sexta-feira, 5 de junho de 2026

E se eu for o Sr. Big. E se eu for...o Aidan? ( Ei, vamos brincar de Power Rangers com Sex And The City? - Filosofia do Boteco da Lua)


Prólogo:

Ei, tu já brincaste de ser o power ranger? Bom,  considerando que estamos na plataforma blogspot...deves ter vivido os anos 2000. Pois então. Eu sempre queria ser Power Ranger Vermelha. 

Ocorre que eu faço isso em séries, também. Escolho um personagem e brinco de estar 'por lá'. 

Bom, a questão é que Sex and the City vai sair da Netflix e...estou vendo a série com outros olhos. Eu estou brincando de power ranger. 

 Ok, vocês podem ter enjoado de Sex And the CityÉ tão anos 90! Mas acontece que nos anos 90 eu tinha 5/6 anos. E até os anos 2000, eu brincava mesmo era de Power Ranger.

Agora que deu para me apaixonar pela série, então aceitem meu delay. Então, voilá à questão.

A Questão

Como todos sabemos, a série é contada sob a perspectiva da  Carrie, que escreve sobre relacionamentos em uma cidade grande - e não exatamente apenas sexo, como o nome sugere. Carrie vive uma intensa relação de amizade com suas outras 3 amigas, em um grupo de mulheres que têm uma relação linda e singular:  mulheres independentes em uma cidade grande, que vivenciam a experiência da independência, cada uma à sua maneira.

...não me identifico, particularmente, com nenhuma delas. 

Não me vejo em Samantha - e bem que a acho sexy, mas é uma mulher criada por um roteirista homem. Nem com Miranda, uma advogada ruiva que luta com a ideia de não querer uma vida suburbana clássica. Tampouco com Charlotte, que quer muito casar...com quem a queira - e não com quem ela quer. 

Bom, gosto delas. Mas não me identifico. Compreendo seus dilemas femininos e admiro suas autonomias...mas não sou 'uma delas'. Por um tempo, cogitei  e me preocupei que eu fosse... o Sr. Big.  O sr Big já me deu sessões de barzinho e, pasmemmm, umas duas cervejas...pois brincar de power ranger é perigoso, faz a gente se preocupar em quem somos NO MUNDO. Para o mundo. Para as pessoas ao redor...e pior: Para nós mesmos.

O Sr. Big é uma pessoa que sai correndo quando o coraçãozinho bate mais forte . Uma figura carismática, capaz de discernir afeto e senti-lo...desde que a dose seja homeopática (bom, o seu final é muito simbólico, inclusive).

Tu podes dizer...Jaci, tu até és poeta. Não tens como ser o Sr. Big. 

Ora, meu caro. Não julgue o Sr.Big pela aparente superficialidade. Na verdade, todo mundo tem uma história para contar e, depois de um caldo, qualquer um pode brincar de Power Ranger sendo ... o Sr. Big.

Okay? ...Okay.

Mas, na terceira temporada, surge um personagem singular. O Aidan.

E o carinha é simplesmente ...diferente. Aidan está tranquilo na existência, cuidando da sua própria bagunça. É artista, está profissionalmente se firmando, tem amigos, pais e...não está procurando nada. O cara apenas singulariza suas relações e tece os vínculos de afeto com delicadeza. Não à toa, Aidan é marceneiro.

Uma coisa adorável no relacionamento que forma com Carrie é sua disponibilidade emocional para ESTAR. E sua estabilidade emocional para ...SAIR. Em vários episódios, Aidan fala a linguagem do 'Gosto e preciso de ti, mas quero logo explicar...não gosto porque preciso, preciso sim...por gostar' .

Tu podes me perguntar: Jaci, e por que não ser a Carrie? tu até escreves! 

Bom, um motivo simples: Carrie não é disponível, de verdade. Carrie se apaixona no primeiro episódio pelo Sr. Big, e como tenta com ele um relacionamento que perdura por dois anos e  este é um desastre, ela sai por aí - solteira emocionalmente indisponível por Manhattan. 

 É duro dizer isso, mas é a realidade.

De conhecer esses perfis todos, na 3a temporada eu estava preocupada: E SE EU FOR...o AIDAN?  Tu podes dizer: sorte a tua, Jaci!  Bom, sinceramente,  depois de pensar um bocado, eu também acho. Porque eu nunca quis ser o personagem principal, aquela galera que sofre horrores e tem suas vidas profundamente marcadas por doses cavalares de 'coragens' e reviravoltas.

Eu gosto da ideia de ser coadjuvante do drama cármico do Universo. Uma vida mais 'colaborativa' com o todo e harmônica com esse a existência. Dá trabalho, de todo jeito, mas não é trágico.  Porque bate um coração que coopera e convive com esse bando de personagens - e pasmem, em plena vida real, a gente tem de lidar com gente dublê.

Epílogo:

O problema .. é a Carrie. E o Sr. Big.

E esse universo bem maior e mais confuso que Sex And the City.

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 (Terminei essa filosofia de boteco na madrugada. Perdoe aí se tiver algo fora de contexto, será revisado)

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