quinta-feira, 23 de abril de 2026

Simples


 Não vou procurar teu riso
Que me acordou em manhãs felizes
nem jogar sal em cicatrizes
nem mesmo me perder porque doeu...

Você me magoou, eu sei.

Vou sarar meu verso
Sorrir para uma criança
Ser gentil com estranhos
Plantar o mundo bonito que acredito...

Eu não vou ficar triste mais que o necessário
Para te desaprender...

Vou caminhar no fim de tarde e reverenciar o Amazonas
Vou falar baixo quando o mundo gritar
Beber afetos, respirar...
Falar de coisas boas!

Vou ser cada vez mais doce 
Acreditar ainda mais
Ser presente para meus amores, dádivas da existência
Vou agir com a coerência do meu coração...

Calmaria
No meio da agitação.

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Esse poema foi meio que criado sem uma experiência específica, mas baseado em uma reflexão sobre...quem somos depois que alguém nos magoa. Eu sempre escolhi o caminho da presença em mim e isso é muito complexo, porque significa não me modificar para algo pior quando algo ou alguém me magoa. Porque a ação do outro me alcança, mas não é sobre mim. E assim, escolho como olho o mundo. 

Um dia desses, um amigo me chamou de inocente por isso. Achei fofo. Mas ainda acho que isso é ser...sarada. Corações sarados sabem que feridas são feitas para cicatrizar. E que a existência não precisa ser recoberta por protocolos, porque alguém ou algo não foi legal. 'É um mundo muito louco, querida. Aguente firme' - Diria o Velho Buck.

E o meu mundo é poesia. É tudo que tenho para dar.  Enfim. Acho que vou 'cronicar' sobre isso por aqui. 

:)


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