Meu coração não é burguês
Nunca deu ou recebeu trocado
EXAGERADO
Sente a vida com inteirezA:
- Por isso,
Não me peças um meio-calor, eu não sei fazer isso...
Fico me sentindo um animal descolado
Acuado na luz da lupa míope alheia
Como se estivesse errado estar e ser
Dentro de um sentir -
Meu coração não faz feira para vender miúdos
é filosofia, paixão, estrelas, mundos!
Vive de desvendar infinitos...
Multiplicação:
- Não sabe fatiar-se em pedaços
Como uma embalagem descartável de supermercado
Ou uma roupa de loja de departamento
Na esteira da liquidação...-
Ah! Meu coração é MALUCO, real, vívido!
Vive de coisa bonita, acomoda o caos e a simplicidade
Certezas e de talvez, encontros, desencontros - Complexidade!
Pois tudo que rima com felicidade e realidade
Dá um trabalho danado: é verdade.
(As coisas boas não chegam prontas e sentir dá medo, eu sei, tu sabes...)
Meu coração constrói suas verdades...devagar
Prova o mundo, deixa chegar...anota recados nas esquinas de um olhar...
Percebe a vida a cada instante - Deslumbrado!
Meu coração - EXAGERADO
Respeita a dor e a maravilha de existir
Pois sabe o quão sagrado é o espaço do sentir
É, meu coração gosta da beleza da palavra...ACREDITAR!
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*Esse poema nasceu na hora que estava lendo outro poema com essa música.
Daí, veio fazer companhia... :)
LUZ!

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