Poesia, Filosofia de boteco, Observações do Cotidiano e o que mais vier p´ro mundo da lua! ;)
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CONSIDERAÇÕES SOBRE O BLOG :1 - Viva a liberdade poética e a proteção aos direitos autorais!Toda vez que posto algo,indico autor. Se não o faço, é porque é a autora quem vos posta.2) Imagens? -Dr.Google. Exceções? Indico autoria. 2) -Poemas,velhos caducos que falam de tudo.NEM SEMPRE FALAM DO QUE SINTO! ... ***quem dera...***
Como é bonito pensar nas coisas todas que podemos ser quando já fomos...
Força...é paz:
A natureza se refaz
Porque a força é...ternural
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* Fiz esse poema após conversar com
Sônia Canto sobre ...amor. (Con)Viver,amar. Experimentar a existência ao
lado de um grande amor. Conformar personalidades...escolher quem queremos ser e
quem somos com o outro.Apesar de muito romântico, sentir é um ato
político: resistência e afeto. Mas também negociar a ação: negociação. Achei muito parecido com um negócio jurídico, inclusive (risos). Tudo envolve muita honestidade, força delicada, ternura.
Comentei com essa percepção com ela - de
que sinto uma força terna em sua presença. Ela riu e partilhou que Fernando a
chamava de 'ternural'. Que lindeza. E aí o poema fez o caminho de casa...
Que os amores tenham a
sorte e a coragem de serem enormes. E ternurais
Como sabemos, eu sou mais do cafézinho do que da noitada, mais da água com gás do que da cachaça.Então, porque a sessão de filosofia deste canto aqui se chama Boteco da Lua e não cafézinho encantado da Lua?
Bom, a primeira questão é... ''a paixão que mora na filosofia''.
Ninguém que aborde a vida em suas inacreditáveis vertentes, que lide com o absurdo existencial abissal das emoções...suporta a vida sem uma ajudinha. E aí, cada um com seu 'veneno'. Ou com seus venenos. Eu conheci muita gente interessante que só sobrevive (literalmente sem perder o réu primário) porque aprendeu a sentar no boteco com outras pessoas também porretas para partilhar merdas: Sortes e desventuras do cotidiano.
Na mesa do boteco vale tudo: piada 5a série entremeada às notas existenciais de Sartre ou Nietszche, lágrimas de desamor, traição, eternidade...atração. Foda.A vida é foda e não julgue este espaço pela palavra forte, tu tens mais de 18 anos e eu já dobrei essa conta.
Poesia. Declamada ou existencial. Memória. Revisada, ou sentida, falada e percebida...
Isso aqui não é um ode ao etilismo até porque eu sou a pessoa que menos bebe que eu conheça, que gosta de boteco. Eu gosto de gente no boteco. De barulho de boteco, de música de boteco, aquele sambinha balança logo as polpas do meu coração, aquela MPB deixa logo um poema engatinhando...
Mas, veja bem. Ser 'malandro' não é para qualquer um. O malandro real - e não 'o regular profissional' - é o charme da Boemia - não é um cara engatilhando uma frivolidade atrás da outra com uma latinha na mão. O malandro, antes de ir ao boteco, BEBE A VIDA - e isso temos em comum..
O malandro entende de etilismo e não de elitismo - não confundir os entendimentos.Não bebe latinha, entorna litrão, igual faz com a existência: Sabe que é muita onda, muita água existir. Um tsunami.
O malandro gosta de histórias, sabe ouvir, gosta de ouvir. É inabalável no baixo julgamento do outro: porque sabe que a matéria humana é densa demais para ser ouvida aquilatada. Isso porque, o malandro sabe que tem coisa que não preste, dentro de si: imprestável mesmo (E se tu não se achas estragado em nada, ô, sai daqui, pavulagem).
O malandro tem paixão pela vida, por isso, desperta paixões...e, geralmente, a vida gosta dele, pois reconhece sua 'autoridade' para o assunto experienciar. Sim, criei a palavra, no estilo Paulo Freire, que é um grande educador. Aliás, o malandro é aprendiz. E é incansável nessa coisa de aprender.
Por isso, o malandro entende de química. Sabe que a vida é alquimia e, ainda assim, muitas vezes, perde a dose...porque é desmedido. Ou seja, nem todo malandro está bêbado, mas pode ficar. E é maluco. Acontece.
Por isso, geralmente, a Boemia dá canseira. O malandro envelhece, é fato - se tiver muita sorte e um anjo trabalhador. Não fica idoso gourmand: aquela pessoa toda esticadinha e empoadinha. O malhado da academia de ginástica. Eventualmente, vai ou pode parar na Academia de Letras (risos).
