segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Adeus!

 



À beira do adeus
O silêncio faz sua melhor arte: move as ondas do mar, ajusta a luz da lua
Deixa de traduzir o intraduzível e replicar o que não repete: 
Conforma a casa toda bagunçada e a arte de recolocar tudo no lugar
Reconduzir de volta pra casa a própria emoção...
À beira da beira do adeus:  Apenas o vão entre mãos
Que entrelaçaram confusamente  suas confusas mentes
O último adeus, o último poema:
A corda apertada e o absoluto nada
O silêncio de uma alma absolutadamente calada:
O último degrau da escada: 
Nem verso, nem canção, nem possibilidade.

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