quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Quero ser...



Quero ser...
Como a brisa de fim de tarde
Que flui, gentil e suave
ao passar pela face...

Como um bicho calado
Que não quer ser notado
Apenas sente...e é...

Ou como a flor que se mostra
Perfume e cor em florir
Depois...fenece
e à terra fomenta o existir!

Quero ser...
Como o ser mais singelo
Que cria , transforma elos
E canta versos de amor...#


Depois de ler Rubem Alves, em "O Sermão das árvores" sobre a perfeição da natureza,


" Dizia Alberto Caeiro. Assim, o certo não somos nós. Confusos e estúpidos, pregamos às criaturas. O certo é que elas, felizes, preguem a nós. As criaturas falam. O salmista olhava para os céus e percebia que pelos espaços vazios se ouvia a pregação sem linguagem e sem fala das estrelas (salmo 19). Olhava, fechava a boca e escutava. Mas nós, cuja loucura está em nos considerarmos superiores, achamos que podemos pregar e ensinar. Parte da nossa estupidez é a incontinência verbal, a constante ejaculação de palavras - quando a verdadeira sabedoria seria fazer silêncio, parar os pensamentos, para ouvir a pregação das estrelas, dos peixes, das aves, das plantas."


Ave, mãe-vida!
Essa é minha oração-poesia, pela graça da natureza, que é tão linda, tão linda...
:) 

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