sexta-feira, 12 de junho de 2026

Ensaios sobre Saudades e o Velho e bom amor!

  

Eu e Bia no velho café de sempre, seja à distância, seja perto.  A gente gosta de tradições, sabe? e criou muitas no infinito particular de sermos 'nós'.

No meio do diálogo, eis que ela solta que está preocupada comigo, pois não me via ou ouvia mais publicar algo pessoal sobre o bom e velho amor. Me ouvia falar em afetos, mas não do amor. Nessa palavrinha mágica e singular que tanto nos une. 

Bom, a forma como disse recordou para mim o quão esse relicário sagrado chamado afeto têm estado demodé...e hoje, 12.06, é dia dos Namorados..

A forma como disse me recordou aquelas velhas crenças e crendices de ser criança nos anos 90/2000. Eu fui uma criança bem crédula mesmo. Do tipo que acredita em papai noel, loura do cemitério, mula sem cabeça, saci, Boto. De ficar fascinada e amedrontada com a 'besta da meia noite'. Tive pesadelos com Freddy Krueger e, cruzes, como eu tinha medo de assombração! Tinha uma tia campeã em contar histórias antigas. Ainda hoje gosto de sentar com ela e bater aquele papo longo, pois a afinidade é muita, é a distância que atrapalha. Ah!...a distância que atrapalha. As crendices populares viraram uma memória desbotada e curiosa. E até acho que aprendi que papai noel era meu pai, muito cedo, ele deveria ter me deixado mais tempo...enfim. 

Brinquei com a Bia dizendo: 'Será que o amor é o Papai Noel do adulto? E o medo do não-encontro o novo Freddy Krueger?

Rimos e seguimos o papo. Nenhuma das duas acredita nisso.

Paralelo a esses pensamentos, sai para tomar café com Edilene - outra grande amiga, que está no projeto pessoal de sua família. Ela me presenteou com uma boneca de cabelos rosados, como os meus eram, quando a gente se conheceu....e disse que ainda me via assim, apesar das mudanças e nuances que acalmaram tanto os tons. 

Para fechar essa que foi uma semana de pensar nos 'labirintos ' do caminho e no quanto mudei  através deles, bati um papo com um grandes amigos que tenho nessa vida e ele - que agora está de coração partido - me confidenciou que tinha uma carta para a mulher da vida dele. Eu fiquei tão impressionada por isso ainda ser feito, nestes tempos de descrenças... 

Junto esses eventos para te dizer que todas essas coisas me iluminam. Cada projeto e cada sonho me entusiasma.  Então, resolvi responder à Bia do jeito que hoje creio e  escrevo: 

O amor já está aqui.  Enorme e tranquilo, finalmente. Mas é também cada um desses vínculos doces com quem tenho a honra de viver pequenos milagres e desventuras. E também está lá fora, na vida das demais pessoas, em seus cotidianos e lutas matinais - reais ou ficcionais. O amor me tratou bem nesta caminhada e, confesso que, realmente me deu um ótimo parâmetro.

O amor é a felicidade, no processo de construção de algo - seja plantar um livro, escrever um filho, ter uma árvore. Isso, fora de ordem mesmo: porque o amor é singular e não têm fórmula. Não cumpre mil protocolos. 

O amor é o que faz sentido, quando não tem sentido. É nosso coração em movimento, dizendo que ele tem seu jeito singular de fazer as coisas. Não tem explicação. Só existe. Fica na nossa pele, dentro de um pedaço do nosso corpo e se instala na nossa respiração. Fica lá, sem precisar de nada. Às vezes, sem pedir.

O amor é meu cheiro - e meu perfume - favorito. Sei que é o teu (que me lê) também. 

O amor gosta de gente feliz. Que busca conhecimento, alegria... e não vive à espera ou ansioso....de gente que têm significados como parte de sua formulação e sabe que, por ser construção, é feito de pequenos detalhes nem sempre tão nobres assim. Porque bons sentimentos não param em qualquer parada e afeto real e recíproco não chega quando estamos desnutridos...de nós. 

O amor, quando requer pele, é também paixão: e a paixão é um cão dos diabos (risos)! não é todo ajustadinho à nossa percepção de ser gente: dá trabalho, dá medo, tem desencontro, reencontro, reedição, não é um filme cliché de comédia romântica, mas pode ser uma série: tem primeira, segunda, terceira temporada...quem diz quando acaba? ...e se acaba?

Até porque, minha Bia, foi você quem me disse

 

"Antes de acomodar,

O amor bagunça um pouco''.

 

#

  * Pronto,  escrevi algo pessoal sobre o amor , Bianca Andrade.

*Republicado (acho que de 2024 ou 2025, não consegui acessar a data, pois larguei o piloto no automático e quando fui buscar, não tinha o registro). Mas está adaptado: Contém informações novas.

FELIZ DIA DOS NAMORADOS A ESSE LEITORADO QUE ONTEM ME DEU A HONRA DE TER  1200 ACESSOS (Creio que falar de amor não é tão demodé assim). <3 

Nenhum comentário:

Postar um comentário