quinta-feira, 20 de julho de 2017

Entre Mapas e Convenções


Vivo entre mapas e convenções
Dicionários e repartições
“Excelentíssimos” e “Ilustríssimos”
Passo horas e ‘oras’ entre artigos…

Visto a roupa da normalidade,
Transito,
Caminho bem entre convenções…

Mas, se me olhares de perto
Talvez note… (talvez não)
Um rubor, um calor em excesso
Que denuncia em mim o ‘não’:

Não me encaixo,
Não cedo, disperso:
Arranco rótulos: dissolução!
E me abrigo em (im)próprios excessos

Moro dentro de minha ilusão!

#

"Calma!
A tudo, eu prefiro minha alma
Quero que este seja meu brilho
e o meu preço" 

sábado, 8 de julho de 2017

Notas sobre esse amor



Da nascente
Esse amor que é tão nosso
Tão inexplicável e resistente
Raiz de uma semente
Nascida em um dia de maio,
Do fogo

Esse amor que é cio
Curto Pavio
Fogo entre abril e Setembro,
(Eu me  lembro)

Das águas

Esse amor que tenta navegar no frio de águas
Mais amenas…
Que é canção e poema
Irresistível mensagem!

Em nós!

                                                                         Louca metragem: 
Nuances entre rimas e um cobertor
Frio e calor que se derrama
Intenso e febril, sopros de um grande amor…


*Poemas dos rascunhos do blog.
:)

LUZ!

Aquele casal (Crônica ou Devaneio sentimental da Velha Boba)


Lágrimas ardentes queimaram-me a visão. O coração acelerou!
Foi aquele casal, no aeroporto.
Eles não queriam  mesmo desgrudar um do outro e pareciam não poder viver sem o "toque essencial" do amor compartilhado. Eram jovens. Aliás, eu diria que muito jovens. Naquela época em que a nossa ternura ainda não foi duramente golpeada ou posta à prova.
Quase esqueci de que estava em uma fila de embarque. Fiquei ali, entre os cabelos cacheados da garota (a quem o garoto não parava de tocar) e o riso bobo compartilhado entre as lágrimas da saudade antevista. Entrei no avião com a sensação da beleza e da tragédia no amor, com o coração palpitando por me separar da imagem terna que juntos, eles formavam. Mesmo agora, confesso que lagrimei, só de recordar...

Mas, não foi o acaso. Sei que não. Digo isso porque ultimamente, eu, que sempre fui uma fonte de lágrimas, não tinha mais chorado pelas coisas ternas (e trágicas da vida) e, por observação de uma amiga, percebi que andava prática demais, sem prestar tanta atenção à delicadeza de existir. Desde então, tentei me animar com filmes. Pedi sugestões. Li uma tragédia romântica. Achei tudo quase tão previsível quanto minha presença de ausência das sentimentalidades do mundo. Nada resolvia. Nenhuma emoção arranhava minha imagem.

Dei de pensar que era "adultice" - apelidei de adultice a apatia da normalidade.E fiquei preocupada comigo mesma. Não faz parte do meu plano de felicidade esquecer o barato (já diria Caetano, a dor e a delícia) de viver.  Quero mesmo curtir a vida.Ser feliz nos detalhes sentimentais. Sou esse tipo de bicho. Aí, depois de tentar umas animações com filmes e livros, com um expresso em mãos, na fila para a entrada no aviaõ, aquele casal arrebatou minha emoção. E recordou a esse velho coração que a arte é para ser sentida através da nossa perspectiva de experiência. E que uma vida sem sentir torna tudo (até mesmo a arte, ou principalmente ela) vazia.

A arte é expressão,emoção, força viva.
Mas a vida...ah! a vida é uma viagem louca.
Sempre salva.

LUZ!

*Republicada.

Brisa



Deixo a brisa da maré soprar
Dentro de mim há sempre água:
Chuva, cachoeira e luar! 
 Deixo a brisa da maré soprar…

E o vento arrumar a emoção...

Levo trocados
De afeto nos bolsos
Há tempos desisti da perfeição!
Guardo retalhos e falas de teatro,

-  Sigo em paz na imensidão…

Sinto o céu  formar a direção e vou
Acredito cada vez mais
Na força infinita criadora
Do agora

A cada ato somos o que chega
(Mas algo sempre vai embora…)
#

Para quem se arruma e desarruma dentro de seus infinitos! 
<3

sexta-feira, 30 de junho de 2017

T.M



Um dia,

Depois de acreditar que ‘há algo de muito errado’
E dançar no salão  da festa da sua maior desilusão,
O amor vai vir, o mais rápido que pôde,
De uma outra estação…

Dançar e  rir das mesmas histórias
Recriar sonhos de antigas memórias
Ser feliz de um jeito simples,
Macio como as manhãs de domingo…

Um dia,

A delicadeza unirá as mãos amadas
E não haverá explicação
Só as linhas simples do céu conjunto e uma estrada
O ecoar de dois em um coração…

Isso, depois de virar esquinas,
Procurar feito tolo o vazio desconexo
Desistir e  reacreditar

Na força infinita do plano do Universo.



