... a lua não dorme ...
Poesia, Filosofia de boteco, Observações do Cotidiano e o que mais vier p´ro mundo da lua! ;) . . . . . . . . . . . . . . . . . CONSIDERAÇÕES SOBRE O BLOG :1 - Viva a liberdade poética e a proteção aos direitos autorais!Toda vez que posto algo,indico autor. Se não o faço, é porque é a autora quem vos posta.2) Imagens? -Dr.Google. Exceções? Indico autoria. 2) -Poemas,velhos caducos que falam de tudo.NEM SEMPRE FALAM DO QUE SINTO! ... ***quem dera...***
domingo, 16 de agosto de 2026
Romance sob as luzes de Buarque
sábado, 15 de agosto de 2026
In-Yun (Dois!)
A lágrima e o jeito de sorrir do tempo
Eu estou aqui, no agora: toda inteira
Vivo cheia das luas que ainda nascerão...
Quero sorrir contigo as coisas sem graça da vida real:
As convergências, a promoção do supermercado, o mesmo creme dental
Quero tua existência simples e imperfeita, na minha...
Deitar na mesma cama, conversar amenidades e profundidades
Não sente pelo que foi ou o que poderia ter sido
In-Yun
É sobre com quem sorrio.
Com quem troco palavras e silêncios
(Organização e confusão...)
Não é só sobre mais um dia, é sobre aquele fim de tarde
Contemplando a chuva em silêncio, cafézinho na mesa...
Não é só sobre os grandes momentos, é sobre os detalhes pequenos
Que interligam corações
Não é só sobre coragem, é sobre os pequenos medos que vencemos
Quando avançamos a geografia emocional do individual e arriscamos...laços...enlaces
"É como plantar duas árvores em um mesmo vaso: as nossas raízes precisam achar espaço"
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Aceleração!
Escorre...
Por isso, sou de fáceis lágrimas e sorrisos.
Eu me apaixono tanto! Por livros, arte, poesia, filmes, palavras, cheiros, percepções
Pessoas, não - estas, conto nos dedos da primeira mão.
Qual o peso de todas as formigas que tem no universo?
Porque quem fala a verdade é tido como neurodivergente?
O que então, afinal, é ser gente???
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Nem uma linha a mais
Eu não vou mais falar de paixão ao pensar em ti.
Não vou.
Demoraste a entender que tudo em mim é decisão.
Sou lenta e macia quando deixo algo me tocar
Levo espaço para acomodar...preciso disso, confesso.
Nem uma linha a mais sobre nós: que perda de espaço no papel.
Acreditamentos são mágicos encantamentos: não coisa fria, de metal.
Que a gente puxa ou dissolve...
Não vou dizer que não foi bom – foi sim.
O que leva coisa boa de mim deixa espaço para algo ainda melhor
Eu sei de cor falar em bondade em meio ao caos
Feito as nuvens que precisam da densa chuva para nascer arco-íris...
Não vou tentar te explicar – tu não consegues nem mesmo se entender.
Nem tentar te convencer...que bobice.
Paixão é paixão: ou a gente pega pela mão e se encoraja
Ou se esconde, amedrontado da viagem...(tudo é bagagem)
Também não vou dizer que não errei: tive medo.
E me escondi dentro de mim, também
Dissolvi minha voltagem, te deixei na minha paisagem
Afinal, eu também tenho uma estante. Sabia?
De desencontro em desencontro: Desencanto.
Tu não entendes de política, filosofia, psicologia ou poesia
E eu... não interpreto o portal dos silêncios.
Depois daquela janela ensolarada!
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| Foto:Nathy Favacho |
Depois daquela janela ensolarada, há muitas ruas. Mundos inteiros para desvendar, passeios astrais, ancestrais ou além: como cada viajante conceber.
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*De 12.08.2016...'Tempo, mano velho..."
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Cansaço
Palavras, esse dom que a gente aprende com o tempo...
E quem irá dizer que isso não é mesmo o grande plano de Deus?
*Republicado.
LUZ!
Viajante
Causas Perdidas! (Em homenagem ao dia do Advogado e do Estudante - Republicado e revisado)
*Pai, obrigada por me ensinar o amor às causas perdidas.
Ensaios sobre a Diaba Vermelha, a Bruxa Ruiva e a Lua que não dorme! (Filosofia do Boteco e uma confissão)
Quantos apelidos tu tens?
Já percebeste que os apelidos - muito mais que os nomes - são o nosso espaço emocional nos céus dos nossos afetos? ou nos infernos. Pois bem. Eu tenho vários apelidos.
Para Rosângela, sou flor. Para Ester, sou anjo ruivo. Ou flor ruiva.
E tem quem me chame...de Bruxa Ruiva, Feiticeira ou... DIABA VERMELHA.
Hoje tenho só 1% da DIABA , só não mexa com a potência dessa porcentagem, afinal, eu não me decifro muito, mas também já não me 'mordo' ou devoro tanto assim (alô, Minotauro!)
Essa memória - da Feiticeira ou da tal da DIABA VERMELHA - me lembrou que o inferno, o céu e nossa natureza sempre foram parte da filosofia, da psicologia, da poesia...e do Direito, pois o mítico e o literário, o filosófico e o religioso flertam desde sempre.
Sua etimologia vem do conceito de ‘Daimons’, que aliás, não é unificado, tendo referências extensas em Homero, Platão (que o atrela a Sócrates) e até mesmo na mitologia, na representação do Olimpo Grego, como Afrodite. A figura é analisada também na psicologia, por C. Jung.