Não, o malandro não tem tempo para tanto espelho: Fica velho gostoso. Sabe, pessoa gostosa? aquela que a gente gosta de esticar o papo, de virar a madrugada conversando, de ver o sol nascer trocando vida...exalando essência, energia, realidade...buscando vida...admirando a lua. Ou usufruindo da madrugada.
O malandro está à vontade e deixa as pessoas à vontade.
Agora, não confundir Boemia com Bebum e nem Malandro com otário, o tal 'regular profisisonal'. Porque mesa de bar é como a roda da vida: pode virar um saco, pode ser um tédio, ou algo apenas comum...ao lado das pessoas erradas.
Mas pode ser inacreditavelmente engraçada, bacana e real... com as pessoas (in)certas - ou seja...aquelas que não têm tantas certezas.
E cada um prova da vida o que gosta.
(risos)
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Esse texto surgiu quase todinho, na minha cabeça, ao sair da cada do Fernando Canto, pois fui abraçar "a mulher da chuva e do sol do equador" e, entre copinhos de água, saí bêbada de...boas recordações e afeto. Histórias de grande amor. Amor latente, gostoso, vívido e vivido. Mais que dividido, partilhado.
Ah! Impossível não sair de lá toda alimentada de arte. Impossível não pensar...que o amor encontra mil jeitos de voltar para casa. Impossível não sentir vontade de tomar um vinho.
O luto já começa à dar lugar à arte, aqui pelo aluanaodorme. E a arte é sempre presença. E este texto é também uma homenagem ao Fernando Pimentel Canto, que aliás fazia parte...da "Boêmios do Laguinho''. :P
Ei, tu sabias que existiu um big bang em pleno equador? Pois é.
O big bang, ao contrário do que prediz sua nomenclatura, não foi uma explosão, foi a expansão de toda matéria, energia e espaço do universo. Foi a viagem da densidade que encontrou espaço para formar o ambiente primitivo natural, de onde surge toda a forma que concebemos de vida, e é a teoria que Deus nos deu de mais concebível, cientificamente, para a concepção do Universo (risos).
Bom, mas o que isso tem a ver com Fernando Canto?
Para explicar, volto uns passinhos no tempo. A primeira vez que vi o Canto ele
não me viu. Pudera. Eu ganhei um conto deste
autor, do meu pai. Uma coisa simplesmente monumental, chamado de ‘O Bálsamo’. Incrível
a ponto de arrepiar. Tão, tão realismo mágico que facilmente se concretiza na
realidade, basta acomodar à cada situação ou análise.
Depois do conto, não parou mais.
Vez ou outra eu e papai íamos vê-lo na livraria. Ou papai me trazia algo...e como eu era fã do Fernando
Canto. Como foi incrível debater a realidade do Amapá por suas
lentes mágicas de dedilhar o mundo pela escrita.
Como sabemos, a escrita de
Fernando não é fácil. Não é literatura de conforto, é feita para incomodar,
arranha a realidade da modernidade porque se aprofunda aonde tudo é tão cliché ou palatável,
com desfechos que, de forma abissal, fazem um mergulho do qual é impossível não
submergir modificado.
Uma antítese uma escrita tão aguda para um ser tão gentil.
Eu era muito menina quando virei
sua fã. Afinal, em 1995, eu devia ter o quê? 10 anos? ...
Os anos passam, e ‘os anjos
levaram meu pai pelas mãos’...mas o amor pela poesia, literatura e escrita ficaram. E isso me levou para os
lados dessa gente ‘fina, elegante e sincera’. Novas conexões. Algumas
surpresas. Fernando. Alcinea....Ester.
Você já conheceu um ídolo? Já se
tornou amigo dele?...pois é. EU SIM!
E que acontecimento é esse cara. Conhecer um ídolo é ver uma
espécie de Deus descer ao céu para sentar ao nosso lado e tomar uma cerveja.
Não é exagero e Deus sabe que não blasfemo.
Você entende melhor o escritor
quando compreende que seu UNIVERSO É A BELEZA DA EXISTÊNCIA HUMANA: pura matéria, energia e espaço...em expansão: Um big bang em pleno equador.
Fernando compunha o realismo fantástico da amazônia para falar da vida, porque sabia que a vida é mágica, ou não é vida. E usava de poética sutil e refinada, ética e técnica apaixonada, para construir sua escrita científica, porque sabia que a ciência é cheia de ternura, ou não é ciência. Fernando que conversou com as pedras da fortaleza e deu voz à sua trajetória, tão nossa. Que poetizou gente, que virou o zezeu em tudo que é canto: carnaval, poesia, música, história, sociologia, universidade!
Colossal, sem deixar de prestar atenção nas coisas
pequenas. Com atributos que flertavam com o de uma deidade – mas impossível de
ser nominado assim. Porque sua humanidade latente,
presente, absolutamente multifacetada e real, o colocava aqui, aonde a vida
acontece. E quanta alegria em fazer parte da humanidade:
poesia, cachaça, carnaval, gente. Universidade Equatorial, ciência social, vida
humana, atravessando o sangue. Borboletas amarelas!
