terça-feira, 23 de junho de 2026

Eterno Retorno



Desde que acordei
Já deixei pra trás tanta coisa!
Meu sonho esquecido da noite anterior,
A beleza da lua passada,
E até um belo par de asas…

É que o tempo cria demônios
Redemoinhos e tufões
E leva embora tudo que somos – efemeridade
Para trazer, com o mover do mundo,
Novas partículas de segundo.

Por isso, adeus, adeus!
Mas é sempre até breve…
Pois na curva do arco-íris
O amor (mágica infinita)
Em si, repete.

O vento que fez a curva,
Girou a roda do universo
voltou no dobrar da esquina,
arejou certezas,
e hoje dança com as cortinas…

#


É mesmo preciso imaginar Sísifo feliz, Camus?
É preciso amar o fado, Nietzsche?
A gente deixa alguma coisa entre as sombras e a luz, Fernando?
Ou...quando desce, Sísifo é outro?
Ou quando amamos, o fado deixa de ser fado?
E entre as sombras e luz moram...nossos assombrosss!

Somos Luz e ação que câmeras não alcançam.
Existir é mesmo muito raro.
* Republicado de 2019.
Canto gosta muito este poema.
E eu também.

<3

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