Mesmo que quisesse acelerar, não poderia:
Vou sentir, mesmo sabendo que não deveria
Que sou anacrônica e analógica em relógio acelerado
- Sentir 'faz parte do meu show'
Vou dançar enquanto não consigo caminhar
Contar piadas para sorrir muito, até confundir o tempo
Bordar delicadezas em tempos duros, sonhar em meio a absurdos
Vou aceitar que sou assim e ser feliz com isso: Afinal, Canto*, não é apenas feitiço!
Palavras e ações são verbos próprios...se alinham, na curva das marés...
Vou manter minhas águas em movimento, para que não se tornem más águas
Desembaçar os olhos e não usar tanto filtro...
Vou fingir que todo mundo é assim: gente de verdade!
Aceitar imperfeições - até as minhas, quem diria -
Vou me curar fazendo pausas
E escrevendo poesias...
#
Conversei com uma frase do Grande Fernando Canto, sempre presente nos meus dias. Ester Pena também diz algo sobre a 'Força Feiticeira das Palavras'.
Este poema foi feito sem pausas, de propósito e também foi publicado sem revisão. Perdoe algo, pois o fiz enquanto assistia 'O diabo veste Prada 2', e o fiz para Andy, mas também para mim e para ti, que já nos reinventamos...
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