domingo, 21 de maio de 2017

Romances




Faz parte do show : delícias, clichês
Romances têm sim um roteiro!
O teatro doce do começo
Onde todo mundo é sua melhor versão…

Mas, após o
  And they lived happily ever after”
É que descem as cortinas do dia a dia
Onde Cinderela acorda com o despertador
E o Príncipe sente dor…

Anjos decaídos,
Adão e Eva fora do paraíso!
É depois do depois da paixão
Que nascem os amores sãos…

Onde a vida, real e contínua
Acontece sem pontos ou vírgulas
(Sem parênteses de explicação)
Um drama entre Kundera, Allen e Saramago
Moinhos de vento, duelos imaginários!

Fidalgos covardes, entrelinhas não lidas
A leveza e o peso das palavras incompreendidas!
Ah!... Mas, ainda assim
Antigos sábios dizem que  romances
São  o ópio  e a razão  de existir! 

#

E o que alimenta o melhor da arte. :)
De (re) ler trechinhos do " A arte do Romance", do Kundera , de longe um dos meus autores favoritos.

sábado, 20 de maio de 2017

Reminiscências



Penso em ti
Não como o viajante que perdeu a viagem
Mas sim como um trem de rápida voltagem
Miragem, paisagem,
Tempestade de uns 1000 dias
No meu tempo singelo.

E daquela aventura de ser
Inteiramente corpo e emoção
Trouxe o coração molhado de afeto
Uns olhos marejados  e inquietos
E uma alma marcada de paixão.

Depois,

Descobri no espelho a força de ser e sentir
E não guardei nada que não fosse bom
Aprendi as cores do meu próprio universo
Aceitei meus avessos e versos
Encontrei com a paz,

Em meio ao furação.


 * Quando a gente aprende com a vida, com o verso, com a natureza sempre transformadora  que nos faz ser mais gente, é sempre um presente. 
E a vida é isso mesmo: encontrar com a ternura do próprio universo. :)

LUZ!

sábado, 13 de maio de 2017

Canções



A andorinha canta
de saudades do verão
Mas, veja, meu bem,
é apenas um lamento

O tempo, em seu tic tac 
no regra incerta do relógio
Levou para longe 
o sol ardente...

Mas flores nascem das sementes
de tudo  que ficou guardado
e, do outro lado
é da vida viver nova estação...

E a rádio  toca aquele nosso canto
que diz que a vida, meu bem, é encontro
''embora exista tanto desencontro...''
- E desencanto -

#

Já disse Nietzsche, se tudo é eterno retorno, eu escrevo, vivo,rio e canto.
E sinto, por mim e por todo mundo que me conta uma canção de amor 
(do jeito que for) .

:)

LUZ !

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Refúgio



Vem, amado
Sonhar um sonho a mais!
Daqueles loucos...
Com nuvens de algodão
risos e rimas,

Que hoje a vida
Arrancou-me 
- dentes e feridas - 
Um pedaço da mais louca poesia!

Preciso de ti, 
Minha canção de amor
Para acreditar em horizontes
e fronteiras

E conversar com as  estrelas!
Saber que aquela calda de cometa
Não desceu do céu por ilusão,
Minha paixão...

Preciso confessar que pequei
Um pequeno delito irremediável
E o absurdo mundo nem sentiu,
Mas uma lágrima caiu
da face do universo...

Vem, preciso do teu verso
aqui.

#

Quando a gente só precisa de um sorriso a mais para sentir a alma redimir-se inteira do mistério profundo que é estar aqui, na Selva, e por isso ser fera. E porque é bom ser esse sorriso, às vezes. 
Enfim...de sentir a dor alheia, transbordei. 


LUZ!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Um riso





Um riso d´água (afinal)
Desenhado no gris invernal
Da vidraça do meu coração
ah! Manhã  molhada...

Como é bela a bênção terna
Da alegria...
A doce sutil nostalgia
Dos dias nascidos pela mãos da chuva.

