segunda-feira, 18 de maio de 2026

Pausa

 
Vou virar a página devagar...
No meu modo particular de ser-gente
Mesmo que  quisesse acelerar, não poderia: 
As batidas do meu coração pedem presença...
Vou sentir, mesmo sabendo que não deveria
Que sou anacrônica e analógica em relógio acelerado
 - Sentir 'faz parte do meu show' 
e o espetáculo não  fui eu quem programei...-
Vou dançar enquanto não consigo caminhar
Contar piadas para sorrir muito, até confundir o tempo
Bordar delicadezas em tempos duros, sonhar em meio a absurdos
Vou aceitar que sou assim e ser feliz com isso: Afinal, Canto*, não é apenas feitiço!
Palavras e ações são verbos próprios...se alinham, na curva das marés...
Vou manter minhas águas em movimento, para que não se tornem más águas
Desembaçar os olhos e não usar tanto filtro...
Vou fingir que todo mundo é assim: gente de verdade!
Aceitar imperfeições - até as minhas, quem diria -
Vou me curar fazendo pausas
E escrevendo poesias...


#


Conversei com uma frase do Grande Fernando Canto, sempre presente nos meus dias. Ester Pena também diz algo sobre a 'Força Feiticeira das Palavras'.

Este poema foi feito sem pausas, de propósito e também foi publicado sem revisão. Perdoe algo, pois o fiz enquanto assistia 'O diabo veste Prada 2', e o fiz para Andy, mas também para mim e para ti, que já nos reinventamos...

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