... a lua não dorme ...
Poesia, Filosofia de boteco, Observações do Cotidiano e o que mais vier p´ro mundo da lua! ;) . . . . . . . . . . . . . . . . . CONSIDERAÇÕES SOBRE O BLOG :1 - Viva a liberdade poética e a proteção aos direitos autorais!Toda vez que posto algo,indico autor. Se não o faço, é porque é a autora quem vos posta.2) Imagens? -Dr.Google. Exceções? Indico autoria. 2) -Poemas,velhos caducos que falam de tudo.NEM SEMPRE FALAM DO QUE SINTO! ... ***quem dera...***
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Destino
Não sangre em meio a tubarões: nenhum é vegano! (E o que isso tem a ver com o livro 'A natureza da mordida', de Carla Madeira?)
Pode te parecer muito vulnerável chorar em um banheiro.
E ela chorava suas preciosas pérolas transparentes quando adentrei o recinto. Estava acompanhada de uma amiga que a amparava silenciosamente. O lugar, já sabes: um canto sagrado onde mulheres viram amigas: o banheiro do barzinho.
Sim, banheiro, não 'toillete'. Toilletes não recebem humanidades, são chiques demais. Banheiros lavam e, bem ali, haviam águas sendo desaguadas- literalmente.
No ímpeto, a abracei. Uma menina linda, pensei, enquanto recordava da música do Nando 'é uma índia com um colar...'' (Sei, agora se fala indígena. A canção veio antes). Pensei na crônica que escrevi semana passada (O Manual anti-impacto não existe) e...em que tipo de idiota era aquele, que fez aquela pétala em prantos?
Mas não falei nada. Não era preciso. Após um tempo de conforto, perguntei se ela queria colírio, para esconder a vermelhidão dos olhos (me perdoem os médicos, vocês precisam entender a mágica do banheiro). E disse para ela: Semana passada era eu. Ela, incrédula, e com um lindo olhar de admiração, me disse - Eu não acreditoo! (Me senti uma linda, confesso).
Mas o fato é que ela tinha razão. Era mentira. Uma mentira reconfortante e uma tentativa de recordá-la que ...os dias passam e acomodam as coisas que não entendemos. Que a vulnerabilidade é bonita, é um dom e que merece ser exercido com quem valoriza nossa delicadeza. Ou seja, era mentira, não porque eu não sinta. Mas é que aprendi a não sangrar em meio a tubarões: pois, nem por mal e nem por bem - mas por sua própria natureza - nenhum é vegano. Correto?
Bom, fui pesquisar e vi que existe alguns poucos que são onívoros: mas ainda dão sua beliscadinha...na carne. O que me recorda a gíria bem popular entre adolescentes ' a carne caiu no prato do canibal'...ou, o livro que estou lendo, ' A Natureza da Mordida', de Carla Madeira. É que a gente pode ser machucado, inesperadamente. A vida morde, também....e o que vamos fazer com isso?
E isso conecta incrivelmente o livro atual, com o que li anteriormente, o Anti- frágil. É, a vulnerabilidade pode nos fazer sentir dor. Pode nos expor em meio a estranhos e não nos colocar no controle das coisas...mas, principalmente, a pode promover conexões que quem se diz tão forte jamais entenderá...pois os fortes não quebram. Mas os quebrados, ah!...
Saí do banheiro. Tempos depois, a vi sair, acompanhada da mesma amiga que a acudia e com quem conversei no banheiro. Estavam de mãos dadas - coisa mais linda da vida de ver. Elas passaram e nós nos cumprimentamos de longe, com um aceno. A confraria formada, no olhar: conexões humanas, a própria essência do antifrágil.
Pode te parecer muito vulnerável chorar em um banheiro. E confesso que detesto contato físico com quem não tenho apreço, mas a mágica do instante pediu aquele abraço. E formou a conexão humana essencial: A de sermos pessoas. Capazes de sentir e acolher ... quem sente. Ah...a propósito: ela retribuiu o abraço, sabe? bem forte. Como quem precisava daquilo, naquele instante...sabe porque? Porque nós, os tolos...distraídos, vencemos sempre! Porque nos encontramos...em outros tolos, que abraçam estranhos e conectam...realidades.
E não é uma coisa linda? Dispor do nosso coração?...E quem irá dizer que nisso não há uma tremenda força?
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Luz!
