Poesia, Filosofia de boteco, Observações do Cotidiano e o que mais vier p´ro mundo da lua! ;) . . . . . . . . . . . . . . . . . CONSIDERAÇÕES SOBRE O BLOG :1 - Viva a liberdade poética e a proteção aos direitos autorais!Toda vez que posto algo,indico autor. Se não o faço, é porque é a autora quem vos posta.2) Imagens? -Dr.Google. Exceções? Indico autoria. 2) -Poemas,velhos caducos que falam de tudo.NEM SEMPRE FALAM DO QUE SINTO! ... ***quem dera...***
quarta-feira, 18 de dezembro de 2024
Percepção
Sentidos e sonhos!
terça-feira, 17 de dezembro de 2024
Verbo, Vem!
Renova o sabor adocicado da palavra
Renasce os dias, o tempo, a poesia
Outras formas de alegria nascem
Com tua chegada...
Verbo, vem!
Tu que faz presença no chão da minha sala
Nas manhãs mais doces de domingo
No tempo de preguiça que antecede janeiro
Pois ainda chove em Macapá todo Dezembro...
Chega manso, recém encarnado...
Abraçado como tudo que é novo e encantado
Luzes de neón não são mais fortes que as batidas
Deste meu velho coração - que renasce em ti
De pensar em toda poesia que se enfeita
Só para te ver passar
Consegui dormir e acordar feito criança
Enfeito o tempo, as cores do meu lar
Verbo, vem! - quero te ver chegar...
#
"E eis que o verbo fez-se Carne" <3
segunda-feira, 16 de dezembro de 2024
Adeus, Olá
Não haverão auroras iguais
Mesmo as boreais-
A vida move, a gente move
- E o tempo é uma criança que brinca e dorme
Acorda novinho em folha, a cada manhã...
Por isso, cuido daquilo que quero que permaneça
As rosas de meu pequeno mundo são tão únicas!
E compreendo mais a dor do pequenino princepezinho
Que sentia fundo cada passo do caminho...
Tal qual o doce visitante
Também exploro planetas e sóis
E depois viajo de volta a mim
Mesmo sabendo que nem isso é igual
- Há sempre um
agricodoce entre o açúcar e o sal-
E 2024 vai embora e leva junto
Alguns abraços que não mais terei...
E 2025 nasce e traz consigo
Coisas que eu tanto sonhei!
Seguro um pouco o ar só para prender o instante
- Mas que bobagem!
Tal como eu, o vento e o dia
Estão em sua própria viagem...
Não há precisão!
Entre despedidas e cheganças
Cada encontro é de ser regado...elo cultivado, cuidado:Amado!
Ou, desfaz-se na imensidão
E dele só resta...A´Deus e Oração!
#
Não haverão auroras iguais
Mesmo as boreais-
A vida move, a gente move
- E o tempo é uma criança que brinca e dorme
As rosas de meu pequeno mundo são tão únicas!
E compreendo mais a dor do pequenino princepezinho
Que sentia fundo cada passo do caminho...
Também exploro planetas e sóis
E depois viajo de volta a mim
Mesmo sabendo que nem isso é igual
Alguns abraços que não mais terei...
E 2025 nasce e traz consigo
Coisas que eu tanto sonhei!
- Mas que bobagem!
Tal como eu, o vento e o dia
Estão em sua própria viagem...
Não há precisão!
Entre despedidas e cheganças
Cada encontro é de ser regado...elo cultivado, cuidado:
E dele só resta...A´Deus e Oração!
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Luz!
quinta-feira, 21 de novembro de 2024
Eu, que não aprendi a rezar (Reza Pagã)
*Dias claros. :)
A Pele da Memória
#
Feito para essa música e vinda dela, inclusive e apenas.
Mas dá um friozinho na barriga ouvir a música e fazer o poema. Obrigada, Marília e Xamã.
:)
quarta-feira, 13 de novembro de 2024
Quando eu era jovem o suficiente
O Preço*
O Poder da Gentileza!
Gosto muito da filosofia implícita que originou cada palavra de nossa língua materna. Penso que cada uma delas quer dizer muito mais do que simplesmente é...basta consultar sua história. Por exemplo, hoje é o dia nacional da Gentileza, uma das minhas palavras preferidas.
sábado, 2 de novembro de 2024
Eu, que não acredito em Adeus
Sigo, em par com os meus
Fincados de raiz no peito...
