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... a lua não dorme ...
Poesia, Filosofia de boteco, Observações do Cotidiano e o que mais vier p´ro mundo da lua! ;) . . . . . . . . . . . . . . . . . CONSIDERAÇÕES SOBRE O BLOG :1 - Viva a liberdade poética e a proteção aos direitos autorais!Toda vez que posto algo,indico autor. Se não o faço, é porque é a autora quem vos posta.2) Imagens? -Dr.Google. Exceções? Indico autoria. 2) -Poemas,velhos caducos que falam de tudo.NEM SEMPRE FALAM DO QUE SINTO! ... ***quem dera...***
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
A caminhada! (Crônica Saudosista do Boteco da Lua)
Entre Mística e Realidade : O Eclipse de 28 de Agosto, o portal 09.09... E o que isso tem a ver com DIAS BRANCOS? (Filosofias no Boteco da Lua)
Senta aí, querida, querido, que respira por este espaço.
Em que tu acreditas?
Bom, a mente humana significa o que não compreende desde sempre: é a própria função do 'Mito', essa ideação perigosa demais, pelo poder simbólico real de mover pessoas - ALÔ, Bordieu!
"Mito', é palavra grega que significa PALAVRA, narrativa e, com o tempo, foi associada à narrativa simbólica dos gregos enquanto povos antigos, pela história dos Deuses. Religiões e crenças são espaços profundos para a utilização de mitos e símbolos (E Deus me livre não ter algo para crer e significar essa doideira toda, não é mesmo? risos).Adoramos tudo que nos coliga a algo profundo, inexplicável, sagrado. Aliás, o sagrado, desde Roma antiga, era ligado à sacer, o separado, o diferente do profano. PROFANO - aquilo que é 'estranho'.
Ocorre que...eu sou estranha. Nem sei se pareço. Me preocupo muito com o uso de CONCEITOS - outra palavra perigosa - tais como 'sou intenso' ou ...sou 'profundo'. Aliás, estão muito na moda. Mas é que não sei tua medida de voltagem para dizer isso. Mas, 'estranha', eu sei que sou.
Vivo de me separar do todo, para me conectar em pequenos pedaços de luz que - para mim- fazem sentir. Eu disse SENTIR, não sentido. Sentido é a essência do mito - e talvez tudo que a gente tenha criado tenha mesmo um pouco de mito: O Estado, o Direito...as convenções. O poder simbólico é controle, como ensina Pierre Bordieu, no magnífico livro 'O poder simbólico'. Sentir,não.
Pudera, ter sido chamada de Bruxa desde criança, deu nisso. Aliás, bom lembrar: a Inquisição queimou pessoas. Investigou e realizou tribunais de exceção contra tudo que ferisse aquela hegemonia. Com base no 'mito' das bruxas e legitimado por este discurso. Ah...o poder simbólico.
O curioso e o injusto é que a palavra magia, na origem, não era ligada à ideia do profano, mas ...aos sacerdotes. Transformados, adiante, nos religiosos de alto escalão. Ou seja: a inquisição deveria ter matado seus próprios inquisidores. A vida não deixa nunca de perder a ironia - mesmo quando deveria.
Bruxas, no norte e em muitos outros lugares são associadas às mulheres da floresta. Às curandeiras. Ao poder da ervas. Do encantamento. É assim que penso nessas mágicas...acredito em muitos destas percepções ou explicações.
Também acredito em KARMA, como no ideário antigo: não uma interconexão inexorável, fruto do vilão destino, mas sim uma bioquímica universal de ação-reação. Acredito no eterno retorno, a teoria de Nieztsche que explica a repetição do universo, outra reinvenção do mito de Ouroboros. Tudo que nos explica o 'giro quântico' dos encontros e reencontros.
Ok. Mas porque estou a hablar sobre isso tudo?
Na última semana, rolou pela internet uma série de explicações sobre o Eclipse Lunar do dia 28 de Agosto. Para a astrologia, este é o 'Eclipse em Peixes' (sim, O SIGNO, que também vem de significado, outro tipo de mística pela qual parte de nós, humanos, procuramos respostas), como um 'fechamento de ciclos'. Outro destes, segundo a confiável fonte 'instagram', somente em 28 anos. E segundo a tão confiável quanto - IA - acontecerá em Março de 1943.
