sábado, 18 de maio de 2019

Outono dos Poetas (Para São Paulo Poética)





Apesar do frio, a cidade corre, o sangue corre,
O pulso – da cidade- pulsa
Uma beleza mansa, acelerada e colorida
Cheia de poesia e vida,

Ê, São Paulo: como eu me sinto você.

Cheia de dutos que levam a encontros
Artérias que unem pequenos organismos
Verdades, inverdades...abismos
Gente que se perde e gente que nunca, de verdade, se encontrou...

Enormes distâncias, mundos
O raso e o profundo, as cores da estação
Um imenso coração que não dorme, tantas madrugadas
Na vontade louca das coisas que não foram embora

E também das que foram,
Mas deixaram vestígios, lastros de afeto
Afinal, São Paulo dos poetas, bem sabes,
Para as coisas do coração, não há um tempo certo...

Todo dia aprendemos um novo endereço (meio)
E cada instante ou tropeço a gente sabe o que não mais fazer...
Não se ‘deixa acontecer’, corre-se atrás
A vida aqui, é de quem sabe que o tempo, senhor do instante, é voraz.

Mas a brisa fria do fim de tarde neste dia de maio tão cinzento
Enchem o coração de uma terna poesia e emoção
E sacode as folhas secas do jardim do Coração
Pois é outono, aqui.

Ê, São Paulo, como eu me sinto em você...

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Ouvi esta música pela primeira vez aqui, nesta cidade, justamente no instante em que pensava que...bom, palavras servem para unir, e só têm beleza quando  encontram esse pedaço da missão... 'palavras do coração'.:)

LUZ!


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