Eu, que raramente versifico perdas
Mas conheço de cor a ritualística da dor
Sei como é difícil sentir saudades
Esse silêncio tão preenchível pelo amor...
Que gosto de conversar com as nuvens
Com o ar e os cheiros do Amazonas
Que penso que a presença é muito mais do que estar em carne viva
Mas sim, ter a latência ativa do ser e estar...
Eu,
Que não acredito em Adeus
Sigo em par com os meus
fincados de raiz no peito...
quinta-feira, 31 de outubro de 2024
A Grande Charada
Deve ter havido algum engano, porque em algum lugar do planeta, dizem por aí que um ser elementar mudou de rota: saiu de um espaço existencial para outro, sem deixar de ser e estar.
Não, não falo de uma deidade.
Falo de um tipo diferente de criação: Um tipo muito humano
mesmo de gente, que alegra a toda forma de Criador. Gente macia que, uma vez a cada trilhão
de existência, a eternidade deixa vir para a matéria, por um tempo (in)finito,
para partilhar conosco, os que por aqui ainda vagam.
Gente macia é tão difícil de encontrar...lá, do outro lado,
eles são ‘os elementares’.
Não confundi-los com divindades, os elementares nunca
poderiam parecê-las, pois são cobertos de uma humanidade latente, ambiguidades
que perfazem o ser complexo e natural.
Aliás, tão naturais que foram criados da mistura particular
não da água e do barro, mas de todos os elementos, daí serem ‘por lá’
conhecidos como elementares. Foram feitos compostos do ar, da água, do sal da
terra, feitos pelas mãos da mistura de todos os tipos de Deuses, os ‘Supremos’.
Os elementares vem ao mundo para serem muito humanos! O tipo
de matéria humana que os criadores realizaram sorrindo...aqueles que a quem chama, em
particular, de ‘amigo’.
Uma curiosidade: é com eles que os “Supremos’’ gostam
de sentar para saber como é experienciar detalhes curiosos da experiência
humana: as doçuras e lanhuras da paixão, as histórias de um Estado em
Construção, as piadas sujas e limpinhas tecidas no meio fio de uma mesa de bar
entremeada quase ao meio fio e até, pasme, as linhas edificantes e edificáveis
das mesas dos meritíssimos e veneráveis.
Claro, os Supremos não são afeitos a estas ultimas coisas,
construídas pela mente humana. Mas, os elementares, quando as compõe, fazem
dessas uma experiência de partilha, humildade, conhecimento e entusiasmo, e o
entusiasmo genuíno encanta qualquer tipo de consciência e onisciência. ...
Ah! Os elementares, por aqui chamados de ‘gente macia’.
Gente macia não gosta de palco, não faz alarde, não
apresenta títulos: antes, contribui com o aprendizado, é discreto na fala e
gigante no doar tímido que compõe toda partilha confortável. Gente macia, do
tipo que a gente de sente confortável em enviar um poema, em deixar a pele da
alma à ‘mostra’, sabendo que não receberá de volta nada dolorido...Gente macia
nos faz rir de uma piada pronta ou criada naquele momento, mas sabe piada
bacana? Aquela em que todo mundo ri?...ou que, quem não ri é meio abestado?
Gente dessa natureza - os elementares - a gente vai contar no único dedo da mão às vezes,
e mesmo assim precisa agradecer ao infinito pela graça do PRESENTE.
Presente que, de tão real, jamais ‘foi’, mesmo quando se
ausenta - pois os elementares integram-se à matéria tocada: é impossível não
tocar em um elementar e não cair de afetos e ser alterada por sua consubstancialidade
com o Universo: Um elementar é parte do todo.
Dito isso, é impossível que se diga ‘foi’.
Eu preciso confessar a você, caro leitor: Eu conheço um
elementar.
E o que eu conheço é feito de tudo aquilo que
disse acima, e guarda suas peculiaridades: Foi feito de matéria amazônica, dos
muitos sóis do equador. É composto das sombras do solstício, do cio e do ócio da
linha que nos divide em metades, das borboletas e ipês amarelos que enfeitam a
JK todo insano setembro e que dançam suas flores pela Universidade Federal do
Amapá...
