" Em pleno amor de sombra/ de luz/ e de silêncios..."
(Fernando Canto)
Faz silêncio no meu coração
Como um rio parado
Sentir e espelhar a paisagem:
Luz e assombros...
O rio
Parado
Vira enquadro
E celebra as sombras que desenham imagens em sua tez...
O rio acredita em visagem, pois sabe
Que a vida é mais do que a ilusória concretude da Fab ou da Paulista
A vida é equilibrista
Que brinca com as disparidades...
- Complementares?
Luz e (a)ssombros...
Sombras sob a tez líquida da foz:
E um sol de lascar a alma, arde, aqui, em Macapá.
Faz silêncio no meu coração
Como um rio parado: Que dorme.
- O que será que ele diz?
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Fiz esse poema após reler 'Um pouco além do Arquipélago - Onde acho que Deus mora' ontem, antes de dormir. Que baita incrível sorte existir no mesmo planeta que o Canto.
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