Acho que toda expressão, seja escrita ou musical, leva um dedinho de nós. A prosa arranca pedaços inteiros. Como a paixão por coisas antigas, o dedo torto para a filosofia e astronomia, além da sempre presente poesia! Bom, confesso que não foi escolha. Se nós somos contexto e fios de inexplicáveis conexões, sempre tive um olhar que gosta do retrovisor. Algumas das pessoas que mais admiro e sou amiga são pessoas que vieram para o mundo bem antes de mim.

Aprecio mais constância que mobilidade, embora goste e faça uso da tecnologia, que permite chegar até você, do outro lado da tela. Sim,a modernidade tem suas conveniências. Mas, fora do conforto que levou o clássico para a nova era, onde tudo pode acontecer, confesso: eu nasci fora de 'moda'.
Gosto de música instrumentalizada, de poesia de Camões e Shakespeare, ando por velhos brechós e sebos, que circulam coisas que não são mais feitas ou artigos raros. Nasci quando meus cantores favoritos já faziam sucesso há décadas, alguns já tinham morrido. As canções que mais emocionam ao meu coração são de histórias que já dormem no tempo pretérito - o local onde mora a perfeição.
Isso tudo me tornou uma pessoa um pouco fora do meu próprio contexto e decerto prejudicou minha sociabilidade e capacidade de associação. Mas, por outro lado, manteve a poesia dentro de mim, que é onde a vida acontece. Sou mais das histórias de amor e das utopias, do que da moda distópica do momento, embora Kafka e Huxley tenham um charme impressionante e sejam minha grande exceção. Estes senhores de 1800.
Gosto de música instrumentalizada, de poesia de Camões e Shakespeare, ando por velhos brechós e sebos, que circulam coisas que não são mais feitas ou artigos raros. Nasci quando meus cantores favoritos já faziam sucesso há décadas, alguns já tinham morrido. As canções que mais emocionam ao meu coração são de histórias que já dormem no tempo pretérito - o local onde mora a perfeição.
Isso tudo me tornou uma pessoa um pouco fora do meu próprio contexto e decerto prejudicou minha sociabilidade e capacidade de associação. Mas, por outro lado, manteve a poesia dentro de mim, que é onde a vida acontece. Sou mais das histórias de amor e das utopias, do que da moda distópica do momento, embora Kafka e Huxley tenham um charme impressionante e sejam minha grande exceção. Estes senhores de 1800.

Não entendo muito como a humanidade chegou a isso e tornou essas conceitos coisa de 'velho'. Nesse sentido, já disse Belchior, 'precisamos todos rejuvenescer'. Devo ter me tornado cedo uma velhinha que varre o jardim, lê livros e toma chá. E gosto disso.

Mas, longe do puritanismo e do acesso perfeccionista, sei que a vida é plural e linda e que todos nós somos universos sentimentais em coabitação ou colisão. E cada um, tem sua própria verdade e beleza. Então,desejo que o amor, para mim e para ti, se mostre e se adeque ao seu sonho e à sua realidade. E que seja bom, da forma em que se fizer possível.
*Republicado, pois concluí HIMYM pela sétima vez e isso sempre me dá uma bruta fé na vida. :)
LUZ!
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