Rotação, translação
A terra gira e a vida se organiza
A gravidade, feita de densidade,
Insiste em colocar os pés no chão...
As estações não erram a hora, meu bem:
Elas chegam
E nunca mais retornam iguais, mas se renovam
Por isso, a cada ano... temos verão.
E as chuvas lavam um fevereiro novinho em folha
E beijam Macapá...
O mundo não muda sua lógica para ajustar:
Gira em torno de sua órbita particular
Mas coabita bem em outros universos
E tudo o mais que ainda não temos explicação...
Por isso, o bicho homem é o tipo mais complexo:
Possui ânimos, paixões, desejos, multiversos
Vontades que, às vezes,
Desaguam em marés contrárias...
E, nestes instantes, a natureza silenciosamente fala:
Procure seu sol e gire aonde tudo fica no lugar
Dentro da desordem que possui todo coração
O eixo central de comando gira, mas permanece
Com o melhor senso de direção...
#
* Fiz esse poema porque senti vontade de (re)ler sobre a linha imaginária e o fenômeno do solstício. E daí me deparei com o conceito de 'eixo'.
E moramos justamente nesse 'lugar' da terra: a linha imaginária, o 'centro' do 'comando' entre a densidade e a leveza que mantém o mundo 'gerido' pela natureza.
Isso é LINDO e um verdadeiro recado do universo.
LUZ!

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