, tão plural e poeta, tão cheia de sentido e sentimento, eu nem queria existir. :)

LUZ!



n.17 - "Bons Velhinhos"



O seu rosto não mais se alinha 
Sequer me importo,
Minha rainha.

A minha boca ainda a deseja
Encoste a sua à minha
Vem, me proteja!

O seu sorriso é tão constante
O seu sorriso não é de hoje,
Vem mais de antes!

E a felicidade que nos conduza
Até a morte, meu velhinho.
Minha eterna musa.

Até o meu corpo está sem vigor
Me abrace de levinho,
Nem sinto dor.

E esse casal está tão crescido!
Minha velhinha,
Já está escrito.

E o nosso livro, pra que escrevê-lo?
Ainda viveremos muito
Eles sabem o roteiro.


(Poesia de Kaique S.T,blogueiro poeta, que encontrei no ambiente virtual,pelo blog www.imparidade.blogspot.com)

N.16 - Amor de Flor.


Se não houvesse outro motivo,
Nenhum outro sorriso,
Nenhuma outra estrada,
Ainda assim, seria válido!
Pois teve 'tu'  na caminhada.

Se não houvesse um sol bonito
Sonhos esquisitos
Na morada de cada coração
Ainda assim, teria valido
Pois segurei na tua mão.

E vi o amor ter tantas faces
Cores, formatos e sorrisos
E você me viu crescer!
E fez meu mundo mais bonito.

Acompanhou os meus moinhos
Até a curva do caminho
Em que se foi, partiu
Para jogar sua linha
 na outra margem do rio...

E se nada mais houvesse
Que contasse para mim quem sou
Eu reconheceria ser tua flor
Pois sou  raiz do teu amor! #


"Pode ir tranquilo
teu rebanho tá  pronto...
...te encontro na fé ... " <3 <3 



Porque minha mãe sonhou com meu pai dia desses e ontem me contou umas coisas tão bonitas dele por aqui. 
Até  a outra margem do rio, quando a minha canoa encostar na tua, meu amigo, meu pai!  <3 <3 

terça-feira, 21 de junho de 2016

N.15 - Pipa!




Ah! Corações...
Pipas ao sabor do verão
Sem planos ou rotas
Ventos quentes de junho
O peito solta e respira fundo...
Ah! Paz...
 brisa que sopra do doce rio 
atravessa as marés do tempo
e o verão derrete o o frio da estação
mundo doce, feito drops de limão!

 #
De ler..." Ela tem alma de pipa avoada" :)









segunda-feira, 20 de junho de 2016

Poema n.14 - “Cordel Drumontante”*


E agora?
Maria e José?
E agora?
Distinta a luz no poste
Que alumia o rosto
A agonia e o gozo
Norte e Sul...
Não mais dois
Para cada lado
Um!
...
Vento balança
A saia de Maria
José , longe pensa
No cheiro que sorri o dia
Café pra UM! (-qualquer?)
No boteco do seu João...
Sem café,
Sem almoço,
Sem jantar
O outro lado bebe o chorar!...
...
Ópera chinesa
Vai consolar Maria
O conforto de José?
As pernas de Luzia...
Ópera,pernas – apenas artifícios banais
Pensa que dançar
Já não quer mais...
Acende a lua!
Pega o telefone
-E volta atrás! #

·        * Poetizando com Drummond e Alice Ruiz, ajuntei em cordel José e Maria!  =)

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Do Amanhecer


Uma chuva fria, macia
Beijou a face da noite
Mas nasce sob Macapá
Um sol alegre.

Amanhece...

Como tudo que está em movimento
O tempo não repousa, estático
Move o sol, a lua, os fatos
Gira a roda da história 
- é inexato.

Volve e revolve sentidos
Na delicadeza da ternura
Faz as pazes entre a calmaria
A poesia e a loucura...

ah!

E ouço aquele som de Belchior
sempre inconfundivelmente belo
A dizer que o mundo real
Não é assustador: nele habita
 a filosofia, o brutal e o singelo.

então...

Visto as lentes de John
e emano  amor e luz
e enquanto sinto a carícia que o vento traz
Repouso o coração na paz! #

(Do amanhecer)

LUZ!


O devaneio do amanhecer*


Todo dia que amanhece, anoiteceu noutro lugar. A vida precisa dessa alternância para semear, regar, arar. Somos produto e agricultores de nossa vida e desse mundo, coadjuvantes do todo. Veja que negócio louco essa coisa de ser...

Vejo os primeiros raios enfeitar o céu. É processual! Pouco a pouco o sol volta e revolta estações. Não há esforço algum na harmonia do universo: alternância e função.

Alternância,função, harmonia. Sem questionamentos, a vida onisciente segue o ciclo da natureza, esse arcabouço incrível de elementos que cooperam para a existência um do outro.

Exceto...nós. Ansiosos, inquietos e sedentos. Cheios de respostas ou dúvidas,  poesia, pergaminhos e outras formas de fuga ou de encontro. Conceituamos e desvirtuamos, queimamos no fogo de nossas próprias teimosias e lágrimas. 

Mas, sinceramente, não há saída, a consciência e o coração nos abençoou e condenou, concomitantemente. Cada um com suas próprias mãos, cheias de sementes: grão e oração.

Preciso de um "fazedor de amanhecer", Manoel. 
A máquina mais defeituosa da natureza é a humanidade. 

Mas, impossível não sê-la.
Até  que volte a ser raiz, carbono,alma.


* Originalmente em: http://aluanaodorme.blogspot.com.br/2014/12/o-devaneio-do-amanhecer.html

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Poema n. 12 - O Poema mais Bonito *

Josue Reis vende seus poemas pelas ruas da minha cidade.
Ontem tive a alegria de ter contato com alguns. 
O moço tem um super talento e permitiu esta postagem. 
:)

terça-feira, 14 de junho de 2016

Poema n.10 - Para Elô!

Elô é minha amiga de infância e filha da melhor amiga de meu pai. Ela acordou meio triste e nos correspondemos poéticamente.

Poema n.09 - O dia que não raiou (Por Elô Oliveira)


Poema n.08 - "Quartetos à ruiva*"

(* Por V. Cantuário) 


Vigorosamente ela ecoa
Plena, formas únicas, a tez atéia
Seduzindo um transeunte desavisado
De sua presença, mas que pecado!
É cometido, serenamente
Ela sorri meu pensamento
Não evita a visão mais fugaz
Pode ser que não te veja mais
Então desejo o mais de ti cobiçado:
Um olhar brilhante, um mover lustroso
Poder apenas contemplar teu rosto
Sou sim eu , o desavisado. 


Poema  no registro das visitas de hoje, publicado originalmente em: http://aluanaodorme.blogspot.com.br/2011/10/quartetos-ruiva.html

Sobre o imprevisível e o amor!


Então, o plano de um post de amor por dia saiu um pouquinho da linha.
O motivo? alguns acontecimentos da vida e do cotidiano, pequenas coisas que, todas juntas, rodearam meu universo de afetos e me retiraram de perto deste espaço poético. Confesso que fiquei um pouco perplexa com tantas singularidades  de uma vez: foram as imprevisibilidades.
...ah! as imprevisibilidades. 
Pensando bem, que graça teria tudo exatamente como o planejado? Admito, gosto de planos, feito o Cebolinha. Mas se um dia, os planos infalíveis dele tivessem dado certo, a Turma da Mônica não teria enfeitado toda minha infância com tantas coisas legais.
Tanta coisa já planejei nesta existência! Quando criança, eu e meu primo fizemos o plano de nunca crescer. Para tanto, iríamos montar nossa própria colônia de ferias. Mas o capitalismo veio e nos contou que crianças não montam incríveis parques aquáticos fantásticos, pois isso demanda altos investimentos. Depois disso, já planejei chegar na hora, concluir tudo no tempo certo, ser tão estável quanto uma estátua, enfim, planejei tanta coisa que deu errado! - Pelo que sou grata. 
As pelejas que passei quando o plano deu errado me tornaram quem sou, o universo de afeto que construo em paz no meu dia a dia, e trouxe as pessoas que me dão amor incondicionalmente. No meio do caminho, quando os imprevistos ocorreram, eu socorri e fui socorrida e isso fez mais forte a "minha turma" : tenha com quem planejar, mas principalmente, tenha com quem contar, se o plano der errado ou ficar mais difícil do que os traços iniciais.
Enfim, às vezes é preciso perder um pouco a linha, ou melhor, soltar um pouco...deixar o imprevisível ser imprevisível, curtir os ventos de um barco sem leme...
Depois, retomar suas pequenas coisinhas,  como agora, em que o blog retoma suas poesias dos 30 dias de amor - Renovado e ainda mais cheio dessa coisa esplendorosa, nunca igual, sempre excepcionalmente mágica!

LUZ!



terça-feira, 7 de junho de 2016

N.07 - Ciclos!




O fogo sempre é fogo
Quente, queima ou aquece.
A flor ainda é flor
Mesmo quando fenece...

E a terra roda,roda, devagar
Sempre rotação ou translação
e os ventos levam e trazem o rio-mar
eterno vazante ou preamar...

As estações nunca mudam
Apenas trocam de lugar 
tudo muda e tudo ainda é
o eterno retorno da  maré...

E os ciclos se ajeitam no universo:
frascos de perfume e sabor
A vida se enfeita de sorrisos e verbos
Mas o poema... sempre será de amor! #



De conversar com uma amiga poeta sobre a essência do poema.
...porque o poema existe para encher a vida de ternura! :)

Luz!



segunda-feira, 6 de junho de 2016

n.06 - "Namorados no Mirante" - Por Vinicius de Moraes.


* Do livro "Para viver um grande amor", o  poetinha e o poema para os namorados... 
:)

Oração



Ei, Deus...
Ensina-me a ser mansa como um rio?
Que não se corta com as pedras que limitam
Suas entranhas, cinge em beiras
Passeia pela imensidão das montanhas
E desce, livre cachoeira...

Ensina-me a ter a paz
Das andorinhas
Que, uma a uma, voam
Para formar o verão...
Deixa minha alma tão macia
Quanto o céu na imensidão!

Quero chegar na tua casa
Com as vestes e almas limpas
E sentar na tua mesa
Para tomar café
Falar como foi divertido
E que mesmo quando foi doído
...Eu não perdi a fé!

E contar  quantos sorrisos gerei
Da lealdade que plantei
Das sementes que trago nos bolsos...
E das vezes que o amor me fez morada
E de como, pouco a pouco
De penar em penar
Ganhei um belo par de asas...#

Enquanto construo meu par de asas, eu agradeço! não sei como essa poesia vai chegar no coração de quem me lê...eu só queria,como Manoel de Barros, agradecer. Essa poesia foi feita na saída do hospital, de onde auxiliava nos cuidados da mãe de uma amiga-irmã. Havia uma profunda gratidão em mim, por tudo e por nada.
 Obrigada, meu chapa. Cada vez melhor, é o plano...sigo na tentativa.  <3 


LUZ!