... a lua não dorme ...
Poesia, Filosofia de boteco, Observações do Cotidiano e o que mais vier p´ro mundo da lua! ;) . . . . . . . . . . . . . . . . . CONSIDERAÇÕES SOBRE O BLOG :1 - Viva a liberdade poética e a proteção aos direitos autorais!Toda vez que posto algo,indico autor. Se não o faço, é porque é a autora quem vos posta.2) Imagens? -Dr.Google. Exceções? Indico autoria. 2) -Poemas,velhos caducos que falam de tudo.NEM SEMPRE FALAM DO QUE SINTO! ... ***quem dera...***
segunda-feira, 22 de junho de 2026
Paixão! (2)
A pior pessoa do mundo! (Uma crônica na vida anacrônica, real e possível)
Há uns meses atrás, assisti o filme 'A pior pessoa do mundo'.
Em uma narrativa densa e emocionada, o filme traz a vida de Julie, em diversos momentos, atingindo camadas, sobretudo, dos aspectos conturbados da personalidade humana e dos relacionamentos... e como, por muitas vezes, nós mesmos nos sentimos - ou somos - 'a pior pessoa do mundo'.
E se você não se sentiu ainda a pior pessoa do mundo, tome cuidado com o seu código moral.
Eu (mesmíssima) por diversas vezes, já me senti a pior pessoa do mundo. Isso porque, nem sempre, conseguimos agir de acordo com a nossa idealização do que é ser uma boa pessoa. Mas tento fazer o que chamo internamente de esforço do contrário, ou seja: busco ajustar minhas ações ao senso de correto, mesmo quando isso significa cortar meu próprio verso.
É claro que esse sentimento - o de ser a pior pessoa do mundo - nos alcança de uma forma ou outra, porque não queremos atingir o universo de uma outra pessoa de uma forma leviana. É a coisa da responsabilidade afetiva, de nossa percepção e até mesmo...compaixão, para com o universo do próximo. Nem sempre isso é fácil, pois já disse Sartre:
O inferno são os outros.
Mas também, o inferno somos nós, quando não reconhecemos nossas impropriedades e nossa dificuldade de lidar com o senso de correto do outro. Afinal, ninguém aqui é o dono do código de moralidade de ninguém, não é messmo?
E se você se sente assim, tome cuidado com seu código moral.
O que me recorda que, uma vez, conversando com uma pessoa querida, perguntei: 'Será que essas pessoas percebem que estão sendo 'escrotas'? e ela, muito pragmaticamente me disse que: 'não, elas acreditam que estão sendo as melhores pessoas do mundo dentro de suas perspectivas e códigos morais". Essa mesma pessoa me disse...'não espere que o mundo seja para ti o que tu és para ele'( É que, às vezes, eu espero...).
E isso me deixou um pouco revoltada. É, é foda viver em um mundo em que não temos um 'ponto arquimediano' do caráter. Mas, de outro lado, pensar nisso me convida - e a ti também - a flexibilizar um pouco a narrativa do bom e do mau. Afinal, eu não sou a régua da moralidade alheia.
Isso porque, infelizmente, ainda não dá para ser 'mocinho' de filme de comédia romântica, pois longe da idealização, sou mesmo muito gente: sinto raiva, culpa, desejos de vingança...mas também remorso.
Eu minto também. Quando isso me protege. Mas faço o que chamo de esforço da verdade. Mesmo que seja da minha verdade, para que isso alcance o universo do outro e para que as minhas relações sejam cada vez menos idealizáveis...e cada vez mais naturais e humanas. Mesmo porque, entre meus defeitos, está o de ter dificuldades em pedir desculpas - daí o esforço de tentar não 'errar'.
E se você não faz , tome cuidado com seu código moral.
Mas também, com a sua direção. Seu rio vai desaguar em que tipo de mar? ...
Bom, já fui chamada de inocente também, por esse formato. Acho fofo. Mas creio que tudo isso - os códigos de comportamento - são como um moletom quentinho: Nos protegem, nos aquecem e fazem sentir...organismo vivo. Mesmo que seja uma proteção antinatural, pois afinal, 'não quero lembrar...que eu erro também...'
Aliás...essa (ana)crônica é para dizer que, muito recentemente, me senti a pior pessoa do mundo...
E essa é uma forma muito, muito torta... de pedir perdão.
