quinta-feira, 25 de maio de 2023

Notas sobre o fim

 Não me 'fira'
Vou eviscerar 
Rasgar pedaço a pedaço o verbo
Analisar qual foi o 'ai' que me pariu a dor

Depois, vou me curar, longe do caos.

Não me 'fire'
Eu vou incendiar Roma inteira
"Até tu, Brutus?" - também direi
Mas, ao contrário do imperador, eu apenas sararei...

E seguirei.

Não me 'fite'
Me enxergue, toque, pergunte quem sou
Eu sou bem literal, palavra bem cheia 
De um sentido real, natural...

-Só se assuste se eu calar -

Se desistir de insistir...deixar pra lá
Até nisso, eu sou  de verdade
Não, não sinta saudades
Se eu deixei de existir na nossa realidade

- É porque ela já não existe mais...

E assim, nem tempo perdido e nem remoído:
Tudo muito bem vivido, só assim faz sentido tantos ais
- E do nosso epílogo sem canção:
Apenas 'Aqui Jazz'.




Luz! # 

terça-feira, 9 de maio de 2023

Prece



Desaprendi de rezar
Quando escrevi o primeiro poema 
Tinha cinco anos e fui tocada 
Pelo burburinho do Rio.

Nós, filhos do tempo equatorial
Falamos com estrelas ,o uivo do vento
A chuva e o céu coalhado de cinza
Dos Dezembros...

Confesso, hoje sei poucas rimas
Daquelas que aprendi  na infância.
As canções me tocam mais,
Feito o abraço de papai...

Então, quando quero falar com Deus
Estendo a emoção para o céu!
Agradeço as coisas pequenas,  cotidianas 
E deixo em suas mãos amáveis mãos o futuro...

Não advogo a exatidão de meus sonhos.
Quem sou eu para duvidar de v. Infinita bondade? 
Apenas peço  perdão pelo eterno desassossego 
E até, quiçá, por sentir medo...

Agradeço a honraria da existência, 
Por meus amores, pequenas estrelas 
No céu do mistério-existência 
E assim...sigo em paz

 Cheia de sua Presença!

sábado, 15 de abril de 2023

Dignidade


 Alma. Alma!
Essa é a minha oração
Nada mais precede o verso
No caos da criação.

As coisas têm alma?
Têm alma a mão que afaga?
O verso tem o afago?
Quanto eu deixo? quanto trago?

Alma é consciência?
É o que sai, quando o corpo falece?
É a essência do café matinal?
É o beijo de amor real?

Alma és tu,
Deus?

Sou eu, feita da poeira cósmica
Pela tua vontade e imagem?
Eu sou um conceito dogmático que impõe ao Universo respeito?
Alma é a essência, então, do Direito?

A poesia, sempre tão macia, responde: "Os lírios não nascem das leis..."

Alma é atributo humano?
Então os peixes não têm vez?
Como podes dizer isso, pessoa?
E viver numa boa mergulhado na foz do Araguari...

Eis-me aqui, neste ensaio:
 tudo é alma. 

A desconexão é a mãe da crueldade
Somos infinitos entrelaçados
existenciais coabitantes de um planeta que pulsa
dignidade...

Por isso está em paz
E bem coabita
Toda mão que dá a outro coração 
A condição de também ser.


#

quinta-feira, 13 de abril de 2023

O beijo! (De bem-te-quero-tanto)

 

De tanto acordar com o despertador
Usar relógio, subir pelo elevador
Por pouco, amor,
Não prendi os pés do poema no chão de concreto

(E o poema, assustado, calou)

Pois, Tu sabes, benzinho,
A poesia tem quês de céu:
Não aceita ordinariedades elegantes
é clichê, bem breguinha: pura sensação...

