Eu não vou mais falar de paixão ao pensar em ti.
Não vou.
Demoraste a entender que tudo em mim é decisão.
Sou lenta e macia quando deixo algo me tocar
Levo espaço para acomodar...preciso disso, confesso.
Nem uma linha a mais sobre nós: que perda de espaço no papel.
Acreditamentos são mágicos encantamentos: não coisa fria, de metal.
Que a gente puxa ou dissolve...
Não vou dizer que não foi bom – foi sim.
O que leva coisa boa de mim deixa espaço para algo ainda melhor
Eu sei de cor falar em bondade em meio ao caos
Feito as nuvens que precisam da densa chuva para nascer arco-íris...
Não vou tentar te explicar – tu não consegues nem mesmo se entender.
Nem tentar te convencer...que bobice.
Paixão é paixão: ou a gente pega pela mão e se encoraja
Ou se esconde, amedrontado da viagem...(tudo é bagagem)
Também não vou dizer que não errei: tive medo.
E me escondi dentro de mim, também
Dissolvi minha voltagem, te deixei na minha paisagem
Afinal, eu também tenho uma estante. Sabia?
De desencontro em desencontro: Desencanto.
Tu não entendes de política, filosofia, psicologia ou poesia
E a verdade é que ninguém entende mesmo qualquer coisa.
E eu... não interpreto o portal dos silêncios.
E eu... não interpreto o portal dos silêncios.
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