P.s: A imagem no fim desta crônica faz menção ao 'retorno de saturno', considerado momento de grande reflexão e amadurecimento, no calendário astrológico. É trazido também na música ''Vinte e Nove, do Legião, em que Renato Russo aprende a ...pedir perdão.
* Republicado de 06.05.2026, pois acessado.
LO(U)COMOTIVA DA PAIXÃO! (Conto Poético - Ou seria Profético? - do Boteco da Lua - Revisado)
Uma frase muito mais simples me atingiu que toda a força metafórica das palavras:
E o terceiro é que, quando existem mil improbalidades e eles permanecem juntos...dá um senso de conformidade cármica que ...aquece o coração. De que, repente, exista 'um certo alguém' para cada um de nós. Eles se separam e o adeus é coletivo. Mundos construídos. Vocabulários, apelidos. Dias e dias idos, onde a vida foi absolutamente diferente, pelo universo que construíram....e tudo que eles ainda poderiam ter sido!Ah...a projeção...
Tentei recordar - trazer à memória as cores do coração - o que lembro desses dois. Riso aberto, fofurices, brincadeiras, canções...pequenos rituais, aprendidos e partilhadas. Uma coleção de vínculos e de dias pendurados nas paredes do coração.
Tinham potência emocional de dentro para fora. Mas...ouvi dizer que ela 'perdeu a esperança/ porque o perdão também cansa de perdoar', como diria Chico. E ele estava confuso com a intensidade dela e decidiu aceitar a decisão de descer da estação da paixão.
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Não seja o tubarão... não sangre em meio a eles: nenhum é vegano! - Mas, se sangrar, não vire petisco! (Parte 2 de um texto do Filosofia do Boteco)
Este não é um texto filosófico, é mais uma contação de causo, afinal, tem coisa mais legal do que contar em boteco algo que rolou no boteco? Risos.
Então. Fim de tarde no Mercado Central. Eis que ela chega até mim (eu a conheço pouco e por isso não posso mencionar) e diz...'Li tua escrita sobre os tubarões. Não concordo contigo. Tu sangras, porque tu falas em amor...'
Eu ri. Não discordei do pensamento dela, porque é direito de quem recebe a mensagem: nada aqui é só meu, depois que vem para o espaço. E é uma delícia ser lida e percebida de um modo diferente.
Mas aqui vai uma reflexão ...o Amor é um jeito de sangrar?
Escrevi a crônica 'Não sangre em meio a tubarões: nenhum é vegano! (E o que isso tem a ver com o livro 'A natureza da mordida', de Carla Madeira?)'. E, no texto, falo sobre um encontro atípico com uma desconhecida, no banheiro. Ela chorava. Recordei como aquilo tudo me afetou imediatamente, afinal, impossível não ter sido quebrada pela vida e não sentir a dor do outro, de forma instantânea. O que me fez ligar à inusitada situação com o livro - doloroso e filosófico, ' A natureza da mordida', da Carla Madeira. Afinal, a vida tem seu próprio jeito de nos abocanhar.
Mas, o que isso tem a ver com AMOR???
Bom, eu não creio que sangre em meio a tubarões, no aluanadorme. Primeiro, porque já entendi que nenhum, nenhum é vegano. Segundo, porque sigo acreditando que AMOR não tem a ver com... fazer sangrar. Que todo afeto é cura nesta vida maluca. Terceiro, porque tu não és um tubarão...correto?
Escrevo sobre sentimentos, aqui neste espaço. Conformidades, inconformidades: o que ouço, porque muita coisa aqui não é só minha, mas dos meus, das muitas humanidades que permeiam a minha escrita, do que leio e sobre o que vivencio, às vezes, pelo perceber do outro. TEM MUITA VIDA neste peito doido. Eu adoro ouvir histórias malucas. E... eu gosto de gente quebrada.
Os quebrados se refazem e escolhem não quebrar.
Os quebrados são ...doces, sabendo do sabor do sal.
Eles veêm as coisas por ângulos inimagináveis para os 'inteiros'.
Eu também não mordo. Quer dizer... ninguém aqui é alecrim dourado para dizer que não machuca ninguém, não é? mas eu tento. E, querido leitorado...não seja o tubarão na vida de ninguém. Não se coloque na condição terrível de machucar. E, se estiver machucado, decida a 'natureza da mordida' e cuide-se: se estiver quebrado, leia o conceito japonês de wabi-sabi e deixe a luz entrar!
