quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Sobre o "Alguém certo" e o "certo Alguém"




Alguém que ouça suas coisas loucas. Aquele seu dia (i)nútil. Seu instante de tristeza. Alguém que some em suas alegrias. Que ouça Chico contigo, pelo menos umas duas vezes por semana. Alguém que te inspire a melhorar, adaptar a rotina egoísta e ser mais. Que faça amor e não guerra. Alguém que chegue de surpresa e tumultue um pouco os planos e certezas, só para depois se acomodar gentilmente no teu dia. Alguém que entenda teu lado 'bruxa,menina, pateta,mulher e sacerdotisa' ( tudo bem, esses são os meus lados. Mas você tem muitos em você! faz tua lista) ;) 

Alguém que não tenha medo da chuva. Dos corações que já escreveu. Ou de uma ou outra história maluca. Alguém que te inspire a voar. Que pire contigo, nessa coisa doida que é viver. Que traga inspiração para escrever, mas alimente teus confortáveis silêncios com ternura. E que, quase por acaso, na maciez do tempo, fique perto, fique junto.

Que se adapte para te receber em um abraço meigo e quente, dia após dia. Que te convide a crescer. Que tenha suas próprias vicissitudes, porque amar envolve acolher o universo do outro. E não se 'encaixe' direitinho, porque amor não tem enquadramento, apenas flui. Mas que perceba que a vida é instante e descoberta e nessa incrível roda gigante, escolha rodar no mesmo tempo e espaço que você. 

Sim, de um jeito ou de outro, todo mundo procura o amor. E todo mundo encontra com ele, da sua própria singular maneira. Nunca igual. Sempre surpreendente e belo
E isso eu desejo para mim e para você, todos os dias <3

Do alto da ponte de Mazagão

Google Imagens.

Dorme dentro do Rio
A alma do menino
Dormem dentro do horizonte
Lágrimas sentidas!

Mazagão conta a história 
Da ponte que abriu caminhos
E selou destinos
Levando vidas...

Que agora dormem
Dentro do Rio de memórias 
Daqueles que amaram
Das bocas que beijaram.

Que agora dormem 
Para o concreto atravessar a vida humana
transformar a velha paisagem
e ganhar forma urbana.


(De olhar o rio, hoje ainda, no meu dia)

terça-feira, 27 de setembro de 2016

A tempestade




Apesar dos raios de sol,
Cai uma tempestade teimosa.
E eu, que amo a chuva
Não gosto desta
Porque te molha o rosto.

Queria um guarda-amor
Para te proteger da dor
Ou qualquer trocado de poesia
Que comprasse um sorriso teu...

Por isso, faço pactos atrapalhados  com a vida:
Para que ela não te corte os joelhos,
Não machuque a emoção.
Quisera ter as chaves do tempo!
E sempre poder segurar na tua mão.

Mas,  percebo o quanto sou frágil e pequena
Longe dos superpoderes que queria ter.
A vida acontece, inevitável e voraz.
Meu peito arde enquanto a tempestade cai...#


Poesia reencontrada e revista, para Julia Rocha, na primeira vez que chorou.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Efêmera!

A efemeridade  do agora
a eternidade do que se sentiu
A vida! a arte e o poema
As flores nascidas em abril...

Entendo pouco de quase tudo
Enquanto anoto minhas percepções
Não guardo esquinas ou endereços
Guardo sorrisos, sonhos, apreços!

Sou mesmo um bicho tolo
Que respira enquanto arde
Que sonha,sente e crê
e que não sofre por sentir saudades...

Que ama mais as brevidades
Do que as coisas estáticas e imutáveis,
E  reverencia cada trocado de poesia...
Bebe os raios do sol nascidos com a luz do dia! #



Paz! Para o dia. <3

Meia-Biografia entre Parênteses


Sigo com esse coração bobo
As canções da Clarice
Uns seis cds do Chico,
E uma lua enorme
Pendurada no umbigo

(Que, por bênção ou castigo
Não dorme!)