Distraídos, os tolos se encontram, se abraçam...unem corações. Nós venceremos! Mesmo dentro do banheiro. :E sobre ela? eu nem sei seu nome..mas é uma tolinha .Forte e linda, apesar de não saber exatamente a potência dessas coisas... e quem sabe?:)
P.s: Leiam Carla Madeira. Ela é incrível.
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Tolos!
Pausa
Mesmo que quisesse acelerar, não poderia:
Vou sentir, mesmo sabendo que não deveria
Que sou anacrônica e analógica em relógio acelerado
- Sentir 'faz parte do meu show'
Vou dançar enquanto não consigo caminhar
Contar piadas para sorrir muito, até confundir o tempo
Bordar delicadezas em tempos duros, sonhar em meio a absurdos
Vou aceitar que sou assim e ser feliz com isso: Afinal, Canto*, não é apenas feitiço!
Palavras e ações são verbos próprios...se alinham, na curva das marés...
Vou manter minhas águas em movimento, para que não se tornem más águas
Desembaçar os olhos e não usar tanto filtro...
Vou fingir que todo mundo é assim: gente de verdade!
Aceitar imperfeições - até as minhas, quem diria -
Vou me curar fazendo pausas
E escrevendo poesias...
#
Conversei com uma frase do Grande Fernando Canto, sempre presente nos meus dias. Ester Pena também diz algo sobre a 'Força Feiticeira das Palavras'.
Este poema foi feito sem pausas, de propósito e também foi publicado sem revisão. Perdoe algo, pois o fiz enquanto assistia 'O diabo veste Prada 2', e o fiz para Andy, mas também para mim e para ti, que já nos reinventamos...
Chique mesmo é ser humana: Andys e Nigels existem! (O Diabo veste Prada 2 e um toque otimista com a vida)
Sempre disse que chique mesmo é ser intessante, sem ser interesseira. É tentar crescer, sem passar rasteira. É perguntar 'está tudo bem?' e ter cooperado para essa verdade. Porque o avesso disso, queridos, é apenas uma máscara deformada que parece um rosto. E como tu sustentas o teu rosto? E 'O Diabo Veste Prada 2' está vestido mesmo é dessa pergunta e singular...mensagem.
Sinceramente, ouvi muitas pessoas dizendo que o '1' é melhor e discordo: No 2, temos mais do que apenas a mística-miranda com toda a potência de uma força arrogante sem delicadeza, mas vestida nela: Temos o poder do tempo como revelador das verdadeiras humanidades e uma máxima anunciada no filme: IMPERFEITOS JUNTOS TAMBÉM É BOM.
Na trama, vemos o reencontro de Andy, Miranda e Nigel 20 anos depois da famosa história que permeou uma geração e que criou o imaginário do que chamo de mística-miranda: a de que o poder não envelhece, é arrogante e forte sem delicadeza, ainda que revestido dela. A de que é poderoso quem é capaz...de tudo. Que é forte 'quem sabe mentir' e não tem problema de atropelar - não importa quem seja.
Sem dar spoiler, pois vou falar em metáforas, a trama inicia nos mostrando uma verdade universal: Humanos decaem de seus céus ilusionais. Sejam eles trabalho, amor...as asas de cera estão em todo lugar: E a vida tem um jeito particular de se encarregar disso. E, por essas curvas das linhas tortas do destino, Miranda e Andy veem-se novamente unidas para trabalhar em um time em crise. Mas aqui, longe de toda a pompa anterior, temos duas mulheres, com suas potências abaladas, depois de algumas verdades, que precisam se (re)conhecer...afinal de contas.
O filme traz uma verdade incrível até na artista que o performa, a incrível Deusa Pop, Lady Gaga: chique mesmo é ter identidade, moda é ...humanidade! Sempre pensei isso. E exerço essa verdade em tudo, porque moda não é sobre uma imagem: é de dentro para fora, não performar, mas existir no universo.
E isso me deu um quentinho no peito, pois eu sei e tu sabes que as Mirandas da vida existem. Aquelas pessoas cujo ânimo (do filme 1) é: Eu posso engolir você, depois de quebrar seus ossinhos e ainda estar vestida em um lindo casaco de pele, pois eu sou capaz de matar: amizades, confiança...elos.