O verso carece de sol e de lua
Dia de maré alta, tempo de chuva 
Beijo na boca, paixão molhadinha
De bem-te-quero (tanto)

Sem frio na barriga
Não há dicionário que risque e acenda
Um trago qualquer de poesia!
Mas, para minha alegria

Teu beijo me aconteceu, 
Uma lua acendeu
O tempo correu
E parou p´ra nos ver

E parece, benzinho,
Que é esse o teu efeito colateral:
Tira os meus pés do concreto, derrete o poema
Tempera o meu sabor com o teu sal

E assim, eis-me aqui: bem poeta, 
bem boba de palavras de bem-te-quero (tanto)
Cheia de tesouros do cotidiano para te contar
Depois que a noite chegar

 E gente enche as marés da lua cheia (*****)
O Amazonas é pouco pra toda liquidez desse querer
Dessa emoção!
Coisas de paixão...coisas de paixão...




quarta-feira, 5 de abril de 2023

Ensaios sobre o Amor


 
Se é tão raro
Aproveito domingos
Rezo às manhãs
Aos anjos da guarda...

Amo-te na frequência 
De um som macio
Que silencia pleno
Ruído rosa do meu mundo in blue...

- Ciente do milagre,
Hoje sou ainda mais amiga de Deus... - 

Ciente da efemeridade
Aprecio a delicadeza do segundo
E sei que já não é verdade
Que nada é eterno nesse mundo

Depois que tu vieste
Encher de poesia o chão da sala
Dormir no meio da cama
E me beijar às madrugadas

(Sabe, desconheço menos do amor
A casa passo teu...)

<3 



terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Simples!

                                                   

Simples como a chuva que cai:
Líquida e estelar.
Era para ser, ainda não foi...
Fenômeno natural, conjunção bioquímica

“Ainda é cedo, amor...’’
 
Mas se quiser vir, venha
Brincamos de colorir estrelas
Ver chover cometas
Psicodelia passional...
 
Que sorte encontrar um louco para contemplar
A luz da estrada!
Os loucos, meu bem, salvarão o mundo
Da assepsia dos aflitos por racionalidade
 
Afinal, sabemos segredos
Íntimos demais para serem partilhados
Com eles
Que estão doentes de uma ciência sem paz...
 
Mas,
 
Não me faça chorar,
Somente às madrugadas, quando me amar
E tua alma  dançar para mim
Sabe, eu te quero assim,
 
Como és
Sem contos de perfeição
Bruxas e fadas soltas, mágicas
Milagrosamente salvas pela nossa emoção...



terça-feira, 22 de novembro de 2022

38





Tiro-ao-alvo
Eis-me aqui:

Depois,
De caminhar em direção ao infinito 
Eis que chego finalmente 
(Em mim)

Redefinindo passos e prioridades
Minha própria textura e densidade
Recriando espaços
Bem no coração...

Às vezes, dá um cansaço
Noutras, tanto entusiasmo
Pois enfim, eis que estou aqui
(Presente)

Tiro e alvo:

Sem pele e coração dormentes
Sensível à brisa e ao cheiro do mundo
Primeiramente,
No ato de ser própria

E imprópria (Quando eu quiser)
Com a o sorriso inteiro
E o coração, 
de pé.

Desperta, amando a pele que habito
Finalmente sinto
Que não ando só
E, cada vez melhor

Priorizo minha própria sanidade
Meu riso, minha mocidade
E quem me dá o direito de viver
A delicadeza do Universo

- Pois já não me cabe o re-verso.

E assim, quero por perto
Só quem bem-me-quer com a força da ação
O resto, a vida leva,
 feito o tempo e a maré

(E a isso chamo 'Estar são')

#

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Dos Aprendizados

 
De tanto amor, de tanto ser,
Aprendo a convergir silêncios,
Apreciar doses menores de doces venenos,
Viver mais manso deve ser assim...

(Tem dó de mim, tempo,

Leva tanta vida para aprender a ser simples...)

De tanto querer e procurar
De revirar minha própria caixa de pandora
Eis que enfim, me tornei Senhora
Dos meus mistérios...

- Pelo menos daquilo que, até aqui, se revelou a mim-

Nadar em meio ao rio de se ser
Dá um trabalho danado!
É que é mais simples se entorpecer
Por isso, atenção, cuidado...

Cuide de sua vaidade,
Cuide da sua auto-importância
Para que nada fique tão grande a ponto de fazer sombra à luz alheia
Ou tão pequena que precise do brilho de outra estrela...