Sigo com esses pés tortos
E os ipês coloridos de Setembro
Sempre esqueço as chaves
E atraso o tempo
Para olhar um beija-flor

(Com a velha alma macia
e os mesmos versos de amor...)

Sigo comovida e pateta
Coração tolo e alma ruiva
Que, por alguma mistura
Entrou no sangue quente
De menina geniosa e ardente!
Porém ...feliz!

(Sem gemidos ou ais,
tão em paz...)

Sigo adocicada,
Toda apaixonada por Belchior,
abraço e brigadeiro
Com o coração inteiro,
Que abre caminhos,
em velhos moinhos...

(E os pés descalços
Donos do próprio destino!)

domingo, 18 de setembro de 2016

Minha velha máquina


Minha velha máquina
Sentimental demais!
Doce fazedora de ilusões!
Sonhos que escorrem pelas mãos,

 E pedem colo! - Ou o embalo do vento.

Minha velha máquina
de buscar vida,
De comer a paisagem colorida
Com a ponta dos dedos!

Posso falar de ti
Sem cerimônia:
Conheço as teclas com problemas
E os pinos que faltam,

Conheço aquela velha mancha
E a tela riscada
E até a última coisa
pela qual riu ou chorou...


(Dizem que é sempre amor).

;)

LUZ!

Crônica: A arte e o belo!

A ruiva(1896) - Tolouse Lautrec
Rola um som adocicado pelo meu jardim. Meu vizinho resolveu brincar com seu sax.
 É um domingo calmo e manso, tudo que se ouve é o sax e a melodia do vento, que batuca pelo meu sino dos ventos, pendurado à janela. Estou com o coração feliz como o da menina arteira que fui. Ah! Menina arteira...saudades de ti, sempre agarrada às bonecas da irmã mais velha. Para não perdê-la de mim, virei poeta. Essa coisa fina e densa chamada matéria não resiste de se enternecer para a poesia. Somos poeira da vida, do tempo. Foi no meu encontro com a poesia que encontrei  o licor para fazer disso esculturas! E o som ecoa...

"Dust in the wind
All we are is dust in the wind..."

Foi de pensar nisso, que lembrei o quanto a arte nos resgata. Mas, o que é a arte? Para mim, a arte tem tudo a ver com o belo. Isso faz recordar que ontem, por intermédio de uma amiga, fui conhecer a Igreja Messiânica e tive a doce sensação de receber um Jhorei, no dia por eles intitulado como " O dia do belo". Mais do que um conceito estético, para eles, o belo é uma filosofia: a filosofia do encantamento, que pode( e deve) se reproduzir em nossas atitudes.

Retorno à arte. Meus artistas favoritos? As crianças. Menino (a) 'arteiro ' é sempre sinônimo de felicidade. Algumas das lembranças mais ternas que tenho na vida vêm de momentos que passei com as minhas crianças amadas. Só para ilustrar, uma vez brinquei de pique-esconde com minha sobrinha, e ela escondida, não aparecia de jeito nenhum. Passados uns dez minutos, a encontrei toda encolhidinha no armário de panelas, meio chorona, pois tinha feito xixi, na ansiedade de ser encontrada. Foram muitos risos, uma fotografia batida (para envergonhá-la, no futuro) e muitas risadas. Melhor do que qualquer palestra ou curta-metragem sobre inocência, é a lembrança do seu olhar ao ser descoberta , de menina envergonhada, doce e feliz...que pode ser a mesma que sinto quando me desnudo em um poema. 

Arte nos movimenta e torna a vida humana sentimental, expressiva. Por isso a cultura é um fascínio para mim: a arte cultivada por uma determinada população e que se descola do silêncio para falar conosco. A arte que é uma carícia, uma conversa sobre como uma pessoa percebe o mundo.  Como estar sentada aqui, no jardim, enquanto escrevo e ouço o som do sax, que diz, apenas com seu instrumental...

