quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Eterno Retorno



Desde que acordei
Já deixei pra trás tanta coisa!
Meu sonho esquecido da noite anterior,
A beleza da lua passada,
E até um belo par de asas…

É que o tempo cria demônios
Redemoinhos e tufões
E leva embora tudo que somos – efemeridade
Para trazer, com o mo do mundo,
Novas partículas de segundo.

Por isso, adeus, adeus!
Mas é sempre até breve…
Pois na curva do arco-íris
O amor (mágica infinita)
Em si, repete.

O vento que fez a curva,
Girou a roda do universo
voltou no dobrar da esquina,
arejou certezas,
e hoje dança com as cortinas…

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Somos Luz e ação que câmeras não alcançam.
Existir é mesmo muito raro.
<3

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Todo dezembro chove em Macapá


Todo dezembro chove em Macapá
Mas as águas sempre caem diferente 
Dentro da gente...

Tem vezes que a maré 
Se ajunta à sinfonia da chuva
E o peito fica cheio da canção da água...

Havia um tempo que a gente corria pela rua 
sonhar era fácil
E a gente soltava barcos de  papel
só pra ver os pequenos riachos levarem 

A beleza simples da vida escorria pelos olhos...

A noite chegava cedo 
E a gente podia vencer o medo
do assobio do vento 
Das chuvas de meia noite...

Agora, o tempo fechou…
Mas quem sabe amanhã sorri
E nas asas de um bem-te-vi
Caiam águas coloridas por um arco-íris...