domingo, 17 de maio de 2026

21g

 Leve e profunda, ri

Carrega seus amores e viaja pelo calor do sol

Encontra espaço e fica aonde puder expandir

Sentir o tempo e as coisas da vida real...

Viajante de dentro de si! - gosta tanto de descobrir

Um riso, uma nova opinião...

Quer navegar macio, ver o barco fluir

Sabendo que o mar...é imensidão!

Pesa pouco, traz o todo...e é tanto

...elemento essencial!




#


*Não acredito na teoria de que a alma pesa 21g, mas não duvido. De relembrar, poesia veio. :)
Veja: https://www.bbc.com/portuguese/geral-53913485


Estrangeiros em nós: Criadores e criaturas, feitos de estranhezas e pieguices (Epifania sobre o sal e o açúcar de cada um - corrigido,acrescido e republicado)




Olá, querido leitorado. Bora de epifania de boteco? 

Bom, concluí a leitura do livro 'o estrangeiro', que te confesso, apesar de um livro curto, foi uma leitura bastante demorada, para mim. Por diversos motivos. O primeiro, é o quão somos imediatamente esbofeteados pelo conceito de 'normalidade' (ou seu avessos) e humanidade (ou seus avessos), desde as primeiras páginas. 

De pensar no conceito de 'normalidade' - esse negócio que todos sabemos ser uma verdadeira ilusão, concluí que  as pessoas são feitas de suas esquisitices  e a normalidade é uma ilusão -  e como todos nós concordamos, poderia parar por aqui. Mas, vamos 'operar' o conceito? rs.

O que tu achas que compõe a ideia de pessoa? 

Bom, entre as muitas definições, trago à luz deste texto que, o clássico persona, é fonte reconhecida, deriva de personare, ou ' per - sonare'...''a máscara por onde o som passa''.  De outro lado, a ideia da palavra, sinceridade, vem se sine cera, expressão utilizada para  estátuas gregas não camufladas por cera, como eram antigamente, quando possuíam imperfeições.

Uno as duas palavras e etimologias para te perguntar:  Qual a composição do som que sai da tua máscara?

Essa resposta nunca é única e tem muitos vieses, por isso hoje, quero falar de ESQUISITICES e PIEGUICES, aquelas coisas únicas que todos trazemos conosco e que, em verdade, nos tornam únicos e não replicáveis - nem por IA. 

Fui ao conceito de 'piegas'. Deu nisso: a origem da palavra é obscura ou 'desconhecida'. Acho perfeito para a ideia da composição de nossas identidades e para o que mostramos para o mundo. Decidi compartilhar neste lugar amado algumas das minhas:

* Adoro deitar no chão. Um dos chãos preferidos para mim, é o da casa da Ester. Especificamente da cozinha. Adoro ficar deitada no chão enquanto ela cozinha (eu lavo a louça, OK? não me julgue).

* Odeio casas desconhecidas. É certo que ninguém gosta, por motivos diferentes. Eu, porque acho que casas têm almas e carregam os versos, as merdas e as esquisitices de quem as habita. E eu realmente sinto isso, quando adentro um espaço. Assim, se eu adentrar a sua ou estiver nela, é porque me sinto confortável com a sua alma. 

* Sobre músicas, tenho uma playlist de músicas que me são 'muito caras' e pelas quais decidi, desde moleca, que só cantaria para a pessoa com quem vou me casar. Esse é um segredo tão particular que só compartilhei aqui, neste texto (você é meu amigo/ amiga. Guarde esse segredo piegas contigo). 

* Acho que as pessoas que me desagradam fedem (Bom, elas fedem mesmo, para o meu olfato). Consigo gostar de um certo perfume em uma pessoa e odiar o mesmo perfume por estar em outra. Quanto mais eu gosto de você, mais te acho cheiroso/ cheirosa. Inclusive o suor. Assim, acho que entendo melhor do que ninguém o conceito de 'não fede e nem cheira...' - sigo essa mesma lógica para o conceito de beleza.

 *Deixo de gostar, deixo de sentir o cheiro. Pratico 'anosmia emocional' ( A não ser que você tenha cêcê e apareça bem na minha frente )

*Amo a minha solidão, mas estou sempre disposta a estar perto das minhas pessoas. Sou bem sociável, apesar disso, ou seja: posso ficar um final de semana inteiro sem ver ou falar com ninguém e ficar muito feliz, dentro de mim. Mas posso passar dias e dias vendo as pessoas que amo, pois não enjoo delas. Não tenho 'Over' quando estou perto das minhas pessoas de conforto.

*Detesto que gente estranha me toque (sabe aquele pessoal que fala e coloca as suas odiosas mãos na gente? huaihaiuhaiuhaui)  

* Amo livros anotados por quem os leu antes de mim. E respondo às anotações (vai que o próximo leitor mantém esse pequeno 'chat'  de bate-papo pela eternidade...). E também cheiro as páginas  - resquícios da ideia de perfume...

