Sob o silêncio?
Quanta vida a gente precisa sentir passar para compreender...que realmente passa?
Que é breve, efêmera, ligeira: Vai embora, no piscar.
Talvez você só precise....
Poesia, Filosofia de boteco, Observações do Cotidiano e o que mais vier p´ro mundo da lua! ;) . . . . . . . . . . . . . . . . . CONSIDERAÇÕES SOBRE O BLOG :1 - Viva a liberdade poética e a proteção aos direitos autorais!Toda vez que posto algo,indico autor. Se não o faço, é porque é a autora quem vos posta.2) Imagens? -Dr.Google. Exceções? Indico autoria. 2) -Poemas,velhos caducos que falam de tudo.NEM SEMPRE FALAM DO QUE SINTO! ... ***quem dera...***
Poema para o casal de Sex And the City, porque fiz as pazes com a Carrie e o Sr.Big (Porque compartilhei minhas ideias sobre o casal e tive uma nova visão...então...perhaps love)
Eu sempre brinco com a Salvador Diniz ou a Fab. São minhas linhas imaginárias da infância.
Eu e Bia no velho café de sempre, seja à distância, seja perto. A gente gosta de tradições, sabe? e criou muitas no infinito particular de sermos 'nós'.
No meio do diálogo, eis que ela solta que está preocupada comigo, pois não me via ou ouvia mais publicar algo pessoal sobre o bom e velho amor. Me ouvia falar em afetos, mas não do amor. Nessa palavrinha mágica e singular que tanto nos une.
Bom, a forma como disse recordou para mim o quão esse relicário sagrado chamado afeto têm estado demodé...e hoje, 12.06, é dia dos Namorados..
A forma como disse me recordou aquelas velhas crenças e crendices de ser criança nos anos 90/2000. Eu fui uma criança bem crédula mesmo. Do tipo que acredita em papai noel, loura do cemitério, mula sem cabeça, saci, Boto. De ficar fascinada e amedrontada com a 'besta da meia noite'. Tive pesadelos com Freddy Krueger e, cruzes, como eu tinha medo de assombração! Tinha uma tia campeã em contar histórias antigas. Ainda hoje gosto de sentar com ela e bater aquele papo longo, pois a afinidade é muita, é a distância que atrapalha. Ah!...a distância que atrapalha. As crendices populares viraram uma memória desbotada e curiosa. E até acho que aprendi que papai noel era meu pai, muito cedo, ele deveria ter me deixado mais tempo...enfim.
Brinquei com a Bia dizendo: 'Será que o amor é o Papai Noel do adulto? E o medo do não-encontro o novo Freddy Krueger?
Rimos e seguimos o papo. Nenhuma das duas acredita nisso.
Paralelo a esses pensamentos, sai para tomar café com Edilene - outra grande amiga, que está no projeto pessoal de sua família. Ela me presenteou com uma boneca de cabelos rosados, como os meus eram, quando a gente se conheceu....e disse que ainda me via assim, apesar das mudanças e nuances que acalmaram tanto os tons.
Para fechar essa que foi uma semana de pensar nos 'labirintos ' do caminho e no quanto mudei através deles, bati um papo com um grandes amigos que tenho nessa vida e ele - que agora está de coração partido - me confidenciou que tinha uma carta para a mulher da vida dele. Eu fiquei tão impressionada por isso ainda ser feito, nestes tempos de descrenças...
Junto esses eventos para te dizer que todas essas coisas me iluminam. Cada projeto e cada sonho me entusiasma. Então, resolvi responder à Bia do jeito que hoje creio e escrevo:
O amor já está aqui. Enorme e tranquilo, finalmente. Mas é também cada um desses vínculos doces com quem tenho a honra de viver pequenos milagres e desventuras. E também está lá fora, na vida das demais pessoas, em seus cotidianos e lutas matinais - reais ou ficcionais. O amor me tratou bem nesta caminhada e, confesso que, realmente me deu um ótimo parâmetro.
O amor é a felicidade, no processo de construção de algo - seja plantar um livro, escrever um filho, ter uma árvore. Isso, fora de ordem mesmo: porque o amor é singular e não têm fórmula. Não cumpre mil protocolos.
O amor é o que faz sentido, quando não tem sentido. É nosso coração em movimento, dizendo que ele tem seu jeito singular de fazer as coisas. Não tem explicação. Só existe. Fica na nossa pele, dentro de um pedaço do nosso corpo e se instala na nossa respiração. Fica lá, sem precisar de nada. Às vezes, sem pedir.
O amor é meu cheiro - e meu perfume - favorito. Sei que é o teu (que me lê) também.
O amor gosta de gente feliz. Que busca conhecimento, alegria... e não vive à espera ou ansioso....de gente que têm significados como parte de sua formulação e sabe que, por ser construção, é feito de pequenos detalhes nem sempre tão nobres assim. Porque bons sentimentos não param em qualquer parada e afeto real e recíproco não chega quando estamos desnutridos...de nós.
O amor, quando requer pele, é também paixão: e a paixão é um cão dos diabos (risos)! não é todo ajustadinho à nossa percepção de ser gente: dá trabalho, dá medo, tem desencontro, reencontro, reedição, não é um filme cliché de comédia romântica, mas pode ser uma série: tem primeira, segunda, terceira temporada...quem diz quando acaba? ...e se acaba?
Até porque, minha Bia, foi você quem me disse
"Antes de acomodar,
O amor bagunça um pouco''.
#
*Republicado (acho que de 2024 ou 2025, não consegui acessar a data, pois larguei o piloto no automático e quando fui buscar, não tinha o registro). Mas está adaptado: Contém informações novas.
