quarta-feira, 22 de abril de 2026

Meu Universo é Poesia




 A chama da vela acesa
A clara palavra dita (bendita)
O peito quente...o riso ardente
Universo é poesia, a gente também...

Mesmo quando o dia cinza diz contrários
Recrio as cores do céu com o pincel da palavra
E repito: é simples e bonito existir
Simples e bonito...

Mas não é fácil e esse não é um poema cliché...

A chuva cai, o dia segue aceso
Eu me desmancho, me cerco de afetos certos 
Porque sei quem sou (é uma escolha)
Viajo entre histórias e planetas

O coração é feito água de rio corrente:
 limpa e segue para o mar
Meu universo é poesia:

É tudo que tenho para dar



#





Ato!


Todos os afetos são...fato
Beleza que se realiza no peito
No tum tum tum da emoção
Nas coisas doces e cotidianos...

Todos os afetos são...ato
Carinho que se realiza aos poucos
Sentidos que se movimentam...na mesmo sentir

Não é simples enlaçar as mãos
Mas é tão bom sentir o coração
Ser mais...

Viver é uma baita poesia sem rima!
Entre abraços e canções
A gente dedilha um incerto violão
Ainda que seja tão difícil encontrar a direção...

#

Muitos poemas dos rascunhos vindo, porque estava há um tempo sem abrir este espaço...

Desajeitada



 E eu bem queria te dizer com mais clareza
Que eu gosto de te ter por perto
Mas não sei ao certo
Como te acomodar...

Desajeitada, eu sei...

É que chegaste desajustado no meio da minha bagunça
O dia nublado não me disse se era tarde ou cedo
E eu quase não sei dizer que meu peito tá de maré cheia
E lua crescente...

E eu bem queria te dizer para ir em frente e desaparecer
Mas, mal me perco e sinto falta de te ver
Fico confusa entre o agora e o adiante
Faço silêncio então, à novidade da tua presença em mim

(Desajeitada, eu sei...)

Então percebo que o que é nosso se ajusta
Não no tic tac do relógio
Mas no tum tum tum do coração
Desisto de entender a direção

E deixo a vida seguir sua própria natureza...

#


Esse poema estava nos rascunhos do aluanaodorme. Tão fofo. A vida, quando não é fofa ou poética, é muito sem graça. Porque ser gente dá um trabalho danado, não é mesmo? Então...Sorria. Sinta. Desajeitadamente, mas sinta. Porque...

Rir é muito poético.
Sentir é muito fofo. 
Ser de verdade, eu sei...é difícil.
Mas é o único caminho...

Ensaios sobre o tempo, João

  



O segundo é mesmo precário, João:
Ou pula no trem da emoção
E vai, seguir e viver a viagem
Ou fica na Estação e, de antemão

- Aceita a paisagem.

E a vida é mesmo louca, João
Os dias não correm no contar da mão
O sol deita e levanta, mas o tempo de verdade
é muito mais complexo

E, no centro da sala
Bethânia ecoa Caetano: 'Quem não é Côncavo não pode ser Reconvexo...'

E não importa que a poesia deite e role, João
A gente se perdeu sem se ganhar
E o afeto que fica
é pouco para o que se tinha a partilhar

E não importa mais palavras - não há tanto segredo assim
Afinal,  tudo que havia  cabia na porta do olhar
No verbo-não-dito
Guardado dentro de mim

E, ao fim, bem na curva do sol,

Somos mesmo ganhadores! 
Em uma estranha equação
A gente se perdeu no mesmo trem, no ritmo
E no mesmo vagão.

                                                                                    #

Obs1: O final deste poema tem clara inspiração em um poema da linda Maria Ester, chamado 'Desencontro', que diz   ''O destino/ Quis que/Nos perdêssemos/ Na mesma vida/ Na mesma arte/ Na mesma vibe".  Porque poesia chega em nós e nos transforma. :D

Obs2: Sempre quis fazer um poema tendo por inspiração o nome 'João', claramente porque 'Comentários a respeito de John' segue como uma das músicas da minha vida, desde muito antes do tempo ser tempo, nesta internet. 

Esse poema não foi construído com base em uma emoção, mas em uma experiência pessoal de encontro com a poesia e a canção. QUE SORTE TER ISSO POR DENTRO! :)

(E sorte é sempre Deus)


LUZ!

