... a lua não dorme ...
Poesia, Filosofia de boteco, Observações do Cotidiano e o que mais vier p´ro mundo da lua! ;) . . . . . . . . . . . . . . . . . CONSIDERAÇÕES SOBRE O BLOG :1 - Viva a liberdade poética e a proteção aos direitos autorais!Toda vez que posto algo,indico autor. Se não o faço, é porque é a autora quem vos posta.2) Imagens? -Dr.Google. Exceções? Indico autoria. 2) -Poemas,velhos caducos que falam de tudo.NEM SEMPRE FALAM DO QUE SINTO! ... ***quem dera...***
sábado, 21 de março de 2026
Reminiscências
Águas de Março (por Maria Ester Pena Carvalho)
Maria Ester Pena Carvalho
Superpoder!
Hoje é o Dia Mundial da Poesia e meu coração é só GRATIDÃO....
" ...e sinto a bruxapresa na zona da luz...''
Gostares
Gosto de pingos de água,
Inteiramente Aqui
#
É sobre estar
Com quem gosta daquela pessoa que gostamos de ser..."
Festival
quinta-feira, 19 de março de 2026
Obrigada!
Aparentemente este leitorado aprecia muito quando o sangue da poeta está estirado na rua da emoção...
Porque a última crônica deste lugar teve...
Muito obrigada pela sua presença neste espaço. Em tempos de guerra, vamos fazer amor com as palavras. Mesmo quando não falo de mim ou transcrevo uma emoção minha, é tudo muito SENTIDO: nas vivências e histórias que chegam até mim e tocam o coração. Afinal, como diz o velho Buck:
''Ela é doida, mas é mágica. Não há mentira em seu fogo''
Em um mundo de coisas plásticas, é tão bom ler algo que tenha carne, sangue...tudo real.
Há muita verdade neste fogo sincero que arde por cá. E sei que isso também arde em ti, que me lê. Gratidão.
terça-feira, 17 de março de 2026
O que você faz quando a chuva cai? (Do quadro 'Filosofia no Boteco da Lua)
A chuva cai, torrencial, neste comecinho de dia, março de inverno equatorial, puro equino-cio das águas, como diria o Canto. Bom, saí para cumprir as metas do cotidiano, encantada com a cor-do-dia, o cinza e suas nuances, as 'sombrinhas', distribuídas pelas ruas...e acabei tomando um verdadeiro 'banho involuntário'. E, apesar do 'inconveniente', a água inundou a minha mente de ideias.
É que a chuva nos fala sobre a beleza da água, que tem seu tempo de cair e renovar a cidade. Sobre coragem e 'time'...e também sobre nossa forma de ver as coisas.
Em dias assim, é comum que nossa conversa de origem seja 'Bom dia', já precedido de 'nossa, que chuva' - ou 'muita chuva, xixica - como se diz por cá). E pode de ser no tom de 'chuvinha boa' ou no de 'ah, que droga,a chuva', pois a comunicação perpassa pelos humores: há quem reclame, há quem veja beleza. Há quem esteja indeciso. Ou reclame e veja beleza.
Afinal, convenhamos, a chuva dá trabalho para a vida 'real'. Ela não é cômoda quando precisamos nos deslocar, nos obriga a nos 'ajustar' à sua temperança e não pede licença para chegar. Tem seu próprio tempo - mesmo quando inapropriado para nós. É natural e própria para si.
COMO AS PESSOAS - que constatação mais clichê. Mas, afinal, ''quais são as palavras que nunca são ditas?''
Enfim, me ocorreu que nós somos a chuva no quintal sequinho de alguém. E vice-versa. Porque entrar ou ficar no mundo de alguém e permitir que alguém esteja no nosso é como lidar com a chuva - literalmente. Mais ou menos como viver o tempo do sol e depois ser inundado por uma presença - até desejada, mas não programada como gostaríamos...afinal, o outro não pode e nem consegue ser o espelho das nossas necessidades, não é mesmo? E é importante aprender isso, afinal, Narciso se inebriou de sua própria água.
Estar na própria onda, meu caríssimo leitor, é um doce vício que levou Narciso. Porque cada 'eu' é um 'outro', ou seja... 'outras ondas' mesmo - e isso é bom. A chuva -óbvio - molha, incomoda, pede ajustes. A presença de alguém, também. A gente inunda e é inundado... (afinal, chuva, suor, saliva...águas....risos). Então, nunca fez tanto sentido a expressão
'Se está na chuva, é para se molhar...'
Mas, atenção: Apesar disso, do incômodo inicial de uma chegada, pessoas não podem ser ou tornar nosso tempo nublado de tempestades. Não podem causar 'febre' e nem desajustes na existência do outro. É preciso ser sol, também, pois o ajuste natural da chegada é necessário, claro. Mas os tempos de sol precisam vir...afinal, não é o armagedom, ninguém vai voltar para a arca de Noé (até aonde se sabe)...
