grata certeza de querer ficar...
... a lua não dorme ...
Poesia, Filosofia de boteco, Observações do Cotidiano e o que mais vier p´ro mundo da lua! ;) . . . . . . . . . . . . . . . . . CONSIDERAÇÕES SOBRE O BLOG :1 - Viva a liberdade poética e a proteção aos direitos autorais!Toda vez que posto algo,indico autor. Se não o faço, é porque é a autora quem vos posta.2) Imagens? -Dr.Google. Exceções? Indico autoria. 2) -Poemas,velhos caducos que falam de tudo.NEM SEMPRE FALAM DO QUE SINTO! ... ***quem dera...***
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Amadores!
grata certeza de querer ficar...
Inteiramente Aqui
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E se eu for o Sr. Big. E se eu for...o Aidan? ( Ei, vamos brincar de Power Rangers com Sex And The City? - Filosofia do Boteco da Lua)

Prólogo:
Ei, tu já brincaste de ser o power ranger? Bom, considerando que estamos na plataforma blogspot...deves ter vivido os anos 2000. Pois então. Eu sempre queria ser Power Ranger Vermelha.
Ocorre que eu faço isso em séries, também. Escolho um personagem e brinco de estar 'por lá'.
Bom, a questão é que Sex and the City vai sair da Netflix e...estou vendo a série com outros olhos. Eu estou brincando de power ranger.
Ok, vocês podem ter enjoado de Sex And the City. É tão anos 90! Mas acontece que nos anos 90 eu tinha 5/6 anos. E até os anos 2000, eu brincava mesmo era de Power Ranger.
Agora que deu para me apaixonar pela série, então aceitem meu delay. Então, voilá à questão.
A Questão
Como todos sabemos, a série é contada sob a perspectiva da Carrie, que escreve sobre relacionamentos em uma cidade grande - e não exatamente apenas sexo, como o nome sugere. Carrie vive uma intensa relação de amizade com suas outras 3 amigas, em um grupo de mulheres que têm uma relação linda e singular: mulheres independentes em uma cidade grande, que vivenciam a experiência da independência, cada uma à sua maneira.
...não me identifico, particularmente, com nenhuma delas.
Não me vejo em Samantha - e bem que a acho sexy, mas é uma mulher criada por um roteirista homem. Nem com Miranda, uma advogada ruiva que luta com a ideia de não querer uma vida suburbana clássica. Tampouco com Charlotte, que quer muito casar...com quem a queira - e não com quem ela quer.
Bom, gosto delas. Mas não me identifico. Compreendo seus dilemas femininos e admiro suas autonomias...mas não sou 'uma delas'. Por um tempo, cogitei e me preocupei que eu fosse... o Sr. Big. O sr Big já me deu sessões de barzinho e, pasmemmm, umas duas cervejas...pois brincar de power ranger é perigoso, faz a gente se preocupar em quem somos NO MUNDO. Para o mundo. Para as pessoas ao redor...e pior: Para nós mesmos.
O Sr. Big é uma pessoa que sai correndo quando o coraçãozinho bate mais forte . Uma figura carismática, capaz de discernir afeto e senti-lo...desde que a dose seja homeopática (bom, o seu final é muito simbólico, inclusive).
Tu podes dizer...Jaci, tu até és poeta. Não tens como ser o Sr. Big.
Ora, meu caro. Não julgue o Sr.Big pela aparente superficialidade. Na verdade, todo mundo tem uma história para contar e, depois de um caldo, qualquer um pode brincar de Power Ranger sendo ... o Sr. Big.
Okay? ...Okay.
Mas, na terceira temporada, surge um personagem singular. O Aidan.
E o carinha é simplesmente ...diferente. Aidan está tranquilo na existência, cuidando da sua própria bagunça. É artista, está profissionalmente se firmando, tem amigos, pais e...não está procurando nada. O cara apenas singulariza suas relações e tece os vínculos de afeto com delicadeza. Não à toa, Aidan é marceneiro.