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Neblina

 A chuva cai e eu busco a direção
Tão presa no caminho!
Sinto o peito no pulso, batida do coração:
doidas linhas tortas do destino...

Há tanta coisa a decidir e caminhar 
Tempo, passa, mas um pouco devagar
P´ra eu te aprender primeiro...

Há tanto sonho para ainda se sonhar
- E eu sei bem o que quero!
A vida pede para eu acomodar
Meu eterno destempero

Mas eu não sei ser assim: cálida pintura de Monet
Não espere sair de mim um doce poema clichê
Piração na piração: posso implodir por dentro...

Há tanta agenda pra cumprir e eu aqui
Perdida no relógio e na esquina
Há tanta coisa ainda por acontecer
E eu com os olhos presos na neblina...




#


Música, pode me deixar em paz: tá aí o seu poema. 

:P

quarta-feira, 15 de abril de 2026

A Maldição da Residência Hill (Contém Spoiler)

                                    

Ensaios sobre vidas nubladas:
Pomet -  emit -  sonork:
- O tempo ao contrário não diz nada.

Mera sequência aleatória
Casa mal assombrada
lista de todas as angústias 
do que não pudemos pudemos fazer ...

Ao espelho, os monstros são eu e você
Outras frequências, ondas de som silenciadas
Partículas dissociadas,
 enlouquecemos.

Arrependimentos, fracassos, desejos não sucedidos:
Um fantasma é tudo aquilo que nunca foi dito
Sob o telhado de vidro, te faço um pedido:
"segure minhas mãos, enquanto caio"

Eu falho, tu falhas, nós falhamos.
Segure minhas mãos, enquanto conto os hematomas
Marcas de uso - cicatrizes, são histórias
"Você vê a casa, mas não sabe lê-las..."

- Eu não sei contá-las e não sei vivê-las...-

Foi só um sonho, foi só um sonho...um pesadelo!
"a jornada termina quando amantes se encontram"
Não existe desencontro, apenas desencantos
Um relógio parado desde antes...(desde antes!)

Casa infiltrada, somos água.
Vidas naufragadas, des/sincronismo
Nossos medos sabem do terror e estrago
Por isso, ao enfrentá-los: 
Meu bem, cuidado.

"O perdão é quente como uma lágrima"
Deixe a casa morrer com seus fantasmas!
Arrependimentos, dúvidas naufragadas
"O amor é a perda da lógica "
-E tudo que fica-

"O resto é confete", a história continua 
Um relógio parado desde antes, desde antes!
A casa se move, num engole-cospe vidas...
Não existem despedidas.

#

* Pode fazer sentido - ou não. Mas essa foi a MELHOR SÉRIE de terror que já vi, a coisa mais bem produzida e filosófica.
*Republicada de 21.10.2018. 
* Este é um dos poemas mais acessados da história do 'aluanaodorme' e faz muito sentido dentro de mim.


FANTASMAS DA HILL:

"E tudo isso, a culpa, o luto, os segredos, os fantasmas, nesse momento...são apenas medo. E o medo é  o abandono da lógica (...) Mas, ao que parece, o AMOR também. O amor é o abandono da lógica. O abandono voluntário dos padrões racionais. Nós cedemos a ele ou o combatemos. Mas não vivemos sem ele (...)Eu amei vocês. E vocês me amaram. Profundamente. O resto é...confete".

Muito Obrigada!

 Ei, tu...



Obrigada pela leitura!

Sigo a repetir a frase do Velho Buck a respeito deste espaço, que é uma entidade mágica que tem vida própria (e manda em mim):


"Ela é doida, 

Mas é mágica

Não há mentira em seu fogo"

BackUp


Guardar meus pedaços
Costurar cada coisa 
Organizar a bagunça 
Reunir meus espaços:

Colcha de retalhos...

Rio, maré, maresia:
Tanta coisa p´ra falar de uma coisa só
Terra, asa, abraço: abrigo
Tão diferente que até dá um nó...

Reunir o todo, sem receita 
Achar o jeito de se aprender sem se perder no elo
Fazer beleza porque é mesmo belo
Deixar acontecer...

