segunda-feira, 30 de julho de 2018

T.M



Um dia,
Depois de acreditar que ‘há algo de muito errado’
E dançar no salão  da festa da sua maior desilusão,
O amor vai vir, o mais rápido que pôde,
De uma outra estação…

Dançar e  rir das mesmas histórias
Recriar sonhos de antigas memórias
Ser feliz de um jeito simples,
Macio como as manhãs de domingo…

Um dia,

A delicadeza unirá mãos amadas
E não haverá explicação
Só as linhas simples do céu conjunto e uma estrada
O ecoar de dois em um coração…

Isso, depois de virar esquinas,
Procurar feito tolo o vazio desconexo
Desistir, soltar e  reacreditar
Na força infinita do plano do Universo.

"Os grandes momentos da vida não são necessariamente as coisas que você faz, são as coisas que acontecem com você. Agora, não estou dizendo que vocês não devem tomar uma atitude para não afetar o resultado da sua vida. Você tem que tomar atitudes. Mas nunca se esqueça que a qualquer dia, poderão colocar o pé para fora de casa e sua vida poderá mudar para sempre. O Universo tem um plano, crianças, e esse plano está sempre acontecendo. Uma borboleta bate as asas e começa a chover. É um pensamento assustador, mas também maravilhoso. Todas essas pequenas peças da máquina funcionando constantemente. Trabalhando para que você acabe exatamente onde você deveria estar. No lugar certo, na hora certa". - Theodore Evelyn Mosby - o Ted, que milhões de vezes me lembra, que se alguém foi capaz de inventar o Ted, há mais gente no mundo como eu. Um sentimento absurdamente bom de não ser só. <3




*Publicado originalmente em 30.06.2017
LUZ!

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Vida em Marte!




Sob o mesmo sol que brilha amarelo
E ainda roda, 
descobriram que há água em Marte
- Lastros de futura ou pretérita civilização?

Será que em Marte alguém já amou,
Já disse adeus...virou carbono e voltou
Viagem entre o universo e a vontade de reencontrar
Será que foi anteontem ou ainda acontecerá?

E dizem que há mais mistérios
 que poderá supor nossas vãs teorias
Mas, se até a poeira da terra já esteve n´outro mundo,
E mesmas palavras compõem outras poesias

Entre as estrelas, quantas milhões de formas de vida?

Digo olá ao exótico – Que pode ser eu, ao espelho
Afinal, quem poderá dizer quem é o ‘outro’
Não seríamos nós, afinal, o estrangeiro? –
Eu, passageiro,

Viajo entre as estrelas e o desconhecido
Até com certa familiaridade !
não pasmo se no Universo
Houver ou houve vida em Marte

Afinal, dentro de mim moram tantas
Gente que até não mais conheço
E outras se achegarão, no tempo, no espaço,
Com outros versos,luz, assombros , sonhos e avessos.


#

LUZ!

domingo, 22 de julho de 2018

A maldição da louca da rua (Conto Poético)



De tocar as nuvens
Com a ponta dos meus sonhos
Virei “a louca da rua”.
A mulher que canta alto
E às vezes anda nua...

Tenho um coração,
Pouco teatro: muito crua.
trago poemas nas mãos...depois solto:
Saem voando a caminho da lua.

Dizem que sou artesã
Velha bruxa que esconde um corpo
Dentro do quintal
Olham-me com curiosidade obscena
Enquanto estendo as roupas no varal!

Mas...
Qualquer dia desses vou provar
Que sou exatamente aquilo 
que eles pensam:

Transformar estes moleques em adultos,
Vou lhes dar salvo-conduto
Carteira de identidade, CPF, dívida no banco
Vou lhes fazer ter medo da receita
E orar para todo tipo de santo.

...Ah! Eles vão me pagar
E também pagarão ao Leão
E ao final, no final de tudo
Salve-se quem ainda tiver um coração! #

:)

De recordar uma velha senhorinha da minha empoeirada rua de Santana. E a minha mística pessoal em torno dela se tornou um poema
Poema de 01.08.2016, republicado, pois ainda lembro da 'louca da rua'.
Salve-se quem puder! rs.

