quarta-feira, 29 de julho de 2026

Descobrir


Moço,

Eu não preciso que corras atrás de mim
Em um aeroporto
Nem que sejas meu porto:
Eu me navego bem, voo feliz
E, por um triz, quase não pouso.

Mas eu quero as bobices da partilha
Conhecer a trilha
Que te embala, nas tardes quentes e madrugadas
Sem tudo ou nada: 

Devagar e mansamente, calma...

Eu não preciso de tempo para que a turma do outro bairro
Veja e saiba se te quero
Constrói comigo a nau e navega
Vamos brincar com essa aventura chamada emoção
E só se for bom para dois,

Eu te espero...

Pois já me bagunço toda só de te deixar entrar
Já gosto da tua pele, teu sorriso aberto
E até já brinco de poesia
Porque estás aqui...

(Penso em te deixar ficar e  a gente se descobrir...)


#

Hahahahahah. A construção deste poema foi tão feliz! Brinquei com 'Caju', da Liniker, com "Coração Selvagem'', do Bel e 'Você me bagunça'', do Teatro Mágico.

*Republicado de Dezembro de 2025, pois acessado. Faz parte da sessão das mãos, por isso acresci a imagem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário