quarta-feira, 5 de junho de 2013

Desfolhar


O fragmento do fragmento: 
Despedaço-me. 
Despetalo-me pouco a pouco
E no silêncio encontro o ponto
Pra outonar minha primavera
Veja, quanta quimera
Ser tantas estações num único lugar...

Rego a alma com o sal de um choro
Um alívio, um colo, um consolo
Tão terno e  particular!
E cada milagre me faz mais sarar...
Por isso te conto um segredo:
O mundo não consegue arranhar minha fé,
Sigo remando contra a maré...

E por ver o vento manso que percorre 
os céus cinzentos de uma tempestade
Aprendi a quietar na poesia
E, em meio à forte ventania 
Permaneço com a alma em paz...
Porque sou, sobretudo
espelho de meus ideais!... #




4 comentários:

  1. Muito obrigada, Lara. Compartilhar contigo poesia, é sempre um alívio e um consolo. Porque a poesia, já disse o poeta, salva um afogado.
    Então...muita poesia para nós! :)

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  2. Obrigada, Thiago! Saudade de ler teus escritos.
    Um abraço! :)

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