Se eu tiro os olhos do instante
Não vejo o teu sorriso amado
Por isso tomo cuidado
Com tudo que tenta me distrair...
- Pois o mundo é vasto,
A vida dilui ou condensa
No aleatório da oferta de atenção...-
Se eu tiro os olhos do instante
Não vejo as cores do agora
E se tu não te demoras mais que um milhão de anos
Qual o dano ao segundo, amado?
- Pois o mundo é vasto
E o amor adensa ou dispersa
Na prateleira da liquidação...-
Se deixo o verbo não-dito
A palavra torna mal-dita
E gente sempre perde um pouco
Quando escorre o fim do dia...
Se a gente não se percebe, quem sabe o que extravia?
Se eu tiro os olhos do instante,
Pode ser que me perca de ti...
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Recentemente, tive contato com o conceito da expressão 'Custo de troca', (https://www.youtube.com/watch?v=JvSq2IreJdw) para a mente humana, atrelada à ideia da troca de 'telas', e do quanto a mente cansa e como isso tem empobrecido o cinema...mas...sabemos...o cinema é uma parte da arte, a arte uma parte da vida...e a vida, não existe - ou não tem significado - sem amor.
E daí, eis o poema. Aliás, esse vídeo vale vários...que virão.
Aguentem meus poemas fofos.
:)

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