terça-feira, 29 de setembro de 2026

Cósmicos!



Meu coração pulsa o carbono de uma estrela-mãe
Que veio assim: ENDOIDECIDA DE TERNURA!
Difícil acomodar tudo que me bate e acaricia...

Por isso, 

Gosto das folhas das árvores quando caem
Porque lembram que o Universo constrói, desprende e renasce
De um jeito diferente, o mundo é inteiro, biodegradável e reciclável
Meu Deus, que poder infinito: 

Que força.

Amo a chuva que celebra o sol no Equador
E faz nascer as lavadeiras coloridas e os ipês amarelos da JK
Como se a vida soubesse que 'esperançar'
Antes de Freire, já era preciso.

E o sol ardente que seca a paisagem e traz a lua alaranjada dos Setembros...

Respiro: Que coisa macia e involuntária:
É o que me faz viver e me mata!
Pois oxido aos poucos para retornar à nave-mãe,
Mas... isso já não me angustia, isso me acalma:

Não tenho pressa de chegar, pois já estou.

Por sorte, um dia
Uma parte minha poderá morar na folha que caiu
De um ipê na JK, em pleno Abril
Ou no pingo d´água de uma chuva em março...

Elementar: Uma estrela morreu. 
O meu coração, no útero de minha mãe, nasceu.
Enquanto isso, o cheiro do Amazonas lembra 
Que a vida movimenta  sob águas doces...

Eu me reinvento, tu te reinventas 
Da arte poética do Cosmos!
Não estamos, somos: 
Partes, pedaços, conexões...

E assim, sigo: 
Perdida ou entretida entre tanta beleza:
Percepções, descobertas... e o inexplicável!
Muito à vontade com o infinito, que é a própria lúcida loucura:

ENDOIDECIDA e AMALUCADA DE TERNURA.

#



Nenhum comentário:

Postar um comentário