segunda-feira, 22 de junho de 2026

Feitiço da LUA

Foi preciso.

Cortar o fio
Do meu coraçaõ
Que ria para ti
Sem motivo.

Deixar a paisagem dispersar
Sobre a névoa dos dias
Que levam ternuras adocicadas
Do ontem...

Talvez
Nunca mais
Aquela atmosfera branda
Aquela leveza...

'Acho que você não percebeu
Que o meu sorriso era sincero...'
- Que pena -
'Tão contente porque nós quase conseguimos'...

Acabar a guerra fria:

Vestir minha armadura blasé...não mais você
Usar minhas palavras de sempre, 
eterno cliché entre amenos 'kkk'
- E te desaprender -

Cortado o fio
De interligação: não te contar meu dia.
(...e meu coração ria para ti
Sem motivo)

Não recordar teu cheiro:
Anosmia.




#

Mini-crônica engraçada - As coisas que acontecem com  poetas:

Céu Setentrional, lua brilhante de solstício - 21.06. Beira-rio, som bacana rolando. Essa emoção nasceu. Fui para o hospital de partos de poemas ...e eles me mandaram para casa, pois o poema ainda tava 'verdinho'.
Hoje, em pleno almoço de trabalho - porque advogar é o que paga as contas, por aqui - O POEMA VEM INTEIRO NA MINHA MENTE. Dança e sapateia por sobre as linhas do meu argumento técnico.

Faz o maior show no meu emocional. Nasce atropelado, assim que chego em casa.
Porque a luanaodorme e também não trabalha, a Jaci é quem faz o serviço. 




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