Percorro espaços de um mesmo lugar
Aprendo a ganhar novas voltas do tempo
Respeito o verbo dentro de cada verso
Seu próprio espaço, métrica e movimento...
Eu me descubro, com o passar dos (d)anos
e me refaço a cada verbo colhido
nem tão madura quanto gostaria,
ainda fico, às madrugadas, de papo com a poesia...
(Preciso disso, confesso)
Aqui, escrevo e reescrevo até compreender o mundo
Ou entender que algumas coisas não têm explicação
Torno mais bonito o aparar de arestas
feito o ar da madrugada, que escorre entre portas e frestas...
Quisera ter mais do que chamam de 'tempo'
o tal do tic tac do relógio carrasta-me em seus dedos!
Fazia tempo que não sabia que 'faz tanto tempo'...
Hoje, percebi o movimento
Já não somos nós e nem estamos sós
(Para a alegria das boas canções que nascem a cada dia)
Porque, para cada onda que bate à beira do Amazonas
Uma estrela cai, nasce um amor: uma nova história?
Uma poesia!
#
Republicado de 18.09.2019...nem lembrava que tinha escrito isso.
Amei recordar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário