Leve, leve
Como a última pétala que resistiu ao Outono,
Ela vai trazer a nova estação
Filha da primavera,
Sabe aonde tocar..há de dar flor
Amiga do inverno e filha do sol: Sabe refazer calor...
Nascida no Equador
Para lembrar a potência da luz e a beleza da sombra
Segue, cada vez mais sua
Isso dá uma paz...
A de saber aonde está
A de saber quem é por si
A de estar por si (finalmente)
Semente....do tempo que virá
No avesso da realidade, pura poesia:
Desistiu de insistir na estação:
Tudo bem, são só outras formas de luz e cor
Afinal, mesmo nisso há beleza
Pois a humana natureza reúne afinados corações...
E pela 'lei natural' - Já disse Darwin -
Sobrevive o mais adaptado
E assim, por todo lado
O ambiente de cada um é o que cultiva
E nisso não há esquiva, é tempo bom de ver:
A planta que nasce desistiu do casulo
A Flor de Pipoca: O milho que não quis ser duro
O tempo do fogo ou da água: é tudo transformação
Veja: a lágrima já secou o tempo passado,
é calmaria para o coração...
Comunhão de futuros:
Da escolha do hoje ao tempo do amanhã
Não há mistério na receita, é só equacionar
A flor que nasce é a que gente escolhe regar.
E o fruto que vem
Tem o sabor do que a gente cultivou
O não que a gente pratica
É guia do primeiro amor...
À guerra se vai pelos pares
Até nisso, o poder da reciprocidade!
Os ciclos se encerram vagarosamente
Um botão desajeitado, vira flor...e nasce!
Viver é um milagre....
#
!!!

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