(Como se, num pacto com a lua
O dia inteiro pintasse o céu de cinza)

E a previsão do tempo
Diz que é você
E o horóscopo não nega
Vai chover

Amor a dois!
e o que vier de nós
De ontem em diante
é riso e paz.

#


Então... riso e paz para o teu dia.


LUZ! :)

terça-feira, 9 de maio de 2017

Os sinos das catedrais



O vento sopra
Os sinos das catedrais
Velhos arcas mágicas
Que dobram a canção do espaço…

Nessas horas, penso em D. Maria
Que reza um terço
Dentro de um quarto escuro
Pela paz no mundo…

…e em ti, anjo inquieto!
Causa que impede o guardião sublime
Que colhe e realiza preces
De dar à luz ao milagre pretendido,

 Pois, meu peito doído
Nem disso se compadece
delinquente, voraz,
não cessa de sentir saudades... 

(Romances astrais,
Resquícios de um verão
Marcados de temporais...)

E quando o vento sopra às seis
Nos sinos das catedrais
O murmúrio do vida ecoa
Nossos ais…!!!


"Mas eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Nessas coisas do oriente, 
romances astrais
A minha alucinação 
É suportar o dia a a dia
E meu delírio é a experiência
Com coisas reais...''

Obs: De ouvir o Belchior de cada dia e pensar na vida e nas tais 'coisas reais'...

sábado, 6 de maio de 2017

Construção


Deixe que que eu sonhe
Muitas formas de um mesmo reino
Que ainda estou assim,
em construção.

Vivo de reparar estragos
Criar novos atalhos
Em uma recriação sem fim
de espaços...

Cheia de juízes
Sou meu maior algoz
Sopro cicatrizes
e desato nós...

Aprendo e caminho pela vida
Esqueço perdas, teço poesia
No espaço/tempo: ternura do cotidiano!
Existo, sinto e celebro ganhos...#

Pense em uma coisa autobiográfica.
Saiu de pensar nos 'personagens do meu filme em branco e preto'... <3
E na vida, cheia de resquícios de arco-íris. 

LUZ!

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Amores de Supermercado


Baby, a última estrela cadente caiu
e já não há mais tempo para a próxima canção
partiu o trem da emoção,
e o sol não virá para o amanhã.

Mas veja, há amor na prateleira
Junto aos enlatados
requenta o café frio da geladeira
e compra uma paixão de supermercado,

No fundo, é só ilusão
Um jeito de estar só/acompanhado.

Ignore a indiferença 
a cada morno rosto preso na retina
faça do adeus uma rotina
sobreviva, baby,sobreviva

Saia já  daí.

#

'Amores de supermercado' nasceu,após refletir novamente o livro 'amores líquidos' do Bauman. 

Saia já daí. ;)

LUZ!




quarta-feira, 3 de maio de 2017

"Responso do eu", por Isnard Lima


Isnard Lima, no livro " Malabar Azul", p. 34, Crônica " Responso do eu".
Arte em desenho do Manoel Bispo.
Isso é Amapá! <3

"Raros!"

Totalmente loucos,
Resolveram estar juntos
E, imperfeitos um para o outro
são felizes no PRESENTE!
Sem a eternidade do “para sempre”
Livres!
  límpida força pungente...
Porque perfeição é conceito precário
Pois o natural é vário
e o amor um encontro de  raros...#
essa imagem merecia um poema,vc não acha? =D
*Poema de Outubro de 2011.
Sei que, sem tanta estética, ainda é meu poema (desta que vos posta), favorito.
Se fosse para ter escrito um único poema na vida, seria esse.

Saudades Vivas






Trago o lábio amargo
Do café matinal
E do bom dia
que não te dei

Meu bem, sumir da vista assim 
Deveria ser pecado!
E a sentença, no tribunal dos poetas
seria estares sempre ao meu lado...

Mas, bem sei,
''Navegar é preciso''.

Nos mares onde nos vimos
Nas curvas em que dizemos adeus
Não te esqueças jamais do até breve
e que a  rota de retorno seja leve...