Luz! E Assombros... É, Fernando.
Viver tem mesmo tanto disso.
Fernando de tantas pessoas,
tantas...da mulher amada, dos filhos e netos, do debate literário, do boteco,
do Pilão, do Carnaval, da sala de aula. Fernando
das obras de arte, de sua vida e de sua casa, do cafezinho da tarde e da boemia
das madrugadas.
Fernando de tantos amigos, porque dedicou presença sincera e real. De tanto amor, porque exalava essência. Do olhar
atento, da sapiência discreta, ávido pela vida que produz mais vida: para uma poesia nova, uma nova
geração de poetas. Sempre contanto uma história, legado vivo de um passado que
viajou com ele. Um livro que se conectava a um poema, um estilo...
Fernando que, sendo tão gigante,
aquilatou sua efemeridade e sentou com os amigos e falou abertamente sobre o
dom da vida e a possibilidade de partir...(disse a ele, umas duas vezes,que não
conceberia nunca conceberia algo assim).
Não tem descrição que comporte sua genialidade quente, presente. Fernando de tanto amor e de tanta gente. Impossível de encerrar. Nem como gente, nem em texto. Porque vida real só pode
produzir mais vida. Mais e mais...infinita e imortal. É, o big bang não fez barulho, pois não existia o som ainda. Então, fez-se o Fernando, canto, canção, composição e tudo o mais...sim, uma viagem de matéria em expansão.
Fernando Canto, um acontecimento, um big bang no dia 29 de Maio. Sendo tanto, ainda assim, tão cheio daquela simplicidade discreta, timidez universal e mente abundante. Amigo de gente velha, de gente nova, de PESSOAS. Fernando, uma vi-a-gem! Para mil lugares diferentes, lá dentro daquele escritório mágico. Ou no jardim, ou no boteco...menos para Caiena.
Ouviste, Canto? Nunca, nada de Caiena para ti.
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Escrevi este texto em lágrimas feitas de poesia. Me perdoem se não fizer sentido. Demorei um ano e meio para mandar este recado ao Universo. E o fiz depois de ler as coisas incríveis que disseram no livro 'Fernando de todos os Cantos", que está lindo...
Encheu-me os olhos de água aquela história não sentida pelo meu coração.
Só ouvida. Eu não queria que aquele ser humano, com olhos de bicho ferido, não tivesse passado por aquela dor. Só não queria ver dor em tantos lugares...
Gente morreu na França porque ninguém consegue olhar o outro e respeitar as convicções alheias. Pessoas morrem todos os dias, internamente ou faticamente, porque a tolerância e os ouvidos do mundo andam empobrecidos. Todo mundo e cada um é "O grande ditador",mas só Hitler foi para o inferno.
Algumas pessoas só precisam falar. Outras,apenas ser.Que tem tu com a verdade do outro?
Terminei "O livro do desassossego" ontem pela madrugada e vi que nem o Pessoa queria muito ser Pessoa. Tanto que virou 'Pessoas'. Heterônimos. Para falar suas verdades, ele criou vários de si.O mundo já andava caótico.
Estamos indignados por Paris e a tragédia de Charlie. Não é para menos.
Mas também estou indignada pela recessão do meu país que vai se agravar esse ano, com a nossa gente "honesta,boa e comovida" que vai trabalhar 2.600h esse ano para pagar por serviços que não vai usufruir dignamente. Pelo sistema político, por tentar ser cidadã dignamente em um local que desrespeita os seus. Por precisar haver tantos advogados e instrumentos para dar o que é de direito. Pela ausência de acesso da maioria, pelo dia que amanhece enquanto inúmeros do meu povo acordam sem o alimento e esclarecimento.
Eu estou indignada porque vivemos de modismos torrenciais de tragédias, como se elas de fato, fossem fatos isolados do que,na verdade, têm sido a sequência lógica de uma comunidade mundial insana. Porque agora todo mundo é "Charlie", mas daqui a pouco todo mundo é outra coisa, e depois dessa outra coisa a gente esquece tudo!
Porque a violência não nasce e morre no Islamismo, mas em todos nós, em nosso país, que não combate nada de frente e enjoa dessa conversa de 'amar e mudar as coisas' pelo próximo evento, festa, momento.
Pelo mesmo motivo da tragédia de Paris? Todas são torpezas humanas, cada uma à sua maneira.
Quantas histórias, vidas, dores passam pelo teu dia sem que tu olhes de volta?
A tragédia alheia comove mais do que a nossa? Toda tragédia é parte de um pouco de nosso fracasso como humanidade.