Existencial



Tudo que se movimenta, vibra
Vida é coisa tão bonita, pulsa!
De repente, o olho cai na curva
Da beleza mágica de um arco-íris...

- água e luz no céu que tornam em cor... –

Olho ao redor, todos em busca da própria paz
Por que a gente não veio em linhas retas?
Com tarja de "cuide bem de mim"
Entregue com a rota certa?

E no reverso, tudo é descoberta
Missão particular de cada um
Escolha entre o tato e o coração
Sem lógica ou porque algum...

Ah! me diz, qual o sentido?
Nós, Multiversos, a grande charada!
Sem lógica:caos ou destino?
encontro de luz  e de cores na  mesma jornada...

#

LUZ!

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Sobre a Chegada.


"Eu me lembro muito bem, do dia em que eu cheguei...”
Há oito anos esse lugar nasceu, dentro do meu coração. Alguns meses depois, comecei a publicar. Há quatro anos atrás comecei a me dar conta do que foi criar minha lua que não dorme e a grande alegria que foi nascer dentro deste blog, depois de anos – e muito papel – guardados na gaveta. Foi em um texto intitulado “Manjericão”.
Nele rememoro que, quando criei o 'aluanaodorme', desenhei suas bordas com pedaços nus da minha emoção...é um espaço de sonhos, mas também de crescimento, porque confesso que só mantenho meus os escritos dos anos de 2010 – 2013 para lembrar que a evolução acontece no dia a dia (risos).
Evolução da poesia. Evolução da poeta.
Logo depois de tomar coragem e publicar ,fora dos rascunhos , maninha criou o "madrugadas de outono''. Então, brincamos muito de palavras e imagens e desse jeito de se comunicar, para nós uma novidade, pois sempre tivemos livros e diários para rabiscar, em um tempo onde computador nem existia assim, de modo acessível às famílias.
Algumas vezes, tive vergonha deste espaço. Achava que era como convidar alguém para entrar na minha casa, dentro da minha alma. Em outras, até falei,mas calei...é, agora  escrevo, brinco de 'poemar', divago, para mim e para ti, que precisa de palavras doces dentro de um mundo onde há tanta dureza. É duro e também leve existir.
No texto em que rememoro essa antiga paixão chamada escrever, fiz uma descrição comparativa em relação a um Manjericão, que nasce n´água e também na terra.É que criar raiz é coisa mesmo de quem sabe que existir  força e transformação!
Criei raiz e também asas por aqui, felizmente. Ainda penso muito nestes textos, de tanto tempo e no quanto permaneço múltipla e transbordante! Ainda rimo com chuva, com o Amazonas, com a natureza – apelido de infância, que ainda hoje, tanto me doa e também ensina.

Confesso que às vezes a lua dorme e gosto disso. É quando estou mais plácida e a filosofia da vida não me bate à porta e requer que eu faça questionamentos sobre todos os porquês de existir, alguns sem resposta...parece que, nessas épocas,estou mais bicho, mais em paz com o barulho da cidade e com o canto do bem-te-vi.

Gosto também quando  acorda. Tudo ganha muitas formas de enxergar, os multiversos pedem espaço, carinho, e nascem, borbulhantes, entre meus dedos. Parir um poema é parir um pouco de mim que precisa de acalanto. Compartilhar contigo que me lê é deixar que tu se embales comigo na ‘dor e delícia’ de existir. 

O certo é que hoje, preciso dela...como de ar, de plantas, de amor e de luz. Sei que muitas vezes fui salva pela escrita e espero que tenha ajudado alguns corações que a leem, também. Fazem oito anos e parece que foi ontem. Mas eu carrego comigo todas as menininhas ruivas que chegaram aqui, timidamente, com toda fé e vontade de viver, descobrir a vida, por meio das palavras...e revolucionar a si!