Delicadeza com a máquina 
Que ainda bate afeto
Apesar do tempo
Espaço, corpo...paciência e sabedoria

Para não chamar maré de maresia...


#

De uma conversa sobre ...tudo ser poético. Inclusive um BackUp. 
Esse poema se entoou sozinho, só soltei no mundo.

LUZ!

terça-feira, 14 de abril de 2026

Suspiros sob o céu do Equador

 

O Sol e o céu

Ah...equador: Como teu calor me faz feliz!

Por um triz, me perco a contemplar o mistério

 

Como não achar bonito um milagre assim?

Diferente de mim, a maré não têm lógica única

Isso ensina, sabia?

A potência da constância e a beleza da direção...

 

O Rio Amazonas dança todos os dias diferente por aqui

 

É feito o peito da gente

Marés que se encontram:

O vento não sopra, suspira

Calor sereno...amazonas, céu, equador...

 

Quente e em paz...

 

Tempo, me ensina sua dança

Que eu gosto tanto de ser aprendiz

E faz tão pouco tempo que entendi

Sobre o descanso na hora do preparo

 

Que hoje paro para contemplar...





#



De vez em quando, sou surpreendida com a quantidade de acessos desse lugar...hje batemos mais de 2500 acessos...e me resta dizer: muito obrigada. :) 
Veja o poema com a canção, se puder. O suspiro no final da música me dá uma sensação de paz absoluta...



 

 

 

sábado, 4 de abril de 2026

Pro(cura)!

 São encontros.
As coisas bonitas que se perdem 
Enquanto a gente se (pro)cura:
Horas idas, tesouros guardados
Pequenos aprendizados
Afeto partilhado

Não é preciso dizer nada:
Deixa tudo como está
O tempo há de acomodar...

#

Ler este poema de cima para baixo. Afeto partilhado é sempre cura.

LUZ!

sábado, 28 de março de 2026

Ensaios sobre morar dentro do Sol

 
 
 
 
O Equador brilha ligeiro em meu peito
A paz das coisas simples acontecem, é fato
A gente não precisa fazer força para ver coisa bonita
Brotar na terra fértil da emoção....
 
Eu moro dentro do sol – e o sol, dentro de mim...
 
De temperar com pimenta de cheiro
Aprendi que as coisas que não ardem têm sabor
E eu, que busquei tanto a intensidade da malagueta
Reencontro na sutileza novas formas de beleza...
 
Este poema não é simples, apesar de parecer bobo.
 
Eu não tenho em mim
Uma linha – sequer imaginária - que divida o sul do norte
E a minha bússola nasceu quebrada
Mas, tenho uma lua que me acorda às madrugadas
 
E convida a sonhar acordada as coisas bonitas da existência
 
Já abracei a floresta
Tomei banho de rio de madrugada
Dancei e bebi do céu o sabor da chuva
Ah! Já fiz tanta coisa louca, bonita, emocionada:
 
Tudo isso me salvou um pouquinho
De ser apenas aquilo-que-se-espera
Não me olhe como algo exótico, 
Sou  mais simples do que flor em plena primavera

Eu moro dentro do sol – e o sol, dentro de mim...



Superpoder!






Minha coluna 
Não é feita de adamantium
Pode vergar quando dói
Meu coração é peso-pluma

No ringue da vida...

Minha emoção
Não tem fator-de-cura-mutante
Precisa de tempo: água...maré...maresia
Para lentamente acomodar...

Sinto como gente - carne, pulsação!
Mas eu também sou  mutável
Uma pintura perfeitamente aquarelável
Desenho pintado de sangue...

Eu não sou um X-Men
Não tenho 'a força que você pensa que eu tenho'
Nem quero ter...
E o meu superpoder

É afeto.


#

Para quem não tem emoções com fator de cura mutante: instantaneamente saráveis.
Mas faz da sua energia, mente, corpo, emoções uma forma poderosa de poder...e para quem se permite, mesmo quando é incômodo...
Em um mundo de emoções plásticas, sentir e ser real... é o verdadeiro superpoder. <3

*Republicado, pois foi muito acessado. :)



sexta-feira, 27 de março de 2026

Desintonizar

Soltar os fios da minha cabeça
Tão sintonizados na batida do teu coração
Desplugar minha pulsação
Dessa vontade de te ver...