Aliás, para encerrar o ciclo de coincidências celestes e místicas, o chamado portal numerológico representado pelo 09.09 - ONTEM, teve a energia do 1.
E aí, de saber desse significado, minha mente começou a trabalhar...conexões. Lembra que eu escrevi sobre NOITES BRANCAS e DIA BRANCO, há dias atrás? Mas as noites brancas, em São Peterbusco, eram...noites com sol!!! Um jeito também mágico de o sol morar no céu, em plena noite. Então, e se, as noites brancas (ou, noites com sol) encerradas no Eclipse do dia 28....for um começo ... dos dias brancos, anunciados pelo PORTAL 09.09?
Verdade ou mentira, mito ou realidade, tanto faz: gosto destes 'divisores de águas', tanto quanto gosto do Ano-Novo: possibilitam um jeito ou um tipo esotérico e místico de a alma reiniciar. E a gente vive de fazer isso, todos os dias, mesmo quando não coloca essa série de mitos entre nossas ações cotidianas: Uma reencarnação sem precisar morrer, pois, como disse Alice 'Já fui tanta gente, desde que acordei...'
E se for tempo de girar o dia 1, entre abraços e canções?
Encerrar e iniciar coisas em nós, que há muito, pedem essas ações?
Símbolo, giro quântico do destino, pura coincidência ou uma mensagem do Universo, eu te pergunto: Afinal de contas, no que tu acreditas?
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Eterno Retorno

quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Outros Ensaios sobre Eu e o Tempo!
Lost!
Nude
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segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Chique mesmo é ser humana: Andys e Nigels existem! (O Diabo veste Prada 2 e um toque otimista com a vida)
Qual a capa com a qual vestes o teu rosto?
Sabe, querido, querida companheiro e companheira dessa jornada chamada aluanaodorme, sempre disse que chique mesmo é ser intessante, sem ser interesseira. É tentar crescer, sem passar rasteira. É perguntar 'está tudo bem?' e ter cooperado para essa verdade. Porque o avesso disso, é apenas uma máscara deformada que parece um rosto.
E como tu sustentas o teu rosto? O que te veste a alma?
'O Diabo Veste Prada 2' está vestido mesmo é dessa pergunta e singular...mensagem.
Sinceramente, ouvi muitas pessoas dizendo que o '1' é melhor e discordo: No 2, temos mais do que apenas o que chamo de 'mística-miranda', com toda a potência de uma força arrogante sem delicadeza, mas vestida nela: Temos o poder do tempo como revelador das verdadeiras humanidades e uma máxima anunciada no filme: IMPERFEITOS JUNTOS TAMBÉM É BOM.
Na trama, vemos o reencontro de Andy, Miranda e Nigel 20 anos depois da famosa história que permeou uma geração e que criou o imaginário do que chamo de mística-miranda: a de que o poder não envelhece, é arrogante e forte sem delicadeza, ainda que revestido dela. A de que é poderoso quem é capaz...de tudo. Que é forte 'quem sabe mentir' e não tem problema de atropelar - não importa quem seja.
Sem dar spoiler, pois vou falar em metáforas, a trama inicia nos mostrando uma verdade universal: Humanos decaem de seus céus ilusionais.
Sejam eles trabalho, amor...as asas de cera estão em todo lugar: E a vida tem um jeito particular de se encarregar disso, pois o tempo é a verdadeira dama da justiça, com sua ironia e finesse singular.
Por essas curvas das linhas tortas do destino, Miranda e Andy veem-se novamente unidas para trabalhar em um time em crise. Mas aqui, longe de toda a pompa anterior, temos duas mulheres, com suas potências abaladas, depois de algumas verdades, que precisam se (re)conhecer...afinal de contas. Afinal, moda é identidade...humanidade.
Sempre pensei isso. Sempre me opus à ideia de 'conformar para caber'. Seja em uma roupa, seja em um modo de ser. Claro que todo mundo ajusta um pouco. Mas é importante não deformar o todo. Ou a moda vira mesmo é a capa de cera que esconde o enxerto.