* Regulo meus pensamentos em certos ambientes, porque penso que todo-mundo-sabe-o-que-todo-mundo-está-pensando. Sei, é besteira. Mas vai que tem alguém que realmente saiba? sei  lá. Não vou facilitar para os óvnis.

*Adoro frio, mas amo cobertores.  Vai entender. Rs. Aliás, Ester tem uma amiga que me viu criança e disse que eu não tinha brinquedo de estimação, eu tinha uma naninha! Isso me fez amar ainda mais o personagem Linus Van Pelt, da turma do Snoopy. Perguntei da minha mãe, que confirmou.

* Eu leio ouvindo a voz das pessoas. Mensagens de WhatsApp, risos, tudo...ouço mesmo. E crio a voz dos personagens dos livros que leio, o que torna tudo muito 'colorido' e vibrante.

* Tenho roupas iguais, idênticas mesmo, exemplo: dois moletons brancos, dois verdes, e agora comprei um preto...lá vou eu atrás de outro. 

 * Eu detesto um autor brasileiro que todo mundo ama, mas isso, não vou falar, porque tenho vergonha: deixa encoberto na minha máscara particular de ser-gente.


                                                                   Claro, tem muito, muito mais.

Tem aquilo que reconhecemos nas vivências do processo, tem o que não queremos ter, afinal...ser gente tem mesmo muitas camadas. E muitas são 'estrangeiras', para nós. Até mesmo alienígenas.  Cada uma, esquisita ou singular de seu próprio jeito. Penso que as piegas são as fofuras - o açúcar que nos salva do cotidiano. As demais, o sal - daí porque temos  'temperamentos'. 

ah...Sei que isso te fez pensar nas tuas singularidades. As esquisitices, pieguices... o que te move e te torna único (amável e odiável, em visões diferentes). Então, quais são as esquisitices ou pieguices que te tornam singular? Como coabitam teu elo criador e a criatura? (Frankeinstein nunca fez tanto sentido... e nem   'O médico e o Monstro' - risos).

Acho que, no fim das contas, a única coisa que me assusta ou amedronta, em uma pessoa (fora serial killers ou outras patologias similares),  é a superficialidade e a apatia. Geralmente dessas características surgem as maiores falhas de caráter.  A superficialidade apavora. A apatia retira a humanidade, além de retirar a presença no 'agora'. Tenho mesmo pavor de gente assim. Gosto das coisas com 'sangue', porque, afinal, é como canta o  Ney: 


Sou ardente como você
Eu aprendo qualquer lição
Na versão que você quiser
Sonhador desses sonhos meus
Amoroso e fatal demais...

Por isso, ao ler o 'Estrangeiro', fiquei singularmente intrigada e também, bastante incomodada.  O personagem foi desumanizado, não pela ideia do crime, mas por sua singular esquisitice - ele era um narrador de si, apático às suas emoções. Sem detalhes próprios (esquisitices ou pieguices), mas apenas narrador... cuja vida só toma valor a partir da etapa final (e paro por aqui,  para evitar spoiler).  Nisso, achamos seu verdadeiro crime. 

Afinal, somos 'morais demais', não é mesmo? Adoramos julgar as esquisitices ou pieguices alheias, sob a nossa fina capa de gente 'normal'....tsc tsc tsc.

(huiahuahuahua)

#

Republicado de 24.02.2026.


Inteiramente Aqui

                                                       


 Eu sei, 

Não sou a pessoa mais exata do mundo
Tomo cafés amargos com bolos de chocolate
Gosto de pingos de água, tempestade emocional 
Verdadeiro vendaval

Sorrio para o nada, mas não falo nem boa tarde a estranhos
Faço pouco cálculo: horas, dias
Perdas, ganhos.
Deve ser difícil esperar de mim alguma precisão...

Não tente, bem.

Eu, por fim, já desisti
Prefiro sentir, acolher e perceber
Estender meu coração 
Acolher a dualidade

E bem-viver...

Mas, será que o mundo inteiro não é mesmo assim?
Se não existe nem mesmo um único grão de areia igual
Porque pedir métrica de mim?
Não faça isso, bem...não alargue nossos espaços por esperar o que não sou

Apenas abraça-me enquanto estou
Inteiramente aqui...



#

"No fim, 
É sobre estar 
Com quem gosta daquela pessoa que gostamos de ser..."

Estou revendo uma baita série de 'conforto', nas horas vagas: Sex and the City.
E registrei em poema minha enorme torcida pela Carrie e pelo Aidan. 
 Carrie e Aidan podem não fazer uma série inteira funcionar, porque são reais, calmos, gentis e nada 'comerciais'. São reais e afáveis: Mas são o tipo de coisa que a vida real merece ensaiar e viver, afinal, afeto bom é assim..

P.s: Republiquei este poema de 21.03.2027, porque gosto dele. Mas não sei se concordo mais com o que disse, acima...e vou me contradizer.  Tudo bem que Aidan foi um cara decente com a Carrie, mas ela não gostava dele...e sentimento é a melhor e mais profunda coisa que temos...não adianta ''paz sem voz'', sem tum tum tum do coração...sem rir à toa...sem sentir...
(Jaci do Presente assina aqui).


LUZ!  :)


sábado, 16 de maio de 2026

Questões... (Maria Ester e Jaci Rocha)

 Quem desperta
Teus sonhos
Tua luz
Quem te define
Quem te acende?

- E faz um sol nascer no teu coração...

Quem faz tua alma descansar na órbita do espaço
Ou te inquieta para te ver melhor
Une uma estrela bem no cantinho do azul da lua

* Fez-se um enorme sorriso na curva do céu...


#

De uma conversa nossa sobre...'Quem', ou...as nossas pessoas, construímos, Maria Ester e eu...estas 'questões'.
E de rir sobre várias coisas, juntas, porque a vida é muito curta para viver sem amor, humor e arte.

:)

Filosofia do Boteco da Lua: Entre Desencontrados ou Perdidos; Mortos e Feridos: O que é Pior? ( É mesmo preciso usar filtro? e o solar?)



Dias desses, em um café, conversei com o Carvalho-Pai, que me deu a felicidade ler um conto seu, intitulado 'Como perder um grande amor''. De uma maneira quase anedótica, a história conta um pouco disso que o próprio título vos apresenta: Um amor irremediavelmente perdido.  Fiquei meio indignada com o desfecho (não darei spoiler). Apenas sugiro que recordei do texto "Wear Sunscream', de Mary Schmich, traduzido  por Pedro Bial em 'Filtro Solar' : " Não seja leviano com o coração dos outros/ Não ature gente de coração leviano".

E fiquei com algumas questões na cuca a semana toda... afinal, quem não perdeu um grande amor? Quem nunca se perdeu ou desencontrou? O que promove um bom 'encontro'? E quem nunca se desencontrou de um grande amor? E mais: quem nunca ficou impactado com isso? 

Viro as aspas e pergunto o mesmo para...a paixão. Entre perdas e desencontros, tu és o quê, depois de uma onda dessa, do tipo tsunami?  Bom, por  incrível que pareça, as palavras 'perdido' e 'desencontrado' não são sinônimo, no dicionário. Vamos lá:

Desencontrado: Que não se encontra, que segue direção oposta, contrário. Não ajustado, desacertado.
Perdido: Que desapareceu, sumido. Cujo estado é irremediável.

Ao ler estes sinônimos, lembrei do poema da Cecília Meirelles, que bem sabia o que disse, ao explicar em 'Despedida':  "Não ando perdida, mas desencontrada/ Levo meu rumo na minha mão..."

Acabei por associar 'desencontrados' e 'perdidos' com a expressão ''entre mortos e feridos'', pois só está perdido o irremediável, findado...finado.O ferido tem a possibilidade mágica de sarar, como o desencontro, que não é, per si, irremediável, ferida que lateja...talvez por isso os desencontros sejam piores do que o encerramento natural de um ciclo, como a morte. 

É...a gente faz as duas coisas todos os dias. E a gente vive a opção todos os dias, pois é certo que...nossos corações são assim! podem escolher morrer dentro de nós ou brotar, depois do corte. Há quem tenha morrido e nem viu. E há quem apenas desencontrou.


Sabe, gente...no final das contas, para mim, o pior não é estar perdido ou desencontrado: é estar encontrado no lugar errado. É não de perceber esse estado, feito um sapo na panela quentinha da água que lhe cozinha, sabe? Já pensou deixar a emoção... ali?
Aliás, ouvi de uma pessoa que precisava desabafar, um dia desses, algo parecido com a expressão ''eu apago pessoas, para que elas não me apaguem primeiro''...como se pessoas fossem um chão de giz...bem Lacan e o objeto parcial. 
Mas há uma otimista notícia no meio dessa reflexão: essas palavras (perdido/desencontrado) têm algo surpreendente em comum: Seus antônimos são milagrosamente similares! E isso é...muito poético. 

A gente se perde ou se desencontra de tantas formas diferentes. Morre um pouco, todo dia, inclusive pela respiração, que nos oxida.  Mas - que antítese - só vive o agora porque morre um pouco no instante...a gente encontra a vida, porque aceita a efemeridade. Só vive por algo que nos mata...(eu tô falando da respiração ahahhaahah). Mas o encontro não é tão diferente assim, para ninguém...