Mas o 2 nos lembra que, a despeito dessas coisas, Andys e Nigel' s sobrevivem...e se aglutinam: a lei natural dos encontros, sabe? Gente que recomeça após um tombo, que chora o sangue derramado, mas opta por seguir doce. Que é colorida e natural, e não apenas o 'ditado'. Que ainda se entusiasma com a beleza não-performada, e até tenta se encaixar, mas é bem maior que a caixa.
Que se move pelo coletivo, em um mundo de emoções enormes e ambições mais medidas, e que sabem que potência mesmo...é força e densidade travestida de presença: A tal firmeza de ...Caráter.
Eu sei. Você acha que sou uma sonhadora - como diria John Lennon. Mas acontece que, como diz nosso querido Bel: 'John, eu não esqueço...a felicidade é uma arma quente''. É também uma coisa de verdade pessoal: aquelas que não conseguimos fazer coisa diferente, mesmo que a gente queira. E, sinceramente? eu acho que tu, que me lês e que procura por crônicas ou filosofias do boteco da lua também tem esses sonhos bonitos...porque o número de acessos dessas crônicas é absurdo de incrível, para o parâmetro das minhas poesias...
E pode ser que tenham mesmo mais Mirandas e que, no fim, a gente nem deva ser tão legal com elas...e que deva aprender a devolver a mordida, para que saibam provar o seu veneno. Mas...quem eu me transformaria se esse veneno me perpassasse? - Disse para Ester, um dia desses, que eu queria devolver o veneno da mordida e ela me disse: ''eu não. Porque se devolvesse, não sei quem eu seria...''
É verdade...
Também conheço Mirandas. Sei que tu já pensaste em pelo menos umas 3. E já vi decaírem ou não - porque a realidade é que, na vida, 20 anos não se passam em 2 horas e é preciso tempo...mas também já vi o tempo transformar em Mirandas ou transformar Mirandas. Uma coisa, sei: elas - as místicas-Mirandas - possuem: Coragem sem bordas. Isso é bom? não sei...
Mas acontece que Andys e Nigel´s têm um probleminha básico que Mirandas não têm: eles cooperam pelo coletivo, mas não assumem necessariamente a liderança, e não sabem lidar com a intensidade da mordida, como diria Carla Madeira. Pois sim, a vida também morde. E o fato é que o líder, às vezes, tem de ser 'O príncipe' e jogar as regras do jogo e Miranda(s) possuem a potência de entender a 1a Lei de Newton: A lei é da ação e reação e o movimento precisa vir. Mesmo que seja...letal.
Um jogo sem tantas regras do jogo - eu entendo, mas não compreendo, porque gosto de pensar que o universo tem uma coerência elegante. Enfim...são escolhas que às fazem, fazemos. Noutras, elas nos fazem. Porque é verdade que essas escolhas nos fazem, também.
Então...qual é 'a dor e a delícia' desses caminhos para ti? esse mundo é tão, tão particular. Mas compartilho uma verdade que escorre de "O Diabo veste Prada 2'' e que pingou dentro do meu coração: E a de que uma pessoa é chique mesmo, não pelo closet, mas porque trouxe de casaco de pele...o próprio coração.
E a de que....
IMPERFEITOS JUNTOS TAMBÉM É BOM
Mas a mensagem final de Miranda para Andy e a de Nigel para Andy (são cenas diferentes) nos fazem refletir... qual é o bom que queres por perto?
P.s: Esse texto foi feito no sábado e está publicado sem revisão, porque a vida me cobra presença. Me perdoe se falhei em algo no português, na métrica...não é intencional. Será corrigido, assim que puder.
domingo, 17 de maio de 2026
21g
Leve e profunda, ri
Carrega seus amores e viaja pelo calor do sol
Encontra espaço e fica aonde puder expandir
Sentir o tempo e as coisas da vida real...
Viajante de dentro de si! - gosta tanto de descobrir
Um riso, uma nova opinião...
Quer navegar macio, ver o barco fluir
Sabendo que o mar...é imensidão!
Pesa pouco, traz o todo...e é tanto
...elemento essencial!
