terça-feira, 11 de outubro de 2016

Na tarde Cinza de Outubro



Gosto das horas cinzas
Do frio macio do ar que repousa
Após  o cair de um sol que arde
E da garoa doce desse fim de tarde...

Gosto desta tarde cinza de outubro 
De transição entre o inverno que nunca chegou
A primavera doce dos ipês de Setembro
E os dias que levam o ano embora
Pelas mãos gentis de Dezembro...

Gosto do cheiro de café!
Misturado ao cheiro de terra molhada
De contemplar o sino dos ventos
bater seu macio lamento na solidão da calçada...

Gosto das dezoito horas,
Pois a vida se despede da luz do sol
Para deixar dançar no céu a lua!
E do tempo que falta para minha mão
Finalmente encontrar com a tua.



Escorreu do poema:

Que as mãos que se procuram,
Nas transições da vida,
se encontrem.
Em viva poesia.
E que o amor

Seja sempre amor
Em todas as paralelas ou esquinas.




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