sexta-feira, 3 de julho de 2026

Fogo na Chuva

 A chuva também queima
O gelo também adoça
O fogo pode congelar
ah! -  Névoas sob meus olhos embaçam poemas  de outrora- 

Pois já não leio teu nome no bater do meu coração no correr dos dias...

Eu ateei fogo à chuva e pus o coração para dormir 60 anos ou... 60 dias?
Descansar de sentir... sem ti
No entremeio, fiz poesia como quem bebe uma garrafa de whiskey à meia noite
Perdida às madrugadas, pelos botecos da lua

Trôpega e sem sentido: é, eu também nunca mais fui a mesma...

Mas quem quer ser igual ao instante passado? 
Que imprudência: inocência vã ou pura tolice.
Entornar o cálice da existência real é aceitar 
Que  o leite pode derramar 

(a vida pode te foder, às vezes, colega: engole o néctar )

Afinal, depois de um tempo,
 A chuva também queima
O gelo também adoça
E o fogo pode congelar:

E a gente é um tipo de maluco qualquer que dança sob os destroços
De algum lugar chamado passado.

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E, sem parecer clichê
"O hoje é uma dádiva, por isso se chama ...''
Tenha um dia FELIZ, tu, que me lês.
*Poema publicado sem imagem, porque sinceramente não encontrei nada.

Muitos instantes de felicidade! :)

 



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