As areias do saara
Beijam os céus de Macapá
O deserto viajou no espaço
Para se entregar e virar flor...
Feito gente
Que é feita de poeira interestelar!
O universo é uma poesia nua, pronta para alvorecer
O big bang chegou para a gente se viver...
E lua virou a noite, sublime e molhada
Encheu de beleza a madrugada
E se achega o tempo de cio das águas
No céu setentrional...
É caloroso e terno o encontro
Quando a natureza é, no espaço
O próprio tempo do querer
A vida fala como as coisas são de se viver...
E é verdade
Que tudo se enamora enquanto a chuva cai:
Areia vira tempestade equatorial
Pois é preciso liquidez: chuva, suor, saliva
Para a matéria fazer sua estranha e perfeita química
Acontecer...
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Fiz este poema na madrugada, porque este aluanaodorme me acende/acorda quando quer... Isso porque, mais cedo, li que as areias do saara estão sobre os céus de Macapá e que esse encontro produz uma alquimia mágica que renova a vida. Feito nós, que somos poeira interestelar (carbono vindo do espaço, poeira das estrelas, diria o Carl Sagan).
Isso não é lindo?
Pensar na viagem, no encontro, na alquimia...sob estes céus cinzas. E como o equinócio das águas sob os céus se aproxima (agora em Março), a junção virou romance e tudo aconteceu na minha mente.
Que o universo conspire lindamente para tudo o mais, já que estamos por aqui. :)
Leia a notícia aqui==> https://www.instagram.com/p/DVFX9etDE6L/
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