... a lua não dorme ...
Poesia, Filosofia de boteco, Observações do Cotidiano e o que mais vier p´ro mundo da lua! ;) . . . . . . . . . . . . . . . . . CONSIDERAÇÕES SOBRE O BLOG :1 - Viva a liberdade poética e a proteção aos direitos autorais!Toda vez que posto algo,indico autor. Se não o faço, é porque é a autora quem vos posta.2) Imagens? -Dr.Google. Exceções? Indico autoria. 2) -Poemas,velhos caducos que falam de tudo.NEM SEMPRE FALAM DO QUE SINTO! ... ***quem dera...***
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
Café com Deus! (Retalhos de pequenas inconclusas descobertas)
Pimenta de Cheiro!
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*Este poema foi feito para o tanto que as mulheres do norte são tidas como 'temperadas'.
Porque nós...somos mesmo. MUITO. :)
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Ensaios sobre a Diaba Vermelha, a Bruxa Ruiva e a Lua que não dorme! (Filosofia do Boteco e uma confissão)
Quantos apelidos tu tens?
Já percebeste que os apelidos - muito mais que os nomes - são o nosso espaço emocional nos céus dos nossos afetos? ou nos infernos. Pois bem. Eu tenho vários apelidos.
Para Rosângela, sou flor. Para Ester, sou anjo ruivo. Ou flor ruiva.
E tem quem me chame...de Bruxa Ruiva, Feiticeira ou... DIABA VERMELHA.
Hoje tenho só 1% da DIABA , só não mexa com a potência dessa porcentagem, afinal, eu não me decifro muito, mas também já não me 'mordo' ou devoro tanto assim (alô, Minotauro!)
Essa memória - da Feiticeira ou da tal da DIABA VERMELHA - me lembrou que o inferno, o céu e nossa natureza sempre foram parte da filosofia, da psicologia, da poesia...e do Direito, pois o mítico e o literário, o filosófico e o religioso flertam desde sempre.
Sua etimologia vem do conceito de ‘Daimons’, que aliás, não é unificado, tendo referências extensas em Homero, Platão (que o atrela a Sócrates) e até mesmo na mitologia, na representação do Olimpo Grego, como Afrodite. A figura é analisada também na psicologia, por C. Jung.
Na poesia, desde Homero, Daimons são...uma força – seja uma divindade ou um evento natural inexorável. Ambíguos, bons ou maus. Uma voz, uma luz, uma energia, consciência. C. Jung menciona Daimons como uma força psicológica autônoma, atrelada ao inconsciente, realizadora de vontades, confrontadora do ego.
Para o Willis (Santiago Guerra Filho) – o filósofo mais incrível do País!!! - os Daimons nos ajudam a compreender até hoje...as decisões humanas. O tal ‘impulso trágico’ que constitui a poesia, a filosofia e o Direito, pois parte da essência da humanidade: tudo tem muitos lados, somos um vértice...
Dos tempos idos até aqui, o termo Daimons e Demônios – terminologia derivada - possuem uma fusão perigosa. É que associamos os demônios à Lúcifer, o tal inteligentíssimo anjo preferido do Criador. Enfim, o Diabo. Aquele que decaiu, na mitologia Cristã. O cara que hoje guarda as portas do tradicional inferno.
Entre mística, bruxaria, inferno e poder também temos outra coligação esquisita com a perspectiva de Potência/ Força. Pura lei da física unida à metafísica. Ou seja: tudo é direção. Aliás, a teoria poiética do direito e a do Direito Quântico, do esposo da imortal Lygia Fagundes Telles, o renomado Prof. Gofredo Telles Jr, bebem desta perspectiva. Carl Sagan concordaria, pois diz que somos mesmo...é poeira das estrelas. Força! Potência. Magiaaaa da física. Composição. PODER!
Por isso...
