terça-feira, 26 de abril de 2011

O Justo e a "justiça"

Eu te desejo
Julgamento adequado
De teus (inexistentes) pecados...

E que o juiz da tua causa
Não ponha à justiça as asas
De suas próprias vaidades
Não se cubra de corrupção e leviandades

E que as portas de teu céu
Sejam de um julgador íntegro
Que, reconhecendo sua fragilidade
Saiba investigar a verdadeira verdade

Sim! - Que não sejas enganado
Com a "absolvição aparente"
Dos olhos dessa gente ((mesquinha e incapaz))
- essa absolvição não desejarás jamais

E que a venda seja rasgada
e a sujeira desta sociedade
Não seja mais ignorada!

E que não sejas sufocado
Por jurar tua inocência
- como pedir a sujas mãos clemência?

...
(( Aos limpos de coração
Que a justiça estenda as mãos!)) ##


Fiz essa poesia assim que concluí o livro "O processo", de Franz Kafka. FANTÁSTICO, o livro trata da história do Senhor K. que, tendo uma vida "livre" de delitos, é processado sem nem mesmo saber o porque, por uma justiça cujas estruturas esbarram com os limites da loucura. Um livro muito bom, faz-nos refletir o quanto somos julgadores impiedosos, e o quanto somos julgados impiedosamente, e como é falha nossa vã tentativa de dar à lei justiça...

Ainda não tive o prazer de assistir à este filme (cuja imagem postada diz respeito).

O livro data de 1914, e foi publicado pela primeira vez em 1925, e é atualíssimo! o que me leva a pensar...Será que a humanidade é mesmo "tão moderna (avançada)" ???

E mais: até que ponto você (eu) é vítima (ou algoz) de julgamententos equivocados? ATÉ QUE PONTO SOMOS TODOS NÓS, ao mesmo tempo, O JUSTO E A "jUSTIÇA"...

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