Simples assim:
Ria para mim como se eu fosse única
Enquanto a brisa do amazonas bagunça meus cabelos
Frases tolas curam a gente de se grande e rimam com o infinito
Beleza simples faz meu coração baixar a guarda...
Me diga algo bonito:
Bonito de verdade
Uma pequena ternura da tua semana
Deixa eu perceber o que é valioso para ti...
Não fala de etiqueta, preço e propriedade
Já fugi de castelos de ouro banhados
Não tenho esse tipo de vaidade
Com sinceridade: eu simplesmente não ligo.
Na verdade,
Sou mais afeita às coisas assim:
Carinho de dedinho,
Guerra em meio travesseiros
Pipoquinha e cinema às sete...
Ou ouvir algo que te apaixone e entusiasme
Debater a vida, as canções no vinil
Trump e o nosso medo de morrer antes de viver
O maravilhoso complexo multiverso
Sim, há tantas possibilidades e tanta gente dormente, sem se aperceber...
No fim, é sobre isso: significar.
Não precisa me trazer o mar
Me dá um dia calmo
Nada que eu precise interpretar...
Não acha minha inteligência uma ameaça ou um 'requinte'
Vivo de aprender, de querer, me encantar e perceber
Detalhes e detalhes no infinito
Ninguém é mais, ninguém é menos, afinal...
Não me exclui do mundo real
Como se eu fosse um bicho exótico, esquisito
Sou tão presente, eu gosto de tantas coisas
Um universo não acomodado e em movimento...
Não me fere, sou um tipo de bicho vivo
Vou eviscerar o que sinto
Pôr a Bruxa e a Diaba no recinto.
Queimar as portas do meu labirinto
Endoidecer calmamente...até sarar.
#
Talvez esse poema se chame 'apresentação' porque faz parte de todas as coisas que eu deveria dizer, ao me apresentar a quem realmente importa.
*Republicado de 06/2026, pois acessado.
LUZ!
:)
Nenhum comentário:
Postar um comentário