Simplificar o simples:

...a rádio do meu coração toca teu riso
Devia ser errado algo assim não funcionar tão bem
Nem faz sentido
Esse afeto que retém...

Não quero mais lembrar:
Pensar em nós deixa meu coração magoado
De um jeito quase inexplicável
Fico frágil

Você teve medo e eu também...

Ainda bem que faz sol 
Na manhã seca e macia do Equador (em plena madrugada)
Meu coração bebe de luz e poesia:
Têm sua própria forma de refazer a beleza...

E eu tento desligar a rádio e não ouvir mais nada:
Conexões reais pedem de nós...coragem
E coragem, tu sabes, eu sei
É o coração em ação...



#

Festival

Emoções são confusas, meu bem
Faz parte da vida não entender
O festival do adeus é doce, também
Se a gente aprender o que tem de aprender...

Faz chuva, faz sol no céu do Equador
Para lembrar que toda essa dualidade se mistura
Para a mágica da existência acontecer
Mas, se algo se perder, não esqueça:

Busca as coisas doces, reafirma a essência
Afeto são as coisas que valem o verso
Investe o tempo no que faz sorrir
Memórias e sorrisos não têm preço...

Dois bons corações também podem dizer adeus na curva da vida
E bendizer caminhos...

Quebras-cabeças, corações
Meias jogadas, sem par, no armário
Linhas tortas do destino: desencaixe
Não se perca de si, quando algo se perder...


#


Republicada, pois bastante acessada. 
Feliz em partilhar. :)

Moderníssimos



Mar de gente: ora pesca, ora é pescada
Indústria da solidão: companhia pixelizada
Como somos cruéis em inventar distrações!
- Afeto em obsolescência programada -

O tempo exato do afago sob o fogo de um deslike
Deuses de nosso pequeno circulo digital
Mundo vadio, gente mecanizada
-O ordinário do ordinário:

Fast food emocional

 Imenso mar de nada:
Dormência servida a self service
Corações no modo olx 
Canções de afeto feitas por IA

Anestesia imediata:
Corações a custo de escala

#

Poeminha republicado porque foi muito acessado.


Fica a pergunta: Você tem sede de quê?

quarta-feira, 25 de março de 2026

Des/Fazer




 Puxar o fio do emaranhado:
Soprar no ar...até dissolver
Desaprender um riso,
Simplificar o simples...

(Pessoas não são simples novelos de lã
Não é banal exilar uma emoção...)

Corações humanos 
Têm seu próprio time
Ritmo e pulsação
Modelam (des) encontros

(Ninguém está tão errado ou tão certo
Por não saber o que fazer...)

Escolhe...ou escola:
Se disser adeus, diga docemente
Todo mundo é estrela cadente
No céu de alguém...

(Corações humanos não têm manual de instrução
Não, não é banal exilar uma emoção...)

No caminho, a gente enlaça as mãos...
A magia inconclusiva da vida...acontece!
Nenhum afeto é de fenecer
Elos se transformam para renascer...

(Possibilidades)






#

Emoções não são novelos de lã, são naturalidade e raiz...mas a IA é muito muito filosófica para ensinar a tricotar.

Digite 'puxar o fio do emaranhado' e veja como é filosófico, você mesmo....(risos).
Daí, um poema.

Observação: Fiz observações sobre o poema dentro do poema. Conversei contigo, que me lê. Se preferir, pode pular o diálogo. Se agregar, faz parte. 


Como você tece seus laços? ;)
 

segunda-feira, 23 de março de 2026

Ode às Imperfeições

Ode às imperfeições:

As minhas, as tuas: 
Encontros, desencontros
Nós é que somos as estações
Aqui nos céus do equador...

Gosto dos teus olhos
Mais do que deveria
E gosto que tu não entendas nada de poesia
Nem esquadrinhe meus espaços para me perceber...

Fico mais imperfeita, natural demais
E acho que me sinto tão normal nesse formato
Sem tirar a roupa da minha emoção a cada linha
Tão eu, sem precisar das palavras para te alcançar...

Acho bom que tu não fales de filosofia
Nem reverbere tua politização com as últimas do noticiário
às vezes, isso tudo é cansativo
a mente fica meio presa nesse looping, feito planta de aquário

Ninguém é espelho e nem precisa ser para afagar
Nenhuma métrica é idêntica, a vida pode acomodar
O vento que sopra suas verdades
 Põe as coisas no lugar....

