Para te amar
Eu tinha que usar relógio
Seguir à risca o tempo do ponteiro
E, no entremeio,
Agradecer teu tão constante zelo:
Vigilância travestida de cuidado.
Para te amar
Eu precisava decorar um abecedário de regras a cumprir
E compreender o quão haviam coisas erradas comigo
E o quanto o mundo me deixava em perigo
Ao seguir minhas próprias convenções
E era um show de sermão
Sobre todas as formas do meu comportamento
E assim, para te amar, eu virei um lamento
Arremedo de mim: projeção
Da tua percepção sobre meu espaço:
Na tua gaiola disfarçada de abraço
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Esse espaço é lugar de verdade, beleza e poesia. Esse poema nasceu como uma 'reminiscência', após ler 'Amores enterrados no Jardim', da Lulih Rojanski. Recomendo a qualquer mulher/menina, a partir dos 15 anos. Como um jeito de recordar que os tempos são duros, mas nós vencemos com doçura e posicionamento - mesmo que seja difícil aprender.
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