Uma coisa adorável no relacionamento que forma com Carrie é sua disponibilidade emocional para ESTAR. E sua estabilidade emocional para ...SAIR. Em vários episódios, Aidan fala a linguagem do 'Gosto e preciso de ti, mas quero logo explicar...não gosto porque preciso, preciso sim...por gostar' .
Tu podes me perguntar: Jaci, e por que não ser a Carrie? tu até escreves!
Bom, um motivo simples: Carrie não é disponível, de verdade. Carrie se apaixona no primeiro episódio pelo Sr. Big, e como tenta com ele um relacionamento que perdura por dois anos e este é um desastre, ela sai por aí - solteira emocionalmente indisponível por Manhattan.
É duro dizer isso, mas é a realidade.
De conhecer esses perfis todos, na 3a temporada eu estava preocupada: E SE EU FOR...o AIDAN? Tu podes dizer: sorte a tua, Jaci! Bom, sinceramente, depois de pensar um bocado, eu também acho. Porque eu nunca quis ser o personagem principal, aquela galera que sofre horrores e tem suas vidas profundamente marcadas por doses cavalares de 'coragens' e reviravoltas.
Eu gosto da ideia de ser coadjuvante do drama cármico do Universo. Uma vida mais 'colaborativa' com o todo e harmônica com esse a existência. Dá trabalho, de todo jeito, mas não é trágico. Porque bate um coração que coopera e convive com esse bando de personagens - e pasmem, em plena vida real, a gente tem de lidar com gente dublê.
Epílogo:
O problema .. é a Carrie. E o Sr. Big.
E esse universo bem maior e mais confuso que Sex And the City.
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(Terminei essa filosofia de boteco na madrugada. Perdoe aí se tiver algo fora de contexto, será revisado)
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Tem gente!
Tem gente que só de a gente saber que existe dá um quentinho no coração, não é?
Gente que conversa macio, que a gente não vê o tempo passar...que tudo parece mais: mais quente, mais terno, mais interessante. Tem gente que está escorrendo sal sendo açúcar na nossa existência. Tem gente que escolhe presença ativa e que a gente sente um prazer danado em acomodar no dia.
Tem gente para quem a gente quer contar as coisas e com quem a gente pode contar...que a gente quer por perto...que sente falta...aproxima. Tem gente honesta, batalhadora, interessante, se encontrando para tomar um café, antes das seis, para falar de muitas formas como a estrada é sobre lealdade. Amizade, amizade bruta mesmo, daquela que não distingue nada: sexo, orientação, idade, sobrenome, religião...
Tem gente que chega e vira irmão no meio de uma piração dadana.
Tem gente com quem a gente não precisa 'performar' nada: vira quarta, quinta, sexta e sábado na netflix ou na noitada. E acorda novinho em folha, porque se sente...gente. Tem gente que parece nosso livro favorito: é filosofia pura, notas existenciais sobre existir. E, ainda assim, capaz de rir...de fazer rir...de ser gostosa...com bobices e manias, gente que é toda bordadinha, feita de detalhes...
É, tem gente que recarrega a gente. Com uma poesia, uma piada. Uma receita nova! Comidinha boa...um olhar quentinho. É, tem gente que é calor humano e isso, por si, já é um poema. Gente que teima e que conecta e que espalha acolhimento, mesmo quando a vida tá confusa. Tem gente que não tem tempo para nada, mas que para tudo para te abraçar. Para te acompanhar. Que te conhece como as linhas de um lar. Que te faz respirar melhor só de saber que existe...
Tem gente que erra e aprende o caminho do acerto. Que volta, reconecta, reconhece a singularidade afeto. Tem gente que nem diz nada, só não repete o ato. E que não pede desculpas, mas aparece com um café quentinho, para refazer o laço...
Tem gente que a gente quer fazer qualquer coisa e 'qualquer nada' juntos. Que a gente nem quer escolher, só estar e acomodar. Que é bom até estar em silêncio e respirar...presença.
Tem um montão de gente que sara enquanto sangra, porque reconhece na ternura sua força maior. Tem tanta gente administrando sua confusão sem confundir ninguém, fazendo da vida um lugar honesto, interessante, colorido e colorível, formando laços, conexões e significados, aprendendo em conjunto como existir pode ser bom... como sentir é bonito...
