terça-feira, 29 de abril de 2025

(Qualific)Ação!


 

Nem concretista, nem burocrata
Nem bossa nova, nem velha prata da casa
Nem melancolia, nem parnasianismo
Nem uma coisa, nem outra:

 Avida não explica nada, meu bem: 
Nem eu! - Movimento...

Mas...se quiseres saber,

Bora pegar em uma maçã, sentir o cheiro que vem dela
Vamos à repartição, dividir o tempo em querelas
Vamos tomar um porre, chorar um amazonas
Ou curtir a beleza na natureza

Vamos fazer tudo e viver o todo: Sentir o gosto
Perceber o Ser, deixar estar
Viver de verdade
Sem teorizar:  
Velejar que nem loucos,

Amazonas rumo ao mar...

Bora pichar um muro: fora todos!
Vamos chamar marcianos e brincar de redescobrir o Brasil
Quem sabe a gente invente um plano
E descubra um lugar menos hostil...

No final, somos todos não qualificáveis 
- quiçá, com res-salvas
Coisas que se perdem,
Coisas que ficam no meio do caminho

E aquelas que nos compõe:
Sim, do verbo 'cancionar'
Entre elos inexatos, simbora!
Vamos viver o verbo amar.

Vamos parar num hospício, dormir de conchinha
Tomar um banho de rio ou sentir o calor do asfalto
Gozar de um jeito novo  em cada coisa
Viver o possível: o profano e o sagrado

Perceber que o caos é bom: dele nasceu o planeta
Vê-se na primavera tímida que nasce, aqui no quintal
É tudo tão perfeito e tão inexplicável
Nem é mesmo tão saudável viver de perguntar

Não matematiza nada: os físicos do espaço
São os próprios astros.
Tem coisa mais perfeita?
Precisa de mais explicação?

Se quiser saber o que é calor, meu bem
Não pergunta, estende a mão...

Senta comigo na terra, acende tua luz na minha
Vamos procurar um farol
Beber o fim de tarde
Buscar a janta pelo nosso anzol...

Depois, na hora de explicar
Vamos comprovar à banca 
- Os donos da porra toda-
O quanto a vida é mesmo tão incrível

E a gente,  inqualificável.
Afinal, ninguém nos ensinou o roteiro
É tudo quântico 
E não quantificável!

#

P.s: Foi uma brincadeirinha, UNIVERSO. A gente é muito qualificável e aprovável ahiuhaiuhaiuhauihaiuhiauhaiu. A gente é muitooooooo A-PROVÁVEL!


p.s: Republicado de 23.20.2023, quando eu ousei brincar sobre a qualificação.rs.  
;)

segunda-feira, 28 de abril de 2025

In love!



Dizem que passa!
Que foge,
Dizem que é flor,
Semente e estrela.

Fogo, canção
E até um certo acelerar 
Do coração! 
Dizem que dói...

Eu, estrangeira de um país vizinho
Digo é saliva, suor
Riso, paixão e vinho,
E é também as pedras do caminho...

(Verso solto, sina, teimosia do destino!)

Dizem que bate da aorta
Que é erva de deixar a alma torta!
Dizem também que quando não mata,
engorda.

E dizem que é lição...
Mas, em meu coração
é sempre rima, poema
Soprar de bolhas de sabão!

Claridade, bênção 
emoção!

#

De ouvir um outro poema sobre o misterioso país do amor.
Republicado, pelas razões de sempre: foi acessado e gostei de relembrar que já vi/senti essa ternura.

quinta-feira, 24 de abril de 2025

"Mínimo?"



Não me vejas partir de tua retina
meu sorriso quer te ter
Mas a vida ensina, é sina
precipita e faz chover...

Vais mesmo deixar-me  ir embora?
sem pedir ao trem-destino uma chance?
sigo adiante, sem demora
- e talvez saia do teu alcance-

Poema mínimo
- dois sem história pra contar?
linhas em desalinho:
Outro caminho ...outro luar!

 Então, é game over!
overdose silente, enganosa calmaria
veja como somos fortes! - evitamos sofrer: 
'sábios-idiotas' cobertos de covardia.

#


De 08.03.2012. => Esqueci deste poema e relembrei porque está no meu painel de acessos...ainda bem que o poema eterniza o poder  're/cor-dar'.

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Consumível




O meu tempo o vento consome
Nota, escorre a canção pela mão!
Passo e alinho o verbo ao infinito
Tento ser meu calor mais bonito...
E mesmo que, às vezes, erre o quinhão
É de afetos que mato minha fome!

  O resto é espaço....

                                        sede....

                                                                                        ilusão...! 
              

            
* Republicada de 2014, pois foi acessado e tenho pensado muito no conceito de flagrante e fragante: as coisa sólidas que, como disse Marx, se desmancham no ar...                       

sexta-feira, 4 de abril de 2025

Eterno... Retorno!

 



Desde que acordei
Já deixei pra trás tanta coisa!
Meu sonho esquecido da noite anterior,
A beleza da lua passada,
E até um belo par de asas…

É que o tempo cria demônios
Redemoinhos e tufões
E leva embora tudo que somos – efemeridade
Para trazer, com o mo do mundo,
Novas partículas de segundo.

Por isso, adeus, adeus!
Mas é sempre até breve…
Pois na curva do arco-íris
O amor (mágica infinita)
Em si, repete.

O vento que fez a curva,
Girou a roda do universo
voltou no dobrar da esquina,
arejou certezas,
e hoje dança com as cortinas…

#



* Republicado.
Somos Luz e ação que câmeras não alcançam.
Existir é mesmo muito raro.
<3