Ainda quero acreditar que temos aquela chance que o poeta cantou. Mas
Poeminha feito em frente ao mar . E depois da chuvinha, veio o temporal mais lindo e o banho mais mágico da vidaa....até aqui. Ficou esquecido nos rascunhos e agora o revi.
Como achei fofinho, veio ao mundo.
Um dia feliz, para nós, que escolhemos acolher a felicidade como parte. :)
Apesar das nuvens cinzas deste
dia sem nuvens, sem chuva e sem dia, há um pingo de sol debaixo do meu
olhar: Sempre foi assim. Sempre vi a luz mais que a escuridão, o doce
mais do que o amargo e, nas pessoas, sempre encontrei o melhor lado...e
já me disseram que eu sou capaz de fazer um violão sem corda tocar a mais linda
canção, porque puxo das pessoas seu melhor lado.Não sei se é sempre assim...eu
mesma já vi o avesso, justamente por isso. Enfim...
Este texto nasceu em um momento
de muita reflexão, logo após alguém querido dizer que eu tenho a retidão de
caráter de um jedi...o que me inspirou a escrever sobre vilania e seus
avessos. Associo o universo à bondade harmoniosa do todo. Mas a desordem...é o seu avesso. E quem, afinal, é o AGENTE DO CAOS?
O caminho da bondade tem
sempre muitas curvas e, às vezes, a gente derrapa. É preciso seguir
firme, mesmo depois de escorregar, pois ser bom não é um super-poder
inerente: é preciso exercitar a coisa de ser pessoa… para longe
das meras palavras, porque se você tiver atitudes feias e boas
palavras, não passa de um idiota com bom jogo de marketing.
No meio de um monte de escolhas,
estradas viradas, atitudes pensadas e impensadas - ou mal pensadas- reside
quem nós somos. Não isoladamente. Nossas estradas nos constroem, isso é um fato
e um fardo. Mas também uma bênção. Ninguém foge disso, afinal...a gente não
'departamentaliza' caráter.
Certa
vez, em uma conversa com Nathalia, falamos sobre o Coringa e o que fez com o
“Harvey Dent”: pegou algo absolutamente puro e corrompeu. Só para provar que
mesmo o melhor, a coisa mais bonita, pode se tornar o pior.Achei
extremamente metafórico.
Então...O coringa é o agente do
caos?... nós somos todos agentes do caos. Nossos sentimentos, nossos
corações tolos, ego, orgulho, tudo encoberto pela fria poeira das nossas capas
socialmente apresentadas. Nós usamos toda forma de capa que nos proteja da dor. Nesse sentido, o justo, o justíssimo, representado pelo
Harvey Dent, é nossa auto-imagem. Nós nos achamos mesmo tão íntegros! (Mas a moeda tem duas faces, quem lembra? o duas-caras nunca perde).
Também somos, frequentemente,
donos do caos que nos rodeia e o resultado - o “duas caras” - o que nos tornamos,
quando nos perdemos. Aliás, veja quanta coisa dúbia há no “duas caras”: a
deformação dentro de um invólucro que, visto sob um único ângulo, é bonito. Mas
se transtornou...
Como aliás, ocorreu a um certo super poderoso Jedi, em uma galáxia distante, que tinha o maior potencial da galáxia e foi para o lado sombrio...(veja o risco de ser um JEDI!)
Apesar dos erros, ninguém
precisa da capa de vilão. Nem de dono da razão. Ter compromisso com o erro é só uma forma de ter
desistir das coisas boas do universo... a retidão de caráter nem sempre, no
mundo real, é sobre nunca errar. Talvez a retidão mais possível seja reconhecer
o caminho e aprender com ele ...a melhorar!
Quem sabe você também possa fazer um violão sem cordas tocar lindas canções... Quem sabe seja libertador dizer que, apesar da retidão de caráter, eu também posso ser um violão sem cordas... Os agentes do caos de nossos próprios multiversos. Mas não compromissados com os erros.
Quem sabe tu sejas um violão desafinado...
No final das contas, na vida real e possível, todos nós teremos dias de agentes do caos. E eu só posso desejar a você que me lê que a sua dor não seja maior que a sua bondade, a ponto de te transformar. Desejo dias bonitos e afeto macio e saudável, um horizonte de gente que se proteja, que ria de si e contigo, para que escolhas permanecer...uma pessoa, com erros e acertos e sempre capaz vivenciá-los com as devidas densidades. E levezas. Sem de perder nesse processo doido chamado existir e ...se defender do caos.
Então, misturando universos: Que a força esteja com você.
Ok, o Velho Safado já nos falou que o o amor é um cão dos diabos.
Apesar de ter viajado em suas epifanias e até mesmo, por muito tempo, cedido ao charme da imperfeição sacana com que Buck descrevia afetos, envolto em toda a crueza com que se encontrava consigo e com o resto (Sim, pensa em um cara centrado,rs), de fato, sou mais à la Jabor, quando o assunto é AMOR. Mas me uno ao Velho Buck quando o assunto é...paixão.
Sim, inferno. Paixão é um cão dos diabos.
Eu sei que tu sabes disso, querido (a).
Minha última postagem (a do que ainda tem 'eu' aqui no aluanaodorme) teve para mais de 5.000 (vocês quebraram essa banca, obrigada), porque a gente gosta mesmo é de ver o sangue do poeta estirado na rua da emoção (drama).
Não sou diferente de ti, que me lê. E nem te julgo (risos).
É, a paixão é um cão dos diabos. E, como todos concordamos, poderia parar por aqui essa breve epifania, mas sou seguir. Primeiro, quem atrelou o significado da palavra PAIXÃO à um sentimento romântico, além de um sádico, é um sábio. Isso porque, na etimologia da palavra, Paixão vem de passione, algo parecido com...passio/passividade, assimilada a sofrimento(tem fonte para caramba acerca).Religiosamente, é atrelada ao sofrimento de Cristo, no calvário.
A paixão, cientifica e biologicamente, modifica a estrutura hormonal do corpo humano, injetando doses de...dopamina. Seus efeitos, dizem estudos, assimila-se ao uso de cocaína. Sua abstinência, também. Então... a paixão domina? (https://super.abril.com.br/coluna/alexandre-versignassi/paixao-e-cocaina-amor-e-rivotril-2/) .
Ou seja, todo mundo já esteve chapado de paixão. A não ser que sejas algum ponto fora da curva. Fora disso, se já lês o aluanaodorme...já saboreaste esta desgrama - e ela já orbita/obitou nossas veias, literalmente, sob o ponto de vista dopaminérgico.E, ó: não tem sensato e adulto que dê conta.
===Mas eu tento. Bem-vindo ao meu inferno==
Na parte da obra 'o inferno' (Do Dante), temos muitas percepções acerca do que é o Inferno do cabra lá e... parece que parte do meu é encontrar com coisas que meu 'sistema imunológico emocional' precisa equalizar com a razão. Fui dizer isso para meu anjo loiro, Ester, e ela me disse: Mas quem você seria sem isso? - Bom, eu não vou ficar sozinha com essa pergunta: QUEM VOCÊ SERIA SEM SUAS PAIXÕES?
Algumas paixões são parte da gente. Entram na nossa vida e modificam significativamente nossa história e composição da matéria essencial...o que seria do meu Destino sem tê-la vivenciado? tsc...eu nem gostaria de saber. Deixa que existam, em seus campos particulares, batendo o maior bolão. A poesia, por exemplo.
E não dá para dizer que é amor em estado simples, é paixão mesmo. O poema dói, rasga, eviscera, incomoda, acorda às madrugadas, quando tenho uma audiência às 7h30 da manhã. Não adianta, precisa nascer. Mas, como poucas coisas nessa vida, a poesia tem uma incrível potência de cura...e de conexões humanas singulares. A poesia e a arte unem as pessoas em um outro tipo singular de estrutura quântica universal.
E formulam gente com uma densidade única, um campo gravitacional...por isso, o Estado enquanto poder tem medo da arte ou a utiliza em doses homeopáticas como medida de dormência. A força, em qualquer direção, ainda é força.
Mas, voltando ...a questão é quando este sentirenvolve... o 'outro'. E Sartre sabiamente disse que 'O inferno são os outros'. Não consigo acreditar nisso. Acredito na teoria do poço, de HIMYM (descrita na temporada 8, episódios 11 e 12). Acho que a nossa mente nos coloca em qualquer condição. Inclusive na de ...aprisionados. Pelos nossos medos e...adivinha pelo quê mais? risos...
É fato que existem paixões ruins. Essas, nos ensinam tanto quanto as boas. Não digo que ensinam 'mais', porque a dor enrijece a veia, enquanto o afeto nos faz macios. É uma via de escolha e, é como diz a canção...'desculpe, estranho, eu voltei mais puro do céu'.
Confesso que não acredito propriamente no conceito tradicional de céu e inferno, para ser sincera. Penso que Deus seja tão gente boa e democrático, que a gente vai 'ajustando contas' pelo caminho, mesmo que isso leve muitas estradas. Mas cada um tem o seu particular e isso inclui muitas camadas. Uma dela, para mim, é isso-tudo-que-envolve-isso- aqui.
Aliás, desacredito no inferno tradicional e na ideia de 'demônio', que não seja sob a lógica de daimons (mas aí são outras epifanias). Só que credito no 'CÃO' (porque já o conheci quando o coração bate tum tum tum), descrito biologicamente como...dopamina. Nessas condições, digo.E tu podes rir, podes chorar. E pode isso tudo junto. Se esqueceu, foi? Quando chegar a tua vez, a gente conversa.
Att,
A administração.
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*Este texto nasceu de uma conversa com a Ester sobre as coisas da vida lá pelo final de janeiro, mas concluiu seu circuito de escrita agora, nos fins de abril/maio. Então, está republicado com algumas alterações. Esta é uma das crônicas que mais deu acessos nesse espaço, na época de sua publicação... e fará parte de uma nova coletânea. Vem mais um livro por aí.
Conversas são afetos! Formatos importam Porque a alma expande aonde conforma...
Cuide do seu coração e dos corações que te cercam Da pureza do outro Quando toca teu universo
Flores de plástico não morrem Mas também não vivem...
Continue a acreditar Na força poderosa da efemeridade Afeto é potência Voltagem que une (in)finitos!
No fim, a poesia é cura E uniu nossas mãos Salvou da crueza indelicada Que, às vezes, toca a existência
Nos adoçou sem adoecer Manteve o néctar
Isso não é um MILAGRE?
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Esse poema foi elaborado em minha mente enquanto assistia ao filme 'Que horas eu te pego?', que é uma FOFURAAAA. Mas tem sua dose de densidade. Pois todo mundo tem seu (im)próprio repertório de indelicadezas existenciais para sarar...e nem todo repertório...enfim.
Fui ao dicionário ver o conceito de 'pegar'. Sei que é nome que foi dado apenas na língua portuguesa, mas... 'Pegar' significa, entre outras coisas, 'alcançar'.
Mas, mais do que maturidade, é preciso ter...força. Para manter um coração delicado...e alcançável.
A lua me acordou e comprometeu minhas preciosas horinhas de sono por este poema. É que ontem conversei com a Ester a respeito de 'misturar' sabores (era cozinhar o assunto). E pensei...tudo se transforma! Inclusive nós somos temperados das existências alheias que nos afetam. E aí, mencionei que as coisas que ficam dessa interação é o novo sabor...(por favor, seja doce com os outros, eles não tem nada se você se temperou de limão :P )
Na física, a interação é quântica:o multiverso do 'eu', transformado pela interação. E nem falo apenas de afeto no aspecto romântico. Falo de toda forma de interação humana...nós somos a energia da mistura que escolhemos: que funde-se pela matéria. Ou repele. Isso te preocupa ou conforta? risos.
Isso faz extremo sentido, sob a perspectiva da coerência harmoniosa do universo. Afinal, se nós somos poeira das estrelas - como diz Sagan - ao interagirmos, geramos nossas formas...trocamos um pouco com outros pedaços da galáxia do 'eu' que mora no 'outro'... e aí, quem convive contigo, vira uma parte de ti... e li outro dia que leva sete anos para todas as células do seu corpo se renovarem...é mito, pois elas até se renovam, mas não na mesma cronologia... mas é muitooo poético: feliz ano-novo.
Dias desses, em um café, conversei com o Carvalho-Pai, que me deu a felicidade ler um conto seu, intitulado 'Como perder um grande amor''. De uma maneira quase anedótica, a história conta um pouco disso que o próprio título vos apresenta: Um amor irremediavelmente perdido. Fiquei meio indignada com o desfecho (não darei spoiler). Apenas sugiro que recordei do texto "Wear Sunscream', de Mary Schmich, traduzido por Pedro Bial em 'Filtro Solar' : " Não seja leviano com o coração dos outros/ Não ature gente de coração leviano".
E fiquei com algumas questões na cuca a semana toda... afinal, quem não perdeu um grande amor? Quem nunca se perdeu ou desencontrou? O que promove um bom 'encontro'? E quem nunca se desencontrou de um grande amor? E mais: quem nunca ficou impactado com isso?
Viro as aspas e pergunto o mesmo para...a paixão. Entre perdas e desencontros, tu és o quê, depois de uma onda dessa, do tipo tsunami? Bom, por incrível que pareça, as palavras 'perdido' e 'desencontrado' não são sinônimo, no dicionário. Vamos lá:
Desencontrado: Que não se encontra, que segue direção oposta, contrário. Não ajustado, desacertado.
Perdido: Que desapareceu, sumido. Cujo estado é irremediável.
Ao ler estes sinônimos, lembrei do poema da Cecília Meirelles, que bem sabia o que disse, ao explicar em 'Despedida': "Não ando perdida, mas desencontrada/ Levo meu rumo na minha mão..."
Acabei por associar 'desencontrados' e 'perdidos' com a expressão ''entre mortos e feridos'', pois só está perdido o irremediável, findado...finado.O ferido tem a possibilidade mágica de sarar, como o desencontro, que não é, per si, irremediável, ferida que lateja...talvez por isso os desencontros sejam piores do que o encerramento natural de um ciclo, como a morte.