Antes, sejamos despertos, 
Vibrantes e atentos ao conjunto
Pois convergimos todos para um mesmo fim, afinal
E assim como o açúcar precisa do sal,

Somos complementares,
Irmãos de caminhada,
Moradores de uma mesma aldeia,
Ainda que em tantos lares...

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Pipoca Flor!




Do teu riso de criança sapeca,
Das coisinhas espalhadas pela casa:
Do quentinho com que me abraça...
Parece um anjo, com toda sua graça...

Uma flor, uma doce menina,
Uma rosa, uma pipoca
Uma coisa linda
Quanta coisa posso dizer dos dias!

Mas nada se compararia
Ao milagre da tua vida...
Minha menina.

Menina dos olhos do Pai,
Todos os dias a graça do Senhor me alcança
Por teus olhos de imensidão, 
mar azul que dança...

E nada mais posso dizer que fale ao certo
O coração é quente e feliz em te ter por perto
Nesse mundo incerto, 
Minha alegria dança junto de você...

#

Para a menina dos olhos de Deus, o meu amor in blue! <3

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Paz!



Não, não vamos dialogar com o absurdo:
A toda forma de dor,
Deixo esse poema mudo.

Aqui, quero falar das palavras lindas
- Aquelas realmente essenciais -
Amores, amores reais:
Afinal, saúde é o encontro do externo com o interior...

Antes de tudo, declaro:
Não haverei de me adaptar
Serei luz, serei paz...
O resto, jogarei ao ar.

- Afinal, besteira mesmo é agir
Como se, ao final, 
Não fôssemos falar com Deus...-

E assim, de dia em dia
Quero construir meus elos - sempre tão reais
Ter tardes quentes de contemplação
Onde tudo é sobre...ser humana

aquecer...estar em comunhão...

Com meus sonhos e minha poesia
Com quem eu sou...cada vez mais
E só trazer de bagagem da existência
Na vida, o que me traz paz.

#


sexta-feira, 12 de agosto de 2022

"Aqui''

 


De todas as canções,
Aquelas que falam de paz,
De beijos de domingo
De companhia confortável, 

De mim e de ti
No espaço do insondável...
(Linhas censuradas
De uma canção p´ra dois)

De todas as coisas bonitas,
Aquelas tardes de preguiça à beira de um rio
Onde sentimos as coisas simples de ser
Afinal, também somos feitos de água, correnteza e marés...

De todas as poesias
Aquelas que trazem ternura
Pois, do tempo da aflição
Todos precisamos encontrar a cura

Afinal,
Loucura é deixar a vida ser triste, meu bem...
 - Que desperdício do milagre de existir! - 
O agora e o pra sempre moram no ...

 'Aqui'.

#

*Vi um filme desses água-com-açúcar e ...adorei. :)


quinta-feira, 28 de julho de 2022

Das Levezas




 Declaro aberta a temporada do riso,
Do beijo e da calmaria sob o céu equatorial
Pois, desse tempo tropical, 
Desse doce real,

Temos sede...

Declaro aberta o tempo de se embalar na rede,
Sentir o vento amaciar os dias...felicidade simples,
Nada tão complexo que caiba dentro
Desse ser e estar.

Declaro aberta a temporada de ser-me lar
Caber em mim, cuidar da pele que me habita
Pois cada passo, cada sonho, cada luta
Merece o tempo de repouso e maturação

(E a isso tudo, o coração chama conquista)

É tempo de comunhão,
Nesse Universo sem-fim
Onde Deus está mesmo em todo lugar
Inclusive dentro de mim.

#


terça-feira, 26 de julho de 2022

Venha Santana! (Devaneios da Sessão Velha Boba)

 



Recordo como eram bonitos os quintais sem muros e as enormes árvores, entremeando caminhos que levavam a pequenos paraísos, na 'minha' velha Santana. Não à toa, o bairro ganhou o nome de Paraíso. Lá moravam "olhos d´água'', que hoje sei, são as chamadas  áreas de ressaca ou áreas de resfriamento da cidade.

Mas, a verdade é que nunca foram isso. Eram pequenos oásis, em meio ao nada. Não nasceram para “resfriar” a cidade, que visão mais antropocêntrica. Existiam antes da cidade! 

