quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Viajante

                        

Percorro espaços de um mesmo lugar
Aprendo a ganhar novas voltas do tempo
Respeito o verbo dentro de cada verso
Seu próprio espaço, métrica e movimento...

Eu me descubro, com o passar dos (d)anos
e me refaço a cada verbo colhido
nem tão madura quanto gostaria,
ainda fico, às madrugadas, de papo com a poesia...

(Preciso disso, confesso)

Aqui, escrevo e reescrevo até compreender o mundo
Ou entender que algumas coisas não têm explicação
Torno mais bonito o aparar de arestas
feito o ar da madrugada, que escorre entre portas e frestas...

Quisera ter mais  do que chamam de 'tempo' 
o tal do tic tac do relógio carrasta-me em seus dedos!
Fazia tempo que não sabia que 'faz tanto tempo'...
Hoje, percebi o movimento

Já não somos nós e nem estamos sós
(Para a alegria das boas canções que nascem a cada dia)
Porque, para cada onda que bate à beira do Amazonas
Uma estrela cai,  nasce um amor: uma nova história?

Uma poesia!

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Republicado de 18.09.2019...nem lembrava que tinha escrito isso. 
Amei recordar.

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