Mas, como já sabemos, a paixão é um cão dos diabos e isso dificulta um pouco. E é aí que este texto perde a desgrama da coerência fofinha-óbvia e o 'caldo entorna'.
Merda. As águas não são o que pedimos, elas não vêm exatamente ajustadas ao nosso caos e beleza, elas têm suas próprias existências caóticas e naturais - como eu, tu, nós...e a gente vira sim, meu caro, a tempestade no peito de alguém. Ou alguém quebra nosso 'telhadinho delicado' e desagua no coração, a despeito de qualquer tipo de sensatez. Às vezes, fica lá, empoçado (daí a ideia de mágoa - má água).
Mas, evitar esse negócio? dizer que a chuva não é linda? sentir o peito todo cheinho da presença de alguém...ah, isso não pode ser considerado ruim. Lembre-se, como de diz por aqui: tu não és tapioca, rapaz. E que vida mais sem-graça, aquela guardada em meio a guarda-chuvas.
Adoro banhos de chuva (chuva mesmo, sem metáforas). Nessas noites não estreladas, o céu se lava e nos dá uma experiência particular com a beleza bruta do Universo.
Beije na chuva. Ame na chuva. Sinta essa vida, tão rara e bonita...
Aliás, os tempos são áridos. Trump rasga céus e ogivas nucleares ameaçam outra forma de extinção... é preciso mesmo chover afeto, nestes tempos. Mas, ainda assim, fazer calor no peito dos nossos afetos. É uma dualidade interessante e de uma alquimia própria. Nada fácil fazer do
'frio, uma delicada forma de calor...'
"Você diz que ama a chuva, mas abre seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas procura um lugar na sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas fecha suas janelas quando o vento sopra. É por isso que tenho medo, você diz que me ama também''
Eu não sei o quanto a vida já pode ter tirado a sua coragem de se molhar, quando a chuva cai...
Mas eu desejo para ti, um BANHO de bom afeto. Delicadas formas de calor. De chuvas possíveis - ou aquelas impossíveis de resistir...
segunda-feira, 16 de março de 2026
Sorte
Time
domingo, 15 de março de 2026
Fera Presa
Para te amar
segunda-feira, 2 de março de 2026
Ensaios sobre a vida real ensaiada
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
Alquimia (revisto)
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Criadores e criaturas, feitos de estranhezas e pieguices (Epifania sobre o sal e o açúcar de cada um - corrigido e republicado)
* Adoro deitar no chão. Um dos chãos preferidos para mim, é o da casa da Ester. Especificamente da cozinha. Adoro ficar deitada no chão enquanto ela cozinha (eu lavo a louça, OK? não me julgue).* Odeio casas desconhecidas. É certo que ninguém gosta, por motivos diferentes. Eu, porque acho que casas têm almas e carregam os versos, as merdas e as esquisitices de quem as habita. E eu realmente sinto isso, quando adentro um espaço. Assim, se eu adentrar a sua ou estiver nela, é porque me sinto confortável com a sua alma.* Sobre músicas, tenho uma playlist de músicas que me são 'muito caras' e pelas quais decidi, desde moleca, que só cantaria para a pessoa com quem vou me casar. Esse é um segredo tão particular que só compartilhei aqui, neste texto (você é meu amigo/ amiga. Guarde esse segredo piegas contigo).* Acho que as pessoas que me desagradam fedem (Bom, elas fedem mesmo, para o meu olfato). Consigo gostar de um certo perfume em uma pessoa e odiar o mesmo perfume por estar em outra. Quanto mais eu gosto de você, mais te acho cheiroso/ cheirosa. Inclusive o suor. Assim, acho que entendo melhor do que ninguém o conceito de 'não fede e nem cheira...' - sigo essa mesma lógica para o conceito de beleza.* Amo livros anotados por quem os leu antes de mim. E respondo às anotações (vai que o próximo leitor mantém esse pequeno 'chat' de bate-papo pela eternidade...). E também cheiro as páginas - resquícios da ideia de perfume...* Regulo meus pensamentos em certos ambientes, porque penso que todo-mundo-sabe-o-que-todo-mundo-está-pensando. Sei, é besteira. Mas vai que tem alguém que realmente saiba? sei lá. Não vou facilitar para os óvnis.*Adoro frio, mas amo cobertores. Vai entender. Rs. Aliás, Ester tem uma amiga que me viu criança e disse que eu não tinha brinquedo de estimação, eu tinha uma naninha! Isso me fez amar ainda mais o personagem Linus Van Pelt, da turma do Snoopy. Perguntei da minha mãe, que confirmou.* Eu leio ouvindo a voz das pessoas. Mensagens de WhatsApp, risos, tudo...ouço mesmo. E crio a voz dos personagens dos livros que leio, o que torna tudo muito 'colorido' e vibrante.* Eu detesto um autor brasileiro que todo mundo ama, mas isso, não vou falar, porque tenho vergonha: deixa encoberto na minha máscara particular de ser-gente.