O filme me deu um quentinho no peito, pois eu sei e tu sabes que as Mirandas da vida existem, são mais diversas e imaginativas do que a ficção poderia transcrever. Pessoas cujo ânimo (do filme 1) é: Eu posso engolir você, depois de quebrar seus ossinhos e ainda estar vestida em um lindo casaco de pele, pois eu sou capaz de matar: amizades, confiança...elos.
Mas o '2' nos lembra que, a despeito dessas coisas, Andys e Nigel' s sobrevivem...e se aglutinam: a lei natural dos encontros, sabe? Gente que recomeça após um tombo, que chora o sangue derramado, mas opta por seguir doce. Que é colorida e natural, e não apenas o 'ditado'.
Que ainda se entusiasma com a beleza não-performada, e até tenta se encaixar, mas é bem maior que a caixa.Que se move pelo coletivo, em um mundo de emoções enormes e ambições mais medidas, e que sabem que potência mesmo...é força e densidade travestida de presença: A tal firmeza de ...Caráter (Oi,Pai. Que saudades!).
E pode ser que tenham mesmo mais Mirandas e que, no fim, a gente nem deva ser tão legal com elas...e que deva aprender a devolver a mordida, para que saibam provar o seu veneno. Mas...quem eu me transformaria se esse veneno me perpassasse?. Aliás, disse para Ester, um dia desses, que eu queria devolver o veneno da mordida e ela, de pronto, me disse: ''eu não. Porque se devolvesse, não sei quem eu seria''. É verdade...
Também conheço Mirandas. Sei que tu já pensaste em pelo menos umas 3. E já vi decaírem ou não - porque a realidade é que, na vida, 20 anos não se passam em 2 horas e é preciso tempo...mas também já vi o tempo transformar em Mirandas ou transformar Mirandas. E é fato que, uma coisa, sei: elas - as místicas-Mirandas - possuem: Coragem sem bordas. Isso é bom? Já me fiz várias vezes essa pergunta.
E, sinceramente, não sei...pois o fato é que o líder, às vezes, tem de ser 'O príncipe' e jogar as regras do jogo e Miranda(s) possuem a potência de entender a 1a Lei de Newton: A lei é da ação e reação e o movimento precisa vir. Mesmo que seja...letal.
É, tudo tem um preço. Que ser quem somos, mais do que uma bolsa de grife ou uma capa de humano, tem um preço e um valor. Esta continuidade nos lembra...que a vida continua mesmo.
Então...qual é 'a dor e a delícia' desses caminhos para ti? esse mundo é tão, tão particular. Mas compartilho uma verdade que escorre de "O Diabo veste Prada 2'' e que pingou dentro do meu coração: E a de que uma pessoa é chique mesmo, não pelo closet, mas porque trouxe de casaco de pele...o próprio coração.
E a de que....
IMPERFEITOS JUNTOS TAMBÉM É BOM
Mas a mensagem final de Miranda para y e a de Nigel para Andy (são cenas diferentes) nos fazem refletir... qual é o bom que queres por perto?
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LUZ!
Romance sob as Luzes de Buarque
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domingo, 6 de setembro de 2026
Fenda!
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Inadaptação!
"Sei que amores imperfeitos
São as flores da Estação"
Esse poema é tão EU. <3
domingo, 30 de agosto de 2026
Amigo, Presente de Deus (Por Maria Ester)
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Maria Ester faz parte do que nomeio Santíssima Trindade Poética do Amapá, também composta por Fernando Canto e Alcinea Cavalcante.
Que sorte a minha, nesta existência, ter a oportunidade de partilhar...
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
‘Noites Brancas’, ‘Dia Branco’...e eu, o que faço com meu DESEJO(S) quebrado? - Filosofia do Boteco da Lua.
Caríssimo
(a), me responda com sinceridade: Qual fim tu destinas aos estilhaços do que
tanto quis?
Ah...DESEJO.
Essa
matéria quente, brasa acesa na pele, chama alta que queima lábios e juízos,
incendeia a alma e ordena vontades. Nossa língua (a materna, não falei desta
que já formigou na tua boca, de pensar), carrega essa feitiçaria pronta na palavra
– esse empurrão certeiro que nos lança na correnteza da vida, feito gente que
não sabe nadar e é empurrado de um trapiche, em dia de maré alta.