"Bem te vi
Bem te vi
Andar por um jardim em flor
Chamando os bichos de amor
Tua boca pingava mel... "

Sim, penso que arte (e o belo!) pode representar mesmo um milhão de coisas! Inclusive encontro. Encontro de mim com minhas próprias memórias e percepções do mundo. Com minhas saudades de domingo e com minhas bênçãos diárias. E com a alma do outro. Como esse som macio, que sai daquela casa encantada, que canta e conversa comigo, sobre rock and roll, mpb, sobre som e silêncio. E sobretudo, sobre a vida. E como ela faz sentido, quando tocada. E sobre como é bonita!!!



(Escorreu deste texto:
Toque sua própria melodia. Aqui,
Todo mundo é artista!)

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Mini-Conto Poético : Descalça!


Ela desaprendeu de pontuar
As vírgulas e reticências da vida
E permanece assim
Meio Saramago
Meio maluquecida

Ela desaprendeu de conceituar
Ficou sem dicionário  
Toda cheia de tudo
Saiu de alma descalça pelo mundo

(Dizem que enlouqueceu)

Mas eu digo que ela 
Está tão mais bonita
Mais doce e mais macia
Mais calma e mais terna

E até mais atrevida!

(Propositalmente sem pontuação nos começos e meios - meio Saramago, meio louca. Pontue você, que a lê, na forma que sua alma entender melhor) ;)

Que a gente se atreva a buscar os nossos sonhos. <3

O Amor!


O amor te pega pelo  braço
Faz pacto com o cruzar de dedos
Enfrenta o escuro com um abraço
Faz calor e espanta os medos...

O amor leva para casa,
Depois de um dia inteiro cansado
Beija espaços sagrados,
Convida a permanecer.

E descobrir o que vem depois do romance:
A primeira briga, a lágrima e o bater de portas
A tarde inteira improdutiva!
E o doce pedido de perdão...

O amor deixa saudades
Mas também conforto
E as setas brilhantes  que na rotatória da vida
Indicam a rota de retorno...

O amor é mais que uma sensação
É força própria e  sentida
Uma rede macia ou uma oração...

Um jeito próprio de ser fé da vida!




* Ao som de.

Para meu casal favorito.
Amor, Jaci.

A Guerra!



Palavras sangram,
Palavras choram.
São tanques e canhões
Manchando corações

Quebrando histórias.

São armas de demolição
Implodem e cortam mãos
E são fontes de destruição
Nas emoções, campo minado.

Palavras queimam!
Ardem! Passeiam nos escombros
De antigos palácios
...e levam um amor para dois lados! #


Beijem com palavras – elas constroem horizontes. <3
Para meu casal favorito, beijos.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Na beira da Cidade



As andorinhas da primavera
Beijam a manhã no céu
Amanhece sobre Macapá um sol bonito.
Tenho os pés molhados da última maré
Do amazonas...

(o rio de doçuras
Que carrego no peito)

Fernando, o Tejo não sabe abençoar!
Não tem São José na ponta da cidade
Não sente o coração pulsar sob os pés
De um sol ardente, nem tem as mesmas
Águas barrentas e castanhas...

Mas deve ser bonito o Tejo
Em mim, um rio inteiro sem memórias
O amazonas é um rio falante:
Conta causos, amores,
Deságua histórias!

Na beira da cidade converso com o sagrado
Vejo que tudo é matéria e arte
Nesse piso molhado e barroso
Encontro sentido
Sinto que sou parte!

E sinto,  num revoar de passarinho
As mãos de Deus sobre mim!
Numa carícia doce que não tem sermão.
E no silêncio manso que parece não ter fim

O vento canta uma oração...#


Sob as bênçãos do Amazonas.

LUZ!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Era manhã!


Era manhã,
Chegaste com o cheiro da rosa
Amor de setembro!
amor de minha vida!

Sorriste como o ipê florido
que rasga o céu sem machucar!
Pele e alma macia,
Luz,estrela pequenina...

Trouxeste as lições de um fino traçado
Enfeitaste a primavera com tua cor,
tão delicado bordado
nosso gesto, elo de amor...

