Macapá também será uma cidade submersa, Chico?
Visitarão nossa igrejinha os escafandristas?
A casa do Canto e da Sonia, seus quadros, seus versos
A alma etérea da Maria Ester, seu jardim encantado...
'milênios no ar...'
- A Nea nadando, igual a um peixinho, no jardim, com o Tondo -
Amores emersos! Ah, sentir, sentir - densa matéria que transborda.
Flutua:
Nivito e d. Lourdes, no café do fim de tarde
O verão e seu Nonato, que lealmente tocava à Coaracy
Pois a paixão é o líquido do cálice da arte!
Sentir, sentir - densa matéria que transborda.
´
Macapá tem mais amores p´ra contar, também.
Sorrisos guardados nas esquinas
Nas dobras e nas margens do coração
- alguns, deixados p´ra depois.
(Ah, mas que bobagem.
Depois não existe)
A avenida FAB já viu dois loucos perseguindo o Sol.
Parece besteira, mas foi bonito. O tempo lhes dirá!
Já viu a lua descer sobre o infinito e dormir
De tanta intensidade...
E, descobrirão, daqui a milênios e milênios, os cientistas, neste mergulho
Que o amor é uma entidade etérea que resiste à efemeridade - É verdade...
A cidade estará acesa e dourada pelos tons do Amazonas
E assim permanecerá: Encantada.
Guardiã da beleza incandescente de existir
Sob as cores do Equador, temperada de amor...
-Ah!
... O sabor favorito de Deus!
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