No final das contas, não creio que nenhuma dessas coisas - a perda ou o desencontro - sejam coisas 'piores'. Depois de um tempo, a gente percebe que vai perder no caminho...coisas que ficarão como parte da nossa estrada, se formos sábios. E a gente  vai se desencontrar também, se a gente for só um pouquinho inquieto ( a essência de ser interessante, na minha opinião).

Bom, achei que a crônica tinha acabado por aqui, então levei para meu anjo loiro, que me ouviu e assim disse: " Meu bem, não se preocupe em 'como perder um grande amor'. Em encontros e desencontros. Vamos ganhar nossos amores...cotidianamente".

Essa é a mágica e é claro que, de ouvi-la, fiquei impactada. É...eu tenho muita sorte de poder partilhar esses conselhos. E por vê-los nos meus dias, quase-como-comuns, sabedora de que afetos - e seus efeitos - não são coisas ordinárias: são milagres.

E isso me fez recordar que Bial atualizou 'Filtro Solar', agora em Dezembro de 2025:

" Senhoras e senhoras, meus irmãos humanos da era digital, faz já 25 anos que compartilhei conselhos com vocês, conselhos sobre o futuro. 'Use filtro solar', era que o eu dizia então. Pois, o futuro chegou. Ele sempre chega, e eu continuo dizendo: use filtro solar, mas eu recomendo fortemente: desuse o filtro emocional, ele embaça" (...) Desuse o filtro da tela, da vaidade, da suposta perfeição. Se eu pudesse dar um único conselho, seria este: a vida é melhor sem filtro. E o afeto, o afeto para valer, esse, sim, tem fator de proteção altíssimo contra a frieza das máquinas",

Ressalto do texto: Usem filtro solar. Desusem o filtro emocional, ele embaça! - E faz todo sentido, pois filtros embaçados não nos permitem ver bem a paisagem e as coisas incríveis da Highway....e a vida é incrivelmente colorida, doce e bonita...

Embora seja perigoso sentir sem filtro, com tanta gente embaçada brincando de mercado com as emoções, fazendo listas e carregando refil de carne com nome 'possibilidades' na bagagem, cheios de suas baixas densidades e fortes em suas emoções amortecidas e sem uma tarja de b.o na testa (vide crônica 'O Manual Anti-impacto não existe). Aliás, não existe saída menos honrosa do que existir assim...é a própria essência da perda do elemento essencial. Perda, não desencontro.

Ou seja...sim, eu uso filtro... O solar. Acredito na ''força feiticeira da palavra'' e mais ainda no poder  mágico dos afetos e não topo essa parada de emoção de coador. Não entro e não topo liquidações e licitações emocionais. Afinal, eu não uso filtro nem para fazer café. 

Mas não dá para andar cínica por aí, ou isso seria a perda...do meu próprio coração. A perda das conexões significativas e incríveis que fiz, ao longo da jornada. Não falo aqui da paixão ou amor romântico(desejo sempre essa sorte para ti e para mim), mas falo de pessoas. Significados. Elos. Aquele 'núcleo' que faz meu coração pensar: 'Será que você vai saber o quanto penso em você, com o meu coração?".

Fiquei mais tranquila quando pensei no quanto o universo é coerente, pois  liguei tudo isso à um conceito físico e químico acerca da densidade da matéria, para aproximação (os tais encontros):

No fim, é sobre ter um pouco de fé na física e na química particular do universo, que com sua magia quântica elementar, aproxima a matéria  devido à interação de suas partículas fundamentais (parecidas ou complementares), criando a mágica da combustão física, o que também funciona para aquilo que chamamos de ...a lei natural dos encontros, que nos aproxima ...de quem tem em si mesma (ou complementar)  matéria  essencial.



E, enquanto isso, quase distraídos, otimistas e coisa e tal... quem sabe o que virá? Deus, Destino... e o inexorável. Vamos confiar.

LUZ!


#

* Carvalho-Pai é como nomeio o querido amigo Wilson Carvalho, que é imortal da Academia Amapaense de Letras e de quem sou grande admiradora da obra. 

* Anjo Loiro é como chamo Maria Ester Pena Carvalho, que faz parte da minha santíssima trindade poética, composta por ela, Alcinea e Fernando Canto. Essa galera é toda imortal, mas o que eles tem de importante mesmo é o fato de serem pessoas lindas! e eu tenho a sorte de ter tanta gente admirável para me ajudar a desembaçar as lentes da vida... para ser afeto, inteireza e emoção em universos confortáveis

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Densidade Poética do Bem Viver (Por Maria Ester)


Só queremos viver:
Nossos sonhos, 
levezas, 
luz,
Realidades afeitas de delicadezas.

E os sonhos,
ah, os sonhos!

Não queremos ter o 
que não temos,
Queremos o bem viver...

A Escola leva tempo e o tempo é uma Escola.
Passo muitos sufocos,
tento não sufocar ninguém,
mas
nem sempre consigo...

Às vezes marés, às vezes rios,
Às vezes uma lagoa fechada e
quase sempre este riachinho serelepe que vos fala nesta reunião de covens.

Lembre-se:
Nesta densidade poética da Vida,
Esforço, às vezes, não é força.
Tua presença transforma escuridão em luz!
Tua voz é leveza e uma força ímpar!

Tua delicadeza é a própria proteção.

Tua energia é encantada e tão única...
Eu a amo.
Amo como amo os amanheceres pintados por Deus!
Histórias todo mundo tem.

Ah! Filhos! 
Ah! Mães!
De onde vim trazem você para você.

E se não tem história ainda...
Comece agora. 
Já!


#


Maria Ester é tanta coisa que fica difícil dizer. Mas é meu anjo loiro, irmã, alma espelhada
... e uma das poetas mais incríveis que conheço. Ela me enviou esse poema cedinho, mas eu não tinha conseguido revisar a crônica. E eles conversam lindamente.

O Manual Anti-impacto NÃO existe: E o que você vai fazer com isso? (Filosofia do Boteco da Lua)



 Ligo para ela*

Eu estou emputecida da vida e com vontade de contratar um caba- do- olho amarelo para resolver um ódio recém-passado, mas gosto muito do meu réu primário para perdê-lo por idiotices.

O que acaba de me acontecer é inusitado.

Explico.

Há dias atrás eu presenciei alguma das conversas mais grotescas  que já ouvi a  respeito de outros seres humanos (e olha...eu sou advogada criminalista há coisa de 15 anos, mas aí são outras ondas). Ouvi um ser humano do tipo homem-hétero-otário tecer considerações sobre detalhes de um corpo humano (vide, uma mulher que-sequer-deve-saber que seu corpo esteve em uma 'roda' de análise).

E ouvir esse ser tecer considerações sobre 'a garota', 'namoro', 'vida' - se é que isso existe nesse tipo de mentalidade. Mas, nada disso me diz respeito propriamente. Eu APENAS ouvi - como se isso já não fosse uma violência, independente de sobre quem. E ouvi quase-sem-querer, pois nem mesmo era interlocutora (Graças a Deus, mesmo porque eu jamais seria).

Bom, apesar de muito impactada na hora, o fato é que esqueci o evento por alguns bons dias. Mas o que me embasbacou foi: hoje, eu estava em um café debatendo estratégias de uma análise e muito concentrada a respeito, quando vi essa figura andando pela 'rua' do shopping com uma mulher, a quem conheço de outras alucinações, nessa paisagem chamada vida. É uma garota legal e, embora não seja minha amiga, me parece ser uma pessoa boa...e fiquei triste pensando no quão magoada poderia sair daquele tipo de des/conexão com aquele tipo de des/figura(do)  - risos.

 

E a situação me pegou ainda mais, por uma questão: tenho dificuldades de achar pessoas ruins e já fui chamada de inocente por isso, algumas vezes. Mas a verdade é que deixo que as pessoas, com suas atitudes, me contem quem são. E não permito que elas quebrem a minha ternura - por isso, continuo a crer, mesmo quando contradizem minha fé inicial. 

Apesar disso, sigo à risca o manual anti b.o e ele dá certo, na maior parte das vezes. Mas eu também me engano e a mocinha à minha frente - certamente uma mulher adulta - parecia inclusive nem perceber a cilada. Senti uma súbita empatia.

Pois bem. Ocorre que essa pessoa passou com aquela-menina-legal (até onde sei), e na passagem me olhou bem nos olhos. E foi involuntário pensar: gente assim existe mesmo. Não é feito aquele personagem de 'O amor é Cego', o Maurício, que com seu rabinho escondido ficava a medir a beleza e o potencial de perfeição alheia. Eles circulam entre o meio, como se fossem gente. MAs eles são horríveis, pior: ELES FEDEM (ahahahahahahahahah).

Chego em casa, tomo uma BOA TAÇA DE VINHO e penso em  Sex And the City e na personagem Carrie falando sobre a morte do amor em Manhattam, nos anos 90 - isso tudo enquanto escrevo essas-mal-traçadas-linhas. 

 


Será que ainda existe amor em Eme- cê- Pê? 





Bom, falo por mim e vou seguir a dizer. A vida foi legal comigo, mesmo quando não. Tudo que teve um sincero impacto na minha existência foi permeado de significado ... e muita, muita beleza, arte,leveza e densidade. E isso me fez discernir bemmm o que é para mim.  É uma baita sorte - e sorte é sempre Deus.

Mas, naquela hora - da ligação - eu não conseguia pensar nessa sorte. Mas sim no baita medo de que gente desse tipo tenha promovido a morte do amor, com suas atitudes: baixando tanto a régua, fazendo corações com ternura perderem um pouco do viço, diminuindo a profundidade das águas limpas, sendo apenas um pocinho raso de baixíssimos valores, reagindo à vida como se suas 'presenças' fossem um 'presente de Deus' (Dizem que o inferno tem as portas iguais às do Céu...risos).

