domingo, 9 de agosto de 2026

Recados ao meu Pai (2026)


As mangueiras da cidade ainda sabem de ti
É verdade!
A poesia da Coriolano Jucá em dias de chuva segue sabendo
Do nosso amor...

O tempo não esquece nunca de parar para deixar dançar o teu sorriso
De menino levado, irônico, perdido...
Nossas horas e horas de papo sobre o mundo, em meio à vastidão de ser bicho 
Em meio ao mato, às águas e ao  sol equatorial...

Os livros na estante conhecem teu nome, sabia?
É verdade, Vilhena: 
E todos os meus poemas contém palavras que aprendi contigo,
Pois ainda risco o céu e o box do banheiro com elas...

Pensamentos que anotei sobre coisas que me ensinaste passeiam nas esquinas,
E me abraçam, às vezes, feito o anagrama 'Saudade', nos muros do CCA...

A vida acha bonito quando ouço uma canção e digo
"meu pai vai gostar disso'' - e cantarolo contigo, em pensamento...
E até o vento sabe que o nosso eterno amor é imutável
Inegociável tesouro.

Eu corrijo a postura por ti, sabia?
Não apenas a coluna, mas a ação...
Lembro da palavra integridade e a exercito, nos detalhes
Pois, em tempos melhores, é ainda mais minha obrigação...

Eu honro tua palavra quando escrevo, tu sabes
Mas, as ruas e os luares sabem que, por onde passo,
Tem teu passo.
 Antes e depois do meu...

Até meu timbre parece com o teu
 -Assim como a ternura e a honestidade - 
E não é segredo no universo que, por todo lado,
 ...sinto exalar o teu perfume!





#
" Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar...''

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