Tem gente que brota um jardim no coração e que faz a gente descansar enquanto dança.
Como se fosse um flow, uma magia quântica...
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(Resolvi partilhar, para lembra para ti, que me lê...que viver é muito legal)
E acredite: tem gente bacana.
"Não é trilho, é trilha"*: Faça o que tem de ser feito! ( Da sessão recém criada: As bruxas mágicas da minha Aldeia)
Fui vê-la.
- Como estamos? - Sorri.
'Faço o que tem que ser feito' - Ela respondeu.
Aliás...ela já me disse isso, há uns anos atrás, quando fiz essa mesma pergunta.
Inacreditavelmente forte, jovem e ternural, no meio das coisas duras da vida.
Ficamos em silêncio, mas logo engatilhamos o papo para um algo em comum: A nossa saudade. Mas ela ria doce, ao falar.
Responsabilidades Ternas
Quero toda a paz que puder construir - Bons ventos!
Estava escrito, mas é escolha - não se demora -
dona da própria história...
terça-feira, 2 de junho de 2026
Metafísica
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Ternural*
* Fiz esse poema após conversar com Sônia Canto sobre ...amor. (Con)Viver,amar. Experimentar a existência ao lado de um grande amor. Conformar personalidades...escolher quem queremos ser e quem somos com o outro. Apesar de muito romântico, sentir é um ato político: resistência e afeto. Mas também negociar a ação: negociação. Achei muito parecido com um negócio jurídico, inclusive (risos). Tudo envolve muita honestidade, força delicada, ternura.
Comentei com essa percepção com ela - de que sinto uma força terna em sua presença. Ela riu e partilhou que Fernando a chamava de 'ternural'. Que lindeza. E aí o poema fez o caminho de casa...
Que os amores tenham a sorte e a coragem de serem enormes. E ternuraisBoemia é charme, bebum é chato - Malandro é chique, otário, um saco (Filosofia seca do boteco da Lua)
'Eu vou fazer um samba em homenagem
Como sabemos, eu sou mais do cafézinho do que da noitada, mais da água com gás do que da cachaça.Então, porque a sessão de filosofia deste canto aqui se chama Boteco da Lua e não cafézinho encantado da Lua?
Bom, a primeira questão é... ''a paixão que mora na filosofia''.
Ninguém que aborde a vida em suas inacreditáveis vertentes, que lide com o absurdo existencial abissal das emoções...suporta a vida sem uma ajudinha. E aí, cada um com seu 'veneno'. Ou com seus venenos. Eu conheci muita gente interessante que só sobrevive (literalmente sem perder o réu primário) porque aprendeu a sentar no boteco com outras pessoas também porretas para partilhar merdas: Sortes e desventuras do cotidiano.
Na mesa do boteco vale tudo: piada 5a série entremeada às notas existenciais de Sartre ou Nietszche, lágrimas de desamor, traição, eternidade...atração. Foda.A vida é foda e não julgue este espaço pela palavra forte, tu tens mais de 18 anos e eu já dobrei essa conta.
Poesia. Declamada ou existencial. Memória. Revisada, ou sentida, falada e percebida...
Mas, veja bem. Ser 'malandro' não é para qualquer um. O malandro real - e não 'o regular profissional' - é o charme da Boemia - não é um cara engatilhando uma frivolidade atrás da outra com uma latinha na mão. O malandro, antes de ir ao boteco, BEBE A VIDA - e isso temos em comum..
O malandro tem paixão pela vida, por isso, desperta paixões...e, geralmente, a vida gosta dele, pois reconhece sua 'autoridade' para o assunto experienciar. Sim, criei a palavra, no estilo Paulo Freire, que é um grande educador. Aliás, o malandro é aprendiz. E é incansável nessa coisa de aprender.
Por isso, o malandro entende de química. Sabe que a vida é alquimia e, ainda assim, muitas vezes, perde a dose...porque é desmedido. Ou seja, nem todo malandro está bêbado, mas pode ficar. E é maluco. Acontece.