E isso me recordou também outras formas de gente escrota. Gente que não cumpre seus acordos, a não ser que tenha consequências. Que mente e aperta mãos, até que possa puxar o punhal. Gente que deixou de ser coerente com suas paixões e promessas à Deus...gente que deixou de pensar no quão falha é. Isso me inclui e te inclui, certamente,porque 'ninguém aqui é puro anjo ou demônio'. E todo mundo é um pouco 'o cão'.

Enquanto falava com ela* , na ligação,  comentamos o quão é uma pena que ninguém venha com um SELO DE B.O na testa, ou escrito: SOU ESCROTO. Escroto mesmo, porque mesmo a palavra medíocre vem de mediano...e gente assim não cabe em outro adjetivo. Sei que nenhum de nós escaparia de usar esse 'selo' para alguém, em algum momento.Mas tem gente que é repetente.

O fato é que vamos coabitar, (co)orbitar e até colidir com esse tipo, vez ou outra, pois não temos evidências de que estamos na Matrix e pior: Não temos uma Matrix diferente para cada tipo de programação pessoal - É UMA PENA!  Quanto à minha preocupação de origem - a da ligação - restou torcer por aquela mulher em rota-de-colisã0. E para que ela tenha conexões significativas o suficiente. E com isso, retomo à Sex And the City e às conexões reais.

Não, Carrie:  O amor não morreu em Manhattam e certamente não morreu em Macapá. Ele está todos os dias nos ligando uns aos outros, promovendo encontros e salvando a alma de ser pedra. Ele está em quem escolhemos dizer 'você me importa', em quem pensamos em ligar para contar como foi o dia, em saber se está bem...nas pessoas que nosso coração pensa, ao acordar. Afinal,  a alma sabe mais do que a consciência ( Lembra de 'como se fosse a primeira vez?).

Está nos risos e piadas, nos lanhos e batalhas, nos abraços e canções que escolhemos como nossos.  Nas imperfeições com que queremos e podemos conviver. Está em...permitir-se ser alcançado, mesmo que isso signifique arriscar.

É, o Manual Anti-impacto não existe.

 Mas o antifrágil ...SIM!


#

*P.s1: Vocês já sabem quem, a ligação foi para a santa da minha melhor amiga

*P.s2: Eu continuo frágil, no sentido Belchioresco.

*P.s3: Isso aqui não é videogame, mas tô virando biscoiteira com esse negócio de crônica, de tanto que me acessam.

*P.s4: Eu sei, a pobre da moça anda por aí, desavisada. Pior é ele, que acorda com ele por dentro, todos os dias. :P

terça-feira, 12 de maio de 2026

Quebra-Cabeça(s)



 Não
Vale
à pena
Um
Poema
Entre 
Cortado(s)

Não 
Cabe
Em 
Mim
Versos
Moídos
Mastigados

Não 
Caibo
Em 
Espaços
Laços
Conceitos
Apertados

Eu levo tempo,corpo, cheiro, verbo...elos, sentidos:
significados!

#

Tive contato com a teoria do "Objeto Parcial'', de Lacan. Eu adoro Lacan, aliás. E Jung. 
Fiquei DOIDONA de poesia e aí está. EU AMEIIIIIIIIII esta construção poética.
Mudei o nome de 'Objeto Parcial' para 'Quebra-Cabeça(s)' porque ...TUDO é objeto parcial' - veja que ironia. E penso que o poema perdeu parte da ideia de ...significados. 
Isso porque nós também somos objeto parcial de outros quereres e fazemos do outro sim, o nosso objeto parcial - a projeção do desejo do que queremos que seja. O 'recorte'. 
Dizer que eu ou você vemos o outro na sua integralidade é uma grande bobagem. Não vemos. 
É impossível tocar, de verdade, o todo até do 'eu', imagine do 'outro'.

No meio disso tudo, as peças se (des)encaixam e... tudo faz sentido.


HUMANA!



 Trocar duas lâmpadas da casa
Reunir às 10, às 14, Dançar às 16...
Me manter um indivíduo que se move pelo coletivo
Caminhar...

Prestar atenção nos meus carinhos,
Nos laços amados que compõem o meu destino
Seguir, lenta e feliz, sem saber de quase nada...
Descobrir um novo cheiro:  Flor de laranjeira fica bem com chocolate?

Encantar meu coração com o fim de tarde...

Rir muito, sobreviver ao caos:

Soberana soberba: Trump anuncia uma nova megalomania
Enquanto a rádio entoa uma 'super mega operação'
Valores em liquidação: Estado, poder...ilusão!
Santo Deus...