Por isso, digo e reafirmo: Deve ter havido algum engano,
porque em algum lugar do planeta, dizem por aí que um ser elementar mudou de
rota: saiu de um espaço existencial para outro, sem deixar de ser e estar.
Mas eu o vejo ainda hoje, pois em pleno Outubro, faz um sol
macio e uma borboleta amarela dança, livre pela JK.
#
Saiu das linhas dessa crônica molhada de teimosa água:
Um grande abraço, Fernando.
O engano, tu sabes e eu sei, é certamente uma brincadeira, um conto surreal teu com essa grande charada, e os personagens somos todos nós. Que bom
que eu sou aquela que, na tua escrita, sabe que, por seres elemento vivo da
Amazônia, segues conosco. E tem muitos outros, tocados pela tua
existência, que também sabem.
Eu vou sentir saudades, por um tempo...depois,vou amar te
reencontrar.
(P.s: ''Deve ter havido algum engano'' é uma variação de uma das traduções de 'O Processo', de Kafka, que emprestei, pois parece muito surreal ou absurdo. Esse conto não está revisado, pois estou 'lua velha', empalidecida e empalidecendo e sem todas as letras que moram dentro da boca e da alma...)
sexta-feira, 25 de outubro de 2024
Impacto
Breguíssimos!
segunda-feira, 7 de outubro de 2024
Das desimportâncias.
(E de ressaca poética
*Para o dia internacional do poeta - o diplomata entre a palavra e a contemplação, em 04.10.2018, republicado agora, porque a poesia ainda é parte do que me faz forte...e feliz.
LUZ!
sexta-feira, 4 de outubro de 2024
Encontro
Mãos que já foram continentes formam nós
Um repente,
Gesto que me leva até o teu olhar...
Meu corpo feito estrelas, no teu: constelação!
Não é poesia, meu bem,
- É uma constatação -
Certeza que se firma com sua luz particular...
Meus olhos que já foram parte das águas
Quem sabe, do nosso Amazonas
Desaguam mansamente nos teus
Fluem calmamente, e ainda assim: é preamar...
De pré-amar fomos assim:
Convite ao cinema negado
Aquela ligação recusada...
O medo, as cascas, as marcas partilhadas...
De bem viver somos verdadeiramente: o próprio big bang
De um tipo novo de mundo a ser descoberto!
- Magicamente programados
Para acontecer no tempo certo -
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quarta-feira, 2 de outubro de 2024
Maktub
" Maktub,Particípio passado do verbo Kitab.É a expressão característica do fatalismo muçulmano.Maktub significa: "estava escrito"; ou melhor, "tinha que acontecer".Essa expressiva palavra dita nos momentos de dor ou angústia,Não é um brado de revolta contra o destino,Mas sim, a reafirmação do espírito plenamente resignado diante dos desígnios da vida " (Oriente, na canção "Vida longa, mundo pequeno")
Por enquanto (Epifanias da Sessão "Velha Boba")
Por enquanto ainda teço poemas e observo o formato das nuvens
(E tomara que sempre ache tempo para regar o jardim)
Por enquanto sonho coisas que vejo nascer, depois de esforço regado
(E gosto disso)
Por enquanto, percebo delicadezas. Belezas que se transformam.
Realmente, gosto...
Por enquanto, tenho mais estrada pela frente do que pés cansados
E me entusiasmo com as possibilidades da mesma forma que corro para fazer acontecer.
Mas também amo ficar de 'bubuia' quando chove (de longe, meu tempo favorito).
Por enquanto, ainda emociono com histórias de amor
E acredito em livros antigos, antigas profecias...
Na mesma proporção em que, longe de apenas sonhar, aproveito os perfumes e cores do dia...
Por enquanto, ainda me falta ler mais. Conhecer mais,
Doar mais, amar mais, ampliar o Universo, crescer...
Debater política, religião, futebol, mpb, bossa, rock, blues e jazz...
Por enquanto, eu me entusiamo para a vida e transformo qualquer dor
Em motivo para ser mais terna...
A verdade é que, o dia em que tudo isso deixar de fazer parte, não quero mais estar aqui.
É que, 'no meu tempo'...que é 'sempre agora', tudo não é, está...
Existir é mágico. Mas apenas quando notamos que nada acontece no ontem ou na eternidade.
Mas em um tempo chamado...' por enquanto...'
É que, por encanto,
a gente sempre se transforma.