FELIZ DIA DOS NAMORADOS A ESSE LEITORADO QUE ONTEM ME DEU A HONRA DE TER 1200 ACESSOS (Creio que falar de amor não é tão demodé assim). <3
Há anos este espaço celebra o dia dos Namorados com poesia. Afetos reais... tudo que é realmente valioso. Conexões significativas: aquelas em que o tempo passa voando e a gente sente até medo de perder...que trazem fé, bondade, risos...clareza.
Eu amo o dia dos namorados. Entre tantas datas comerciais, não é significativo que exista um dia especial para celebrarmos o vínculo com a pessoa que recebe o peso e a leveza do coração? Independente de termos ou não esta pessoa, neste 12.06.2026, eu e tu - que lemos o aluanaodorme - sabemos que este espaço gosta da vida. E de tudo que toca.
Enamorados ou solteiros, vamos celebrar o dia: respirar é o melhor jeito de transgredir.
A data é uma vitória do afeto. Só não supera 25 de Dezembro, para mim.
#

Prólogo:
Ei, tu já brincaste de ser o power ranger? Bom, considerando que estamos na plataforma blogspot...deves ter vivido os anos 2000. Pois então. Eu sempre queria ser Power Ranger Vermelha.
Ocorre que eu faço isso em séries, também. Escolho um personagem e brinco de estar 'por lá'.
Bom, a questão é que Sex and the City vai sair da Netflix e...estou vendo a série com outros olhos. Eu estou brincando de power ranger.
Ok, vocês podem ter enjoado de Sex And the City. É tão anos 90! Mas acontece que nos anos 90 eu tinha 5/6 anos. E até os anos 2000, eu brincava mesmo era de Power Ranger.
Agora que deu para me apaixonar pela série, então aceitem meu delay. Então, voilá à questão.
A Questão
Como todos sabemos, a série é contada sob a perspectiva da Carrie, que escreve sobre relacionamentos em uma cidade grande - e não exatamente apenas sexo, como o nome sugere. Carrie vive uma intensa relação de amizade com suas outras 3 amigas, em um grupo de mulheres que têm uma relação linda e singular: mulheres independentes em uma cidade grande, que vivenciam a experiência da independência, cada uma à sua maneira.
...não me identifico, particularmente, com nenhuma delas.
Não me vejo em Samantha - e bem que a acho sexy, mas é uma mulher criada por um roteirista homem. Nem com Miranda, uma advogada ruiva que luta com a ideia de não querer uma vida suburbana clássica. Tampouco com Charlotte, que quer muito casar...com quem a queira - e não com quem ela quer.
Bom, gosto delas. Mas não me identifico. Compreendo seus dilemas femininos e admiro suas autonomias...mas não sou 'uma delas'. Por um tempo, cogitei e me preocupei que eu fosse... o Sr. Big. O sr Big já me deu sessões de barzinho e, pasmemmm, umas duas cervejas...pois brincar de power ranger é perigoso, faz a gente se preocupar em quem somos NO MUNDO. Para o mundo. Para as pessoas ao redor...e pior: Para nós mesmos.
O Sr. Big é uma pessoa que sai correndo quando o coraçãozinho bate mais forte . Uma figura carismática, capaz de discernir afeto e senti-lo...desde que a dose seja homeopática (bom, o seu final é muito simbólico, inclusive).
Tu podes dizer...Jaci, tu até és poeta. Não tens como ser o Sr. Big.
Ora, meu caro. Não julgue o Sr.Big pela aparente superficialidade. Na verdade, todo mundo tem uma história para contar e, depois de um caldo, qualquer um pode brincar de Power Ranger sendo ... o Sr. Big.
Okay? ...Okay.
Mas, na terceira temporada, surge um personagem singular. O Aidan.
E o carinha é simplesmente ...diferente. Aidan está tranquilo na existência, cuidando da sua própria bagunça. É artista, está profissionalmente se firmando, tem amigos, pais e...não está procurando nada. O cara apenas singulariza suas relações e tece os vínculos de afeto com delicadeza. Não à toa, Aidan é marceneiro.
Uma coisa adorável no relacionamento que forma com Carrie é sua disponibilidade emocional para ESTAR. E sua estabilidade emocional para ...SAIR. Em vários episódios, Aidan fala a linguagem do 'Gosto e preciso de ti, mas quero logo explicar...não gosto porque preciso, preciso sim...por gostar' .
Tu podes me perguntar: Jaci, e por que não ser a Carrie? tu até escreves!
Bom, um motivo simples: Carrie não é disponível, de verdade. Carrie se apaixona no primeiro episódio pelo Sr. Big, e como tenta com ele um relacionamento que perdura por dois anos e este é um desastre, ela sai por aí - solteira emocionalmente indisponível por Manhattan.
É duro dizer isso, mas é a realidade.
De conhecer esses perfis todos, na 3a temporada eu estava preocupada: E SE EU FOR...o AIDAN? Tu podes dizer: sorte a tua, Jaci! Bom, sinceramente, depois de pensar um bocado, eu também acho. Porque eu nunca quis ser o personagem principal, aquela galera que sofre horrores e tem suas vidas profundamente marcadas por doses cavalares de 'coragens' e reviravoltas.
Eu gosto da ideia de ser coadjuvante do drama cármico do Universo. Uma vida mais 'colaborativa' com o todo e harmônica com esse a existência. Dá trabalho, de todo jeito, mas não é trágico. Porque bate um coração que coopera e convive com esse bando de personagens - e pasmem, em plena vida real, a gente tem de lidar com gente dublê.
Epílogo:
O problema .. é a Carrie. E o Sr. Big.
E esse universo bem maior e mais confuso que Sex And the City.
#
(Terminei essa filosofia de boteco na madrugada. Perdoe aí se tiver algo fora de contexto, será revisado)