Sinto saudades da tua presença que não pesa
Da tua leveza que não é nada lesa
Pois, lindeza, a gente aprende tarde como é arte
Estar tão confortável com a respiração de alguém...

Ode às imperfeições:

E às coisas que vão porque têm de ir...




#



Estava no arquivo do blog. 
Um brinde à beleza das coisas que são como são...e ainda assim têm perfume, ternura e verso.

sábado, 21 de março de 2026

Reminiscências

Afeto é fato
Doce que transborda pela boca
Fica pelos risos da casa
Espalha sabor pelos cantos

Na memória daquele riso de antes...

Hoje foi mais um dia estranho
Daqueles que se compõem de ausências
Quase como quando dobramos na rua errada
E não sabemos usar GPS

Difícil explicar...

Viver é aprender contornos - os nossos, o do outro...
Afeto é fogo fátuo:
Aquece e pode arrefecer
Amanhece e pode anoitecer...

C´est la vie!

Ainda assim...resta beleza
Nos detalhes do que serenou
No carinho que se partilhou
No perfume do invisível pelo tempo que passou...




#

Dos rascunhos do blog... 
:)

Águas de Março (por Maria Ester Pena Carvalho)


 
A música da chuva traz reminiscências,
o canto dos pássaros faz batucada no meu peito.
A luz atravessa meu rio-mar em tons acobreados,
flores sorriem sob o aguaceiro de Deus.
Belezas e bênçãos.
Hoje, Dia da Felicidade,
nas Águas de Março, seguimos por aqui,
procurando borboletas nas réstias de sol.
Talvez tudo isso caiba num poema:
libélulas, o rio, as gentes, o roçar do vento.
Felicidade, para mim,
é o vento brincando nos meus cabelos
e o canto da cigarra macho,
chamando a vida a continuar.
E nossas águas 
O que passa, o que fica, o que nos atravessa.

Ou melhor, que te faz feliz?

E vamos lapidando.

Maria Ester Pena Carvalho

#

Ontem foi dia Mundial da Felicidade e tive a felicidade de ler este poema em primeira mão....

E desejo a este leitorado: Que tu tenhas tido um dia com as coisas e pessoas que te fazem feliz. E que hoje, no dia mundial da poesia, teu encontro seja com as coisas que alimentam o poema: EMOÇÃO! Coração! Luz!

:)

Hoje é o Dia Mundial da Poesia e meu coração é só GRATIDÃO....



A poesia me salva.

Me leva para casa e é meu cobertor, quando preciso de proteção  'do mundo'. Me diz que posso, que sou mais corajosa do que acredito ser, e que preciso ser, pois a mesma vida que sangra...sara. E a palavra sarar, já é uma poesia...

A poesia me incomoda

E me convoca à comparecer para as dores do mundo e agir, pois sim, ela quer continuar a existir no peito das pessoas e, para isso, precisa muito de corações humanos agindo em prol do bom que a humanidade tem para dar.

A poesia me conecta - comigo e contigo.

E diz coisas de mim que eu não diria ou saberia...simplesmente fluem, rio de palavras derramadas na rua da emoção.

A poesia me acende sem queimar - ou me queima para 'sarar', cauteriza.

Pois emoções são delicados tecidos que podem ferir e ser feridos. E as palavras, suas navalhas - como diria Bel.

A poesia me presenteia

Com gente maneira, com vida, pois AMO encontrar essa gente MALU-QUECIDA, que transforma emoções em verbo, verbo em verso e verso em partilha...sim, a poesia me deu verdadeiros amigos. 

A poesia me transborda

Sai correndo pelas minhas veias, em plena madrugada, pois sim, tenho uma lua que não dorme dentro de mim, pendurada no meu umbigo, pois sou umbilicalmente ligada à sua existência particular e própria. Assim, ela, aluanaodorme, decide quando também não vou dormir.

A poesia me ilumina

E também me banha, com sua liquidez e cores peculiares....

A poesia é meu caldeirão!

....e muitas vezes o licor alheio, que também aprecio e bebo.


" ...e sinto a bruxa
presa na zona da luz...''


Viva à poesia!