Trago as mãos ásperas
Do sal das lágrimas
Que já verti.
Sem ti,
saudade virou poesia
saudade virou poesia
Verbo que chega e fica
já não pede mais permissão...
Remo a canoa da vida
De um jeito manso e macio
Guiada por teu olhar
Na outra margem do rio...
Mas, ainda é agosto, e as marés rasas
não dizem como atravessar!
A tênue fronteira da vida
Não se enternece para o amor!
(Quem sabe, no cair do próximo luar...)
Roda a estação...
Roda, rosa-louca do tempo!
... e porque me geraste de amor
Eu te envio flores com meu pensamento!
#
Vou me lembrar de você..."
Nada nesses 23 anos nos distanciou. Pelo contrário. Sou mais humana e, dizem que sou muito das coisas que te orgulham, como gente. Tenho as mesmas amizades, mas também sou amiga de gente nova que tu adorarias conhecer. Ainda faço o 'dever de casa', mesmo quando é difícil, Pa(i)ssarinho. E faço a coisa certa, mesmo quando o certo dói em mim. Porque tem que ser. Porque fui ensinada e sei que, em tempos melhores, é ainda maior a minha responsabilidade. Eu estou feliz por te amar como meu Pai e sigo iluminada das tuas boas lições. MUITO OBRIGADA.
P.s: Ei, Pai. Esse poema é o favorito da Maria Ester, que enviaste direto das tuas aulas no CCA ...para minha vida! Obrigada!. :)
Em qualquer canto
do teu voo
Recebe o meu amor!

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