... a lua não dorme ...
Poesia, Filosofia de boteco, Observações do Cotidiano e o que mais vier p´ro mundo da lua! ;) . . . . . . . . . . . . . . . . . CONSIDERAÇÕES SOBRE O BLOG :1 - Viva a liberdade poética e a proteção aos direitos autorais!Toda vez que posto algo,indico autor. Se não o faço, é porque é a autora quem vos posta.2) Imagens? -Dr.Google. Exceções? Indico autoria. 2) -Poemas,velhos caducos que falam de tudo.NEM SEMPRE FALAM DO QUE SINTO! ... ***quem dera...***
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Mapa, cá.
Simples Assim
Para saber que um som é bom e faz feliz
Não preciso de todas as esquinas da cidade
Para gostar do caminho de casa
E nem de um longo par de asas
Se puder voar curtinho e macio...
Eu não preciso de tanto verniz para esconder
Imagens, verbos e opiniões
E nem tanta companhia e barulho
- Festival de emoções!
E...não preciso de você
Ou da sua companhia
Fico bem entre os livros e quadros
Na presença macia da poesia...
- Mas eu fico bem perto do teu calor
E quase não sinto falta da tão bem-vinda solidão
Quando meu coração te conta meu dia
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Aquela máquina de digitar afetos
Não mais escreveu a palavra "Meu amor"
Por onde andas,
Afinal?
Verbo que é cheiro,
Quanta falta tu faz em meu jardim...
Já fui mais atenta ao meu próprio coração!
Mas, depois que passei a usar relógio
O tempo caçoa de mim:
Faz com que tudo tenha exíguos
começo, meio e fim
O amor não coube em nossas 24 horas?
O tempo, aos poucos, creia,
A tudo devora - apavora
Evapora...
- Mas, calma, emoção
Quem sabe ainda temos
Uma eternidade a mais
Na próxima Oração...-
Quem sabe a gente se tropece - novamente?
Em meio ao burburinho de um café
Quem sabe aquele velho ditado (tão cliché)
Ainda esteja de pé
Incerta beleza de existir....
Frágil agora, tão cheio de efemeridades!
ah! verbo 'futuro' - ingrato,
Descumpridor nato
De quem achamos que seremos...
E sob o mormaço do céu de Macapá ainda arde o fogo intenso das paixões...
Escrevo quase-sem-sentido, ainda que sinta
E me demoro a tentar compreender
O porque essa máquina (de bater)
nunca mais digitou a palavra
"Meu amor"...
#
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
(Des)aceleração
Paralelismo Sentimental Viciante (Devaneio do Boteco da Lua)
Foi em uma das muitas madrugadas em que estou de papo com Bel. Ouvi esta versão antiga , interpretada pela Vanusa, da canção "Paralelas'', com a frase
Explico. É que, "'Paralelas'', para mim, sempre evocou o inevitável sentimento de solidão de Belchior, frente aos conceitos propagados nas grandes cidades, o da 'multiplicação', 'riqueza', assim como o registro do eu lírico do poeta, em contraposição a estes conceitos, esvaziados de emoção.
Uma Reta é uma sucessão infinita de pontos, situados todos em uma mesma direção, no entanto, essa sucessão se caracteriza por ser contínua e indefinida, portanto, uma reta não tem nem inicio nem fim; junto ao plano e ao ponto, a reta é um dos elementos geométricos fundamentais. E a paralela é um adjetivo empregado para referir-se àquilo que é semelhante, correspondente, ou que já foi desenvolvido em um mesmo tempo.
Então, as retas paralelas são aquelas retas encontradas em um mesmo plano, apresentam a mesma inclinação e não apresentam nenhum ponto em comum; isto significa que não se cruzam, nem se tocam e nem sequer cruzam suas prolongações. Um dos exemplos mais populares é o das vias de um trem. (Artigo http://queconceito.com.br/retas-paralelas)
Bom, como não sou matemática ou física, me perdoei e fui atrás de saber o avesso ao conceito de paralela, ou seja, quando as linhas se encontram. Descobri que é chamado de 'interseção', cujo significado é:
O conceito interseção pode ser utilizado em nosso idioma com dois sentidos diferentes. De um lado, é utilizado no campo da geometria para designar aquele ponto estabelecido em que se cruzam duas linhas. Também serve para indicar o encontro entre duas linhas, planos ou objetos.Mas sem dúvida é no trânsito onde mais se usa esse termo, mesmo assim não podemos esquecer que sua utilização é resultado direto de sua referência apresentada na geometria.