és vida tão festejada, 
doce amor de setembro!
Eu bem me lembro,
era manhã... #


Para Julia Rocha, no dia em que nos deu a alegria de vir ao mundo. Eu te amo,
Felicidade é o que te desejo. Receba a minha bênção, todos os dias: eu te bendigo.

Viajante


Tateio a vida devagar
Redescubro meu traço
Pouco a pouco
Navego os tons de azul do céu...

Viajante de um espaço próprio
Num outro tempo e gravidade,
Sinto amor, sonho, sono...
saudade!

E sinto o coração bater!
Nota, é um milagre...
todos os dias, sentimentos tão reais!
mas, alguns traçados são mais especiais....

Toca na rádio uma canção bonita,
e o instante se enternece ,
faz as pazes com o som e a melodia!
O dia nasce dentro dessa imensidão...

e  os ventos sopram novas alegrias.

" Eu sou a viajante e a viagem" 

LUZ!

Aquarelável!


Imagine um mundo cinza.
Pessoas em tons não exatos de branco e preto.
Céu sem azul, paisagem sem verde.
Uma chuva escura escorrendo do céu.
Por mais que  AME o cinza do dia, aquelas coisas bonitas meio letárgicas, não consigo imaginar o mundo fora das lentes de um bom batom vermelho. De flores vermelhas. De colorido ao redor.

Espelho interno colorido!

Acho fantástico não saber quantas cores existem de verdade.
O olho humano completamente saudável enxerga 250 Megapixels de detalhes, cor, movimento. Cientistas já descobriram uma mulher que discerne 99 milhões de cores a mais! Penso duas coisas  a respeito. A primeira: Só poderia mesmo ser mulher (rs). A segunda: Quem garante que ela vê mesmo, já que não vemos?
Às vezes, imagino as cores que Deus guardou só para ele, nesse universo em expansão. Aquilo que meu olhar não suportaria, pois ainda não tem a capacidade física (nem a interna,talvez) de compreender e enxergar...

Como deve ser lindo!  Como é linda essa manhã,a paisagem que está agora mesmo à minha frente,  as flores na janela, o brilho das pedrinhas, ainda úmidas da chuva que a madrugada trouxe. A vida é muita detalhada e aquarelada!
Mesmo sentimentos o são. As pessoas falam muito em "cinza das horas", "Vermelho" de amor, "Verde" de ciúmes...quem nunca ouviu um "roxo" de vergonha? 
Cores que visitam emoções...
Aliás, pensei na visita das cores, porque há uns dias atrás,  o youtube sugeriu que visse clipes no estilo do que está aqui embaixo, em "What a Wonderful World". Depois de passar um bom tempo enamorada deste estilo , cheguei à conclusão que a culpa é das cores. De como a paisagem desenhada fica absolutamente incrível. De como a arte é capaz de nos enternecer, comover para o que às vezes, nos passa despercebido, embora naturalmente lindo.

É, vida...tu és muito aquarelável! :)








Um dia cheio de cor para nós.


(Texto de Marco/2016)

domingo, 11 de setembro de 2016

Quereres



Não quero fórmulas prontas,
Quero as idéias  loucas!
coisas sem eira, sem beira
e sem moldura,

Quero beijar a  loucura 
dentro e fundo! 
Colher sabor e veneno,
Que ninguém é pleno
antes de revolucionar
 seu próprio mundo.

ah! quero canções sem sentido
dizer um segredo ao pé do ouvido
sentir alguma coisa santa, doida e pura
Morar no meu umbigo.

Entender borboletas, passarinhos
Ah! a receita simples de existir...
Beber o elixir do sentir desmedido
E, no correr de um verso,
tropeçar e encontrar 
com teu sorriso! #


Que nossos quereres sejam os quereres de  Deus.  :)

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A viagem! (Crônica sentimental da Velha Boba)