#
Veja: https://www.bbc.com/portuguese/geral-53913485
Estrangeiros em nós: Criadores e criaturas, feitos de estranhezas e pieguices (Epifania sobre o sal e o açúcar de cada um - corrigido,acrescido e republicado)
* Adoro deitar no chão. Um dos chãos preferidos para mim, é o da casa da Ester. Especificamente da cozinha. Adoro ficar deitada no chão enquanto ela cozinha (eu lavo a louça, OK? não me julgue).* Odeio casas desconhecidas. É certo que ninguém gosta, por motivos diferentes. Eu, porque acho que casas têm almas e carregam os versos, as merdas e as esquisitices de quem as habita. E eu realmente sinto isso, quando adentro um espaço. Assim, se eu adentrar a sua ou estiver nela, é porque me sinto confortável com a sua alma.* Sobre músicas, tenho uma playlist de músicas que me são 'muito caras' e pelas quais decidi, desde moleca, que só cantaria para a pessoa com quem vou me casar. Esse é um segredo tão particular que só compartilhei aqui, neste texto (você é meu amigo/ amiga. Guarde esse segredo piegas contigo).* Acho que as pessoas que me desagradam fedem (Bom, elas fedem mesmo, para o meu olfato). Consigo gostar de um certo perfume em uma pessoa e odiar o mesmo perfume por estar em outra. Quanto mais eu gosto de você, mais te acho cheiroso/ cheirosa. Inclusive o suor. Assim, acho que entendo melhor do que ninguém o conceito de 'não fede e nem cheira...' - sigo essa mesma lógica para o conceito de beleza.
*Deixo de gostar, deixo de sentir o cheiro. Pratico 'anosmia emocional' ( A não ser que você tenha cêcê e apareça bem na minha frente )
*Amo a minha solidão, mas estou sempre disposta a estar perto das minhas pessoas. Sou bem sociável, apesar disso, ou seja: posso ficar um final de semana inteiro sem ver ou falar com ninguém e ficar muito feliz, dentro de mim. Mas posso passar dias e dias vendo as pessoas que amo, pois não enjoo delas. Não tenho 'Over' quando estou perto das minhas pessoas de conforto.
*Detesto que gente estranha me toque (sabe aquele pessoal que fala e coloca as suas odiosas mãos na gente? huaihaiuhaiuhaui)
* Amo livros anotados por quem os leu antes de mim. E respondo às anotações (vai que o próximo leitor mantém esse pequeno 'chat' de bate-papo pela eternidade...). E também cheiro as páginas - resquícios da ideia de perfume...* Regulo meus pensamentos em certos ambientes, porque penso que todo-mundo-sabe-o-que-todo-mundo-está-pensando. Sei, é besteira. Mas vai que tem alguém que realmente saiba? sei lá. Não vou facilitar para os óvnis.*Adoro frio, mas amo cobertores. Vai entender. Rs. Aliás, Ester tem uma amiga que me viu criança e disse que eu não tinha brinquedo de estimação, eu tinha uma naninha! Isso me fez amar ainda mais o personagem Linus Van Pelt, da turma do Snoopy. Perguntei da minha mãe, que confirmou.* Eu leio ouvindo a voz das pessoas. Mensagens de WhatsApp, risos, tudo...ouço mesmo. E crio a voz dos personagens dos livros que leio, o que torna tudo muito 'colorido' e vibrante.
* Tenho roupas iguais, idênticas mesmo, exemplo: dois moletons brancos, dois verdes, e agora comprei um preto...lá vou eu atrás de outro.
* Eu detesto um autor brasileiro que todo mundo ama, mas isso, não vou falar, porque tenho vergonha: deixa encoberto na minha máscara particular de ser-gente.
Inteiramente Aqui
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É sobre estar
Com quem gosta daquela pessoa que gostamos de ser..."
sábado, 16 de maio de 2026
Questões... (Maria Ester e Jaci Rocha)
Teus sonhos
Tua luz
Quem te define
Quem faz tua alma descansar na órbita do espaço
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E de rir sobre várias coisas, juntas, porque a vida é muito curta para viver sem amor, humor e arte.
:)
Filosofia do Boteco da Lua: Entre Desencontrados ou Perdidos; Mortos e Feridos: O que é Pior? ( É mesmo preciso usar filtro? e o solar?)
Dias desses, em um café, conversei com o Carvalho-Pai, que me deu a felicidade ler um conto seu, intitulado 'Como perder um grande amor''. De uma maneira quase anedótica, a história conta um pouco disso que o próprio título vos apresenta: Um amor irremediavelmente perdido. Fiquei meio indignada com o desfecho (não darei spoiler). Apenas sugiro que recordei do texto "Wear Sunscream', de Mary Schmich, traduzido por Pedro Bial em 'Filtro Solar' : " Não seja leviano com o coração dos outros/ Não ature gente de coração leviano".
