Sem tanta pressa
Que não possa apreciar as borboletas amarelas
Que dançam, extemporaneamente, pela JK
Sem tanto ócio
Que não mova os passos em busca da próxima estação...
A vida, todos sabem - e já disse o Poeta
Pede coragem
As folhas caem, levam o ontem
- Nascem novas flores sob antigas paisagens -
Nós também somos assim:
Pedaços que findam e reconstituem em novo néctar e raiz
Por isso é tão profunda e simbólica
A beleza da palavra
Cicatriz...
Se tudo em nós renova e refaz
Se somos o ontem que se desfez e refez
Uma cicatriz é a constituição física
Da ferida que doeu e não dói mais...
É a certeza de que o corpo é uma entidade mágica
Capaz de se auto reconstituir em lar
De que a carne encontra um jeito próprio
De se reconectar...
E, de beleza em magia
Alheias à humana condição
Sob as curvas da estrada de Santana
Borboletas seguem sua própria efêmera existência
Bênção do nosso verão que nunca vai embora
(Mas move, aquece e sopra...)
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