Digo isso, porque minha leitora fatalmente encontra-se nesta condição, quando associa amor à sangrar. E sei que conselhos, nessa fase, não valem, mas aí vai o meu perceber sobre sentir:
Amor é gostar da saliva. Não de fazer sangrar. Paixão é suor, cheiro, pele. Afeto é conversa boa, riso, partilha, presença macia. Sentir é memória do coração...a arte de existir que mora no coração da beleza. Amor acomoda...é densidade e leveza. Não é nada fácil, mas é uma escolha, e mesmo nisso reside tanto ajuste...
Mas não machuca intencionalmente.
Permanecer vivo - de verdade - pede esse processo: o de reconhecer nosso vitral particular e perceber que, sem a potência da emoção, nossa ternura vai embora no cinza do dia a dia. Que tudo isso sobrevive à dor, mas é no afeto que a gente RESPIRA. Que não tem como conectar com o que nos faz 'sangrar'.
Bom, enquanto tu descobres tudo isso, nesse processo... só peço que não sangre aonde sua dor não vai ser sarada. Mas, se sangrar, não vire petisco. Não fique lá, esperando compreender ' a natureza da mordida'. Não fique à mercê de gente abestada. O que quero dizer com isso?
Bom. Já viste os peixinhos comendo um pedacinho de carne?
É sobre.
#
*P.s: Será que tu vais ler esta resposta? ah...tomara que sim. :)
Acorda
Sob o silêncio?
Quanta vida a gente precisa sentir passar para compreender...que realmente passa?
Que é breve, efêmera, ligeira: Vai embora, no piscar.
Talvez você só precise....
quarta-feira, 17 de junho de 2026
Patrimônio
Conversas de Domingo à Noite sol um céu Equinocial
segunda-feira, 15 de junho de 2026
Trânsito
Custo de Troca
domingo, 14 de junho de 2026
Divertidamente Complicados
Poema para o casal de Sex And the City, porque fiz as pazes com a Carrie e o Sr.Big (Porque compartilhei minhas ideias sobre o casal e tive uma nova visão...então...perhaps love)
Eu sempre brinco com a Salvador Diniz ou a Fab. São minhas linhas imaginárias da infância.
sexta-feira, 12 de junho de 2026
Ensaios sobre Saudades e o Velho e bom amor!
Eu e Bia no velho café de sempre, seja à distância, seja perto. A gente gosta de tradições, sabe? e criou muitas no infinito particular de sermos 'nós'.
No meio do diálogo, eis que ela solta que está preocupada comigo, pois não me via ou ouvia mais publicar algo pessoal sobre o bom e velho amor. Me ouvia falar em afetos, mas não do amor. Nessa palavrinha mágica e singular que tanto nos une.
Bom, a forma como disse recordou para mim o quão esse relicário sagrado chamado afeto têm estado demodé...e hoje, 12.06, é dia dos Namorados..
A forma como disse me recordou aquelas velhas crenças e crendices de ser criança nos anos 90/2000. Eu fui uma criança bem crédula mesmo. Do tipo que acredita em papai noel, loura do cemitério, mula sem cabeça, saci, Boto. De ficar fascinada e amedrontada com a 'besta da meia noite'. Tive pesadelos com Freddy Krueger e, cruzes, como eu tinha medo de assombração! Tinha uma tia campeã em contar histórias antigas. Ainda hoje gosto de sentar com ela e bater aquele papo longo, pois a afinidade é muita, é a distância que atrapalha. Ah!...a distância que atrapalha. As crendices populares viraram uma memória desbotada e curiosa. E até acho que aprendi que papai noel era meu pai, muito cedo, ele deveria ter me deixado mais tempo...enfim.
Brinquei com a Bia dizendo: 'Será que o amor é o Papai Noel do adulto? E o medo do não-encontro o novo Freddy Krueger?
Rimos e seguimos o papo. Nenhuma das duas acredita nisso.
Paralelo a esses pensamentos, sai para tomar café com Edilene - outra grande amiga, que está no projeto pessoal de sua família. Ela me presenteou com uma boneca de cabelos rosados, como os meus eram, quando a gente se conheceu....e disse que ainda me via assim, apesar das mudanças e nuances que acalmaram tanto os tons.
Para fechar essa que foi uma semana de pensar nos 'labirintos ' do caminho e no quanto mudei através deles, bati um papo com um grandes amigos que tenho nessa vida e ele - que agora está de coração partido - me confidenciou que tinha uma carta para a mulher da vida dele. Eu fiquei tão impressionada por isso ainda ser feito, nestes tempos de descrenças...
Junto esses eventos para te dizer que todas essas coisas me iluminam. Cada projeto e cada sonho me entusiasma. Então, resolvi responder à Bia do jeito que hoje creio e escrevo:
O amor já está aqui. Enorme e tranquilo, finalmente. Mas é também cada um desses vínculos doces com quem tenho a honra de viver pequenos milagres e desventuras. E também está lá fora, na vida das demais pessoas, em seus cotidianos e lutas matinais - reais ou ficcionais. O amor me tratou bem nesta caminhada e, confesso que, realmente me deu um ótimo parâmetro.
O amor é a felicidade, no processo de construção de algo - seja plantar um livro, escrever um filho, ter uma árvore. Isso, fora de ordem mesmo: porque o amor é singular e não têm fórmula. Não cumpre mil protocolos.
O amor é o que faz sentido, quando não tem sentido. É nosso coração em movimento, dizendo que ele tem seu jeito singular de fazer as coisas. Não tem explicação. Só existe. Fica na nossa pele, dentro de um pedaço do nosso corpo e se instala na nossa respiração. Fica lá, sem precisar de nada. Às vezes, sem pedir.
O amor é meu cheiro - e meu perfume - favorito. Sei que é o teu (que me lê) também.
O amor gosta de gente feliz. Que busca conhecimento, alegria... e não vive à espera ou ansioso....de gente que têm significados como parte de sua formulação e sabe que, por ser construção, é feito de pequenos detalhes nem sempre tão nobres assim. Porque bons sentimentos não param em qualquer parada e afeto real e recíproco não chega quando estamos desnutridos...de nós.
O amor, quando requer pele, é também paixão: e a paixão é um cão dos diabos (risos)! não é todo ajustadinho à nossa percepção de ser gente: dá trabalho, dá medo, tem desencontro, reencontro, reedição, não é um filme cliché de comédia romântica, mas pode ser uma série: tem primeira, segunda, terceira temporada...quem diz quando acaba? ...e se acaba?
Até porque, minha Bia, foi você quem me disse
"Antes de acomodar,
O amor bagunça um pouco''.
#
*Republicado (acho que de 2024 ou 2025, não consegui acessar a data, pois larguei o piloto no automático e quando fui buscar, não tinha o registro). Mas está adaptado: Contém informações novas.
FELIZ DIA DOS NAMORADOS A ESSE LEITORADO QUE ONTEM ME DEU A HONRA DE TER 1200 ACESSOS (Creio que falar de amor não é tão demodé assim). <3
Paixão! (Poema 4 da Sessão 'Eu amo o dia dos Namorados')
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Conselhos para a ruiva
Levou tempo para sustentar o quilate
Deste impróprio amalucado meu coração!
Mas o pulso - pasme: ainda pulsa. E celebra...
As ruas passam, esquinas vão
No vão do peito, tão sem jeito, vivo de dizer aos meus afetos
Que o amor existe...que a bondade é elo
(Des)aceleração (Poema 2 da Sessão 'Eu amo o dia dos Namorados')
N.03 - Eles! (Miniconto Poético) - Por Bianca Andrade.
quarta-feira, 10 de junho de 2026
Aquela Máquina de Digitar Afetos! (Poema 1 da Sessão: Eu amo o dia dos namorados!)
Há anos este espaço celebra o dia dos Namorados com poesia. Afetos reais... tudo que é realmente valioso. Conexões significativas: aquelas em que o tempo passa voando e a gente sente até medo de perder...que trazem fé, bondade, risos...clareza.
Eu amo o dia dos namorados. Entre tantas datas comerciais, não é significativo que exista um dia especial para celebrarmos o vínculo com a pessoa que recebe o peso e a leveza do coração? Independente de termos ou não esta pessoa, neste 12.06.2026, eu e tu - que lemos o aluanaodorme - sabemos que este espaço gosta da vida. E de tudo que toca.
Enamorados ou solteiros, vamos celebrar o dia: respirar é o melhor jeito de transgredir.
A data é uma vitória do afeto. Só não supera 25 de Dezembro, para mim.