E fiquei com algumas questões na cuca a semana toda... afinal, quem não perdeu um grande amor? Quem nunca se perdeu ou desencontrou? O que promove um bom 'encontro'? E quem nunca se desencontrou de um grande amor? E mais: quem nunca ficou impactado com isso?
Viro as aspas e pergunto o mesmo para...a paixão. Entre perdas e desencontros, tu és o quê, depois de uma onda dessa, do tipo tsunami? Bom, por incrível que pareça, as palavras 'perdido' e 'desencontrado' não são sinônimo, no dicionário. Vamos lá:
Ao ler estes sinônimos, lembrei do poema da Cecília Meirelles, que bem sabia o que disse, ao explicar em 'Despedida': "Não ando perdida, mas desencontrada/ Levo meu rumo na minha mão..."
Acabei por associar 'desencontrados' e 'perdidos' com a expressão ''entre mortos e feridos'', pois só está perdido o irremediável, findado...finado.O ferido tem a possibilidade mágica de sarar, como o desencontro, que não é, per si, irremediável, ferida que lateja...talvez por isso os desencontros sejam piores do que o encerramento natural de um ciclo, como a morte.
É...a gente faz as duas coisas todos os dias. E a gente vive a opção todos os dias, pois é certo que...nossos corações são assim! podem escolher morrer dentro de nós ou brotar, depois do corte. Há quem tenha morrido e nem viu. E há quem apenas desencontrou.
A gente se perde ou se desencontra de tantas formas diferentes. Morre um pouco, todo dia, inclusive pela respiração, que nos oxida. Mas - que antítese - só vive o agora porque morre um pouco no instante...a gente encontra a vida, porque aceita a efemeridade. Só vive por algo que nos mata...(eu tô falando da respiração ahahhaahah). Mas o encontro não é tão diferente assim, para ninguém...
No final das contas, não creio que nenhuma dessas coisas - a perda ou o desencontro - sejam coisas 'piores'. Depois de um tempo, a gente percebe que vai perder no caminho...coisas que ficarão como parte da nossa estrada, se formos sábios. E a gente vai se desencontrar também, se a gente for só um pouquinho inquieto ( a essência de ser interessante, na minha opinião).
Bom, achei que a crônica tinha acabado por aqui, então levei para meu anjo loiro, que me ouviu e assim disse: " Meu bem, não se preocupe em 'como perder um grande amor'. Em encontros e desencontros. Vamos ganhar nossos amores...cotidianamente".
Essa é a mágica e é claro que, de ouvi-la, fiquei impactada. É...eu tenho muita sorte de poder partilhar esses conselhos. E por vê-los nos meus dias, quase-como-comuns, sabedora de que afetos - e seus efeitos - não são coisas ordinárias: são milagres.
E isso me fez recordar que Bial atualizou 'Filtro Solar', agora em Dezembro de 2025:
" Senhoras e senhoras, meus irmãos humanos da era digital, faz já 25 anos que compartilhei conselhos com vocês, conselhos sobre o futuro. 'Use filtro solar', era que o eu dizia então. Pois, o futuro chegou. Ele sempre chega, e eu continuo dizendo: use filtro solar, mas eu recomendo fortemente: desuse o filtro emocional, ele embaça" (...) Desuse o filtro da tela, da vaidade, da suposta perfeição. Se eu pudesse dar um único conselho, seria este: a vida é melhor sem filtro. E o afeto, o afeto para valer, esse, sim, tem fator de proteção altíssimo contra a frieza das máquinas",
Ressalto do texto: Usem filtro solar. Desusem o filtro emocional, ele embaça! - E faz todo sentido, pois filtros embaçados não nos permitem ver bem a paisagem e as coisas incríveis da Highway....e a vida é incrivelmente colorida, doce e bonita...
Embora seja perigoso sentir sem filtro, com tanta gente embaçada brincando de mercado com as emoções, fazendo listas e carregando refil de carne com nome 'possibilidades' na bagagem, cheios de suas baixas densidades e fortes em suas emoções amortecidas e sem uma tarja de b.o na testa (vide crônica 'O Manual Anti-impacto não existe). Aliás, não existe saída menos honrosa do que existir assim...é a própria essência da perda do elemento essencial. Perda, não desencontro.