Na poesia, desde Homero, Daimons são...uma força – seja uma divindade ou um evento natural inexorável. Ambíguos, bons ou maus. Uma voz, uma luz, uma energia, consciência. C. Jung menciona Daimons como uma força psicológica autônoma, atrelada ao inconsciente, realizadora de vontades, confrontadora do ego.
Para o Willis (Santiago Guerra Filho) – o filósofo mais incrível do País!!! - os Daimons nos ajudam a compreender até hoje...as decisões humanas. O tal ‘impulso trágico’ que constitui a poesia, a filosofia e o Direito, pois parte da essência da humanidade: tudo tem muitos lados, somos um vértice...
Dos tempos idos até aqui, o termo Daimons e Demônios – terminologia derivada - possuem uma fusão perigosa. É que associamos os demônios à Lúcifer, o tal inteligentíssimo anjo preferido do Criador. Enfim, o Diabo. Aquele que decaiu, na mitologia Cristã. O cara que hoje guarda as portas do tradicional inferno.
Entre mística, bruxaria, inferno e poder também temos outra coligação esquisita com a perspectiva de Potência/ Força. Pura lei da física unida à metafísica. Ou seja: tudo é direção. Aliás, a teoria poiética do direito e a do Direito Quântico, do esposo da imortal Lygia Fagundes Telles, o renomado Prof. Gofredo Telles Jr, bebem desta perspectiva. Carl Sagan concordaria, pois diz que somos mesmo...é poeira das estrelas. Força! Potência. Magiaaaa da física. Composição. PODER!
Por isso...
A Lua que não dorme e a Bruxa Ruiva põem a Diaba Vermelha para dormir lá no meu umbigo. Há tempos, elas negociam espaço e as duas primeiras ganham. Mas, ela ainda está aqui...e quer saber? já me tirou de enrascadas, já virou esquinas, já bateu portas e demitiu pessoas do meu coração. É, ela fez e aconteceu, e eu – a administração – lidei com as consequências. Respeito seu impulso inaugural de colocar fogo no parquinho, no circo e no hospício - tudo ao mesmo tempo. É, a DIABA VERMELHA, já “ set fire to the rain”.
Eu tento não jogar jogos vorazes. A Diaba Vermelha jogou e zerou o game. Sei, foi válido, pois nesse caminho, tudo foi poesia, piração e humanidade latente. Emoção sem métrica. Luz e poder ultrajovem: poesia na boca da noite, como diria Drummond!
A Diaba Vermelha, seu senso de justiça, sua força e gênio de lâmpada queimada precisa existir para salvar a Lua que não dorme, sua delicadeza, livros, metáforas... do seu medo de viver. A Bruxa trouxe a Lua e a Lua põe a Diaba para dormir, cotidianamente, com as canções de ninar de quem teve casinha na árvore, brincadeiras com os passarinhos, quintal cheio de flor de maracujá...
Por isso, gosto da Diaba Vermelha, ela já não me assusta. É um Daimon. Então, cuido bem do meu 1% e não uso sua expertise em qualquer esquina. Porque até o veneno apura (aviso). Ela dorme e descansa no meu umbigo, pois a LUA gosta de felicidade. A Bruxa gosta de magia. De poções que não matam...e sabores adocicados. Elas seguem à risca o tal manual anti-b.o.
A Lua cuida de não ser tão curada a ponto de se tornar cinza. Um ser normal, sem multicolorido, seria uma pávida tragédia. Essa piração interna sustenta a órbita. A Lua e a Bruxa sabem que, as portas do seu inferno são cuidadas pela Diaba Vermelha, que vigia quem pode chegar ou quem precisa ir para ‘os quintos’. Alguns, apenas da mais completa ignorância.
ASSOMBROS!
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terça-feira, 11 de agosto de 2026
Conversas com Chico
'milênios no ar...'
Os ventos do Amazonas!
Os ventos do amazonas falam:
Escuta a mágica sabedoria da água
Que nasce de tão longe e se modela para transformar
Nesse gigante mar ...doce!
Os ventos do amazonas curam: é verdade!
Misturam com a pele da emoção e acalmam
A gente se navega um pouco melhor, depois disso.
Vive o rio...
Os ventos do Amazonas ensinam
Direção e Movimento: Leveza!
É, eu sei, nem sempre dá para entender a voz de sua correnteza, pois,
Quando a gente faz barulho por dentro, tudo é chiado, caldo entornado
E a frequência perde a potência do encontro de tornar mensagem
E nem sempre a gente sabe a direção e a hora certa de remar
(E tudo torna mera paisagem)
Nestas horas, acalma: retorna à origem, que relembra:
Os ventos do amazonas falam,
Sente, silencia e ouve a mágica sabedoria das águas...
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domingo, 9 de agosto de 2026
Às margens do rio
saudade virou poesia
Vou me lembrar de você..."
Recados ao meu Pai (2026)
De menino levado, irônico, perdido...
Nossas horas e horas de papo sobre o mundo, em meio à vastidão de ser bicho
Em meio ao mato, às águas e ao sol equatorial...
Os livros na estante conhecem teu nome, sabia?
É verdade, Vilhena:
Pensamentos que anotei sobre coisas que me ensinaste passeiam nas esquinas,
E me abraçam, às vezes, feito o anagrama 'Saudade', nos muros do CCA...
A vida acha bonito quando ouço uma canção e digo
"meu pai vai gostar disso'' - e cantarolo contigo, em pensamento...
Eu corrijo a postura por ti, sabia?
Tem teu passo.
Até meu timbre parece com o teu
-Assim como a ternura e a honestidade -
...sinto exalar o teu perfume!