É
pimenta, já diz Rubem Alves. Dá água na boca, arde enquanto molha...
Bom,
a palavra viajou no espaço-tempo, como alguns de nossos quereres.
Na
origem, vem de desiderare, de - siderare, nomeada pelos Romanos como a ânsia
do contato com as estrelas e a existência de uma separação entre aspiração –
realidade: a ausência do contato que produz a ânsia do encontro.
O
curioso é que L.Krauss já nos lembrou que a nossa composição natural contém
carbono, uma substância que não existe no planeta terra, mas sim, nas estrelas.
Logo, trazemos o pó do cosmos nas veias. Que deboche do destino, desde os
antigos até aqui: o ser humano correr atrás daquilo que pulsa em sua carne e
sangue.
É,
os Deuses vendem quando dão: O Desejo, desde a origem, é uma zombaria linda,
ingênua e dolorida. E de dor e beleza, convenhamos, todo mundo entende bem. Pois bem.
Ocorre
que li, recentemente 'Noites Brancas', cujo personagem central, "O
Sonhador’’ – já que jamais deu-se ao trabalho de se apresentar pela formalidade
de seu nome – conta as quatro noites ‘mais
significativas’ de sua existência: A do encontro com a idealização do amor,
personificado pela fulana de tal - que chamarei assim apenas para não pessoalizá-la
demais, já que vamos falar em projeção.
O
sonhador começa como um mero caminhante na cidade de São Petersburgo, como
parte da paisagem da cidade, absorvendo a vida e o cotidiano a tal ponto, que
conversava com as casas da cidade até o encontro quase inacreditável com
fulana-de-tal. O livro é desenvolvido em partes singulares, as ditas quatro
noites brancas: o encontro/ a intimidade (o querer da entrega não
concretizada)/ A vertigem do sentir/ o
derradeiro fim. Tudo em uma voltagem singular: Coisa instantânea.
De
início, não ganhei identidade com a leitura, como em outras obras do Dostô, pela
gritante diferença entre a escrita – claramente de seu início - e as suas clássicas obras, tal como
"Crime e Castigo" ou "Memória da casa dos Mortos", que,
complexas e tortuosas, demonstram nuances e melindres da filosofia que mora
dentro das sombras humanas, rasgadas entre carne-armadura, sombras, luz,
ambivalências...
Dias
depois de concluir o livro, a ficha caiu: fazia algo banal, como estacionar o
carro, quando percebi que fulana-de-tal foi a personificação do desejo do
sonhador. Uma espelho de sua própria
solidão. Fiquei encantada com a delicadeza de Dostoiévski – aliás, sem isso, a
alma humana é quem quebra.
Neste
mesmo momento, curiosamente, levantei do carro, a bolsa caiu do meu colo e
quebrei um perfume que se chama, adivinhem? ...DESEJOS. Mas, apesar de
quebrado, ele não derramou o líquido. Resolvi que poderia transformar, tal qual
o sonhador, meu ‘desejos’ quebrado em algo bom – afinal, a beleza das coisas quebradas
é a essência da filosofia japonesa wabi-sabi.
O
Sonhador pegou as quatro noites ‘mais significativas’ de sua existência e
transformou em mensagem, afeto e gratidão pura: fez algo belo com seu Desejo
Quebrado. Ele poderia ter chorado o papel de coitado, mas recolheu seus pedaços
com a melhor parte da palavra calma: ALMA. Pura arte.
Ah...meu DESEJO quebrado (risos) e suas noites brancas sob os céus do Equador!
O
fato é que, muito paralelamente, correlacionei o livro ‘Noites Brancas’ à
canção ‘Dia Branco’ , de Geraldo Azevedo - que, quem sabe? - não foi nomeada em
clara analogia e contraposição ao livro, sendo aqui descrito como um afeto, um
sentir... possível.
A
letra diz:, " Se você vier pro que der e vier comigo/ Eu lhe prometo o sol ...se hoje o sol
sair/ Ou a chuva...se
a chuva cair.../ Até onde a gente chegar/ Numa praça, na beira do mar, um
pedaço de qualquer lugar.../Neste dia branco - se branco ele for (...)”
