quarta-feira, 24 de junho de 2026

O preço


Nem toda coroa é ... realeza
Nem toda cara é verdadeira
E  a moeda, por inteira
às vezes, não vale nem a linha do poema.

Nem toda palavra é sine cera
Nem toda besteira é brincadeira
E tudo, tudo, está exposto
 à geleira inexorável do tempo...

Que aprimora e nos mostra:
Entre cara e coroa, toda janela é exposta
E a verdade é que a vida é muito menos ordinária
é real e colorível viço:

A vida é...feitiço!
E só descobre quem acredita nela
- às vezes, o preço e o valor
Estão muito além de tudo isso - 

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Fiz esse poema depois de me reler, na crônica sobre supervilões, de 10 anos atrás...a vida tem mesmo seus valores e apreços. 

Poema de Maio de 2026, republicado, pois esteve bem acessado essa semana. 

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