De rever um trecho pequeno disso tudo, que anda tão perdido e desacreditado, eu compartilho com você o meu amor pela fé bonita que nos desperta HIMYM.

LUZ!

terça-feira, 27 de junho de 2017

Nas asas da Curica


Hoje eu acordei
Com saudades dos poemas
Que não escrevi em teus braços
Na escura noite  que passou…

Soprei o ar e segurei dentro do peito
Imaginei o teu perfume de luar
De rio que, quando em fúria,
Transtorna, feito mar…

Hoje eu acordei
Sem os beijos e carícias da manhã
Sem teu gosto de hortelã
Pra enfeitar meu dia

E eu quase retornei, ao entardecer
Nas asas da curica
Que canta para a flor
Só pra anoitecer


Nos teus laços de amor.

#


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Tu



Tu,

Que mora dentro
De cada poema de amor
Pássaro azul que um dia bateu asas,
Mas voltou….

O meu maior abraço!
(Nós somos laços de outros verões…)

Tu,

Rima que ninguém escreveu
Mas que somente o Criador leu
E se enterneceu de repetir e repetir
Ecos de afeto, em ti, em mim...

(Esse teimoso Deus que nos quer bem)

Tu (e eu)

A confusa história que o grande Escritor
Insistiu em deixar na prateleira do amor
Mesmo depois
De a gente desistir da gente….

Se é sina, carma, destino, teimosia
- Quem explica¿ E quem desacredita¿
Quero mais é encontrar com a alegria


De estar aqui.

#






" ...e quem um dia irá dizer que não existe razão?"

Inconclusiva



Dentro de cada poema 
mora  o não-dito.
Na curva de cada esquina, 
dançam lembranças,

(Dentro de cada sonho, 
dorme uma velha criança...)

E a gente vive de parir poemas,
Dobrar esquinas
e gerar sonhos...  Por que será?
- Ah!  máquina doida e torta de venturas.

Dentro da superfície do rio
Moram mistérios,
e de cada canção, um amor
Dentro de toda alegria
Um jeito de curar a dor...

E fora disso não há nada:

Só a rua branca, estérica e estática,
A vida, meu senhor, é colorida e inexata,
O destino é uma velha senhora
Que sopra e varre as folhas secas da calçada:

 Deixa a estrada livre, a cada amanhecer.

#

LUZ!

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Do agora



Na desordem aleatória do universo
Que sorte (re)encontrar teu verso
Rimar com teu caminho
Assim, de leve.

Nós somos rima antiga
Coisa de outra estação,
Batidas de um coração
Que reconhece o outro...

Gosto de segurar em tua mão,
Sonhar acordada nossas loucuras
Da forma como tudo parece tão efêmero
Que quase se desfaz sob o sol da realidade...

(Eu aspiro em ti uma saudade...)

E então, desisto de entender
Respiro, te sinto e dou minha emoção
só vale a pena - O amor e o poema-
Se a gente desaprende da razão.

#



LUZ!



Nas teias do adeus



Nas teias de todo adeus
Moram histórias e lágrimas
Estradas viradas,
Laços e mãos que dizem “ Good bye…’’

Universo místico das paixões que findam!
As infinitas possibilidades de ser
Sonhos que se prendem na magia
Do não-mais-será…

E quem dirá que nisso não mora beleza?
Que o amor não pode  virar
Outra coisa, tão bela quanto a semente
Aquela coisa mística que deixa o peito quente?

E dizem que depois da estrada
Não há nada! Mas eu sei,
Na teia de todo adeus
Moram histórias e lágrimas…
 #



* De ouvir uma história triste, de pensar nas perdas e ganhos e de pedir ao Senhor das Paixões...
Que tudo que movimenta o universo ganhe seu próprio sentido,lugar e verso.

LUZ!

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Itinerário


Gosto de olhar teu rosto
Sentir teu corpo
Desalinhar meu coração!
Do calor e do frio de estar contigo.

Gosto das piadas loucas,
Do humor pouco convencional
Ainda assim, fecho os olhos,
Desacredito de estar nos teus laços!

Um filme, enredo de um sonho distante, irreal!
Mas eis, 
que estou mesmo em teus braços…
E eu já não sei então…

( Dessas coisas de paixão, tenho medo)

Qual a curva, a reta, a seta ou direção?
Neste mundo tão bonito e vago!
Onde a  vida, mais que a razão
Conta seu próprio curso, verdade e itinerário.





#

Para os desvios de rota, (c)alma. 
:)


LUZ!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Caminhada



Caminho pelo mundo
E, entre verbos e rimas,
Vivo de parir emoções:
Respiro o caos de um coração enternurado!

