quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Padrão de Referência



Acho que ainda não aprendi minha melhor versão
No laudo técnico da polícia intergaláctica de infinitos
Frequentemente me chega uma intimação
Presto contas com o Universo, 

- Justo eu, tão ruim em matemática e verbos mudos
Compareço, ajusto pontos...

É, não sou perfeita.
Ainda não tenho o manual de instrução
Que delícia ter erros para espelhar!
Ser gente real, e ainda assim,

Perceber e significar.

Trazer no corpo laços fixos que me dizem o poder
Desse magnifico imperioso Universo
Onde, mais que ‘estátuas de perfeição’
Somos elos diversos, complexos....

Cheios de múltiplos aprendizados - vendas ou lupas de auto-observação

E, por outro lado...tudo é construção

Quem olha para o outro e aponta sua própria suposta virtude
Deixa de se propor ao devido ‘padrão de referência’
E, assim, apequena suas possibilidades
Desvia o olhar de ter contato com sua própria substância

 - malditos...ou divindade.

Essa ‘quebra’ de padrão gera resultados diversos
Laudos imperfeitos e resultados questionáveis
Impossíveis de analisar a interação  - ‘perfeita rima’
De um vício ou virtude – nossa humana matéria-prima.

Diz a poesia, a beleza, a arte:
Que nosso olhar vire sempre para o infinito
Esse misterioso lugar a alcançar, algum dia, quiçá
E o que há de belo, místico, poderoso e bonito.

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*Essa semana tive contato em meu trabalho com o conceito de ‘Padrão de Referência” e sua profunda interferência sob desde conceito na interação interdisciplinar Química/Direito. Isso me trouxe muitas reflexões. Fui explicada porque, partindo de um padrão equivocado, se pode chegar a más perícias, ou seja, maus resultados (Matemática, química e parâmetros puros que impactam diretamente sob a aplicação do direito). Curiosamente, foi uma semana intensa dessa nova perspectiva e essa palavra não tinha como passar em branco.

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