É...a gente faz as duas coisas todos os dias. E a gente vive a opção todos os dias, pois é certo que...nossos corações são assim! podem escolher morrer dentro de nós ou brotar, depois do corte. Há quem tenha morrido e nem viu. E há quem apenas desencontrou.
Sabe, gente...no final das contas, para mim, o pior não é estar perdido ou desencontrado: é estar encontrado no lugar errado. É não de perceber esse estado, feito um sapo na panela quentinha da água que lhe cozinha, sabe? Já pensou deixar a emoção... ali?
Aliás, ouvi de uma pessoa que precisava desabafar, um dia desses, algo parecido com a expressão ''eu apago pessoas, para que elas não me apaguem primeiro''...como se pessoas fossem um chão de giz...bem Lacan e o objeto parcial.
Mas há uma otimista notícia no meio dessa reflexão: essas palavras (perdido/desencontrado) têm algo surpreendente em comum: Seus antônimos são milagrosamente similares! E isso é...muito poético.
A gente se perde ou se desencontra de tantas formas diferentes. Morre um pouco, todo dia, inclusive pela respiração, que nos oxida. Mas - que antítese - só vive o agora porque morre um pouco no instante...a gente encontra a vida, porque aceita a efemeridade. Só vive por algo que nos mata...(eu tô falando da respiração ahahhaahah). Mas o encontro não é tão diferente assim, para ninguém...
No final das contas, não creio que nenhuma dessas coisas - a perda ou o desencontro - sejam coisas 'piores'. Depois de um tempo, a gente percebe que vai perder no caminho...coisas que ficarão como parte da nossa estrada, se formos sábios. E a gente vai se desencontrar também, se a gente for só um pouquinho inquieto ( a essência de ser interessante, na minha opinião).
Bom, achei que a crônica tinha acabado por aqui, então levei para meu anjo loiro, que me ouviu e assim disse: " Meu bem, não se preocupe em 'como perder um grande amor'. Em encontros e desencontros. Vamos ganhar nossos amores...cotidianamente".
Essa é a mágica e é claro que, de ouvi-la, fiquei impactada. É...eu tenho muita sorte de poder partilhar esses conselhos. E por vê-los nos meus dias, quase-como-comuns, sabedora de que afetos - e seus efeitos - não são coisas ordinárias: são milagres.
E isso me fez recordar que Bial atualizou 'Filtro Solar', agora em Dezembro de 2025:
" Senhoras e senhoras, meus irmãos humanos da era digital, faz já 25 anos que compartilhei conselhos com vocês, conselhos sobre o futuro. 'Use filtro solar', era que o eu dizia então. Pois, o futuro chegou. Ele sempre chega, e eu continuo dizendo: use filtro solar, mas eu recomendo fortemente: desuse o filtro emocional, ele embaça" (...) Desuse o filtro da tela, da vaidade, da suposta perfeição. Se eu pudesse dar um único conselho, seria este: a vida é melhor sem filtro. E o afeto, o afeto para valer, esse, sim, tem fator de proteção altíssimo contra a frieza das máquinas",
Ressalto do texto: Usem filtro solar. Desusem o filtro emocional, ele embaça! - E faz todo sentido, pois filtros embaçados não nos permitem ver bem a paisagem e as coisas incríveis da Highway....e a vida é incrivelmente colorida, doce e bonita...
Embora seja perigoso sentir sem filtro, com tanta gente embaçada brincando de mercado com as emoções, fazendo listas e carregando refil de carne com nome 'possibilidades' na bagagem, cheios de suas baixas densidades e fortes em suas emoções amortecidas e sem uma tarja de b.o na testa (vide crônica 'O Manual Anti-impacto não existe). Aliás, não existe saída menos honrosa do que existir assim...é a própria essência da perda do elemento essencial. Perda, não desencontro.
Ou seja...sim, eu uso filtro... O solar. Acredito na ''força feiticeira da palavra'' e mais ainda no poder mágico dos afetos e não topo essa parada de emoção de coador. Não entro e não topo liquidações e licitações emocionais. Afinal, eu não uso filtro nem para fazer café.
Mas não dá para andar cínica por aí, ou isso seria a perda...do meu próprio coração. A perda das conexões significativas e incríveis que fiz, ao longo da jornada. Não falo aqui da paixão ou amor romântico(desejo sempre essa sorte para ti e para mim), mas falo de pessoas. Significados. Elos. Aquele 'núcleo' que faz meu coração pensar: 'Será que você vai saber o quanto penso em você, com o meu coração?".
Fiquei mais tranquila quando pensei no quanto o universo é coerente, pois liguei tudo isso à um conceito físico e químico acerca da densidade da matéria, para aproximação (os tais encontros):
No fim, é sobre ter um pouco de fé na física e na química particular do universo, que com sua magia quântica elementar, aproxima a matéria devido à interação de suas partículas fundamentais (parecidas ou complementares), criando a mágica da combustão física, o que também funciona para aquilo que chamamos de ...a lei natural dos encontros, que nos aproxima ...de quem tem em si mesma (ou complementar) matéria essencial.