Basicamente a interseção no trânsito se refere ao cruzamento de duas ou mais ruas. Sua principal função é possibilitar o acesso de quem circula à outra via e assim chegar ao seu destino. Artigo http://queconceito.com.br/intersecao
LUZ!!!
LUZ!!!
LUZ!!!
*Republicado, porque o texto foi acessado e gostei muito de ter escrito isso.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Piração
Piração na piração:
Brinco
de cotidianos!
Amores tão-bem-vividos e amados
Que até parecem (m)eus...
Faço da tez do dia o tecido
Com que bordo a poesia
E vou a bordo dessa nau
Que me salva do ordinário ordinatório caos dos dias...
Construo-me nesses detalhes:
Mesmo naqueles que nem sei
Uso as flores que plantei
Para enfeitar o verso....
A linha entre o real e irreal é desigual
Mas, afinal, quem sabe a diferença?
Quando a dormência parece ser o prato do dia
Enfeitando com o ‘nada’ o que foi feito para ser alegria...
- Sou salva desse veneno todos os dias!
É piração o que carrego no peito, meu bem
Loucura, sinestesia psicodélica
Que nunca me deixa amornar o verbo
Tira de mim o ajuste entre o abstrato e o concreto.
#
“Meu Deus, me dá cinco anos (...)
Me dá a mão, me cura de ser grande"
Adélia Prado, em 'Orfandade'.
A paixão é um cão dos DIABOS (Epifania Bucolesca anedótica)
Eu, ainda aqui.
Muitos espelhos
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Nem tudo é sobre mim, neste pequeno espaço - Mas que bom que ainda tem 'eu' dentro do aluanaodorme ( Da seção 'Filosofia do Boteco da Lua')
Senta aí, querido leitorado...eu andava com saudades desse espaço filosófico dentro deste espaço poético. Hoje, com muitas demandas e a vida cheia de 'mim', surgiram algumas questões que eu queria partilhar contigo, na companhia de um café (ou algo mais forte, se te aprouver): Bora botecanear? :)
Uma pergunta básica: Tu se sentes um único 'eu'?- Não estou falando do transtorno de personalidade fragmentada claro (se for seu caso, receba meu abraço e sinceros ensejos de um justo e digno tratamento). Mas, para além...independente da ideia de personalidade integrada (ou não), nunca somos 'lineares' em todos os espaços: as interações importam, as emoções ...mais ainda. Os lugares e pessoas...ditas conexões ou interjeições.
Constatei, não muito satisfeita, que não me sinto igual em situações em que gostaria de sê-lo. Em outras, sou grata por ser tão plural...então:
Quem sou eu, quando não me sou?
Fernando Pessoa sabia a importância dos heterônimos para continuar sendo e, por absoluta sinceridade alertou: O poeta é um fingidor. Acabei pensando muito nisso ultimamente pelo conceito de 'masking', atrelado ao autismo, pois eis que estamos sempre em construção - e parece que esse é mais um tijolinho da minha história. Em contato com o conceito, pensei: O autista também é um fingidor. Como o poeta. A gente mascara emoção, aprende a evitar o 'estranhamento cotidiano' do mundo lá fora, descobre um jeito de parecer e acomodar e parece que isso funciona mais para uns do que para outros, em muitos formatos.
MAS AFINAL, NÃO SERÍAMOS TODOS FINGI-DORES?
O problema residiu justamente aí também: Percebi que sou boa em fingir não sentir dores. É uma pena, mas a casca do cotidiano nos ensina que 'sangrar' em meio ao 'mar de gente' é perigoso, pois nem todo mundo tem a lógica do acolhimento inerente à humanidade (é sobre-humano, amar, diz a canção).
E isso me lembrou que, nos últimos tempos, tenho escrito muito sobre literatura, poesia, artes, menos voltada à experiência pessoal, porque os livros me acalmam e me dão uma ideia singular de normalidade ( e porque livros são maravilhosos,rs). Mas isso já foi um jeito de fazer parte. Eu fui a menina inteligente do 'papai', o cara que conversava comigo sobre toda a complexidade da existência e para quem guardo um monte de coisas para contar e partilhar quando chegar do outro lado da margem do rio.
Apesar de amar essas viagens, sei o quanto é bom SENTIR e experimentar a existência. Mesmo que isso doa, às vezes - afinal 'visão de raio x, o x dessa questão é ver além da máscara'. Mas faz parte da experiência humana e provavelmente é alguma das poucas coisas que nos interliga e diferencia esse texto de um primor artístico feito pela IA.