Perdi-me dos roteiros
Desenhei à mãos sorrisos
Em dias de chuva
Vida em versos livres e laços guardados…

Acho que não sei quem sou,
desaprendi de todas as certezas,
Estou mais em paz com o caos
De ser  poesia,pedra,poeira
No meio da cortina fina da normalidade…

(Dizem que  sou doida,
 - E é verdade)

Sinto saudade
Sinto paz, frio e calor
Mas gosto mesmo é de ser  rima solta

Estar e ir aonde o amor for…! 

#

A gente nunca sabe quem é de verdade.
Mas "Ele" sabe. E gosta de nos recordar.
Isso é bonito e necessário. 
(Sou sempre grata) :)

LUZ!

sábado, 3 de junho de 2017

Pequenas notas sopre o tempo e a vida



O tempo não anda pra trás (é uma pena)
Mas resolve a rima solta do poema
Deixa o vento livre
pra ser paz...

Na equação mágica da vida
Tudo soma!
brilha, reluz, multiplica
e o resultado é sempre um tipo de alegria...

Por isso, vou te contar um segredo:
Não tenho medo de sangrar...
Que o ciclo perfeito do universo
é um perfeito verso

- Um eterno retornar ao lar...-

A chuva cai...
e a natureza diz
que mesmo a água vive
Um eterno transformar!

E agora eu sei que é de vida, bênção,
 e sopro de amor!
Mesmo o vento que balança
Os cabelos da flor...

(Vida, eu também já sei brotar)

#

<3

De  papo com  o jardim, de manhã cedinho...

LUZ!




quinta-feira, 1 de junho de 2017

Highway (2)



Caminho pela estrada à procura de mim
com as velhas botas no ombro, o  riso antigo
E os pés desbotados
Pelas pedras e cinzas do asfalto...

- Presto pouco atenção nos radares
Placas e lugares não encontram lares
Gosto mesmo é dos mares
 e a luz macia dos luares... - 

- Mas eis que nunca sou e nunca me encontro!
(Nesta Highway infinita e incerta)

Deve ser essa mania fina de perder a pele
e debulhar de encanto
Ou culpa do gênio ruim de minha avó...
ah! Minha avó.

Velha louca que falava com plantas e ervas
E dizia a meu avô mensagens de nossa senhora
Criou filhos fortes e uma reza poderosa
Que embala suas gerações...

Não a conheci  
- Tampouco conheço a moça que mora no espelho
Sei apenas do perfume preferido
E do apreço por batom vermelho,

E o jeito meio sem esconderijo que se esconde em seu sorriso...

Sujeito-me à ser surpresa e caos
E começo a gostar dessa equação
Deixo o coração livre pra ser coração
(essa coisa de outro mundo que expande afeto)

Não sei mais o que é certo
Perdi a retilínea em algum lugar do passado
Deixei a rima solta e o coração desassossegado
E da vida, quero apenas:

1. Ver uma chuva de luar,
2. Mergulhar em um rio de estrelas,
3. Ser, transcender e  transbordar!

#


Sobre o gênio ruim, a reza forte e as plantas. Da vovó.
E sonhos loucos! <3
No mais, já disse o poeta: "Quem faz sentido é soldado"
  ;P

Coisas do amor



O amor bate à porta
Bate à pele (Sopro de luar)
Sinto seu perfume
E hematomas.

O amor confunde razões,
Expande a exposição de motivos
- É um tolo que assume riscos...
(Vivo ternurada de sua magia)

O amor é um bêbado equilibrista
Dobrando a esquina com flores e rimas
Enquanto eu assisto à tarde que cai
E leva o tempo pelas mãos...

O amor me calça, unge e abençoa
Cura minha descrença de existir!
Convida minhas teimosas pernas
A caminhar, transcender, evoluir.

( O coração, bolha de sabão
Soprado aos céus de seu fogo e loucura...)

#


Nascida do jeito mais legal que uma  poesia pode nascer: no cair da tarde, junto a um bom café. Porque eu acho que tudo isso aí é amor, entre outras milhões de coisas.
E para quê a gente existe, se não for por ele? :)


LUZ!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Paixão!


Veio de mundo que abre
Chuva doce que corre na veia
Silenciosa força bruta
Que percorre pele, carne  e artérias!
Impossível  não te respirar...

Rebentar de águas do Amazonas,
A força do caos e a sutileza:
Maldição, loucura, bênção:
Inevitável correnteza,
Brisa fria da manhã...

Nos braços da tua canção
mora o meu melhor poema,
No antigo cantar de Salomão
A sorte que a gente espera e teima...

Destino, loucura, sina,
Milagre ou sacrilégio,
Doce vício, sabor de perigo
Sonho, beleza, mistério...
Fogo, luz de um mundo paralelo!



#
"Sei que amores imperfeitos são as flores da estação"
De  pensar nas paixões que moram no mundo...e do mundo que mora na paixão.
:)

LUZ!