E, enquanto isso, quase distraídos, otimistas e coisa e tal... quem sabe o que virá? Deus, Destino... e o inexorável. Vamos confiar.
LUZ!
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* Carvalho-Pai é como nomeio o querido amigo Wilson Carvalho, que é imortal da Academia Amapaense de Letras e de quem sou grande admiradora da obra.
* Anjo Loiro é como chamo Maria Ester Pena Carvalho, que faz parte da minha santíssima trindade poética, composta por ela, Alcinea e Fernando Canto. Essa galera é toda imortal, mas o que eles tem de importante mesmo é o fato de serem pessoas lindas! e eu tenho a sorte de ter tanta gente admirável para me ajudar a desembaçar as lentes da vida... para ser afeto, inteireza e emoção em universos confortáveis
Pode te parecer muito vulnerável chorar em um banheiro.
E ela chorava suas preciosas pérolas transparentes quando adentrei o recinto. Estava acompanhada de uma amiga que a amparava silenciosamente. O lugar, já sabes: um canto sagrado onde mulheres viram amigas: o banheiro do barzinho.
Sim, banheiro, não 'toillete'. Toilletes não recebem humanidades, são chiques demais. Banheiros lavam e, bem ali, haviam águas sendo desaguadas- literalmente.
No ímpeto, a abracei. Uma menina linda, pensei, enquanto recordava da música do Nando 'é uma índia com um colar...'' (Sei, agora se fala indígena. A canção veio antes). Pensei na crônica que escrevi semana passada (O Manual anti-impacto não existe) e...em que tipo de idiota era aquele, que fez aquela pétala em prantos?
Mas não falei nada. Não era preciso. Após um tempo de conforto, perguntei se ela queria colírio, para esconder a vermelhidão dos olhos (me perdoem os médicos, vocês precisam entender a mágica do banheiro). E disse para ela: Semana passada era eu. Ela, incrédula, e com um lindo olhar de admiração, me disse - Eu não acreditoo! (Me senti uma linda, confesso).
Mas o fato é que ela tinha razão. Era mentira. Uma mentira reconfortante e uma tentativa de recordá-la que ...os dias passam e acomodam as coisas que não entendemos. Que a vulnerabilidade é bonita, é um dom e que merece ser exercido com quem valoriza nossa delicadeza. Ou seja, era mentira, não porque eu não sinta. Mas é que aprendi a não sangrar em meio a tubarões: pois, nem por mal e nem por bem - mas por sua própria natureza - nenhum é vegano. Correto?
Bom, fui pesquisar e vi que existe alguns poucos que são onívoros: mas ainda dão sua beliscadinha...na carne. O que me recorda a gíria bem popular entre adolescentes ' a carne caiu no prato do canibal'...ou, o livro que estou lendo, ' A Natureza da Mordida', de Carla Madeira. É que a gente pode ser machucado, inesperadamente. A vida morde, também....e o que vamos fazer com isso?
E isso conecta incrivelmente o livro atual, com o que li anteriormente, o Anti- frágil. É, a vulnerabilidade pode nos fazer sentir dor. Pode nos expor em meio a estranhos e não nos colocar no controle das coisas...mas, principalmente, a pode promover conexões que quem se diz tão forte jamais entenderá...pois os fortes não quebram. Mas os quebrados, ah!...
Saí do banheiro. Tempos depois, a vi sair, acompanhada da mesma amiga que a acudia e com quem conversei no banheiro. Estavam de mãos dadas - coisa mais linda da vida de ver. Elas passaram e nós nos cumprimentamos de longe, com um aceno. A confraria formada, no olhar: conexões humanas, a própria essência do antifrágil.
Pode te parecer muito vulnerável chorar em um banheiro. E confesso que detesto contato físico com quem não tenho apreço, mas a mágica do instante pediu aquele abraço. E formou a conexão humana essencial: A de sermos pessoas. Capazes de sentir e acolher ... quem sente. Ah...a propósito: ela retribuiu o abraço, sabe? bem forte. Como quem precisava daquilo, naquele instante...sabe porque? Porque nós, os tolos...distraídos, vencemos sempre! Porque nos encontramos...em outros tolos, que abraçam estranhos e conectam...realidades.
E não é uma coisa linda? Dispor do nosso coração?...E quem irá dizer que nisso não há uma tremenda força?
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Luz!
Distraídos, os tolos se encontram, se abraçam...unem corações. Nós venceremos! Mesmo dentro do banheiro. :E sobre ela? eu nem sei seu nome..mas é uma tolinha .Forte e linda, apesar de não saber exatamente a potência dessas coisas... e quem sabe?:)