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Lá vem a chuva


Lá vem a chuva amanhecer o dia
Lá vem...
Cheiro de terra molhada, benção divina
e Deus sussurrando: 'vai ficar bem'

Como se tirasse um tempo e sem mais onipresença
Mansamente sentasse no sofá para um café
Conversasse comigo, num meio riso,
e sobre meus medos: 'vai ficar bem'...

E não duvido de nada que não sei
Pois a mais linda chuva cai em pleno solstício
um misto sagrado de cinza e amarelo
onde a própria natureza beija o dia que nasce.

Lá vem a chuva, amanhecer o dia
Lá vem...
e um Deus risonho, no meu sofá
sobre meus medos: 'Vai ficar bem!'

#
Luz!


terça-feira, 17 de julho de 2018

Toco com o coração por onde for...

Mary Rocha, minha irmã, poeta e artista plástica, que faz tanta poesia sem palavras... <3


Toco com o coração por onde f(l)or!

Passeio a emoção por esquinas e luares
Sonho, teço paisagens
Ah! Mundo bonito, mundo tão lindo!
Mistério e ternura pungentes...

Estendo o coração em cada canto
Gosto de conversar alma a alma
Sou fogo, se ferida, mas sou água
Para deixar o sal da dor escorrer na lágrima...

E assim, manter o coração doce!
Porque eu sou doce, carne viva
Muito doce! mas, ferida
Feito bicho, não sei sentir sem gemer...

E sou rima, num mundo de difícil prosa
E poema, entre o jornal e a televisão
Sou canção que, teimosa,
fala sempre que o amor é bom...

E  mesmo quando escorre o sal,
Espalho pétalas e sorrio para a dor 
não esqueço os olhos dos meninos nas esquinas
nem dessa gente boa que caminha para onde o vento for...

Carrego um coração 
maior que minha pequena estrutura
Que se quebra e se agiganta, sem moldura
 - Quisera Deus não ser assim!

Mas o que será que então seria?
 haveria tanto riso,  filosofia, poesia? 
não sei, não sei, aceito a sina:
toco com o coração por onde for...

Mary Rocha, minha irmã, poeta e artista plástica, que faz tanta poesia sem palavras... <3

Rubem e os Ipês



quinta-feira, 12 de julho de 2018

Colha o dia (Da Mary Rocha para a Jaci, com amor,no raiar das zero horas)




Colha o dia
Ainda que esteja nublado, frio e cinzento
(A)colha o que a vida te trouxe
Na forma em que se apresenta...

O frio nos relembra a necessidade que temos do outro
E o cinza contrasta com tudo que brilha
de forma que é possível identificar 
mais claramente o caminho...

Colha o dia
O medo, dizia o poeta, é irmão da ousadia
então (en)colha a tristeza
e lhe dê manso abrigo

Ter paciência - consigo-é um dom cultivado
 Só não esqueça
a estrada se faz mais interessante
Quanto mais amor caminha ao  seu lado...

Colha o dia
Não queira vencer de uma vez só todas as estações
A vida é feita de instantes que não se repetem
então tenha a certeza de ter vivido tudo que foi entregue

Apenas colha o dia...
e não renegue nenhum sentimento
 - ao contrário, transborde a exaustão do que te (as)sombra-
retoma tua luz... ela é leve...

Colha o dia
Mas não descure nunca de significado
Pois, cada passo dado nos aproxima do grande final
e, muito mais que letras ou imagens de vitral
seremos sempre resultado daquilo que (es)colher...

Então, que seja você
a espalhar suas pétalas no caminho
a florir sem descartar seus espinhos
E a voar sem renegar o casulo

Antes de tudo, escreve versos - naquele muro que te assombra.

Colha o dia
e então mesmo que a nostalgia
assuma a narrativa do seu espetáculo pessoal
Haverá aplausos no final


a própria existência te saudará, de pé.



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