E cheios de felicidade, a molecada se divertia, às escondidas das mães, nesses espaços que a natureza doava. Jogavam uma água danada uns nos outros. Era moleque sujo para todo lado, na volta, para encontrar suas mães, ávidas pelo toque das sandálias. E elas “cantavam”.

Confesso que me aconteceu pouco. Coisas da vida. Mas ouvia a ladainha “entoar” pela vizinhança, junto aos gritos da primarada. Todos muito 'danados', como falamos de crianças que não dão sossego (risos).

Mas a gente era muito 'marginal', sem tablet ou videogame. À noitinha, antes da novela das nove, sagrada para todas as mães, tinha um “Onde eu mandar, vô. E se não for? Apanha um bolo”. E a criançada se divertia para trazer a primeira folha amarela da mangueira do vô, uma 'pedra branca' ou a lua e as estrelas, a depender da criatividade da “mãe”.
Brincávamos também de queimada. De pira-pega. Que pique-esconde. De pira-alta. As meninas, de elástico e amarelinha. 

Se alguém ficasse gripado, na minha família, tomava remédio de mel,copaíba e limão. Biotônico? coisa de rico. Tomávamos 'batidas' exóticas, feitas com ervas daqui. Um exemplo: Mastruz com leite moça, para 'lombriga'. Se tivéssemos febre demorada, éramos levados para aquelas velhas mágicas, as senhoras sábias da floresta,'benzedeiras' da cidade.

Mas, saudáveis, os dias eram cheios  de grandes excursões e éramos os navegadores em busca da descoberta do Brasil, pelos territórios sem limites de uma cidadezinha ainda por se descobrir, como cada um de nós. Recordo disso com grande felicidade. 

Na adolescência, mudamos para Macapá, nossa pequena "cidade grande". Mas confesso que, cada pequeno pedaço daquela história que ficou lá atrás, de uma cidadezinha de céu muito estrelado, ausência de muros e asfalto, onde as pessoas dormiam com as janelas teladas abertas para a noite e as suas madrugadas, ainda faz meu coração bater forte.

Qualquer pequena coisa que faça recordar aquelas ruas de terra batida e casas com quintais cheios de árvores frutíferas e mistérios profundos, onde crianças corriam em busca de incríveis descobertas,  fazem nascer em meus olhos igarapés de saudades...

E deixam uma certa tristeza no ar, por aqueles pequenos oásis, que desapareceram com o tempo, para dar espaço à gente, nossa gente, que foi acrescendo e ganhando novas pessoas, novas roupagens, dentro da velha cidade.

Há muitos anos não sou a menina da cidade de Santa Ana, que recebeu meu avô, tios e mãe com generosidade, vindos de outra grande navegação, em uma embarcação chamada VENCEDORA...como a preconizar destino de gente forte, que correu atrás de sorrir, de ganhar, vencer e devolver para a cidade o mesmo coração com que nos recebeu.

Sim, Santana não faz parte do meu cotidiano, mas é nela que meus pés tem raiz e que meu coração reconhece o cheiro de inocência, de descoberta e de lar. 

E é porque fui criança embevecida por aqueles céus estrelados, com menos boneca e muito contato com a natureza, que cresci e gostei de ler, conhecer essa imensa geografia que nem imagino de que tamanho seja, chamada UNIVERSO. E assim, desenvolver a escrita. 

Sei que foi de saudades de voltar lá, naquela cidadezinha e passear pelas margens dos igarapés que meus pés deixaram pra trás, naqueles quintais sem fronteiras!


Jaci Rocha







domingo, 17 de julho de 2022

Modernamente antigos


Nada que já não tenha sido lido
Nada que já não tenha sido escrito:

Desculpe, amor
todas as palavras do alfabeto já foram ditas,
Todas as cores, coloridas
Ainda assim, desajeitadamente, 

Quero este poema para ti.

Com todas as canções cantadas 
Entre Romeu e Julieta
As mesmas que amantes disseram em 1930
As coisas mais piegas e repetidas...

