O segundo é mesmo precário, João:
Ou pula no trem da emoção
E vai, seguir e viver a viagem
Ou fica na Estação e, de antemão
- Aceita a paisagem.
E a vida é mesmo louca, João
Os dias não correm no contar da mão
O sol deita e levanta, mas o tempo de verdade
é muito mais complexo
E, no centro da sala
Bethânia ecoa Caetano: 'Quem não é Côncavo não pode ser Reconvexo...'
E não importa que a poesia deite e role, João
A gente se perdeu sem se ganhar
E o afeto que fica
é pouco para o que se tinha a partilhar
E não importa mais palavras - não há tanto segredo assim
Afinal, tudo que havia cabia na porta do olhar
No verbo-não-dito
Guardado dentro de mim
E, ao fim, bem na curva do sol,
Somos mesmo ganhadores!
Em uma estranha equação
A gente se perdeu no mesmo trem, no ritmo
E no mesmo vagão.
#
Fiz este poema para um casal de amigos (Como digo, não teria como viver tudo que escrevo...há tanto aqui do que ouço e sinto, pelo coração das minhas pessoas...
O fato é: adivinha? Eles estão tentando ( é segredo, mas vocês guardam, certo?) Rs.
Vocês não ficam de coração quentinho quando os afetos tentam o ajuste? Que sorte a minha ouvir tanta coisa boa em meio a essa vida maluca.
Uhu! <3
(E sorte é sempre Deus)
LUZ!

Nenhum comentário:
Postar um comentário