Por isso, geralmente, a Boemia dá canseira. O malandro envelhece, é fato - se tiver muita sorte e um anjo trabalhador. Não fica idoso gourmand: aquela pessoa toda esticadinha e empoadinha. O malhado da academia de ginástica (e isso também não é um ode ao sedentarismo, eu malho e conheço gente bacana que também o faz).
Não, o malandro não tem tempo para tanto espelho: Fica velho gostoso. Sabe, pessoa gostosa? aquela que a gente gosta de esticar o papo, de virar a madrugada conversando, de ver o sol nascer trocando vida...exalando essência, energia, realidade...buscando vida...admirando a lua. Ou usufruindo da madrugada.
O malandro está à vontade e deixa as pessoas à vontade.
Agora, não confundir Boemia com Bebum e nem Malandro com otário, o tal 'regular profisisonal'. Porque mesa de bar é como a roda da vida: pode virar um saco, pode ser um tédio, ou algo apenas comum...ao lado das pessoas erradas.
Mas pode ser inacreditavelmente engraçada, bacana e real... com as pessoas (in)certas - ou seja...aquelas que não têm tantas certezas.
E cada um prova da vida o que gosta.
(risos)
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Esse texto surgiu quase todinho, na minha cabeça, ao sair da cada do Fernando Canto, pois fui abraçar "a mulher da chuva e do sol do equador" e, entre copinhos de água, saí bêbada de...boas recordações e afeto. Histórias de grande amor. Amor latente, gostoso, vívido e vivido. Mais que dividido, partilhado.
Ah! Impossível não sair de lá toda alimentada de arte. Impossível não pensar...que o amor encontra mil jeitos de voltar para casa. Impossível não sentir vontade de tomar um vinho.
O luto já começa à dar lugar à arte, aqui pelo aluanaodorme. E a arte é sempre presença. E este texto é também uma homenagem ao Fernando Pimentel Canto, que aliás fazia parte...da "Boêmios do Laguinho''. :P
sábado, 30 de maio de 2026
Muitas viagens em um Big Bang: Fernando Canto.
Ei, tu sabias que existiu um big bang em pleno equador? Pois é.
O big bang, ao contrário do que prediz sua nomenclatura, não foi uma explosão, foi a expansão de toda matéria, energia e espaço do universo. Foi a viagem da densidade que encontrou espaço para formar o ambiente primitivo natural, de onde surge toda a forma que concebemos de vida, e é a teoria que Deus nos deu de mais concebível, cientificamente, para a concepção do Universo (risos).
Bom, mas o que isso tem a ver com Fernando Canto?
Para explicar, volto uns passinhos no tempo. A primeira vez que vi o Canto ele não me viu. Pudera. Eu ganhei um conto deste autor, do meu pai. Uma coisa simplesmente monumental, chamado de ‘O Bálsamo’. Incrível a ponto de arrepiar. Tão, tão realismo mágico que facilmente se concretiza na realidade, basta acomodar à cada situação ou análise.
Depois do conto, não parou mais.
Vez ou outra eu e papai íamos vê-lo na livraria. Ou papai me trazia algo...e como eu era fã do Fernando
Canto. Como foi incrível debater a realidade do Amapá por suas
lentes mágicas de dedilhar o mundo pela escrita.
Como sabemos, a escrita de Fernando não é fácil. Não é literatura de conforto, é feita para incomodar, arranha a realidade da modernidade porque se aprofunda aonde tudo é tão cliché ou palatável, com desfechos que, de forma abissal, fazem um mergulho do qual é impossível não submergir modificado.
Uma antítese uma escrita tão aguda para um ser tão gentil.
Eu era muito menina quando virei sua fã. Afinal, em 1995, eu devia ter o quê? 10 anos? ...
Os anos passam, e ‘os anjos levaram meu pai pelas mãos’...mas o amor pela poesia, literatura e escrita ficaram. E isso me levou para os lados dessa gente ‘fina, elegante e sincera’. Novas conexões. Algumas surpresas. Fernando. Alcinea....Ester.
Você já conheceu um ídolo? Já se
tornou amigo dele?...pois é. EU SIM!