Ela me telefonou. Havia algum tempo anos que não nos falávamos. Coisa pouca, apenas três anos,  mas no mundo líquido, é sempre um milagre manter o elo de um amigo.  Disse-me que chegaria a Macapá. Tinha o aspecto cansado nas palavras. Senti que precisava de mim.
A amiga com quem compartilhei tantas coisas engraçadas, debates enormes nas nossas mentes juvenis e que desde cedo sabia que seria médica. Fui buscá-la após um dia inteiro consultando. Ternuras e constrangimentos iniciais, começamos a conversar sobre as primeiras ‘porradas’ profissionais.
- “ Perdi uns pacientes ...” (Penso: perdi umas paciências ...- mas ouço atentamente).
Ela teve perdas que iam além do ego profissional. Haviam vidas. Gente que amou, que tinha família, que deixou sua marca nos corações da pessoas. Mesmo para nós, que acreditamos em outras oportunidades, era triste sentir a vida indo embora. Contei a ela minhas perdas também. Vi gente que escolheu o ‘caminho mais fácil’  e que decidiu subtrair das pessoas o direito, tão pessoal e intransferível, da dignidade. Gente que morreu em vida, sem perceber...
Olhava para ela com saudades, o tempo todo me certificando que aquele rosto novo, que a idade lhe conferiu, ainda tinha a alma amada. Achei que estava  com olhos cansados.
Saímos para comer. Ela virou vegetariana, comeu sanduíche de salada. Inspiração para mim,  que ainda não consigo esse nível de respeito com os animais e que guardo uma culpa toda minha por isso.
Conversamos sobre séries, sobre as nossas pessoas e nossas vidas. As dificuldades que enfrentamos para sermos essas pessoas éticas que planejamos ser desde crianças, força na resistência, cansaço teimoso e fé de não desistir. Ah! E falta de grana, porque honestidade cobra seu preço por aqui, viu, marcianos?
Conversamos tanto que quase não dormimos. 
Deu saudade do tempo que a gente tinha tempo...mas por aqui, agora tudo é artigo de luxo. A manhã chegou e ela partiu no avião, levou consigo os meus 12,13,14,15 anos. Aquelas meninas idealistas que fomos deram as mãos e nos contemplaram nossa despedida, sete 'da matina', no aeroporto. Elas eram amigas ainda, como ainda somos, com nossas almas amigas que não se subtraem uma da outra com o passar da vida.
Ela levou também o amor que guardo por ela, desde este tempo  e a felicidade que sinto por sermos assim, leves, idealistas e jovens, cheias dos nossos 15 anos, cheias dos nossos livros e planos, pouca grana na bagagem, muita vida e sentimento.

Ah! E amor – a força mais poderosa que podemos construir. #



Boa viagem, minha amiga,
Eu apenas queria que você soubesse que ''a minha ternura não ficou na estrada, não ficou no tempo, presa na poeira''. E fico feliz em saber que a tua também não, exatamente como sempre pensei que seria. <3

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Feliz! (Repeteco Poético de 23.08.2016)



Feliz!

Pois hoje
Uma flor nasceu
E o arco-íris veio azul, com sete cores
E no ar, o perfume adocicado de sabores....

Feliz!

Agora,
com a maré cheia matinal
o cheiro doce do amazonas nos cabelos
 tocou  Belchior na 96.6...

E dizem até 
Que dentro daquela janela
bate um coração
bate uma ilusão...

aquece um sonho louco de felicidade
de a - cor - dar! #


Para os sonhos que nascem, que ganham formato,
As bênçãos de Deus! :)

Mini-conto poético


Essa ferida?

Sara sim, meu bem. 
Não te atordoes mais
Do que a cinza das horas do agora
Não te preocupes, a chuva não chora
Mais do que um inverno ( invento)

O dom da vida, não cobres
Não anotes: deixa a vida acontecer
No raiar de cada dia!
Que a cada instante nascem novas alegrias...

E, Carlos dizia: Ah,Sara sim.
Sara, amanhã!
- Repetia baixinho 
E de tanto repetir, sarou.

E então Drummondeou
Bem de fininho
Foi sorrindo miudinho,
mais alheio ao poema 
mais presente para o amor! #



* Brincadeirinha com o Poema "O amor bate da Aorta", de Drummond,in Antologia Poética, 1983)