Desde que
acordei
Já deixei
pra trás tanta coisa!
Meu sonho
esquecido da noite anterior,
A beleza da
lua passada,
E até um
belo par de asas…
É que o
tempo cria demônios
Redemoinhos e
tufões
E leva
embora tudo que somos – efemeridade
Para trazer,
com o mover do mundo,
Novas partículas
de segundo.
Por isso,
adeus, adeus!
Mas é sempre
até breve…
Pois na
curva do arco-íris
O amor
(mágica infinita)
Em si,
repete.
O vento
que fez a curva,
Girou a roda do universo
voltou no
dobrar da esquina,
arejou certezas,
e hoje dança
com as cortinas…
#
É mesmo preciso imaginar Sísifo feliz, Camus?
É preciso amar o fado, Nietzsche?
A gente deixa alguma coisa entre as sombras e a luz, Fernando?
Ou...quando desce, Sísifo é outro?
Ou quando amamos, o fado deixa de ser fado?
E entre as sombras e luz moram...nossos assombrosss!
Somos Luz e ação que câmeras não alcançam.
Existir é mesmo muito raro.
* Republicado de 2019.
Canto gosta muito este poema.
E eu também.
<3

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