sexta-feira, 17 de julho de 2026

Ensaios sobre o Instante.


 
Planejar um sonho em voz baixinha
No ritmo da chuva que cai e acelera e depois fica mansa
Pois mesmo a tempestade diminui a marcha 
No vai-e-vem da natureza que tão mansamente lava a estrada.
Deixa a highway iluminada!

... Seria a JK ...ou o meu olhar?
-  Faz tempo que não me percebo tão feliz, confesso.

E digo isso com um tipo de vergonha tímida de quem sabe
O quão a vida pode revirar, a qualquer momento, 
Enlouquecer e agitar a tépida maresia do instante
-Mas, mesmo isso, é bom.

Acho que, depois de um tempo,
Ou a gente aprende a colher a doçura do fruto do instante
Ou vive de futuro e de passado
E, por todo lado, eu vejo gente que se perdeu nesse caminho de angústia ou ambição...

Ah, deixa p´ra lá - não quero mais ter razão.
Nem quero nem mesmo pensar ou falar sobre isso
Quero fazer ....feitiço! 
Simples.

Quero só chegar em casa, falar com meus amores
Saber que o dia foi bom, descansar meu par de asas,
Contar o meu dia, fazer poesia, ouvir uma canção:
Aprender uma nova forma de fazer o mesmo macarrão!

Ainda gosto de Cecílias e Clarices - lágrimas e acidez
Ler um Pessoa ou beber a calmaria do Bruxo
E do Canto,Alcinea e Ester - sou um bom freguês
Mas aprecio também... o silêncio. A natureza. 

Esse barulho da água no telhado fazendo um barulhinho doce
dentro do coração...

Descubro a existência desse ser que dança, ri, reza e celebra - Em camadas. 
É surpreendente se deixar descomplicar:
O que me cabe e o que não me cabe no tipo de densidade
Que me faz sorrir...e o que me faz sarar...

!

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