E afaste a solidão...

#

Fiz para um casal de amigos, de ouvir sobre as saudades que sentem.
O amor é lindo e a distância, pouca, para quem ama.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Pequenas Notas sobre o Tempo


O tempo é uma invenção!
Uma ilusão de óptica
Vitrais coloridos
De um mesmo ser...

É multiplicador e divisor
de distâncias
Sua balança inexata
Pende...

'O tempo rege o ato'
Na metáfora perfeita do jurista
E o ato engole o tempo
no inverso do avesso do escasso dia a dia...

O tempo é sempre presente
Mesmo quando passado
Afinal, mais do que carne e matéria
A memória é sua espaçonave.





segunda-feira, 1 de maio de 2017



Pessoalidade, erudição, sentimentalidade. Ser, mais do que ter. Filosofia mais que medicina. Amor, inconformidade, revolução. Fuga das "luzes de mercúrio'', luz das coisas reais. Uma incrível mensagem de vida. E do que é importante, de estar aqui, no mundo. 
Não quero ver de Bel nenhum ritual solene, cheio de gente, que ele não topava ser cultuado, gostava da coisa de ser pessoa. Hoje, como sempre, reflito a filosofia apaixonada de suas canções ...

LUZ!

MEU CANTOR FAVORITO SUMIU DO MAPA (Parte VI - Pois dizem que não tem final)



Hoje, dia 30.04.2017, a Sociedade confirma a morte de Belchior.
Mas, não tratarei sobre isso. Nem sobre sua biografia. A sociedade – aquilo do qual tanto fugiu nosso cantor- tratará de fazê-lo.

Quero falar é de revolução. De um cara que saiu do Nor(des)te, correu a cidade grande, “ com os pés cansados e feridos de andar légua tirana” e que leu e conversou com Pessoa, Dylan, Poe, Caetano, Dante, João Cabral de Melo Neto, Bilac, Raul e tantos outros, através da tragédia metafórica de sua vida e arte.
Quero falar de um cara que fez da sua vida uma procura pela felicidade, antes de tudo o mais. Que deu uma ‘banana’ para o glamour vulgar que engoliu tantos talentos e aceitou o peso de ser inconformado. E da suavidade ao falar de amor…e da gentileza em dizer adeus…
E da forma como retratou o peso de uma geração. Da pessoalidade explícita em cada letra, do sentimento preso na dura rotina de uma juventude em guerra consigo, a loucura de sonhar, onde se vê tanto concreto, tanta gente de pedra. Em ser pessoa, mesmo quando a palavra já não soa bem…em ser maluco, vestir a roupa dos malucos, desaparecer, dar adeus ao showbizz,  como poucos malucos fariam.
Quero falar de vida, 'inteiramente livre e comovida', de erudição discreta, de preferência por ser do que aparecer, de manifestar do que cantar, de ter voz ativa, real, cortando os pesos do cotidiano com uma faca, através do canto. 
E de ironia fina, que desafiou a visão romantizada das grandes capitais, de inconformidade ideológica e  poética, de vida latente e arte no cotidiano. Por isso, quem ouve Belchior, não o cultua, senta-se à mesa: a pessoalidade de todas as canções evocam um "eu'' que fala direto com quem a recebe a canção. Ouvir Belchior é ser seu amigo, é filosofar em conjunto. É ser pessoa junto, naquele momento. Seu canto não convida à contemplação, leva o ouvinte à sua própria paisagem interna e passeia.
Sim, quero falar do meu cantor favorito que hoje, SUMIU DO MAPA, como já o fez antes.
E dizer que não acreditem se verem fotos dele em um ritual solene de adeus. Desconfiem, pois ele não era dado a essas coisas. E pedir que não façam da morte dele um espetáculo: ele já deu adeus a isso.
E, ademais,  não sei vocês, mas, ligeiro que era em fazer a diferença em qualquer lugar, suspeito que resolveu partir daqui, ir ter com John , Raul e tantos outros,  criar  um plano intergaláctico de revolução musical e criar  um tipo PAZ  mais legal do que apenas Harpas, lá pelo Céu.  Criar o "Céu dos malucos".
E não duvido que depois, entediado, vá fugir de lá também e passear pelas ruas de uma cidade qualquer, com a velha roupa colorida e o blusão de couro, tocando uma canção nova, em algum brechó ou boteco casual.
Por isso, enquanto eu estiver por aqui, vou manter meus olhos bem abertos.