A Lua que não dorme e a Bruxa Ruiva põem a Diaba Vermelha para dormir lá no meu umbigo. Há tempos, elas negociam espaço e as duas primeiras ganham. Mas, ela ainda está aqui...e quer saber? já me tirou de enrascadas, já virou esquinas, já bateu portas e demitiu pessoas do meu coração. É, ela fez e aconteceu, e eu – a administração – lidei com as consequências. Respeito seu impulso inaugural de colocar fogo no parquinho, no circo e no hospício - tudo ao mesmo tempo. É, a DIABA VERMELHA, já “ set fire to the rain”.
Eu tento não jogar jogos vorazes. A Diaba Vermelha jogou e zerou o game. Sei, foi válido, pois nesse caminho, tudo foi poesia, piração e humanidade latente. Emoção sem métrica. Luz e poder ultrajovem: poesia na boca da noite, como diria Drummond!
A Diaba Vermelha, seu senso de força e seu gênio de lâmpada queimada precisam existir para salvar a Lua que não dorme, sua delicadeza, livros, metáforas... do seu medo de viver. A Bruxa trouxe a Lua e a Lua põe a Diaba para dormir, cotidianamente, com as canções de ninar de quem teve casinha na árvore, brincadeiras com os passarinhos, quintal cheio de flor de maracujá...
Por isso, gosto da Diaba Vermelha, ela já não me assusta. É um Daimon. Então, cuido bem do meu 1% e não uso sua expertise em qualquer esquina. Porque até o veneno apura (aviso). Ela dorme e descansa no meu umbigo, pois a LUA gosta de felicidade. A Bruxa gosta de magia. De poções que não matam...e sabores adocicados. Elas seguem à risca o tal manual anti-b.o.
A Lua cuida de não ser tão curada a ponto de se tornar cinza. Um ser normal, sem multicolorido, seria uma pávida tragédia. Essa piração interna sustenta a órbita. A Lua e a Bruxa sabem que, as portas do seu inferno são cuidadas pela Diaba Vermelha, que vigia quem pode chegar ou quem precisa ir para ‘os quintos’. Alguns, apenas da mais completa ignorância.
ASSOMBROS!
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Adeus!
O silêncio faz sua melhor arte: move as ondas do mar, ajusta a luz da lua
Deixa de traduzir o intraduzível e replicar o que não repete:
Conforma a casa toda bagunçada e a arte de recolocar tudo no lugar
Reconduzir de volta pro lar a a própria emoção...
À beira da beira do adeus: Apenas o vão entre mãos
Que entrelaçaram confusamente suas confusas mentes
O último adeus, o último poema:
A corda apertada e o absoluto nada
O silêncio de uma alma absolutamente calada:
O último degrau da escada:
Nem verso,
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Cansei de dizer não para meu coração
Para minhas menininhas! (Ana e Ju)
Para minha Ana e Minha Julia, feito em 2013.
domingo, 2 de agosto de 2026
Uma canção melhor!
Olhar o céu, as águas, as pessoas
Tocar os pés no chão, descalça...
Tirar o coração da estante empoeirada
Onde deixei guardada
A minha emoção...
Quem sabe tenha chegado a hora
De deixar a vida dizer o que virá
Pois que surpresa pode dar de acontecer
Se a gente acreditar na magia poderosa do Universo?
Todo sopro de emoção é um progresso
Nestes tempos estranhos de gente mais estranha ainda
Mas, o que faz sentido? - Também a paixão é ilógica
E talvez esse cão dos infernos só apareça nas horas inapropriadas
Incomoda, pede espaço...ou vai embora, se enxerga corações covardes.
Sem tanto alarde. Só arruma e vai.
Ode às Imperfeições
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Paixão! (2)
Amnésia!
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Lembrança
Vem quando o universo decide por te distinguir...
Vem, depois de eu te pedir p´ra partir de mim e voei
Voltei melhor, meu bem, eu sei:
Vem no entremeio, quando me distraio
De qualquer coisa e de nada, no meio de uma piada
quarta-feira, 29 de julho de 2026
Fogo na Chuva
O gelo também adoça
O fogo pode congelar
ah! - Névoas sob meus olhos embaçam poemas de outrora-
Pois já não leio teu nome no bater do meu coração no correr dos dias...
