Não verter
As linhas doces do verso
Por cacos quebrados
Cortantes, lançados
No frio do poema sem sentir...
Não ser
o retorno, a resposta, o suborno
A prostituição da emoção alheia
Poesia é fogueira:
Viva! Incendeia...
Antes,
Ser o impublicável que escorre
Por sobre os dedos de um ser silente
Que não precisa da platéia
e mantém o peito quente...
A multidão de si
Já multiplica ali
O caos e o sentido de existir!
Pois cada ser é uma composição etérea
Feita de uma única e própria matéria...
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*Republicada de 2015, pois acessada.

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