(Parece que ninguém nunca ganha, afinal)


Cuidar do meu pequeno incrível milagre:
Uma flor com  olhos de céu
Que se derrete em inocência e afago
Perceber, nessas horas, o quanto sou meu melhor lado...

Salvar meu coração de ser líquido: 
Sem jogos mentais, plural ilusão!
Sentir, sentir mesmo tudo que a vida evoca
 No individual, sem coleção...

.. o 'eu' já é um festival de emoções que dança, colore,  comove e toca...

Debater política, músicas, livros
Pegar um filme às sete, falar de profundidades, mas também trivialidades
Amor, humor, arte ...e algumas  outras coisas que valem o poema...
...me perder! aceitar a ausência de direção...

Não ser refém de nenhuma forma de sentir, mas sentir muito!  
Sarar sem machucar ninguém...
Achar que já não sei de nada, nem mesmo quem sou
E, surpresa até, me reencontrar aos poucos...

...Afinal, qual o sentido disso tudo?


#
Estar aqui nesse planeta é meio caótico para todo mundo, de um jeito diferente.
Esse poema foi incrivelmente acessado, nos últimos tempos, por isso está republicado de 07.05.2026.

Ah...sejamos assim...tão humanos e tocáveis, tão plurais e acesos para a vida...

LUZ!

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Pequenas Notas sobre o Tempo


O tempo é uma invenção!
Uma ilusão de óptica
Vitrais coloridos
De um mesmo ser...

É multiplicador e divisor
de distâncias
Sua balança inexata
Pende...

'O tempo rege o ato'
Na metáfora perfeita do jurista
E o ato engole o tempo
no inverso do avesso do escasso dia a dia...

O tempo é sempre presente
Mesmo quando passado
Afinal, mais do que carne e matéria
A memória é sua espaçonave.

#

Republicado de 2017, pois acessado.
O tempo é cada vez mais um bom mano velho...viaja mais macio no correr das marés...





Revisado e Acrescido: Nessa torre de Babel, barquinhos de Papel! - Um Manual Antifrágil? (Filosofia do Boteco da Lua)

 


Voce já se sentiu frágil, confuso?

Já teve a sensação de que fala uma linguagem que o outro não ouve? Já ficou à deriva...ou, deslocado, em um certo tipo de ambiente ou emoção?

 tsc,tsc... Sei que sim. 

Bom, começo esta crônica pelo fim: Nessa torre de babel, procure os barquinhos de papel que viajam contigo pelo tempo....e navegue! 

Mas... o que isso tem a ver com o livro antifrágil, do Nicholas Taleb?

Bom, é que a vida é...dura, meu caro, minha cara. A vida real é 'incronicável' - não passível de uma única descrição cronológica. A vida real é indiscreta. Faz pirracinha de nossos medos facilmente. Envolve suor, sangue, saliva e excrementos - que são a menor das merdas por aqui(risos). A vida real é forte e pode facilmente nos fragilizar, quebrar...fazer picadinho do nosso poeminha feito no papel de pão: E nem essa descrição faz seu mister real.

Parcamente descrevo um dedinho da prosa toda, que nem mesmo entendo. O conceito de 'torre de babel' se encaixa direitinho nisso aqui: a gente pensa que quis dizer, mas não disse como deveria. A gente perde o timing e parece que, às vezes, perde a dose... desentende, ou entende parcialmente. A fala é um mistério - o silêncio mais ainda. E a escrita, então...ah! nem me fale.Eu e tu entendemos isso já tem tempo, se você lê a plataforma blogspot (risos).

Essa semana, na loucura da vida, comentei com minha melhor amiga (o ser humano neurotípico mais incrível do planeta - digo sem medo) algumas características minhas que me 'isolavam' e como isso poderia ser por 'aquilo'...(me deixem, não quero falar sobre a respeito).

Mas o fato é que mencionei como ''isso-tudo'' me fazia sentir numa torre de babel, flutuando em um imenso rio de muitas marés, navegando perdidinha. Ou melhor, deslocada e ...eu estava preocupada em me sentir assim

É que terminei recentemente o livro 'Antifrágil' ( literatura que comprei por pura afronta ao título...''afinal, como ele ousa falar das coisas frágeis?'') e ainda sentia certas dúvidas sobre como vou sobreviver por aqui, se a tese do autor é justamente que o frágil não resiste. E dizia Bel:

"Meu coração, cuidado, é frágil...''

Mas acontece que o livro transformou demais o meu conceito de fragilidade. Explico. De forma quase didática, de tão moderada, o autor aborda que as crises (ou as quebras, cracks, etc) produzem novas possibilidades de articulações. Literalmente, produzem novas forças da fraqueza. E a fraqueza de origem se transforma em força: o Antifrágil.  Não confundir delicadeza com fragilidade, Jaci! - Anotado. E não confundir antifrágil... com rigidez.