Ah! A beleza das coisas...possíveis!
Sim,
é fato que a vida real acontece a cada abrir de olhos, feita no cotidiano dos
dias brancos, vivenciados na nossa escala singular de possibilidades. E é verdade que ninguém aqui nasceu para
estátua de mármore, e que apesar de querermos essa simplicidade, pulsamos
ambivalências, voltagens e vontades particulares: Temos e somos o desejo
partido de alguém.
O
lance é que, ajustar o coração à loucura cotidiana - com suas dores e miudezas
- é a única chave para a felicidade. Um
realismo esperançoso, como diz Suassuna. Uma estratégia de sobrevivência mais
profunda do que um manual sobre a guerra. Difícil de aprender, impossível de
ensinar. Vamos à lida.
Então,
caríssima (o), não sei o fim que tu destinas aos estilhaços do teu querer... sei que tens tuas noites brancas. Então, te desejo SIM a
poesia clara do dia, feita de abraços e afetos... ao alcance da mão.
É ISSO!
A publicação está fora das margens. É a única da história do aluanaodorme neste formato. Porque tudo que em nós transborda...é querer. :)
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Coabitação
LUZ! - e caos, afinal...uma estrela não explodiu e morreu em ti, para que possas nascer e não fazer e acontecer, por aqui. :)
*Republicado de 01.01.2016, pois acessado no 'agora'. Hoje, são 8 bilhões.
terça-feira, 25 de agosto de 2026
Tem Gente!
Tem gente que só de a gente saber que existe dá um quentinho no coração, não é?
Gente que conversa macio, que a gente não vê o tempo passar...que tudo parece mais: mais quente, mais terno, mais interessante. Tem gente que está escorrendo sal sendo açúcar na nossa existência. Tem gente que escolhe presença ativa e que a gente sente um prazer danado em acomodar no dia.
Tem gente para quem a gente quer contar as coisas e com quem a gente pode contar...que a gente quer por perto...que sente falta...aproxima. Tem gente honesta, batalhadora, interessante, se encontrando para tomar um café, antes das seis (ou até depois), para falar de muitas formas como a estrada é sobre lealdade. Amizade, amizade bruta mesmo, daquela que não distingue nada: sexo, orientação, idade, sobrenome, religião...
Tem gente que chega e vira irmão no meio de uma piração danada.
Tem gente com quem a gente não precisa 'performar' nada: vira quarta, quinta, sexta e sábado na netflix ou na noitada. E acorda novinho em folha, porque se sente...gente. Tem gente que parece nosso livro favorito: é filosofia pura, notas existenciais sobre existir. E, ainda assim, capaz de rir...de fazer rir...de ser gostosa...com bobices e manias, gente que é toda bordadinha, feita de detalhes...
É, tem gente que recarrega a gente. Com uma poesia, uma piada. Uma receita nova! Comidinha boa...um olhar quentinho. É, tem gente que é calor humano e isso, por si, já é um poema. Gente que teima e que conecta e que espalha acolhimento, mesmo quando a vida tá confusa. Tem gente que não tem tempo para nada, mas que para tudo para te abraçar. Para te acompanhar. Que te conhece como as linhas de um lar. Que te faz respirar melhor só de saber que existe...
Tem gente que erra e aprende o caminho do acerto. Que volta, reconecta, reconhece a singularidade afeto. Tem gente que nem diz nada, só não repete o ato. E que não pede desculpas, mas aparece com um café quentinho, para refazer o laço...
Tem gente que a gente quer fazer qualquer coisa e 'qualquer nada' juntos. Que a gente nem quer escolher, só estar e acomodar. Que é bom até estar em silêncio e respirar...presença.
Tem um montão de gente que sara enquanto sangra, porque reconhece na ternura sua força maior. Tem tanta gente que administra sua confusão sem confundir ninguém e faz da vida um lugar honesto, interessante, colorido e colorível, que forma laços, conexões e significados, pois aprende em conjunto como existir pode ser bom... como sentir é bonito...
Tem gente que brota um jardim no coração e que faz a gente descansar enquanto dança.
Como se fosse um flow, uma magia quântica...
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