Vai que uma hora ou outra, nas loucuras do universo, a gente se encontra.

LUZ, BELCHIOR!

*Corrigido, pois redigi chorando e não foi possível conferir  precisão gramatical, naquele 

domingo, 30 de abril de 2017

Umas e outras lições de amor em Belchior




Ela não quer que ele aprenda a ser cool
Nem que tire o velho blusão do corpo
Quer tomar um gole do seu copo
Marcar sua boca de batom
 Com um beijo louco.

Ela não quer que ele aprenda inglês
Nem que seja um exímio dançarino
Quer apenas um tango argentino
Correr junto para um mesmo destino…

Ela quer filosofar pequenas teorias
Mas sentir o toque real da borboleta
Quer chorar as dores do mundo
E sorrir de pequenas delicadezas

Ela não quer nem isto e nem aquilo!
Que toda menina sonha
Ao brincar de boneca
Quer ver as luzes da cidade!
Correr perigo com a pessoa (in)certa.



#

Sobre coisas que ela aprendeu por amar Belchior... 
E foi deste coração selvagem que o Poeta, ouvindo músicas que ama, deitado em seu sofá, natural e livre, voou, segundo sua mulher companheira (pelo que agradeço à vida a metáfora poética, pois, já disse Drummond, 'o amor bate na aorta').

Reli e apaixonei-me novamente: https://coisasnovaspradizer.wordpress.com/2012/09/19/o-que-e-belchior/. <3

Explicação

Imagem do filme "Nuestros amantes"

Foi por teu riso aberto
Naquele banco de praça
O rastro sutil de perfume
E as confissões ditas 
Antes de saber teu nome...

Foi por tua alma
Doce e dispersa
Apresentada sem metáforas
E o jeito terno e macio
Com que me abraças...

Foi a louca ternura
Com que nos beijamos 
Depois de dividir
No terço do segundo
As dores do mundo

E de como imaginamos
Em um loop sem jeito
A paranóia vulgar gostosa
De como Bukowski
Chama sua dama ao leito

Foi por tua alma 
Cheia de clichês 
Em meio a risos sem sentido
E por nosso Adeus tão demodé
Por quem me apaixonei...

#

" As vezes, quando se escreve um roteiro
é difícil saber quando parar..."  
Frase do filme "Nuestros amantes", que deu o tom e a inspiração a este poema. 
Melhor comédia romântica que assisti nos últimos meses!!!
Assista se gostar de "paixão morando na filosofia" . :)

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Hoje, a humanidade me venceu ( Devaneio da Velha boba)



Esta poeta traz as mãos cansadas de parir palavras. Emoções, quando nascem das mãos, têm o dom de puxar um pouco da alma. E haja papel, lápis, caneta, caderno. Enfim. Escrevo porque esta é uma declaração quase inconteste: Ei, humanidade: hoje,você venceu. Mas este não é um bilhete suicida ou coisa do tipo.  Na verdade, são apenas linhas e digressões sobre sonhos que ganharam outros rumos, na curva do espaço. Sonhos que navegaram para longe...

Escrevo porque hoje, 28.04,  é dia de greve geral no meu país. Pleiteia-se muita coisa importante, principalmente, a manutenção de direitos trabalhistas e dos direitos previdenciários, tais como estão. As pessoas estão nas ruas, pelo direito de viver e de sonhar. Sobre esses direitos,  faço analogia da situação àquela canção "todo mundo tá relendo o que nunca foi lido...tá na caras, tá na capa da revista´.