Ou seja...sim, eu uso filtro... O solar. Acredito na ''força feiticeira da palavra'' e mais ainda no poder mágico dos afetos e não topo essa parada de emoção de coador. Não entro e não topo liquidações e licitações emocionais. Afinal, eu não uso filtro nem para fazer café.
Mas não dá para andar cínica por aí, ou isso seria a perda...do meu próprio coração. A perda das conexões significativas e incríveis que fiz, ao longo da jornada. Não falo aqui da paixão ou amor romântico(desejo sempre essa sorte para ti e para mim), mas falo de pessoas. Significados. Elos. Aquele 'núcleo' que faz meu coração pensar: 'Será que você vai saber o quanto penso em você, com o meu coração?".
Fiquei mais tranquila quando pensei no quanto o universo é coerente, pois liguei tudo isso à um conceito físico e químico acerca da densidade da matéria, para aproximação (os tais encontros):
No fim, é sobre ter um pouco de fé na física e na química particular do universo, que com sua magia quântica elementar, aproxima a matéria devido à interação de suas partículas fundamentais (parecidas ou complementares), criando a mágica da combustão física, o que também funciona para aquilo que chamamos de ...a lei natural dos encontros, que nos aproxima ...de quem tem em si mesma (ou complementar) matéria essencial.
E, enquanto isso, quase distraídos, otimistas e coisa e tal... quem sabe o que virá? Deus, Destino... e o inexorável. Vamos confiar.
LUZ!
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* Carvalho-Pai é como nomeio o querido amigo Wilson Carvalho, que é imortal da Academia Amapaense de Letras e de quem sou grande admiradora da obra.
* Anjo Loiro é como chamo Maria Ester Pena Carvalho, que faz parte da minha santíssima trindade poética, composta por ela, Alcinea e Fernando Canto. Essa galera é toda imortal, mas o que eles tem de importante mesmo é o fato de serem pessoas lindas! e eu tenho a sorte de ter tanta gente admirável para me ajudar a desembaçar as lentes da vida... para ser afeto, inteireza e emoção em universos confortáveis
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Densidade Poética do Bem Viver (Por Maria Ester)
... e uma das poetas mais incríveis que conheço. Ela me enviou esse poema cedinho, mas eu não tinha conseguido revisar a crônica. E eles conversam lindamente.
O Manual Anti-impacto NÃO existe: E o que você vai fazer com isso? (Filosofia do Boteco da Lua)
Ligo para ela*
Eu estou emputecida da vida e com vontade de contratar um caba- do- olho amarelo para resolver um ódio recém-passado, mas gosto muito do meu réu primário para perdê-lo por idiotices.
O que acaba de me acontecer é inusitado.
Explico.
Há dias atrás eu presenciei alguma das conversas mais grotescas que já ouvi a respeito de outros seres humanos (e olha...eu sou advogada criminalista há coisa de 15 anos, mas aí são outras ondas). Ouvi um ser humano do tipo homem-hétero-otário tecer considerações sobre detalhes de um corpo humano (vide, uma mulher que-sequer-deve-saber que seu corpo esteve em uma 'roda' de análise).
E ouvir esse ser tecer considerações sobre 'a garota', 'namoro', 'vida' - se é que isso existe nesse tipo de mentalidade. Mas, nada disso me diz respeito propriamente. Eu APENAS ouvi - como se isso já não fosse uma violência, independente de sobre quem. E ouvi quase-sem-querer, pois nem mesmo era interlocutora (Graças a Deus, mesmo porque eu jamais seria).
Bom, apesar de muito impactada na hora, o fato é que esqueci o evento por alguns bons dias. Mas o que me embasbacou foi: hoje, eu estava em um café debatendo estratégias de uma análise e muito concentrada a respeito, quando vi essa figura andando pela 'rua' do shopping com uma mulher, a quem conheço de outras alucinações, nessa paisagem chamada vida. É uma garota legal e, embora não seja minha amiga, me parece ser uma pessoa boa...e fiquei triste pensando no quão magoada poderia sair daquele tipo de des/conexão com aquele tipo de des/figura(do) - risos.
E a situação me pegou ainda mais, por uma questão: tenho dificuldades de achar pessoas ruins e já fui chamada de inocente por isso, algumas vezes. Mas a verdade é que deixo que as pessoas, com suas atitudes, me contem quem são. E não permito que elas quebrem a minha ternura - por isso, continuo a crer, mesmo quando contradizem minha fé inicial.
