quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Sob o som dos silêncios



 Sem fazer barulho:
De pouco a pouco apago os teus passos do tapete
Limpo teu cheiro do meu corpo
Esqueço o som do teu riso...

(E choveu saudade a tarde inteira, ainda assim)

Faço o trabalho árduo:
Ocupo o tempo de ser tua com um livro ou poesia
Deixo para mim os motivos para rir 
pequenos detalhes do dia

(E meu peito ainda arde neste festival de paixão...)

Não deixo a vida dedilhar tristezas,
Pois sou mais forte do que pareço, meu bem
Prendo a atenção ao verbo mais forte
às coisas que realmente me tem...

(Mas ainda queria tua poesia sem rima, derramada no olhar...)

Faço tanto silêncio 
Que quase desacredito que exista alguma canção
Mas sei que alguma coisa ainda persiste
Que o real, enfim, resiste
De desaparecer...

(Penso em ti e digo adeus, meu bem...)

Meu corpo, que é mais leve, de não ter o teu
Passa a caminhar sem detalhes de nós dois
A vida segue e somos mesmos tão adultos e normais..
Topo um anti-ácido - e sigo com algum tipo de paz.

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