Junto a isso, a festa do judiciário está nas delícias da  delação premiada, que por aqui, virou fofoca de vizinho, de tão banal: é, Sr, K, não apareça, por aqui, "Qualquer coisa que se mova é um alvo e ninguém tá salvo". Recentemente, acompanhei o caso de uma pessoa que deu um tiro na cabeça porque, ainda em fase de investigação, teve sua vida achincalhada, com direito ao "circo" que alimenta o "teatro dos vampiros". 

Os vampiros?  Eu, você. Gente comum que senta e assiste TV e sente um prazer sobre-humano em ver a crueldade estampada, a violência. "Ah, eles merecem"...merecem? e se não merecerem?  isto aqui - esta merda - ainda tem um poder Judiciário, não é novela da Rede Globo. Precisa de procedimento.

Escrevo também porque, no meio da ida ao trabalho,  fui assustada por uma ultrapassagem irregular (das muitas que acontecem no meu dia) e foi bem,bem medonho .Um idiota com pressa, sem respeitar o limite de 50 km das vias públicas dentro da cidade. 

50 km! Imbecil. Estava com aproximadamente 100 km. Mas, o que importa? como não foi pego, vai sentar e assistir à TV e ficar feliz com qualquer novo espetáculo, o sangre e as vidas derramadas. Como todos os demais: gente que coopera em licitações fraudulentas, gente que realiza caixa dois em transações,  gente que sonega impostos...



A verdade é que não imagino mais como ter um filho e explicar para ele as verdades que me foram ditas na infância: que ele precisa estudar, ser correto, não ferir seu semelhante, não roubar e não digredir as leis! Na prática, fora do politicamente correto, ninguém aqui gosta de fazer o 'certo'. Talvez seja da natureza da humanidade: a parcialidade e o egoísmo inerente: não há preocupação em não ferir o semelhante, pois não nos reconhecemos: inimigos não veem semelhanças. E, por isso, não há patrões nas manifestações. E há tanto jogo e desconfiança das pessoas em aderir: não se sabe em quem confiar.

Dia desses, presenciei na fila do pão uma pessoa se vangloriar de pagar "cinquentinha" para ser liberado depois de dirigir com o IPVA atrasado. Bosta de Estado. Te coage a pagar: A propina, o IPVA que será desviado. Bosta de pessoas. Formam o Estado da eterna conivência: se eu não for pego, não é errado:  Errado, nesse país, é ser pego!!!

No meio dessa loucura aleatória aqui, todo mundo é uma bomba-relógio: explosão ou implosão. Tudo é terrorismo.

Mas, espero pela Nossa Senhora Mãe dos Poetas, que você que meu leu, não se sinta cansado. E que a pequena guerra, hoje perdida, amanhã seja moção para um mundo melhor, tão melhor...que eu nem sei descrever nisso aqui. Que eu não sou capaz de sonhar. Porque ainda está sendo preparado, no coração de um SER, uma força bondosa superior, que bem que pode ser uma reunião entre MARIA, MAOMÉ, JESUS, OXALÁ, KRISHNA, BUDA, e tantos outros...


LUZ!




quarta-feira, 26 de abril de 2017

Despedida



Nada é o que foi outrora
E o último verão do teu olhar se foi
É tarde, o sol cai,
 E leva consigo esta poesia triste.

Parte.

Tristeza tem muitas formas de ser:
Eis o mistério de sentir.
Esta calma e lânguida certeza
É sua veste.

Não faço caso, deixo o instante
Ter sua própria sutileza
Tudo é mesmo dor e beleza
E o caos é apenas parte do mistério.

Voe com suas vestes
 e seu coração insular
Não mande mensagens do lado de lá
Siga a sua luz particular.

Adeus.

#

De uma ação de divórcio que aconteceu,
Permitam-me compartilhar a dor, tão natural à humanidade, da despedida.
Impossível separar o 'coração de poesia' da vida, do trabalho, do cotidiano..
No mais, lembro o poeta: "Aos amores impossíveis...tempo".


LUZ!