quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Mágica e métrica!

 


Desde criança, olho o céu
Vejo na vida a beleza da magia
sempre soube que as nuvens não eram de algodão!
Mesmo assim, a cada dia,
Inspiro e sinto o gosto adocicado do céu

Do azul entremeado às pequenas alegrias…

Sou assim: realidade, clareza
Permeada da luz do lado bom
Sem esquecer minha própria escuridão
Afinal, somos imperfeitas dualidades:
Cristais que exalam a luz que recebem

E acolhem (im)próprias tempestades…

Agradeço a experiência de existir:  não esqueço detalhes preciosos
Rir em conjunto ou reverenciar a maré, a cor do sol quando vai
Pequenos elos de delicadeza
Entre nós, o criador e a tarde que cai…

Confesso:
Acho que há um pote de mel
Depois do arco-íris
Afinal, que graça teria?
Não pensar, sonhar e ver
O leve colorido dos dias…

A vida sem a arte do belo
Seria apenas encontro com a brutalidade
 E desta deselegância do existir, é preciso bem se proteger 
Sem fazer disto a própria realidade:
eis a mágica e a métrica de ‘ser’.

Ainda acredito em fadas!
Sentimentos bons, ternura!
Em bruxas, magias, divindades, duendes
Na força poderosa da palavra
No elo sagrado de ser gente…

Também não desacredito no avesso:
Paralelas…desencantos e desencontros... 
Mas insisto na reza do poeta
Que diz que a vida ‘é a arte do encontro’.
 
#
 


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