Aqui, escrevo porque me conecto comigo e contigo - muito longe de algorítmos. Escrevo para sentir e para que tu sintas também. Mas o 'aluanaodorme' tem vida própria...escreveeee sobre livros, filmes, poemas, histórias da literatura e da vida real que se achegam a mim. Sobre gente que se viu e se amou debaixo dos meus olhos, em algum livro ou filme. E sobre teorias e outras coisas da vida real. Muito bonitas, válidas e sempre minhas, ainda que nem tudo tenha sido vivenciado por...mim. Este 'eu' aqui.
Mas eu queria reiterar com você, que me lê, o quanto é bom ...sentir. Nesses tempos de tanta liquidez e gente pagando o preço do 'custo de troca', ou do 'masking sentimental', é tão bom ter um coração 'de carne'. Eu te confesso que, por medo, já optei por ficar quieta. Apaziguar tudo. Ficar 'confortavelmente entorpecida'.
Quem nunca?
Mas...Sentir a brisa do amazonas, a poesia de um amigo, a partilha de afeto que mora no dia a dia. Sentir os medos e as delícias de outra existência, ter o coração ativo em contato com o fim de tarde,caminhar ...Tem coisa mais bonita? Tem coisa mais bonita do que ser o contato preferido de alguém? Não o contato telefônico, estou falando de humanidades. De amar uma presença. Sentir seus afetos reais, as contradições existenciais, o medo e a doçura.
Sim, eu já fugi muito da vida e, confesso, coloquei livros ao invés do próprio coração para bater nesses teclados. Deu certo (acredito). Mas também já senti do jeito certo. E do jeito torto ou incerto- porque não acredito em sentir errado. Já evitei venenos e já deixei o coração apático, por precaução.. e também já me encontrei com o afeto real e a gente já se perdeu também. Foi bom.
2026 chega e ganho com ele algumas lições na jornada. A principal é: eu não tenho tanto medo da chuva. Eu sinto cada vez menos necessidade da máscara, e apesar de escrever por muitas histórias de livros, filmes e poemas, eu sinto de verdade tudo que escrevo - seja por mim, seja por quem viveu cada uma dessas coisas.
Amo as conexões profundas que criei, e também as leves e suaves, porque nem tudo é denso o tempo todo. Não tenho mais medo do que possa me causar, porque no meio da jornada, eu cuidei da casa, plantei meu jardim, fiz os deveres de casa e sigo no aprendizado, cada vez mais forte. Não deixei ' a minha ternura na estrada/ presa na poeira', nas lições de Gonzaguinha.E sigo cada vez mais responsável em descobrir os melhores dias - que começam sempre agora, no hoje.
Amo que quando eu sou outra e escrevo aqui, posso de repente estar falando não de mim, mas do seu dia. Do seu amor. Do seu instante de conexão. Isso me aproxima. E também espero escrever mais sobre mim, sim...esse eu, que está aqui, prontinha para seguir plural e com menos medo da chuva (risos). Acho que não perder a coragem faz parte do compromisso com a arte. Da existência e da poesia.
E...Eu gosto do amor. O amor é bom. E uma hora a gente se encontra ❤️.
É...nem tudo é sobre mim, neste pequeno espaço. Mas que bom que ainda tem 'eu' dentro do aluanaodorme.
#
Má - temática
Gosto das coisas...doces
<3
Se eu me perder de ti enquanto procuro por mim
Enquanto o Eu me encontra?
* todo mundo já rodopiou com seus moinhos...
Ventos do Amazonas sopram
Falam de doçura
Nossas ansiedades, meu bem, são a cura
Para nosso encontro...
É coisa para maluco viver:
Chega e bagunça a batida do coração
Mas...se eu te perder enquanto estava a me procurar
Nas prateleiras da vida, buscando ordenar meu lugar
E se a tua emoção não puder esperar
O tempo acomodar...
Me guarda em teu afeto
No tempo certo...de algum lado desse elo
A gente há de vingar...
Ensaios sobre a vida real ensaiada
domingo, 25 de janeiro de 2026
Presença
Para Flor <3
Nada valeria nós dois
Nada
Nesse mundo
Valeria o quanto
Valeu nós dois
Por isso a vida
Te guardou em mim
Para depois.
#
*Filme(s) lindo(s)!
Eu nunca pensei que você me faria chorar
sábado, 24 de janeiro de 2026
Qualquer coisa a mais
Liga
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Wabi-Sabi!
" Wabi-sabi representa uma abrangente visão do mundo japonesa ou a estética centrada na aceitação da transitoriedade e imperfeição. Uma ideologia artística desenvolvida por volta do século XV no Japão, durante o período Muromachi, com bases nos ideais do zen budismo..."








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