E que acontecimento é esse cara. Conhecer um ídolo é ver uma espécie de Deus descer ao céu para sentar ao nosso lado e tomar uma cerveja. Não é exagero e Deus sabe que não blasfemo.
Você entende melhor o escritor quando compreende que seu UNIVERSO É A BELEZA DA EXISTÊNCIA HUMANA: pura matéria, energia e espaço...em expansão: Um big bang em pleno equador.
Fernando compunha o realismo fantástico da amazônia para falar da vida, porque sabia que a vida é mágica, ou não é vida. E usava de poética sutil e refinada, ética e técnica apaixonada, para construir sua escrita científica, porque sabia que a ciência é cheia de ternura, ou não é ciência. Fernando que conversou com as pedras da fortaleza e deu voz à sua trajetória, tão nossa. Que poetizou gente, que virou o zezeu em tudo que é canto: carnaval, poesia, música, história, sociologia, universidade!
Colossal, sem deixar de prestar atenção nas coisas pequenas. Com atributos que flertavam com o de uma deidade – mas impossível de ser nominado assim. Porque sua humanidade latente, presente, absolutamente multifacetada e real, o colocava aqui, aonde a vida acontece. E quanta alegria em fazer parte da humanidade: poesia, cachaça, carnaval, gente. Universidade Equatorial, ciência social, vida humana, atravessando o sangue. Borboletas amarelas!
Luz! E Assombros... É, Fernando. Viver tem mesmo tanto disso.
Fernando de tantas pessoas,
tantas...da mulher amada, dos filhos e netos, do debate literário, do boteco,
do Pilão, do Carnaval, da sala de aula. Fernando
das obras de arte, de sua vida e de sua casa, do cafezinho da tarde e da boemia
das madrugadas.
Fernando de tantos amigos, porque dedicou presença sincera e real. De tanto amor, porque exalava essência. Do olhar atento, da sapiência discreta, ávido pela vida que produz mais vida: para uma poesia nova, uma nova geração de poetas. Sempre contanto uma história, legado vivo de um passado que viajou com ele. Um livro que se conectava a um poema, um estilo...
Fernando que, sendo tão gigante,
aquilatou sua efemeridade e sentou com os amigos e falou abertamente sobre o
dom da vida e a possibilidade de partir...(disse a ele, umas duas vezes,que não
conceberia nunca conceberia algo assim).
Não tem descrição que comporte sua genialidade quente, presente. Fernando de tanto amor e de tanta gente. Impossível de encerrar. Nem como gente, nem em texto. Porque vida real só pode produzir mais vida. Mais e mais...infinita e imortal. É, o big bang não fez barulho, pois não existia o som ainda. Então, fez-se o Fernando, canto, canção, composição e tudo o mais...sim, uma viagem de matéria em expansão.
Fernando Canto, um acontecimento, um big bang no dia 29 de Maio. Sendo tanto, ainda assim, tão cheio daquela simplicidade discreta, timidez universal e mente abundante. Amigo de gente velha, de gente nova, de PESSOAS. Fernando, uma vi-a-gem! Para mil lugares diferentes, lá dentro daquele escritório mágico. Ou no jardim, ou no boteco...menos para Caiena.
Ouviste, Canto? Nunca, nada de Caiena para ti.
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Escrevi este texto em lágrimas feitas de poesia. Me perdoem se não fizer sentido. Demorei um ano e meio para mandar este recado ao Universo. E o fiz depois de ler as coisas incríveis que disseram no livro 'Fernando de todos os Cantos", que está lindo...
Regatão
sexta-feira, 29 de maio de 2026
A tragédia alheia (republicado de 01.09.2015)
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Outros ensaios sobre nós
segunda-feira, 25 de maio de 2026
O coringa é o agente do Caos ou...Super-Vilões Somos nós, Anakin? (devaneio da Velha Boba, republicado de 2016)
Apesar das nuvens cinzas deste
dia sem nuvens, sem chuva e sem dia, há um pingo de sol debaixo do meu
olhar: Sempre foi assim. Sempre vi a luz mais que a escuridão, o doce
mais do que o amargo e, nas pessoas, sempre encontrei o melhor lado...e
já me disseram que eu sou capaz de fazer um violão sem corda tocar a mais linda
canção, porque puxo das pessoas seu melhor lado.Não sei se é sempre assim...eu
mesma já vi o avesso, justamente por isso. Enfim...