Sei, do amor não temos novidades
Conhecemos bem o antes, 
o estar e as despedidas
- Ah, quanta modernidade!-

Ainda assim, tudo é novo,
em meio ao caos da repetição

Pois, todos os amores 
podem ter sido nós e o encontro com o hoje
Então, é sempre agora: Carpe Diem!
E somos novos, novos em nós!

Modernamente antigos!

Sorri comigo, dança Beatles,
Sente o pulsar do meu coração
Baila no instante, não pare agora,
Segura mesmo na minha mão...

#



Vendo série, poesia...fluiu! - E eu estava com saudades desse espaço! :) 




terça-feira, 12 de outubro de 2021

Aquela máquina de Digitar Afetos



Aquela máquina de Digitar afetos

Nunca mais escreveu a palavra "Meu amor"

Por onde andas, 

Afinal?

 

Verbo que é  cheiro 

Quanta falta tu faz em meu jardim...

 

Nem sempre fui assim, tão dislexa à paixão

Já fui mais atenta ao meu próprio coração

Mas a vida é assim, 

Depois que passei a usar relógio

 

O tempo caçoa de mim:

- Faz com que tudo tenha exíguo começo, meio e fim -

 

É que o amor não cabe no curto espaço de 24 horas

isso aos poucos, creia, 

A tudo devora - 

E apavora


Mas... acalma, Coração 

- Quem sabe ainda temos 

Uma eternidade  a mais

Na próxima Oração -

 

Quem sabe a gente se tropece

Em meio ao burburinho de um café

Quem sabe aquele velho ditado (Clichê)

 Ainda esteja de pé

 

Ah! Incerta beleza de existir.

O verbo futuro é ingrato

Descumpridor nato

De quem achamos que seremos...

 

Faz tempo que não chove em Macapá

Mas o Equador vira água num súbito instante!

Quem sabe a vida seja assim: de se sentir o sabor

E agora, sob o intenso calor,

 

Me demoro a tentar compreender

O porque essa máquina  (de bater)

nunca mais digitou a palavra 

"Meu amor"...





segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Liberdade



Sonhar meus próprios horizontes

E toda sua imensa rima

Remar meu próprio verso

(Despreocupar do resto)]

 

O mais...ah! Deus ensina.

 

Desaprender teorias

E conformar a batida do meu coração

Desafiar meus limites

Amar o instante, 

 

Entender meu irmão.

 

Sei, não é fácil viver.

Mais difícil ainda é desistir

Melhor então...aceitar o virar da maré

E entender que o sabor do futuro é um talvez

 

Mesmo o vento não faz a curva de uma só vez...

 

Eu me encontro comigo 

E dou ao meu próprio tempo um novo sabor

Gosto mais da mulher ao espelho

Seus sabores e entremeios

 

Seus vícios e anseios.

 

E nesse multiverso de tantas descobertas

abraço tudo que me aquece,

Meus laços de amor mantenho fortes

Para não esquecer quem sou e fui

 

E assim, mais dona de mim


Dou meus mais que bem-vindo amanhã!

Construção do Amado instante!

E assim adeus, passado!

Por outro lado,

 

A tudo isso: Gratidão!


#

Que a gente sempre esteja perto de tudo que nos leva ao melhor em nós. 


LUZ!

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Consagração a Maria-mãe




Maria-mãe,

Põe sobre meus olhos teu manto
para que o cinza dos dias não machuquem minha fé
E o colorido dos dias sejam para glorificar
Consagro a ti cada cor e cada luz que adentra...

Põe sobre meus ouvidos teu manto
Para que os maus cantos não ofendam o meu espírito
E bons versos se alojem em cada canto
Consagro a ti o som que me rodeia...

Põe sobre meus lábios teu manto
Para que eu não profira o que não te agrade
E somente verbos e versos de paz sejam ditos
Consagro a ti o dom de clamar...

E assim, com tudo que posso sentir e alcançar,
Meus pés, mente e coração
Caminhem para te encontrar

Como a filha que senta em teu colo
E põe flores sob o teu altar.

#

Essa música é uma perfeita oração. E dela, surgiu meu próprio jeito de consagrar à Maria-Mãe o meu pensar, o meu falar e o meu agir. Que a gente possa sempre se espelhar no melhor. 

LUZ!