Apesar disso, sigo à risca o manual anti b.o e ele dá certo, na maior parte das vezes. Mas eu também me engano e a mocinha à minha frente - certamente uma mulher adulta - parecia inclusive nem perceber a cilada. Senti uma súbita empatia.
Pois bem. Ocorre que essa pessoa passou com aquela-menina-legal (até onde sei), e na passagem me olhou bem nos olhos. E foi involuntário pensar: gente assim existe mesmo. Não é feito aquele personagem de 'O amor é Cego', o Maurício, que com seu rabinho escondido ficava a medir a beleza e o potencial de perfeição alheia. Eles circulam entre o meio, como se fossem gente. MAs eles são horríveis, pior: ELES FEDEM (ahahahahahahahahah).
Chego em casa, tomo uma BOA TAÇA DE VINHO e penso em Sex And the City e na personagem Carrie falando sobre a morte do amor em Manhattam, nos anos 90 - isso tudo enquanto escrevo essas-mal-traçadas-linhas.
Bom, falo por mim e vou seguir a dizer. A vida foi legal comigo, mesmo quando não. Tudo que teve um sincero impacto na minha existência foi permeado de significado ... e muita, muita beleza, arte,leveza e densidade. E isso me fez discernir bemmm o que é para mim. É uma baita sorte - e sorte é sempre Deus.
Mas, naquela hora - da ligação - eu não conseguia pensar nessa sorte. Mas sim no baita medo de que gente desse tipo tenha promovido a morte do amor, com suas atitudes: baixando tanto a régua, fazendo corações com ternura perderem um pouco do viço, diminuindo a profundidade das águas limpas, sendo apenas um pocinho raso de baixíssimos valores, reagindo à vida como se suas 'presenças' fossem um 'presente de Deus' (Dizem que o inferno tem as portas iguais às do Céu...risos).
E isso me recordou também outras formas de gente escrota. Gente que não cumpre seus acordos, a não ser que tenha consequências. Que mente e aperta mãos, até que possa puxar o punhal. Gente que deixou de ser coerente com suas paixões e promessas à Deus...gente que deixou de pensar no quão falha é. Isso me inclui e te inclui, certamente,porque 'ninguém aqui é puro anjo ou demônio'. E todo mundo é um pouco 'o cão'.
Enquanto falava com ela* , na ligação, comentamos o quão é uma pena que ninguém venha com um SELO DE B.O na testa, ou escrito: SOU ESCROTO. Escroto mesmo, porque mesmo a palavra medíocre vem de mediano...e gente assim não cabe em outro adjetivo. Sei que nenhum de nós escaparia de usar esse 'selo' para alguém, em algum momento.Mas tem gente que é repetente.
O fato é que vamos coabitar, (co)orbitar e até colidir com esse tipo, vez ou outra, pois não temos evidências de que estamos na Matrix e pior: Não temos uma Matrix diferente para cada tipo de programação pessoal - É UMA PENA! Quanto à minha preocupação de origem - a da ligação - restou torcer por aquela mulher em rota-de-colisã0. E para que ela tenha conexões significativas o suficiente. E com isso, retomo à Sex And the City e às conexões reais.
Não, Carrie: O amor não morreu em Manhattam e certamente não morreu em Macapá. Ele está todos os dias nos ligando uns aos outros, promovendo encontros e salvando a alma de ser pedra. Ele está em quem escolhemos dizer 'você me importa', em quem pensamos em ligar para contar como foi o dia, em saber se está bem...nas pessoas que nosso coração pensa, ao acordar. Afinal, a alma sabe mais do que a consciência ( Lembra de 'como se fosse a primeira vez?).
Está nos risos e piadas, nos lanhos e batalhas, nos abraços e canções que escolhemos como nossos. Nas imperfeições com que queremos e podemos conviver. Está em...permitir-se ser alcançado, mesmo que isso signifique arriscar.
Mas o antifrágil ...SIM!
#
*P.s1: Vocês já sabem quem, a ligação foi para a santa da minha melhor amiga
*P.s2: Eu continuo frágil, no sentido Belchioresco.
*P.s3: Isso aqui não é videogame, mas tô virando biscoiteira com esse negócio de crônica, de tanto que me acessam.
*P.s4: Eu sei, a pobre da moça anda por aí, desavisada. Pior é ele, que acorda com ele por dentro, todos os dias. :P