Este texto nasceu em um momento
de muita reflexão, logo após alguém querido dizer que eu tenho a retidão de
caráter de um jedi...o que me inspirou a escrever sobre vilania e seus
avessos. Associo o universo à bondade harmoniosa do todo. Mas a desordem...é o seu avesso. E quem, afinal, é o AGENTE DO CAOS?
O caminho da bondade tem
sempre muitas curvas e, às vezes, a gente derrapa. É preciso seguir
firme, mesmo depois de escorregar, pois ser bom não é um super-poder
inerente: é preciso exercitar a coisa de ser pessoa… para longe
das meras palavras, porque se você tiver atitudes feias e boas
palavras, não passa de um idiota com bom jogo de marketing.
No meio de um monte de escolhas, estradas viradas, atitudes pensadas e impensadas - ou mal pensadas- reside quem nós somos. Não isoladamente. Nossas estradas nos constroem, isso é um fato e um fardo. Mas também uma bênção. Ninguém foge disso, afinal...a gente não 'departamentaliza' caráter.
Certa vez, em uma conversa com Nathalia, falamos sobre o Coringa e o que fez com o “Harvey Dent”: pegou algo absolutamente puro e corrompeu. Só para provar que mesmo o melhor, a coisa mais bonita, pode se tornar o pior.Achei extremamente metafórico.
Então...O coringa é o agente do caos?... nós somos todos agentes do caos. Nossos sentimentos, nossos corações tolos, ego, orgulho, tudo encoberto pela fria poeira das nossas capas socialmente apresentadas. Nós usamos toda forma de capa que nos proteja da dor. Nesse sentido, o justo, o justíssimo, representado pelo Harvey Dent, é nossa auto-imagem. Nós nos achamos mesmo tão íntegros! (Mas a moeda tem duas faces, quem lembra? o duas-caras nunca perde).
Também somos, frequentemente, donos do caos que nos rodeia e o resultado - o “duas caras” - o que nos tornamos, quando nos perdemos. Aliás, veja quanta coisa dúbia há no “duas caras”: a deformação dentro de um invólucro que, visto sob um único ângulo, é bonito. Mas se transtornou...
Como aliás, ocorreu a um certo super poderoso Jedi, em uma galáxia distante, que tinha o maior potencial da galáxia e foi para o lado sombrio...(veja o risco de ser um JEDI!)
Apesar dos erros, ninguém precisa da capa de vilão. Nem de dono da razão. Ter compromisso com o erro é só uma forma de ter desistir das coisas boas do universo... a retidão de caráter nem sempre, no mundo real, é sobre nunca errar. Talvez a retidão mais possível seja reconhecer o caminho e aprender com ele ...a melhorar!
Quem sabe seja libertador dizer que, apesar da retidão de caráter, eu também posso ser um violão sem cordas...
Os agentes do caos de nossos próprios multiversos. Mas não compromissados com os erros.
Então, misturando universos: Que a força esteja com você.
O preço
Nem toda coroa é ... realeza
Nem toda cara é verdadeira
E a moeda, por inteira
às vezes, não vale nem a linha do poema.
Nem toda palavra é sine cera
Nem toda besteira é brincadeira
E tudo, tudo, está exposto
Entre cara e coroa, toda janela é exposta
E a verdade é que a vida é muito menos ordinária
A vida é...feitiço!
E só descobre quem acredita nela
- às vezes, o preço e o valor
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Fiz esse poema depois de me reler, na crônica de 10 anos atrás...a vida tem mesmo, tem mesmo e mesmo seus valores e apreços. Acho que ninguém sabe mesmo todo o preço de suas escolhas e percebe pouco da itinerante colheita.
Eu ainda gosto de violões sem cordas :)






