segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Chique mesmo é ser humana: Andys e Nigels existem! (O Diabo veste Prada 2 e um toque otimista com a vida)

                                             Qual a capa com a qual vestes o teu rosto?



 
Sabe, querido, querida companheiro e companheira dessa jornada chamada aluanaodorme, sempre disse que chique mesmo é ser intessante, sem ser interesseira. É tentar crescer, sem passar rasteira. É perguntar 'está tudo bem?' e ter cooperado para essa verdade. Porque o avesso disso, é apenas uma máscara deformada que parece um rosto. 

E como tu sustentas o teu rosto? O que te veste a alma?

 'O Diabo Veste Prada 2' está vestido mesmo é dessa  pergunta e singular...mensagem.

Sinceramente, ouvi muitas pessoas dizendo que o '1' é melhor e discordo:  No 2, temos mais do que apenas o que chamo de 'mística-miranda', com toda a potência de uma força arrogante sem delicadeza, mas vestida nela: Temos o poder do tempo como revelador das verdadeiras humanidades e uma máxima anunciada no filme: IMPERFEITOS JUNTOS TAMBÉM É BOM.

Na trama, vemos o reencontro de Andy, Miranda e Nigel 20 anos depois da famosa história que permeou uma geração e que criou o imaginário do que chamo de mística-miranda: a de que o poder não envelhece, é arrogante e forte sem delicadeza, ainda que revestido dela. A de que é poderoso quem é capaz...de tudo. Que é forte 'quem sabe mentir' e não tem problema de atropelar - não importa quem seja. 

Sem dar spoiler, pois vou falar em metáforas, a trama inicia nos mostrando uma verdade universal: Humanos decaem de seus céus ilusionais. 

Sejam eles trabalho, amor...as asas de cera estão em todo lugar: E a vida tem um jeito particular de se encarregar disso, pois o tempo é a verdadeira dama da justiça, com sua ironia e finesse singular.

 Por essas curvas das linhas tortas do destino, Miranda e Andy veem-se novamente unidas para trabalhar em um time em crise. Mas aqui, longe de toda a pompa anterior, temos duas mulheres, com suas potências abaladas, depois de algumas verdades, que precisam se (re)conhecer...afinal de contas. Afinal, moda é identidade...humanidade.

Sempre pensei isso. Sempre me opus à ideia de 'conformar para caber'. Seja em uma roupa, seja em um modo de ser. Claro que todo mundo ajusta um pouco. Mas é importante não deformar o todo. Ou a moda vira mesmo é a capa de cera que esconde o enxerto.

O filme me deu um quentinho no peito, pois eu sei e tu sabes que as Mirandas da vida existem, são mais diversas e imaginativas do que a ficção poderia transcrever. Pessoas cujo ânimo (do filme 1) é: Eu posso engolir você, depois de quebrar seus ossinhos e ainda estar vestida em um lindo casaco de pele, pois eu sou capaz de matar: amizades, confiança...elos.

Mas o '2' nos lembra que, a despeito dessas coisas, Andys e Nigel' s sobrevivem...e se aglutinam: a lei natural dos encontros, sabe? Gente que recomeça após um tombo, que chora o sangue derramado, mas opta por seguir doce. Que é colorida e natural, e não apenas o 'ditado'. 

Que ainda se entusiasma com a beleza não-performada, e até tenta se encaixar, mas é bem maior que a caixa.Que se move pelo coletivo, em um mundo de emoções enormes e ambições mais medidas, e que sabem que potência mesmo...é força e densidade travestida de presença: A tal firmeza de ...Caráter (Oi,Pai. Que saudades!).

E pode ser que tenham mesmo mais Mirandas e que, no fim, a gente nem deva ser tão legal com elas...e que deva aprender a devolver a mordida, para que saibam provar o seu veneno. Mas...quem eu me transformaria se esse veneno me perpassasse?. Aliás, disse para Ester, um dia desses, que eu queria devolver o veneno da mordida e ela, de pronto, me disse: ''eu não. Porque se devolvesse, não sei quem eu seria''. É verdade...

Também conheço Mirandas. Sei que tu já pensaste em pelo menos umas 3. E já vi decaírem ou não - porque a realidade é que, na vida, 20 anos não se passam em 2 horas e é preciso tempo...mas também já vi o tempo transformar em Mirandas ou transformar Mirandas. E é fato que, uma coisa, sei: elas - as místicas-Mirandas - possuem: Coragem sem bordas. Isso é bom? Já me fiz várias vezes essa pergunta.

 E, sinceramente, não sei...pois o fato é que o líder, às vezes, tem de ser 'O príncipe' e jogar as regras do jogo e Miranda(s) possuem a potência de entender a 1a Lei de Newton: A lei é da ação e reação e o movimento precisa vir. Mesmo que seja...letal.

É, tudo tem um preço. Que ser quem somos, mais do que uma bolsa de grife ou uma capa de humano, tem um preço e um valor. Esta continuidade nos lembra...que a vida continua mesmo.

Então...qual é 'a dor e a delícia' desses caminhos para ti?  esse mundo é tão, tão particular. Mas compartilho uma verdade que escorre de "O Diabo veste Prada 2'' e que pingou dentro do meu coração: E a de que uma pessoa é chique mesmo, não pelo closet, mas porque trouxe de casaco de pele...o próprio coração.

E a de que....

IMPERFEITOS JUNTOS TAMBÉM É BOM

Mas a mensagem final de Miranda para y  e a de Nigel para Andy (são cenas diferentes) nos fazem refletir... qual é o bom que queres por perto?

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LUZ!

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