Me leva para casa e é meu cobertor, quando preciso de proteção 'do mundo'. Me diz que posso, que sou mais corajosa do que acredito ser, e que preciso ser, pois a mesma vida que sangra...sara. E a palavra sarar, já é uma poesia...
A poesia me incomoda
E me convoca à comparecer para as dores do mundo e agir, pois sim, ela quer continuar a existir no peito das pessoas e, para isso, precisa muito de corações humanos agindo em prol do bom que a humanidade tem para dar.
A poesia me conecta - comigo e contigo.
E diz coisas de mim que eu não diria ou saberia...simplesmente fluem, rio de palavras derramadas na rua da emoção.
A poesia me acende sem queimar - ou me queima para 'sarar', cauteriza.
Pois emoções são delicados tecidos que podem ferir e ser feridos. E as palavras, suas navalhas - como diria Bel.
A poesia me presenteia
Com gente maneira, com vida, pois AMO encontrar essa gente MALU-QUECIDA, que transforma emoções em verbo, verbo em verso e verso em partilha...sim, a poesia me deu verdadeiros amigos.
A poesia me transborda
Sai correndo pelas minhas veias, em plena madrugada, pois sim, tenho uma lua que não dorme dentro de mim, pendurada no meu umbigo, pois sou umbilicalmente ligada à sua existência particular e própria. Assim, ela, aluanaodorme, decide quando também não vou dormir.
A poesia me ilumina
E também me banha, com sua liquidez e cores peculiares....
A poesia é meu caldeirão!
....e muitas vezes o licor alheio, que também aprecio e bebo.
" ...e sinto a bruxapresa na zona da luz...''
Viva à poesia!
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