Eu ateei fogo à chuva e pus o coração para dormir 60 anos ou... 60 dias?
Descansar de sentir... sem ti
O gelo também adoça
E o fogo pode congelar:
Descobrir
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Hahahahahah. A construção deste poema foi tão feliz! Brinquei com 'Caju', da Liniker, com "Coração Selvagem'', do Bel e 'Você me bagunça'', do Teatro Mágico.
*Republicado de Dezembro de 2025, pois acessado. Faz parte da sessão das mãos, por isso acresci a imagem.
Akai Ito
terça-feira, 28 de julho de 2026
Boemia é charme, bebum é chato - Malandro é chique, otário, um saco (Filosofia seca do boteco da Lua)
'Eu vou fazer um samba em homenagem
Como sabemos, eu sou mais do cafézinho do que da noitada, mais da água com gás do que da cachaça. Então, porque a sessão de filosofia deste canto aqui se chama Boteco da Lua e não cafézinho encantado da Lua?
Bom, a primeira questão é... ''a paixão que mora na filosofia''.
Ninguém que aborde a vida em suas inacreditáveis vertentes, que lide com o absurdo existencial abissal das emoções...suporta a vida sem uma ajudinha. E aí, cada um com seu 'veneno'. Ou com seus venenos. Eu conheci muita gente interessante que só sobrevive (literalmente sem perder o réu primário) porque aprendeu a sentar no boteco com outras pessoas também porretas para partilhar merdas: Sortes e desventuras do cotidiano.
Na mesa do boteco vale tudo: piada 5a série entremeada às notas existenciais de Sartre ou Nietszche. O Velho BUCK. O impublicável. Lágrimas de desamor, traição, eternidade...atração. Foda.A vida é foda e não julgue este espaço pela palavra forte, tu tens mais de 18 anos e eu já dobrei essa conta.
Poesia. Declamada ou existencial. Memória. Revisada, ou sentida, falada e percebida...
Mas, veja bem. Ser 'malandro' não é para qualquer um. O malandro real - e não 'o regular profissional' - é o charme da Boemia - não é um cara engatilhando uma frivolidade atrás da outra com uma latinha na mão. O malandro, antes de ir ao boteco, BEBE A VIDA - e isso temos em comum..
O malandro tem paixão pela vida, por isso, desperta paixões...e, geralmente, a vida gosta dele, pois reconhece sua 'autoridade' para o assunto experienciar, no estilo Paulo Freire, que é um grande educador. Aliás, o malandro é aprendiz. E é incansável nessa coisa de aprender. Não se assusta por não conhecer: Quer mais.
Por isso, o malandro entende de química. Sabe que a vida é alquimia e, ainda assim, muitas vezes, perde a dose...porque é desmedido. Ou seja, nem todo malandro está bêbado, mas pode ficar. E é maluco. Acontece.
Por isso, geralmente, a Boemia dá canseira. O malandro envelhece, é fato - se tiver muita sorte e um anjo trabalhador. Não fica idoso gourmand: aquela pessoa toda esticadinha e empoadinha. O malhado da academia de ginástica (e isso também não é um ode ao sedentarismo, eu malho e conheço gente bacana que também o faz).
Não, o malandro não tem tempo para tanto espelho: Fica velho gostoso. Sabe, pessoa gostosa? aquela que a gente gosta de esticar o papo, de virar a madrugada conversando, de ver o sol nascer trocando vida...exalando essência, energia, realidade...buscando vida...admirando a lua. Ou usufruindo da madrugada.
O malandro está à vontade e deixa as pessoas à vontade.
Agora, não confundir Boemia com Bebum e nem Malandro com otário, o tal 'regular profisisonal'. Porque mesa de bar é como a roda da vida: pode virar um saco, pode ser um tédio, ou algo apenas comum...ao lado das pessoas erradas.
Mas pode ser inacreditavelmente engraçada, bacana e real... com as pessoas (in)certas - ou seja...aquelas que não têm tantas certezas.
E cada um prova da vida o que gosta.
(risos)
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*Republicada de 01.06.2026