Tu que me lês, aí do outro lado... não se egane. Antifrágil não é uma literatura de ajuda própria (algo que também valorizo muito e considero inteligentíssimo). Mas é que o livro tem uma proposta muito diferente. Longe desse viés, a narrativa muito racionalmente reproduz circunstâncias em que o caos e a desorganização produzem novas formas de ...coerência. 

Bom, voltando à conversa com minha melhor amiga: o curioso disso é que eu estava tão preocupada, 'emaranhada' e cheia de questões quanto a certos 'issos' ...mas, só de chegar perto dela para falar das marés da vida nessa imensa torre de babel, e...zaz! meu sistema nervoso desacelerou e consegui falar com clareza a respeito de tudo: 'contradições,fissões, confusões' - ou seja, as coisas pendentes na minha setlist emocional. E fiquei mais confortável do que estar dentro do meu moletom favorito, em dias de chuva.

Depois de risos, cafés abraços e algumas lágrimas, ficamos algum tempo em silêncio, ela vendo série...eu viajando por dentro de mim e tirando a concentração dela, vez ou outra, ou...apenas quietas, praticando a linguagem da presença. Como sempre foi, desde os sete anos de idade.

Vim para casa tão normal - e eu nem acredito em normalidade e desconfio de quem se autointitulaÉ...realmente acredito que estamos em uma torre de babel que flutua em um imenso rio de muitas marés. Mas existem certos alguéns (as nossas almas-espelhadas, emprestei o termo) que...falam a nossa língua e até nossos silêncios. Falam conosco mesmo quando a gente tem um-monte-de-gente-dentro-de-nós, falando até dinamarquês ( Quem não tem?).

Algumas pessoas que nos fazem ser...mais humanos, densos e suaves, malucos e aquecidos, felizes, felizes mesmo, em ser quem somos. Família, amor, amigos...estes alguéns podem estar em qualquer um desses círculos - ou até mesmo estarem em uma breve fenda no tempo com para nos alcançar ou para que as alcancemos.

Há quem se conecte conosco sem a fala. Nos sentimos ligadas, 'eletrificadas' ou magnetizadas confortavelmente... pelo olhar. Pela piscadinha. Pela respiração...eu chamo isso de 'LIGA'. Existem alguéns que são lugares, que respeitam a nossa singularidade de forma tal, que nos fazem entender que, ser normal, na verdade...é ser confortável perto do outro. Que delícia de emoção: ser confortável em falar uma língua diferente dentro de uma anormalidade singular. 

Sei que, ou tu pensaste aí nas tuas pessoas, ou pensaste apenas... 'essa doida é doida mesmo'.

Mas ...  isso faz sentido, de verdade: existem pessoas que navegam conosco a existência, 'a dor e a delícia' de sermos exatamente...quem somos. Por nossos valores  e também por nosso 'valor'. Mas não só isso...por ALQUIMIA QUÂNTICA, singular. Algo único, elétrico, especial, que nos interconecta...o tal 'fio vermelho do destino'. Não falo só do amor romântico, não (embora eu deseje para ti e para mim essa sorte). Falo de... laços. 

São encontros reais, confortáveis e singulares que falam uma linguagem universal: A do afeto.

Já não ando tão preocupada em continuar delicadamente 'quebrável', no sentido de ser sensível às coisas da vida, pois sei  que o caos se reorganiza...e o afeto, queridos e queridas...é a 'liga' mais  antifrágil DO MUNDO!  

Pois afeto é a linguagem universal do Amor. E isso sim, é a verdadeira mágica de existir.

E o meu manual antifrágil, então...é  ISSO.



                                                                                   #




domingo, 10 de maio de 2026

Explicação!

Imagem do filme "Nuestros amantes"

Foi por teu riso aberto
Pela piada de banco de praça
O rastro sutil de perfume
E as confissões ditas 
Antes de saber teu nome...

Foi por tua alma
Doce e dispersa
Apresentada sem metáforas
E o jeito terno e macio
Com que me abraças...

Foi a louca ternura
Com que nos beijamos 
Depois de dividir
No terço do segundo
Fragilidades e ambiguidades de existir

Foi por tu seres assim...

E de como imagino contigo
Em um loop sem jeito
A paranóia vulgar gostosa
De como Bukowski
Chama sua dama ao leito

Foi por tua alma 
Cheia de clichés não-ditos e tuas próprias confusões
Em meio a risos sem sentido
E por nosso Adeus tão demodé
Por quem me apaixonei...

#

" As vezes, quando se escreve um roteiro
é difícil saber quando parar..."  

*Republicada de 30.04.2017, pois foi acessado algumas vezes essa semana.
Frase do filme "Nuestros amantes", que deu o tom e a inspiração a este poema. 
Melhor comédia romântica que assisti nos últimos meses!!! (Naquele tempo)
Assista, se gostar de "paixão morando na filosofia" . :)