Eu não preciso que corras atrás de mim
Em um aeroporto
Nem que sejas meu porto:
Eu me navego bem, voo feliz
E, por um triz, quase não pouso.
Mas eu quero as bobices da partilha
Conhecer a trilha
Que te embala, nas tardes quentes e madrugadas
Sem tudo ou nada:
Devagar e mansamente, calma...
Eu não preciso de tempo para que a turma do outro bairro
Veja e saiba se te quero
Constrói comigo a nau e navega
Vamos brincar com essa aventura chamada emoção
E só se for bom para dois,
Eu te espero...
Pois já me bagunço toda só de te deixar entrar
Já gosto da tua pele, teu sorriso aberto
E até já brinco de poesia
Porque estás aqui...
(Penso em te deixar ficar e a gente se descobrir...)
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Hahahahahah. A construção deste poema foi tão feliz! Brinquei com 'Caju', da Liniker, com "Coração Selvagem'', do Bel e 'Você me bagunça'', do Teatro Mágico.
*Republicado de Dezembro de 2025, pois acessado. Faz parte da sessão das mãos, por isso acresci a imagem.
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