quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Wabi-Sabi!




Uns dias atrás, ao falar com meu primo sobre a filosofia oriental, ele recordou a expressão wabi-sabi: a beleza das coisas imperfeitas. Eis um conceito retirado da internet:
" Wabi-sabi representa uma abrangente visão do mundo japonesa ou a estética centrada na aceitação da transitoriedade e imperfeição. Uma ideologia artística desenvolvida por volta do século XV no Japão, durante o período Muromachi, com bases nos ideais do zen budismo..."

Wabi-Sabi, embora um conceito estético e artístico, tem bastante da filosofia oriental, que tem uma forma diferente de entendimento sobre transcendência, Deus, perfeição...enfim, inquietações da raça humana. Divagamos sobre questões que gostaríamos de compreender,mas nossa ocidentalidade não nos permite. E de vivenciar com mais tranquilidade, pois somos muito inquietos e questionadores, a exemplo da coisa incrível que deve ser meditar... um projeto futuro.

Essa papo começou da leitura de um livro em comum, o da filosofia  Tao te Ching, de Lao Tse. O Tao te Ching é um livro incrível.Na capa, galhos de cerejeira estão desenhadas, a demonstrar a ligação  oriental. A estrutura textual é toda poética, ou seja, as 'verdades do mundo' são confidenciadas em formas de poemas, de profundo caráter filosófico. Antes de ser uma procura pelo transcendental divino, é uma forma de contemplar o universo, lá de cima. Sem respostas, límpido. É um livro pequeno, mas demorado de absorver, porque é preciso retirar os sapatos da ocidentalidade e subir, descalço, para o topo da árvore que nos levará a contemplar o infinito do "sem respostas" (Em uma brincadeira com O Mundo de Sofia).



Fiz esta metáfora com ele, rimos e ambos manifestaram a vontade de ter uma bonsai, aquela árvorezinha , outra pequena 'invenção' que tem bela carga de mensagem: o grande o pequeno, o belo e o feio, os anos e o tempo, tudo é questão de ótica. E o papo enveredou por outros, esquecemos de concluí-lo, mesmo por ser,como a vida, inconclusivo, solto...Wabi-Sabi.

Esta semana,  ganhei dele esta delicada árvore...que agora tem o nome de Groot, porque afinal de contas, acima, mora uma Galáxia inteira.Ou várias. Sim, sim...nós somos imperfeitos e muito pequenos, nesta casa chamada Universo. Somos ínfimos e plurais, cada um estragado e belo à sua maneira, enquanto procuramos as perguntas certas, feito agulhas em um palheiro...



Republicado de 28.04.2016, pois foi acessado. 

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