segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Descoberta



É preciso se reinventar...
Criar nova beleza, 
Estradas nunca antes vistas!
É preciso arrebentar o coração de tanto bater...

Aguar o tempo com lágrimas
Sentidos,  suores, excrementos.
 Um festival sentimental na tela de um palco interno:
Não se contentar com menos, é preciso.

Sustentar a própria alma
sem falsetes ou suportes
Fazer a própria pele
Seguir e suportar os cortes....

Descobrir e degustar sem medo
Ter coragem e muita ternura
Ser o grande  artista, herói e vilão
E o autor da própria loucura!

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Escorreu do poema:

E, no fim,
Ser digno da alma que Deus me deu, Pessoa
Deve ser isso: ser incansavelmente uma tola.
Não vestir moldes e sustentar a própria alma
rasgar roteiros e  seguir, dona da história.

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